Campeonato de Peladas do Amazonas
| Campeonato de Peladas do Amazonas | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| PELADÃO | |||||||
| Dados gerais | |||||||
| Organização | Rede Calderaro de Comunicação | ||||||
| Edições | 39 | ||||||
| Local de disputa | |||||||
| Sistema | Temporada (fases classificatórias) | ||||||
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O Campeonato de Peladas do Amazonas, conhecido popularmente como Peladão, é o maior campeonato de futebol amador do Brasil1 , e provavelmente do mundo, disputado anualmente desde 1973, e organizado pela Rede Calderaro de Comunicação (RCC).
No meio de uma Floresta Tropical, com um clima equatorial, rios colossais, o Estado do Amazonas se tornou sinônimo de prosperidade e modernidade, sem ausentar a ternura que se aguarda de quem conta com a maior reserva de biodiversidade do planeta.
Em Manaus, Amazonas acontece o maior campeonato de peladas do mundo. Um show de dribles, cores, olés, sorrisos e o encanto que somente a arte do futebol pode oferecer. Esse é o Peladão.
A cada edição do Peladão são mais de 20 mil pessoas diretamente envolvidas, entre organização, jogadores, rainhas e comissão técnica.
O campeonato amador representa o amor do amazonense pelo futebol. Tanto que em 2009, o Peladão contribuiu para que Manaus fosse escolhida como uma das 12 sedes da Copa do Mundo de 2014. O campeonato de Peladas do Amazonas, só reafirma que o Brasil é o País do Futebol.
O Peladão é mais que um campeonato, é um movimento social que conta com a valiosa participação de jogadores, técnicos, sem contar com as pessoas que fazem a comida dos times, os uniformes, lavam as roupas. É um batalhão de gente envolvida.
Os números chegam a impressionar. Durante os seis meses, mais de 60 campos são utilizados. O Peladão já chegou a reunir 800 times somente na categoria principal do torneio mais disputado do mundo.
O Peladão é um misto de conceitos, o jornalista inglês Alex Bellos, correspondente do jornal The Guardian na América do Sul e autor do livro “Futebol: O Brasil em campo”, elegeu o torneio amazonense como a historia de futebol que melhor define o futebol brasileiro.
A festa do Peladão já é um acontecimento garantido no calendário amazonense. O Peladão consegue mobilizar diversos segmentos da sociedade. Não precisa dispor de muitos recursos financeiros para fazer parte do ciclo Peladão. É preciso ter atletas com persistência e comissão técnica ofensiva. É um campeonato que prima pela democracia, no qual participam desde as comunidades dos bairros até as grandes empresas do Pólo Industrial de Manaus. Até grupos de amigos da faculdade ou de infância podem se reunir para montar uma equipe.
Desde o início o povo faz questão de lotar os estádios. No Peladão, todos são participantes da festa. É a mãe do atleta, o filho do técnico, os tios, primos e avos, vizinhos e colegas de trabalho de cada um desses craques. Todos juntos para gritar “Gol!!”.
A renovação no peladão vem aumentando a cada ano, a qualidade tem aumentado ainda mais. Os times, mais entusiasmados com o campeonato, têm se preocupado com todos os detalhes de formação da equipe.
Fundador do Peladão [editar]
Pensando em estreitar os laços com a comunidade, o jornalista Umberto Calderaro Filho, fundador da Rede Calderaro de Comunicação, criou o maior campeonato de peladas do mundo em 1972, que reúne mais de mil equipes por ano, numa disputa que se tornou tradicional no Estado do Amazonas, obtendo reconhecimento de entidades como a Confederação Brasileira de Futebol e da Federação Internacional de Futebol.
Um evento com mais de 35 anos de tradição e mais 20 mil pessoas diretamente envolvidas, reúne paixão por esporte e ação social em Manaus. Crianças, jovens, adultos, veteranos e indígenas correm atrás do título mais democrático do futebol amazonense, disputado por mais de mil times formados em todas as classes sociais e temperados por um concurso de rainhas, de cujas entranhas já saiu a mulher mais bonita do mundo. Em todos esses anos de jogos, gols, comemorações e beleza feminina, o Peladão já estimulou a doação de sangue na cidade, já alimentou os menos favorecidos e ensinou disciplina aos esportistas de todas as idades.
