Campeonato de Peladas do Amazonas

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Campeonato de Peladas do Amazonas
PELADÃO
Dados gerais
Organização Rede Calderaro de Comunicação
Edições 39
Local de disputa  Amazonas
Sistema Temporada (fases classificatórias)
Soccerball current event.svg Edição atual
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O Campeonato de Peladas do Amazonas, conhecido popularmente como Peladão, é o maior campeonato de futebol amador do Brasil[1] , e provavelmente do mundo, disputado anualmente desde 1973, e organizado pela Rede Calderaro de Comunicação (RCC).

No meio de uma Floresta Tropical, com um clima equatorial, rios colossais, o Estado do Amazonas se tornou sinônimo de prosperidade e modernidade, sem ausentar a ternura que se aguarda de quem conta com a maior reserva de biodiversidade do planeta.

Em Manaus, Amazonas acontece o maior campeonato de peladas do mundo. Um show de dribles, cores, olés, sorrisos e o encanto que somente a arte do futebol pode oferecer. Esse é o Peladão.

A cada edição do Peladão são mais de 20 mil pessoas diretamente envolvidas, entre organização, jogadores, rainhas e comissão técnica.

O campeonato amador representa o amor do amazonense pelo futebol. Tanto que em 2009, o Peladão contribuiu para que Manaus fosse escolhida como uma das 12 sedes da Copa do Mundo de 2014. O campeonato de Peladas do Amazonas, só reafirma que o Brasil é o País do Futebol.

O Peladão é mais que um campeonato, é um movimento social que conta com a valiosa participação de jogadores, técnicos, sem contar com as pessoas que fazem a comida dos times, os uniformes, lavam as roupas. É um batalhão de gente envolvida.

Os números chegam a impressionar. Durante os seis meses, mais de 60 campos são utilizados. O Peladão já chegou a reunir 800 times somente na categoria principal do torneio mais disputado do mundo.

O Peladão é um misto de conceitos, o jornalista inglês Alex Bellos, correspondente do jornal The Guardian na América do Sul e autor do livro “Futebol: O Brasil em campo”, elegeu o torneio amazonense como a historia de futebol que melhor define o futebol brasileiro.

A festa do Peladão já é um acontecimento garantido no calendário amazonense. O Peladão consegue mobilizar diversos segmentos da sociedade. Não precisa dispor de muitos recursos financeiros para fazer parte do ciclo Peladão. É preciso ter atletas com persistência e comissão técnica ofensiva. É um campeonato que prima pela democracia, no qual participam desde as comunidades dos bairros até as grandes empresas do Pólo Industrial de Manaus. Até grupos de amigos da faculdade ou de infância podem se reunir para montar uma equipe.

Desde o início o povo faz questão de lotar os estádios. No Peladão, todos são participantes da festa. É a mãe do atleta, o filho do técnico, os tios, primos e avos, vizinhos e colegas de trabalho de cada um desses craques. Todos juntos para gritar “Gol!!”.

A renovação no peladão vem aumentando a cada ano, a qualidade tem aumentado ainda mais. Os times, mais entusiasmados com o campeonato, têm se preocupado com todos os detalhes de formação da equipe.

Fundador do Peladão[editar | editar código-fonte]

Pensando em estreitar os laços com a comunidade, o jornalista Umberto Calderaro Filho, fundador da Rede Calderaro de Comunicação, criou o maior campeonato de peladas do mundo em 1972, que reúne mais de mil equipes por ano, numa disputa que se tornou tradicional no Estado do Amazonas, obtendo reconhecimento de entidades como a Confederação Brasileira de Futebol e da Federação Internacional de Futebol.

Um evento com mais de 35 anos de tradição e mais 20 mil pessoas diretamente envolvidas, reúne paixão por esporte e ação social em Manaus. Crianças, jovens, adultos, veteranos e indígenas correm atrás do título mais democrático do futebol amazonense, disputado por mais de mil times formados em todas as classes sociais e temperados por um concurso de rainhas, de cujas entranhas já saiu a mulher mais bonita do mundo. Em todos esses anos de jogos, gols, comemorações e beleza feminina, o Peladão já estimulou a doação de sangue na cidade, já alimentou os menos favorecidos e ensinou disciplina aos esportistas de todas as idades.

Festa de abertura[editar | editar código-fonte]

Festa de abertura
Abertura_JPG.JPG
Abertura na avenida Eduardo Ribeiro
A rainha é conduzida para a festa de abertura no helicóptero do Exército Brasileiro

A festa de abertura das edições do evento é sempre um momento bastante esperado pelos amazonenses e imprensa desportiva do Brasil e do mundo, já que o evento em si é um show à parte. Em parceria firmada com o Exército Brasileiro, a rainha do Peladão é conduzida de helicóptero até o local da festa. Futebol, show de paraquedismo, desfile de candidatas a rainha e ritual indígena marcam as comemorações da abertura do Peladão.

Em parceria criada com a Federação Amazonense de Paraquedismo, os paraquedistas trazem três símbolos importantes: as bandeiras do Brasil, do Amazonas e a bola que será utilizada no jogo de abertura. Eles levantam voo do aeroclube de Manaus em uma aeronave modelo Caravan que atinge a altitude de 8.000 pés.

Inserida no calendário da sociedade amazonense, a competição, nos idos dos anos 70, chegou a desenvolver sua abertura com desfiles alegóricos pelas ruas e avenidas da capital amazonense, passou pela Ponta Negra e Sambódromo até chegar ao reduto do futebol, o Vivaldão, para se iniciar uma nova fase da história.