Festa de abertura [editar]
| Festa de abertura | |
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| Abertura_JPG.JPG Abertura na avenida Eduardo Ribeiro |
A festa de abertura das edições do evento é sempre um momento bastante esperado pelos amazonenses e imprensa desportiva do Brasil e do mundo, já que o evento em si é um show à parte. Em parceria firmada com o Exército Brasileiro, a rainha do Peladão é conduzida de helicóptero até o local da festa. Futebol, show de paraquedismo, desfile de candidatas a rainha e ritual indígena marcam as comemorações da abertura do Peladão.
Em parceria criada com a Federação Amazonense de Paraquedismo, os paraquedistas trazem três símbolos importantes: as bandeiras do Brasil, do Amazonas e a bola que será utilizada no jogo de abertura. Eles levantam voo do aeroclube de Manaus em uma aeronave modelo Caravan que atinge a altitude de 8.000 pés.
Inserida no calendário da sociedade amazonense, a competição, nos idos dos anos 70, chegou a desenvolver sua abertura com desfiles alegóricos pelas ruas e avenidas da capital amazonense, passou pela Ponta Negra e Sambódromo até chegar ao reduto do futebol, o Vivaldão, para se iniciar uma nova fase da história.
Dentre as diversas festas marcantes, em 1998, na coordenação de Arnaldo Santos, teve como atração principal, o grupo Molejo que fez a alegria da comunidade do Peladão, um público estimado em 30 mil pessoas, no Centro de Convenções de Manaus, Sambódromo.
Não para de crescer [editar]
O Peladão é um campeonato tão diferenciado dos demais disputados pelo esporte mais popular do País, que com ele a expressão “frieza nos números” não existe. Tudo nele é superlativo.
Um total de 630 equipes participaram do Peladão em 1998. Para se ter uma ideia do crescimento do torneio, ano (2008) foram 1.209, recorde absoluto do maior do mundo.
Para surpresa de muitos, em janeiro de 2009, o Estádio Vivaldo Lima deu vez e espaço para um público de 42.608 espectadores, esse número foi contabilizado somente para as pessoas que se acomodaram nas cadeiras. Agora, não é só o maior campeonato de peladas, mas também a maior torcida do Amazonas. Os amantes do futebol aproveitaram a ocasião, para dar adeus ao estádio que irá sediar os jogos da Copa de 2014, dessa vez dando espaço para a Arena Multiuso.
Palco de grandes jogos durante as quase quatro décadas de existência, o estádio que recebeu a Seleção Brasileira por cinco vezes vai dar lugar ao moderno centro esportivo que, além de jogos, poderá ser utilizado para outros eventos, além de ser um centro de compras. Inaugurado em 5 de abril de 1970, com uma partida entre Seleção Brasileira e a seleção do Amazonas, o Colosso do Norte recebeu o selecionado outras quatro vezes. A última foi pelas Eliminatórias da Copa 2006.
O maior público oficial registrado no Vivaldo Lima antes da final do Peladão, foi no Rio-Natal de 20 de novembro de 1979, quando 40.193 pagantes viram o duelo entre os dois mais tradicionais do Estado.
Na edição 2010 do Peladão, foram 2.484 jogos e 8.719 gols protagonizados pelos peladeiros e incontestáveis batimentos cardíacos por causa deste verdadeiro fenômeno de público, a olhos vistos em Manaus, no Amazonas, no Brasil e no mundo.
Números do Peladão 2010 [editar]
8.719 – Gols
27.404 – Atletas
2.484 – Jogos
1.211 – Equipes
4.755 – Cartões Amarelos
710 – Cartões vermelhos
Coordenação [editar]
Arnaldo dos Santos Andrade é radialista, cronista esportivo do Estado do Amazonas, foi apresentador do programa ‘AS nos Esportes’, transmitido pela extinta TV Ajuricaba, marketing do Grupo Simões, e atualmente, é responsável pelo marketing da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), assim como exerce a função de coordenador geral do maior campeonato de futebol amador do mundo (Peladão), desde 1998. No início da gestão do atual coordenador do Peladão, Arnaldo Santos, diversos desafios tiveram de ser enfrentados, como por exemplo, em 1998, intitulou a ‘aventura do aprendizado’, pois a equipe que acompanhava o coordenador não conhecia inteiramente o sistema interno do Peladão. Em 1999, iniciou-se a confrontação de conceitos, que, visava a quebra de paradigmas criados por antigos coordenadores, e, que eventualmente, os clubes estavam habituados a conviver com as regras anteriores. Anos 2000 e 2001, os objetivos afirmados por Arnaldo Santos foram estabelecidos, como a criação de categorias para o Peladão, entre elas: Peladinho, Peladão Master, Peladão Feminino e Peladão Indígena, causando assim um processo denominado por ele de ‘reciclagem de valores’.
Entre as evoluções ocorridas no Peladão, na gestão Arnaldo Santos, podemos citar o processo de armazenagem de dados de todos os atletas, bem como clubes inscritos na competição. Hoje, qualquer atleta pode obter informação acerca do clube que pertence. O sistema digital do Peladão identifica, por exemplo, se existe duplicidade de atleta, nesse caso o jogador inscrito em dois clubes é eliminado da competição, conforme estabelece o regulamento.
É notável a revolução causada por Arnaldo Santos ao assumir a coordenação do maior campeonato de peladas do mundo. Arnaldo pensa em Peladão, como um resgate de valores culturais da Amazônia Brasileira como Pará, Amazonas, Maranhão, Goiás, Mato Grosso, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima, tendo o futebol como única linguagem, que divulga a Amazônia para o mundo.
Na definição de Arnaldo Santos, o Peladão é um grito de liberdade, que permite aos participantes dessa grande família determinar o potencial e os limites de cada um, sentindo o gosto da vitória e a tristeza da inevitável derrota, sem perder o ânimo nessa luta cruel de direto à cidadania, no combate à exclusão social, à criminalidade, às drogas e por uma sociedade mais justa.
“O Campeonato de Peladas do Amazonas agrega um novo valor nas suas finalidades e nos seus princípios básicos, a dupla participação da mulher, que não só mostra a sua elegância e sua beleza no concurso de Rainha, mas a raça, o talento e a arte na prática do futebol. O Peladão não é só o maior campeonato de peladas do mundo. É o mais social dos programas sociais do Amazonas, porque é feito pelos amantes desse fantástico mundo redondo chamado Bola”, conceitua Arnaldo Santos.
O atual coordenador deu dinamismo a competição, e com isso atraindo para o Peladão mais de 1.000 times e 20.000 atletas inscritos anualmente, nas diversas categorias da competição. Os incentivadores iniciais deram uma grande contribuição, os coordenadores do Peladão que se seguiram, Alex Benevides, Américo Loureiro, Plínio Valério e Messias Sampaio, não são menos importantes. Cada um deles, com as suas vertentes de administração explícitas e o desempenho da equipe do jornal A Crítica, conseguiram dar ao Peladão as condições de acompanhar a evolução do maior campeonato de peladas do mundo ao longo dos anos.
Incentivador do esporte amazonense, Arnaldo Santos, apoiava o Peladão, por meio da representação da Coca-Cola, em Manaus, grupo Simões. Com isso, Arnaldo buscava aliar a marca da Coca-Cola ao maior campeonato de peladas do mundo. Até que numa de suas reuniões com os representantes de marketing do jornal A Crítica, conseguiu mostrar suas vertentes explícitas de comunicador, e assim, semanas depois recebeu um telefonema da direção de A Crítica, para coordenar o Peladão. Membros do jornal tinham se encantado com a forma de comunicação, de um pensamento macro, da sensibilidade com que Arnaldo enxergava a marca Peladão.
Coordenação técnica [editar]
Coordenador geral: Arnaldo dos Santos Andrade
Coordenação técnica: Aldemar Amazonas Affonso
Coordenação administrativa: Sidniz Pereira da Silva Filho
Coordenação do concurso de Rainhas: Kid Mahall
Estatística: Sérgio Paulo Fernandes da Silva
Coordenação do Peladão Indígena: José Carlos Pereira Cavalcante
Assistente da coordenação do concurso de Rainhas: Rick Olliver
Administrativo: Erika Regina da Cruz Sales
Apoio administrativo: Maria Alice Viana Sales
Categorias [editar]
O Peladão é dividido em quatro categorias de peladas e dois concursos de rainhas. (Principal, Master, Feminino, Peladinho, Peladão Indígena, concurso de Rainhas do Peladão e Indígena)
- Principal
Ao longo do tempo, o Peladão melhorou o seu produto; ainda que mantenha o espírito amador, a competição soube organizar a fórmula de disputa, ganhando em credibilidade. Disputado em sistema de chaves, o Peladão ensinou aos dirigentes e aos atletas lições primordiais de esportividade. Hoje, quem passa dos limites é julgado por um Tribunal Esportivo, formado por juristas especialistas em futebol, podendo ter nome escrito nas páginas do Livro Negro, onde estão os atletas suspensos da competição.