Dentre as diversas festas marcantes, em 1998, na coordenação de Arnaldo Santos, teve como atração principal, o grupo Molejo que fez a alegria da comunidade do Peladão, um público estimado em 30 mil pessoas, no Centro de Convenções de Manaus, Sambódromo.

Não para de crescer[editar | editar código-fonte]

O Peladão é um campeonato tão diferenciado dos demais disputados pelo esporte mais popular do País, que com ele a expressão “frieza nos números” não existe. Tudo nele é superlativo.

Um total de 630 equipes participaram do Peladão em 1998. Para se ter uma ideia do crescimento do torneio, ano (2008) foram 1.209, recorde absoluto do maior do mundo.

Para surpresa de muitos, em janeiro de 2009, o Estádio Vivaldo Lima deu vez e espaço para um público de 42.608 espectadores, esse número foi contabilizado somente para as pessoas que se acomodaram nas cadeiras. Agora, não é só o maior campeonato de peladas, mas também a maior torcida do Amazonas. Os amantes do futebol aproveitaram a ocasião, para dar adeus ao estádio que irá sediar os jogos da Copa de 2014, dessa vez dando espaço para a Arena Multiuso.

Palco de grandes jogos durante as quase quatro décadas de existência, o estádio que recebeu a Seleção Brasileira por cinco vezes vai dar lugar ao moderno centro esportivo que, além de jogos, poderá ser utilizado para outros eventos, além de ser um centro de compras. Inaugurado em 5 de abril de 1970, com uma partida entre Seleção Brasileira e a seleção do Amazonas, o Colosso do Norte recebeu o selecionado outras quatro vezes. A última foi pelas Eliminatórias da Copa 2006.

O maior público oficial registrado no Vivaldo Lima antes da final do Peladão, foi no Rio-Natal de 20 de novembro de 1979, quando 40.193 pagantes viram o duelo entre os dois mais tradicionais do Estado.

Na edição 2010 do Peladão, foram 2.484 jogos e 8.719 gols protagonizados pelos peladeiros e incontestáveis batimentos cardíacos por causa deste verdadeiro fenômeno de público, a olhos vistos em Manaus, no Amazonas, no Brasil e no mundo.

Números do Peladão 2010[editar | editar código-fonte]

8.719 – Gols

27.404 – Atletas

2.484 – Jogos

1.211 – Equipes

4.755 – Cartões Amarelos

710 – Cartões vermelhos

Coordenação[editar | editar código-fonte]

Arnaldo dos Santos Andrade é radialista, cronista esportivo do Estado do Amazonas, foi apresentador do programa ‘AS nos Esportes’, transmitido pela extinta TV Ajuricaba, marketing do Grupo Simões, e atualmente, é responsável pelo marketing da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), assim como exerce a função de coordenador geral do maior campeonato de futebol amador do mundo (Peladão), desde 1998. No início da gestão do atual coordenador do Peladão, Arnaldo Santos, diversos desafios tiveram de ser enfrentados, como por exemplo, em 1998, intitulou a ‘aventura do aprendizado’, pois a equipe que acompanhava o coordenador não conhecia inteiramente o sistema interno do Peladão. Em 1999, iniciou-se a confrontação de conceitos, que, visava a quebra de paradigmas criados por antigos coordenadores, e, que eventualmente, os clubes estavam habituados a conviver com as regras anteriores. Anos 2000 e 2001, os objetivos afirmados por Arnaldo Santos foram estabelecidos, como a criação de categorias para o Peladão, entre elas: Peladinho, Peladão Master, Peladão Feminino e Peladão Indígena, causando assim um processo denominado por ele de ‘reciclagem de valores’.

Entre as evoluções ocorridas no Peladão, na gestão Arnaldo Santos, podemos citar o processo de armazenagem de dados de todos os atletas, bem como clubes inscritos na competição. Hoje, qualquer atleta pode obter informação acerca do clube que pertence. O sistema digital do Peladão identifica, por exemplo, se existe duplicidade de atleta, nesse caso o jogador inscrito em dois clubes é eliminado da competição, conforme estabelece o regulamento.

É notável a revolução causada por Arnaldo Santos ao assumir a coordenação do maior campeonato de peladas do mundo. Arnaldo pensa em Peladão, como um resgate de valores culturais da Amazônia Brasileira como Pará, Amazonas, Maranhão, Goiás, Mato Grosso, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima, tendo o futebol como única linguagem, que divulga a Amazônia para o mundo.

Na definição de Arnaldo Santos, o Peladão é um grito de liberdade, que permite aos participantes dessa grande família determinar o potencial e os limites de cada um, sentindo o gosto da vitória e a tristeza da inevitável derrota, sem perder o ânimo nessa luta cruel de direto à cidadania, no combate à exclusão social, à criminalidade, às drogas e por uma sociedade mais justa.

“O Campeonato de Peladas do Amazonas agrega um novo valor nas suas finalidades e nos seus princípios básicos, a dupla participação da mulher, que não só mostra a sua elegância e sua beleza no concurso de Rainha, mas a raça, o talento e a arte na prática do futebol. O Peladão não é só o maior campeonato de peladas do mundo. É o mais social dos programas sociais do Amazonas, porque é feito pelos amantes desse fantástico mundo redondo chamado Bola”, conceitua Arnaldo Santos.

O atual coordenador deu dinamismo a competição, e com isso atraindo para o Peladão mais de 1.000 times e 20.000 atletas inscritos anualmente, nas diversas categorias da competição. Os incentivadores iniciais deram uma grande contribuição, os coordenadores do Peladão que se seguiram, Alex Benevides, Américo Loureiro, Plínio Valério e Messias Sampaio, não são menos importantes. Cada um deles, com as suas vertentes de administração explícitas e o desempenho da equipe do jornal A Crítica, conseguiram dar ao Peladão as condições de acompanhar a evolução do maior campeonato de peladas do mundo ao longo dos anos.