Marcado pela participação de times de todas as regiões da cidade, o Peladão movimenta, desde os campos de terra batida até os grandes estádios da cidade de Manaus como o Estádio Vivaldo Lima e a Colina. No decorrer dos anos, o campeonato foi ganhando em organização e aumentando a rivalidade entre os times. Além de equipes de bairros, o Peladão também registra grande participação de empresas, que colocam suas marcas em exposição por meio do Peladão. Muitos jogadores profissionais deixam os times da cidade contratados por empresários, que, além de emprego, oferecem-lhes estabilidade, bons salários e capacitação, em troca do bom futebol apresentado por estrelas de 16 aos 39 anos de idade.
- Master
Foi de uma constatação da coordenação do evento que a categoria Master do Peladão foi concretizada. Os jogadores mais "velhos" não conseguem acompanhar o ritmo dos mais jovens. Logo eles perdiam o interesse, iam parar no banco de reservas e acabavam deixando a competição. Hoje, os veteranos voltaram ao primeiro plano do Peladão. Muitos desses jogadores têm uma história na comunidade. Agora, eles podem reviver este passado de glória. Foram 55 equipes na primeira edição, comprovando que a ideia foi bem recebida. Craques do passado estão voltando aos gramados e tornando-se conhecidos entre os mais jovens. Em 2010, a coordenação do Peladão registrou um total de 1.211 equipes inscritas, superando o ano anterior que contabilizou 1.209 clubes inscritos.
- Peladão feminino
Em 2005, a competição passou a ser disputada pela primeira vez por mulheres, que, além de torcer pelos filhos, maridos, namorados e amigos, também entram em campo, fazendo gols na pelada mais tradicional do Brasil.
- Peladinho
Criado para a garotada que, no futuro, vai manter viva a tradição do futebol brasileiro, o Peladinho é disputado seguindo regras especiais, tirando garotos das ruas e ensinando-lhes desde o início os princípios educativos do esporte. Obedecendo às orientações do Estatuto da Criança e do Adolescente. O coordenador geral do Peladão, Arnaldo Santos, antes de criar o Peladinho, fez consultas a profissionais de psicologia, ouviu juízes de Direito tomando o cuidado de fazer da competição um lazer para as famílias. Para disputar o Peladinho, todos os jogadores têm de apresentar comprovante de matrícula escolar e um documento assinado pelo pai ou mãe autorizando a participação do atleta, assim como cópia do RG de quem assinou. Durante os jogos, os árbitros não podem xingar os atletas. Não há cartões vermelhos, e os índices de faltas são menores do que os jogos dos adultos.
Assim como as rainhas alimentam o sonho de seguir uma carreira artística, os jogadores do Peladinho podem continuar sonhando com um futuro promissor nos gramados, ao mesmo tempo em que continuam estudando.
Campeonato dos povos indígenas [editar]
Assim como fazem com meninos e meninas na passagem para a vida adulta, índios treinam para ingressar na família do Peladão
Tabatinga, região do Alto Solimões, fronteira do Amazonas com o Peru. Os índios Ticuna se reúnem para o ritual da “Moça-Nova”, que, basicamente, consiste em três dias e três noites de festa para comemorar a primeira menstruação de uma cunhã-poranga e, posteriormente, sua passagem à vida adulta. As danças, regadas a boas doses de pajauaru e caxiri (bebidas feitas a partir de fermentação da mandioca) servidas em cuias, unem a aldeia do Umuriaçu. Em Maués, numa comunidade isolada, os Sateré-Maué fazem o ritual da Tucandeira, versão masculina da passagem da adolescência para a vida adulta. Os meninos enfrentam a ira das formigas de fogo para se livrarem da maldição dos espíritos, transformando-se em verdadeiros guerreiros.
No universo amazônico de encantos e lendas, ocorre o Campeonato dos Povos Indígenas, conhecido popularmente como Peladão Indígena, representantes de várias etnias se encontram para a celebração do futebol. Para os peladeiros que usam, com orgulho, cocares, tintas, flechas e adornos, existe um novo ritual, regado a adrenalina e praticado com acessórios especiais, chamados pelos brancos de bola, tênis, meia e redes, que pode terminar em comemoração e festa, ou em luto e tristeza.