Incentivador do esporte amazonense, Arnaldo Santos, apoiava o Peladão, por meio da representação da Coca-Cola, em Manaus, grupo Simões. Com isso, Arnaldo buscava aliar a marca da Coca-Cola ao maior campeonato de peladas do mundo. Até que numa de suas reuniões com os representantes de marketing do jornal A Crítica, conseguiu mostrar suas vertentes explícitas de comunicador, e assim, semanas depois recebeu um telefonema da direção de A Crítica, para coordenar o Peladão. Membros do jornal tinham se encantado com a forma de comunicação, de um pensamento macro, da sensibilidade com que Arnaldo enxergava a marca Peladão.

Coordenação técnica[editar | editar código-fonte]

Coordenador geral: Arnaldo dos Santos Andrade

Coordenação técnica: Aldemar Amazonas Affonso

Coordenação administrativa: Sidniz Pereira da Silva Filho

Coordenação do concurso de Rainhas: Kid Mahall

Estatística: Sérgio Paulo Fernandes da Silva

Coordenação do Peladão Indígena: José Carlos Pereira Cavalcante

Supervisão da coordenação do concurso de Rainhas: Rick Olliver

Administrativo: Erika Regina da Cruz Sales / Atual: Regiane Andade Souza

Apoio administrativo: Maria Alice Viana Sales / Atual: Maria Domingas de Brito Moreira

Categorias[editar | editar código-fonte]

O Peladão é dividido em quatro categorias de peladas e dois concursos de rainhas. (Principal, Master, Feminino, Peladinho, Peladão Indígena, concurso de Rainhas do Peladão e Indígena)

  • Principal
Categoria Principal

Ao longo do tempo, o Peladão melhorou o seu produto; ainda que mantenha o espírito amador, a competição soube organizar a fórmula de disputa, ganhando em credibilidade. Disputado em sistema de chaves, o Peladão ensinou aos dirigentes e aos atletas lições primordiais de esportividade. Hoje, quem passa dos limites é julgado por um Tribunal Esportivo, formado por juristas especialistas em futebol, podendo ter nome escrito nas páginas do Livro Negro, onde estão os atletas suspensos da competição.

Marcado pela participação de times de todas as regiões da cidade, o Peladão movimenta, desde os campos de terra batida até os grandes estádios da cidade de Manaus como o Estádio Vivaldo Lima e a Colina. No decorrer dos anos, o campeonato foi ganhando em organização e aumentando a rivalidade entre os times. Além de equipes de bairros, o Peladão também registra grande participação de empresas, que colocam suas marcas em exposição por meio do Peladão. Muitos jogadores profissionais deixam os times da cidade contratados por empresários, que, além de emprego, oferecem-lhes estabilidade, bons salários e capacitação, em troca do bom futebol apresentado por estrelas de 16 aos 39 anos de idade.

  • Master
Categoria Master

Foi de uma constatação da coordenação do evento que a categoria Master do Peladão foi concretizada. Os jogadores mais "velhos" não conseguem acompanhar o ritmo dos mais jovens. Logo eles perdiam o interesse, iam parar no banco de reservas e acabavam deixando a competição. Hoje, os veteranos voltaram ao primeiro plano do Peladão. Muitos desses jogadores têm uma história na comunidade. Agora, eles podem reviver este passado de glória. Foram 55 equipes na primeira edição, comprovando que a ideia foi bem recebida. Craques do passado estão voltando aos gramados e tornando-se conhecidos entre os mais jovens. Em 2010, a coordenação do Peladão registrou um total de 1.211 equipes inscritas, superando o ano anterior que contabilizou 1.209 clubes inscritos.

  • Peladão feminino
Categoria Feminino

Em 2005, a competição passou a ser disputada pela primeira vez por mulheres, que, além de torcer pelos filhos, maridos, namorados e amigos, também entram em campo, fazendo gols na pelada mais tradicional do Brasil.

  • Peladinho
Categoria Peladinho

Criado para a garotada que, no futuro, vai manter viva a tradição do futebol brasileiro, o Peladinho é disputado seguindo regras especiais, tirando garotos das ruas e ensinando-lhes desde o início os princípios educativos do esporte. Obedecendo às orientações do Estatuto da Criança e do Adolescente. O coordenador geral do Peladão, Arnaldo Santos, antes de criar o Peladinho, fez consultas a profissionais de psicologia, ouviu juízes de Direito tomando o cuidado de fazer da competição um lazer para as famílias. Para disputar o Peladinho, todos os jogadores têm de apresentar comprovante de matrícula escolar e um documento assinado pelo pai ou mãe autorizando a participação do atleta, assim como cópia do RG de quem assinou. Durante os jogos, os árbitros não podem xingar os atletas. Não há cartões vermelhos, e os índices de faltas são menores do que os jogos dos adultos.

Assim como as rainhas alimentam o sonho de seguir uma carreira artística, os jogadores do Peladinho podem continuar sonhando com um futuro promissor nos gramados, ao mesmo tempo em que continuam estudando.

Campeonato dos povos indígenas[editar | editar código-fonte]

Guerreiros preparam ritual da bola
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Assim como fazem com meninos e meninas na passagem para a vida adulta, índios treinam para ingressar na família do Peladão

Tabatinga, região do Alto Solimões, fronteira do Amazonas com o Peru. Os índios Ticuna se reúnem para o ritual da “Moça-Nova”, que, basicamente, consiste em três dias e três noites de festa para comemorar a primeira menstruação de uma cunhã-poranga e, posteriormente, sua passagem à vida adulta. As danças, regadas a boas doses de pajauaru e caxiri (bebidas feitas a partir de fermentação da mandioca) servidas em cuias, unem a aldeia do Umuriaçu. Em Maués, numa comunidade isolada, os Sateré-Maué fazem o ritual da Tucandeira, versão masculina da passagem da adolescência para a vida adulta. Os meninos enfrentam a ira das formigas de fogo para se livrarem da maldição dos espíritos, transformando-se em verdadeiros guerreiros.

No universo amazônico de encantos e lendas, ocorre o Campeonato dos Povos Indígenas, conhecido popularmente como Peladão Indígena, representantes de várias etnias se encontram para a celebração do futebol. Para os peladeiros que usam, com orgulho, cocares, tintas, flechas e adornos, existe um novo ritual, regado a adrenalina e praticado com acessórios especiais, chamados pelos brancos de bola, tênis, meia e redes, que pode terminar em comemoração e festa, ou em luto e tristeza.

Os índios, ao contrário do que apregoa o senso-comum, representam uma parcela significativa na capital do Amazonas, algo em torno de 30 mil pessoas. É justamente por essa parte da população que a coordenação do Peladão criou em 2005, o Peladão Indígena, aumentando ainda mais a pluralidade cultural da competição.

A competição é disputada no sistema de rodízio dentro das chaves, ou seja, as equipes jogam entre si. No masculino existem dois grupos, A e B. A chave A é formada por seis clubes e a B é composta por cinco equipes. Ao final da última rodada, classificam-se os quatro melhores colocados. Times na categoria Masculino e Feminino trocam arcos e flechas, a caça e a pesca, pelos prazeres do futebol.

As guerreias também jogam

Nas duas chaves todos jogam contra todos, classificando-se os dois primeiros para as semifinais, de onde sairão os finalistas. O campeão da chave indígena pega o vencedor do Torneio Paralelo do Interior. Quem vencer o cruzamento entra nas oitavas-de-final da categoria principal do Peladão.

No início da competição, apenas algumas etnias apareciam nos treinamentos de futebol. Hoje, são pelo menos 19 equipes inscritas entre as categorias masculino e feminino, que jogam no Peladão. O esporte é o primeiro passo para a inclusão social do índio que mora a cidade de Manaus.

Em um campeonato aberto para todos os segmentos da sociedade, a comunidade indígena das mais variadas etnias não poderia ficar fora da disputa do Peladão. Com o objetivo de criar um evento que priorizasse a inserção social para os indígenas quase sempre desprovidos de políticas públicas adequadas, o coordenador geral do Peladão, Arnaldo Santos, resolveu estimular a prática esportiva entre a população indígena.

Os jogos ocorrem no campo 2 da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), competição tradicional dentro do maior campeonato de peladas do mundo, que fortalece os laços culturais e formando a identidade indígena, tornando-se ponto de encontro dos nativos, criando assim uma sociabilização entre as tribos indígenas, além do incentivo à prática esportiva.

A participação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) no projeto ‘Peladão Indígena’, foi fundamental para a credibilidade do evento, pelo apoio científico no trato de um segmento importante e tão discutido na região amazônica. Além de acolher nas suas instalações físicas a realização dos jogos, a Ufam contribuía com o apoio técnico da Escola de Educação Física, tendo como diretora a Dra. Ártemis Soares, que pelo seu conhecimento, no lidar com povos indígenas, foi determinante para transformar o evento ‘Peladão Indígena’, não só num jogo de futebol, mas também num encontro inter-étnico.

Um líder no Peladão Indígena[editar | editar código-fonte]

Um sociólogo, teólogo e doutor em Educação Ambiental.

Esposa de Jorge Terena, Mara Kambeba "herdou" a liderança do marido. Mara segura uma foto de Jorge

O Peladão Indígena contou desde sua formação com a participação marcante do líder Indígena, Jorge Terena, que foi um dos fundadores do Movimento Indígena Nacional. Terena estabelecia contato com diversas etnias fixadas na capital amazonense, buscando incentivar as práticas desportivas no Peladão Indígena, como um dos instrumentos de inclusão e enfrentamento das problemáticas indígenas.

Jorge Terena afirmava que a categoria Peladao Indígena era uma oportunidade para reunir etnias, e assim realizar um levantamento sobre a situação de vida das comunidades indígenas residentes em Manaus. “Finalmente foi criado um evento com mecanismo de inserção social para os irmãos indígenas, quase sempre desprovidos de políticas públicas adequadas”, analisava Terena.

Terena foi o primeiro indígena brasileiro a se formar em Sociologia pela Universidade de Maryland (EUA), defendia a participação mais ativa da juventude indígena nos movimentos de lutas sociais. O líder indígena faleceu no dia 9 de novembro de 2007, na cidade de Manaus, deixado a imagem de um indígena guerreiro e inteligente.

Linguagem do futebol indígena[editar | editar código-fonte]

Ini-Ta-Gol = Gol

Iapa Nhapitsara = Vamos homens

Iapa Waima = Vamos mulheres

Iapa ini laptsara Iruá = Vamos lutar para ganhar, parente

Sewassi = Gay, viado

Nhaeurakânia = Home brocha

Iaptsara Quêchi = Ta dormindo em campo (Ta muito mole)

Miricua = Delegado, quem não toca a bola

Iapa Atawaria = Ficou com as penas do frango

Nhaptsara Iurupaki = Levou um drible bonito

Iapana = Jogador rápido

Concurso de rainha Indígena[editar | editar código-fonte]

Paralelo ao futebol indígena, candidatas se apresentam para os jurados que apontam a mais bela índia das tribos que participam do maior campeonato de peladas do mundo.

Rainhas Indígenas[editar | editar código-fonte]

Galeria de rainhas indígenas do Peladão

2005 – Thamara Brasil (Participou do projeto ‘O Brasil Passa Pelo Sesc’, realizando ensaio fotográfico em 2007, para o fotojornalista do jornal o Globo, Custódio Coimbra, com o apoio do ponto focal Kid Mahall).

2007 – Arleane Marques de oliveira (Em 2008, participou do programa nacional ‘Beleza na Favela’, da Rede Record).

2009 – Andréa Araújo Péres

2010 – Karina Dias Chaves

Concurso de Rainhas do Peladão[editar | editar código-fonte]

A maior passarela do mundo reúne todas as candidatas no Estádio Vivaldo Lima

Paralelo ao título de campeão no futebol, o Peladão agita a cidade com um Concurso de Rainhas que representam os clubes e disputam a coroa de mais bela candidata da temporada. Um carro zero quilômetro já seria o suficiente para estimular a imaginação das belas, mas, com a projeção nacional e internacional, a disputa transformou-se na maior porta de entrada para uma bem-sucedida carreira nas passarelas. Em 2001, Priscilla Meirelles, até então mais uma entre as mais de mil concorrentes, venceu o concurso e não parou mais de ganhar, conquistando os títulos de Miss Brasil Globo, Miss Globo Internacional, Miss Amazonas, Beleza Amazonas, Beleza Brasil, Miss Terra. Atualmente, Priscila reside nas Filipinas, onde trabalha como modelo, sendo profissional bastante reconhecida e requisitada para trabalhos naquela parte do mundo, muito em função do seu sucesso no concurso de Miss Terra. Priscila posou para a capa da primeira edição da revista Playboy nas Fillipinas, onde ela é celebridade. Seguindo os passos de Priscila, o Peladão exportou mais uma beleza amazonense. Em 2007, Larissa Ramos foi coroada Princesa do Peladão. Larissa foi eleita Miss Terrra 2009.

Jornalista e produtor do programa Nosso Encontro, Kid Mahall, coordena o concurso de Rainhas há 11 anos

No Peladão, o sonho que acompanha as candidatas pode virar realidade. Durante os meses de disputa, as rainhas passam por diversas eliminatórias, aprendem as técnicas de desfile com o coordenador do concurso, Kid Mahall, são estimuladas a aprimorar seus conhecimentos, participam de compromissos para a televisão e são clicadas pelos fotógrafos do jornal A Crítica. A vida de miss inclui também a família, muitas vezes envolvida com o dia-a-dia de preparação de rainhas.

Candidatas visitam pontos turísticos da capital amazonense

Com uma extensa agenda, que inclui visitas aos pontos turísticos de Manaus, ensaios, fotos, filmagens e participação nas eliminatórias, o concurso escolhe a mais bela candidata ao mesmo tempo em que prepara a rainha para representar com classe a tradição de um desfile que virou moda no Amazonas, recebendo, na fase final, as classificadas do interior do Estado.

A maior passarela do mundo reúne todas as candidatas no Estádio Vivaldo Lima, no dia da abertura, quando a primeira e maior eliminatória é realizada para mais de 40 mil pessoas. Nos últimos anos, o concurso transformou-se no primeiro objetivo das meninas que sonham com a carreira de modelo.

A candidata interessada em concorrer ao título de rainha do Peladão, deve procurar diretamente os times pré-inscritos na competição. Todas as candidatas deverão acompanhar os cronogramas de reuniões, publicados no jornal A Crítica. Em algumas situações, familiares de candidatas a rainha, se dirigem a sede da coordenação do Peladão, situada a rua Joaquim Sarmento, 270, Centro, à procura de um bom time.O regulamento do Peladão, diz que cada time é obrigado a inscrever uma candidata à rainha do Peladão.

  • Paralelo de Rainhas

As rainhas podem ajudar os times que foram eliminados a voltar. As semifinalistas até a 16ª trazem seus clubes de volta para participar de um torneio paralelo onde o vencedor deste, enfrentará o campeão do Peladão dos municípios do Amazonas, mais o campeão dos indígenas. O vencedor dos confrontos será a 16ª equipe que formará as oitavas-de-final. Em 1997, o Arsenal foi campeão após participar do torneio Paralelo de Rainhas, graças a sua candidata.

Com as eliminatórias no programa Nosso Encontro, da TV A Crítica, o produtor do programa e também coordenador do concurso de Rainhas buscava estimular ainda mais a participação do público que acompanhava as eliminatórias do concurso através do programa Nosso Encontro, Kid Mahall e Arnaldo Santos estabeleceram, pela primeira vez em transmissão ao vivo num programa de TV no Amazonas, o sistema de votação via SMS, cujo resultado foi surpreendente. A candidata Regiane da Silva Taveira, representante da equipe Jardim Amazonas contabilizou 2.540 votos. O resultado geral totallizou 6.440 votos, via SMS.

Galeria de Rainhas do Peladão[editar | editar código-fonte]

Natasha Barbosa - 2005
Rafaela Raissa , 1ª rainha do interior do Amazonas a vencer o concurso - 2009
Jessyca Vivieny - 2010
Ano Rainha Clube Bairro
1975 Cilene Pessoa Murrinhas do Egito Cachoeirinha
1976 Sissi Coutinho Ponta Pelada C.O.Machado
1977 Socorro Santos Laboratório São José Centro
1978 Edileuza Pinheiro Tropical Hotel Ponta Negra
1979 Auxiliadora Régis Santa Rita Cachoeirinha
1980 Angela Soares Estrela do Mar Centro
1981 Cristina Neves Propran Centro
1982 Tânia Alves Racing Boulevard
1983 Conceição Silva Jap São Raimundo
1984 Socorro Neves Grêmio E. Sto. Antônio Santo Antônio
1985 Rosely Cabral Jap São Raimundo
1986 Socorro Afonso Transmiro Conj. Ajuricaba
1987 Cristina Braga Jap São Raimundo
1988 Sandra Oliveira Nova Geração Manôa
1989 Eliomar Araújo Morenotur São Jorge
1990 Laudicéia Correa Transportadora S. Jorge São Jorge
1991 Rosangela Vieira Espantalho Santo Agostinho
1992 Mauricélia Correa Goiânia da Amazônia D. Industrial
1993 Lilan Noronha Bemol Fogás Parque Dez
1994 Jane Pinatto Grêmio T. Loureiro Centro
1995 Márcia Lasmar Grêmio Sucatão Centro
1996 Patrícia Moura Norsergel Centro
1997 Marciely Gomes Vasco Fla Cidade Nova
1998 Liana Paula Trigolar Arsenal C. O. Machado
1999 Kamila Jeniffer Fortaleza Futebol Clube Beco do Macedo
2000 Samanta Simões Grêmio Unidos da Glória Trigolar Glória
2001 Priscilla Meirelles de Almeida Unidos do Hiléia Flores
2002 Aline Leite Pereira PEC Drogaria Rio Sol Cidade Nova
2003 Saara Adla P. Oliveira 3 B Aparecida
2004 Gabrielle Costa de Sousa 3B / Laboratório São José / Distrel Aparecida
2005 Natasha da Rocha Barbosa 3B Distrel Aparecida
2006 Aline Rodrigues Vieira Obidense Cidade Nova
2007 Lívia Vanessa Duarte Braga Águas do Amazonas Compensa
2008 Carla Katherine Chaves Curinga Por que não jogaríamos? Coroado
2009 Rafaela Raissa Matos Avelar Flamengo de Barcelos Município de Barcelos
2010 Jessyca Vivieny de Castro Menezes Cj. Petro Coroado
2011 Jéssica Ferreira da Silva (Jéssica Sepatine) Catelli Futebol Clube
2012 Juliana Soares ASA Futebol Clube
2013 Brenda Carioca Pontes Sociedade Personal Futebol Clube

Comissão disciplinar[editar | editar código-fonte]

Equipe que cuida as disciplina dentro do Peladão é formada por advogados renomados do cenário desportivo

A organização da Comissão Disciplinar do Campeonato de Peladas do Amazonas vem modificando os Tribunais da Justiça Desportiva do futebol brasileiro. A Comissão Disciplinar está implantando um jeito de administrar o Campeonato de Peladas na condução dos processos e na agilidade dos procedimentos no futebol amador.

A coordenação do Peladão está fazendo história através de seu trabalho organizado. O ensinamento abrangente principalmente a organização de todas as reuniões realizadas pela Comissão nas competições passadas.

A credibilidade da competição se faz presente também na Comissão, que tem suas decisões respeitadas pela organização.

Hoje é possível encontrar qualquer nome e o Processo de qualquer atleta punido pela Comissão do Campeonato de Peladas. Isso torna o futebol mais transparente. É por isso que o Campeonato de Peladas é criterioso e respeitado.

Todos têm o direito de recorrer à Comissão de justiça da competição, caso entendam que foram prejudicados. As reuniões da Comissão são realizadas sempre as quintas-feiras a partir das 18h. Neste momento todos os clubes devem procurar ler o Código e tomar conhecimento de todos os direitos e deveres.

Código disciplinar[editar | editar código-fonte]

Criado para gerir as decisões da Comissão Disciplinar, o Código Disciplinar do Campeonato de Peladas do Amazonas, uma promoção da Rede Calderaro de Comunicação (RCC), conta com o Ato Administrativo (AD), que na verdade representa uma forma de agilizar o trabalho, diminuindo assim a sobrecarga da Comissão. Com isso, a coordenação pode aplicar a penalidade de acordo com a súmula dos árbitros, sem precisar do julgamento da Comissão.

Campeões[editar | editar código-fonte]

Ano Campeão Vice-campeão
1973 Juventude Atlética Paroquial - JAP (S Raimundo) Castelinho (Parque Dez)
1974 Estrela (Boulevard Amazonas) Bulbol (Centro)
1975 Estalo (Santa Luzia) Estrela (Boulevard Amazonas)
1976 Estalo (Santa Luzia) Tuna Luso (Praça 14)
1977 Ótica São Paulo (Centro) Atlântico (Cachoeirinha)
1978 Arranca Toco (Educandos) Ótica São Paulo (Centro)
1979 Compenorte (Centro) Zaire (Cachoeirinha)
1980 Tuna Luso (Praça 14) Associação Atlética Chapada (Chapada)
1981 Transmiro (Campos Elíseos) Serveng (Centro)
1982 Tuna Luso (Praça 14) Saramandaia (Alvorada)
1983 Zaire (Cachoeirinha) Estalo (Santa Luzia)
1984 Tuna Luso (Praça 14) Petro Silva (Educandos)
1985 Furacão (Manacapuru) Arapaima (Raiz)
1986 Juventude Atlética Paroquial - JAP (S Raimundo) Furacão (Manacapuru)
1987 Arsenal Trigolar (Colônia Oliveira Machado) Zaire (Cachoeirinha)
1988 Arsenal Trigolar (Colônia Oliveira Machado) Coesa (Parque 10)
1989 Unidos da Glória (Glória) Arsenal Trigolar (Colônia Oliveira Machado)
1990 Unidos da Glória (Glória) Barcelona do Pacheco (S .Luzia)
1991 Auto Esporte Serrão (Centro) Proauto (Parque 10)
1992 Unidos da Compensa (Compensa) Arsenal Trigolar (Colônia Oliveira Machado)
1993 Entram (Manacapuru) Grupo Janjão (Centro)
1994 Janjão Gouvea (Centro) Promóveis (Compensa)
1995 Arsenal Trigolar (Colônia Oliveira Machado) Grupo Janjão (Centro)
1996 Arsenal Trigolar (Colônia Oliveira Machado) Central do Coroado (Aleixo)
1997 Arsenal Masters (Colônia Oliveira Machado) Janjão Poraqué (Centro)
1998 Arsenal Masters (Colônia Oliveira Machado) Fujax Futebol Clube (Alvorada)
1999 Amigos do Maradona ( Francisca Mendes ) Arsenal Trigolar (Colônia Oliveira Machado)
2000 3B (Aparecida) Sociedade Esportiva Aritana (Flores)
2001 3B Suprishop (Flores) Unidos do Hiléia (Flores)
2002 Park Clube (Petrópolis) 3B Trigolar (Aparecida)
2003 3 B (Aparecida) Unidos do São José - Amigos do Banha
2004 Alternativa Futebol Clube (São Jorge) Clube de Regatas Cantareira (Cidade Nova)
2005 Tabajara Compensão (Compensa) Compensão (Compensa)
2006 Compensão (Compensa) Glória Praiano (Glória)
2007 Grêmio Unidos da Glória (Glória) Compensão (Compensa)
2008 Compensão (Compensa) Lanche Jacaré (Bairro da União)
2009 S.E. Unidos do Alvorada (Alvorada) Panair F.C (Educandos)
2010 União da Ilha da Manaus Moderna(Centro) S.E. Unidos do Alvorada
2011 União da Ilha da Manaus Moderna(Centro) Liga de Iranduba/Grupo Carvalho
2012 Martins Vical/MRA engenharia Arsenal
2013 Amigos do Felipe/

Tabuleiro

Amigos do Tonho

Artilheiros[editar | editar código-fonte]

Ano Artilheiro Clube Gols
1998 Wando dos Santos Rodrigues Unimed 21
1999 Wando dos Santos Rodrigues Unimed 16
1999 Rildo Oliveira de Moraes Trigolar Arsenal 16
2000 Erivelto Silva e Souza Manduba F.C. 19
2001 Ronivaldo Venancio da Silva Vale do Sol COOESP 19
2002 Jean Fábio de Albuquerque Ribeiro GACIN Master - Edimo 22
2003 Paulo Jaime Saldanha de Souza Bangu de Petropólis 16
2004 Douglas Leite Pereira Central do Coroado 14
2005 Adriano Jorge Alves de Oliveira Semp Toshiba 18
2006 Aguinaldo Pantoja Barros Grêmio do Coroado 16
2007 José Augusto Martins Pedroza Clube de Futebol Niteroy 14
2008 Anderson Pereira Tomaz Estrela do Aleixo Casa das Valvulas 12
2009 José Augusto Martins Pedroza Clube de Futebol Niteroy 21
2010 Jefferson Firmino de Abreu Santos da Vila F.C. 10
2010 Adauto Laranjeira da Silva Galiléia F.C. 10
2011 Alexsandro Costa da Silva União da Ilha da Manaus Moderna 16
2011 Moisés Assis Alves, o “Para” Panair Trigolar 16
2012 Wanderson de Oliveira Cavalcante Obidense 14

Craques[editar | editar código-fonte]

Ano Craque Clube
1998 Wallace Roque Leocádio "Índio" Arsenal Master Poraque
1999 Germando Ferreira Alves "Magal" Amigos do Maradona
2000 Silvano Sérgio Barroso e Silva 3B
2001 Josinaldo Marinho Moraes "Rincon" 3B Suprishop
2002 Claudio Adão Duarte Ferraz Park Club
2003 Raimundo Souza Bodute Unidos do São José Amigos do Banha
2004 Max Fábio Rodrigues Alternativa F C
2005 Vilan Amaral Souza Tabajara Compensão
2006 Américo dos Santos Aguiar Neto Compensão
2007 Alexandre Nobre Bezerra "Ferrugem" Grêmio Unidos da Glória
2008 Francisco Everton da Silva Natividade C A Martins Vical
2009 Jorge Alexandre de Vasconcelos Panair F C
2010 Ricardo de Oliveira Babilônia “Mutante” União da Ilha da Manaus Moderna

Melhores goleiros[editar | editar código-fonte]

Ano Goleiro Clube
1998 Marcio Bernardo S E Aritana
1999 Wolney Freitas da Silva Amigos do Maradona
2000 Gelson Pinheiro de Souza 3B
2001 José Isaias Quintino dos Santos 3B Suprishop
2002 Gelson Pinheiro de Souza Park Club
2003 José Costa Silva Unidos do Hileia
2004 Gonçalo da Silva Marques Filho Alternativa F.C.
2005 José Costa Silva Compensão
2006 Carlos Roberto de Oliveira Ferreira "Betinho" Compensão
2007 José Costa Silva Compensão
2008 Wandercley Cavalcante da Silva Lanche Jacaré F C
2009 Carlos Roberto de Oliveira Ferreira "Betinho" Panair F.C.
2010 Deleon Lima de Matos União da Ilha da Manaus Moderna

Goleadas[editar | editar código-fonte]

Maior goleada de todos os tempos foi na categoria Peladinho 2004: Manaós Petrobrás/IBA 31 X 0 Força Jovem Barcelona.

# Ano Time 1 Time 2
1 2009 C.A Martins Vical 25 0 Boa Sorte Jr.
# Ano Time 1 Time 2
2 2005 Semp Toshiba 25 0 Manauara E.C
# Ano Time 1 Time 2
3 2002 Mundial Manufacturing 24 0 Parma
# Ano Time 1 Time 2
4 2002 Gacin Master Edimo 24 0 Unidos do Tarumã F.C. / BR 174
# Ano Time 1 Time 2
5 2004 Central do Coroado 24 1 Mangueira E.C
# Ano Time 1 Time 2
6 2001 3B Supri Shop 23 0 Canarinho N.Israel
# Ano Time 1 Time 2
7 2000 Manduba F.C. 21 0 Esporte Central
# Ano Time 1 Time 2
8 2003 Industriário F.C. – D. Industrial 19 0 Sport Boys – São José
# Ano Time 1 Time 2
9 2006 Seleção do Mauazinho 19 1 Grupo Orsa
# Ano Time 1 Time 2
10 2006 V. do Centro F.C 1 18 Grêmio do Coroado

Arbitragem[editar | editar código-fonte]

Na primeira fase do Peladão cada time deve indicar um trio de arbitragem para atuar em um jogo (que não seja do seu time, óbvio) na rodada. A partir das oitavas-de-final, os árbitros são fornecidos pela coordenação. O árbitro mais antigo do Peladão é Paulo Jorge de Moraes Rodrigues, ou simplesmente Paulinho, foi considerado em 1998 o melhor árbitro da competição. Paulinho atua na competição há mais de 30 anos.

Exportando talentos[editar | editar código-fonte]

Do maior campeonato de futebol amador do mundo saíram jogadores como o ex-são-paulino França, hoje no futebol japonês e equipes profissionais como o Holanda, campeão amazonense em 2008 - título que permitiu a participação na série C do Brasileirão e uma tímida, mas oportuna passagem pela Copa do Brasil -, e o Manaus Compensão, hoje na segunda divisão do campeonato amazonense.

Exportador de talentos, o Peladao já revelou outro grande nome do futebol, como o Lima – que jogou no Roma. A jogadora Cebola foi uma das escolhidas para fazer um teste em 2009, na Seleção Brasileira Feminina de Futebol e, que vem ganhando cada vez mais espaço e prestígio, atraindo meninas interessadas em praticar a modalidade.

Campanhas sociais[editar | editar código-fonte]

Ano: 2001

  • Seja campeão do jogo da vida. Doe sangue!

"Doar sangue é mais que um ato de amor, é salvar uma vida" Parceria com (Hemoam) Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas.

  • Faça uma criança sorrir

Cada cartão amarelo poderia ser trocado por bola, porém, a quantidade de bola em relação ao cartão recebido era crescente de acordo com cada fase da competição: 1 fase - cada cartão amarelo = 5 bolas 2 fase - cada cartão amarelo = 10 bolas 3 fase - cada cartão amarelo = 15 bolas Ao término da campanha um total de 154.540,00 com uma média de 22.077 bolas por competição foram arrecadadas.

Projeto "Peladão Verde na Escola", visa estimular estudantes a plantar mudas de árvore em áreas desarborizadas. Os alunos recebem orientação sobre sustentabilidade do meio ambiente
  • Sopão do Peladão
O 'Sopão do Peladão' atende a todas as classes sociais

A distribuição de sopa é realizada a cada sexta-feira do mês de dezembro, às 11h, na sede da coordenação do Peladão. As equipes participantes da competição colaboram com a doação dos ingredientes da sopa (carne, verdura, macarrão, feijão, batata e etc.), outras equipes doam os copos descartáveis, as colheres, pães.

A partir do Sopão do Peladão diversas equipes passaram a realizar a distribuição de sopa dentro das comunidades, despertando espírito de solidariedade e cidadania.

  • Capitão Verde

Criado em 2009, busca proporcionar conhecimento para os atletas do Peladão, acerca da preservação do meio ambiente. Os participantes foram diplomados e considerados Capitão Verde, agentes ambientais voluntários, certificados e capacitados, em parceria com o Centro Universitário Luterano de Manaus (Ulbra).

  • Peladão Verde na escola

A partir de 2010, a coordenação do Peladão passou a firmar parcerias com escolas instaladas na capital amazonense, a fim de desenvolver ações relacionadas ao meio ambiente. Os alunos da Escola Estadual Professor Sebastião Augusto Loureiro Filho, localizada no bairro de Santa Etelvina receberam mudas de árvores e instruções técnicas sobre o plantio.

Destaque no Brasil e no mundo[editar | editar código-fonte]

Além das coberturas nacionais sobre o Peladão, o mundo também já conhece a história do maior campeonato de futebol amador do planeta, através das coberturas internacionais realizadas por meio da National Geographic, Discovery, BBC de Londres e etc.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. esporte.uol.com.br/ Maior torneio amador do país promove liga entre índios e faz reality show com musas

Pereira Lima, Marcelo (20 de Março de 2008). O maior campeonato de futebol amador do mundo Globo Esporte. Página visitada em 16 de Janeiro de 2009.

Lauro, Marcos (14 de Janeiro de 2010). Alvorada vence o Peladão 2009, o maior campeonato de futebol amador do mundo Revista Placar. Página visitada em 11 de Janeiro de 2011.

Rodrigues, Gerson (09 de Novembro de 2010). Peladão, a tradição do maior campeonato de várzea do mundo Ministério do Turismo. Página visitada em 9 de fevereiro de 2011.

GNT exibe torneio sobre maior torneio de futebol do mundo UOL (06 de Junho de 2006). Página visitada em 8 de janeiro de 2010.

La passiondufoot (em francês) NationalGeographicChannel. Página visitada em 19 de Fevereiro de 2011.