Os índios, ao contrário do que apregoa o senso-comum, representam uma parcela significativa na capital do Amazonas, algo em torno de 30 mil pessoas. É justamente por essa parte da população que a coordenação do Peladão criou em 2005, o Peladão Indígena, aumentando ainda mais a pluralidade cultural da competição.
A competição é disputada no sistema de rodízio dentro das chaves, ou seja, as equipes jogam entre si. No masculino existem dois grupos, A e B. A chave A é formada por seis clubes e a B é composta por cinco equipes. Ao final da última rodada, classificam-se os quatro melhores colocados. Times na categoria Masculino e Feminino trocam arcos e flechas, a caça e a pesca, pelos prazeres do futebol.
Nas duas chaves todos jogam contra todos, classificando-se os dois primeiros para as semifinais, de onde sairão os finalistas. O campeão da chave indígena pega o vencedor do Torneio Paralelo do Interior. Quem vencer o cruzamento entra nas oitavas-de-final da categoria principal do Peladão.
No início da competição, apenas algumas etnias apareciam nos treinamentos de futebol. Hoje, são pelo menos 19 equipes inscritas entre as categorias masculino e feminino, que jogam no Peladão. O esporte é o primeiro passo para a inclusão social do índio que mora a cidade de Manaus.
Em um campeonato aberto para todos os segmentos da sociedade, a comunidade indígena das mais variadas etnias não poderia ficar fora da disputa do Peladão. Com o objetivo de criar um evento que priorizasse a inserção social para os indígenas quase sempre desprovidos de políticas públicas adequadas, o coordenador geral do Peladão, Arnaldo Santos, resolveu estimular a prática esportiva entre a população indígena.
Os jogos ocorrem no campo 2 da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), competição tradicional dentro do maior campeonato de peladas do mundo, que fortalece os laços culturais e formando a identidade indígena, tornando-se ponto de encontro dos nativos, criando assim uma sociabilização entre as tribos indígenas, além do incentivo à prática esportiva.
A participação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) no projeto ‘Peladão Indígena’, foi fundamental para a credibilidade do evento, pelo apoio científico no trato de um segmento importante e tão discutido na região amazônica. Além de acolher nas suas instalações físicas a realização dos jogos, a Ufam contribuía com o apoio técnico da Escola de Educação Física, tendo como diretora a Dra. Ártemis Soares, que pelo seu conhecimento, no lidar com povos indígenas, foi determinante para transformar o evento ‘Peladão Indígena’, não só num jogo de futebol, mas também num encontro inter-étnico.
Um líder no Peladão Indígena [editar]
Um sociólogo, teólogo e doutor em Educação Ambiental.
O Peladão Indígena contou desde sua formação com a participação marcante do líder Indígena, Jorge Terena, que foi um dos fundadores do Movimento Indígena Nacional. Terena estabelecia contato com diversas etnias fixadas na capital amazonense, buscando incentivar as práticas desportivas no Peladão Indígena, como um dos instrumentos de inclusão e enfrentamento das problemáticas indígenas.
Jorge Terena afirmava que a categoria Peladao Indígena era uma oportunidade para reunir etnias, e assim realizar um levantamento sobre a situação de vida das comunidades indígenas residentes em Manaus. “Finalmente foi criado um evento com mecanismo de inserção social para os irmãos indígenas, quase sempre desprovidos de políticas públicas adequadas”, analisava Terena.
Terena foi o primeiro indígena brasileiro a se formar em Sociologia pela Universidade de Maryland (EUA), defendia a participação mais ativa da juventude indígena nos movimentos de lutas sociais. O líder indígena faleceu no dia 9 de novembro de 2007, na cidade de Manaus, deixado a imagem de um indígena guerreiro e inteligente.
Linguagem do futebol indígena [editar]
Ini-Ta-Gol = Gol
Iapa Nhapitsara = Vamos homens
Iapa Waima = Vamos mulheres
Iapa ini laptsara Iruá = Vamos lutar para ganhar, parente
Sewassi = Gay, viado
Nhaeurakânia = Home brocha
Iaptsara Quêchi = Ta dormindo em campo (Ta muito mole)
Miricua = Delegado, quem não toca a bola
Iapa Atawaria = Ficou com as penas do frango
Nhaptsara Iurupaki = Levou um drible bonito
Iapana = Jogador rápido
Concurso de rainha Indígena [editar]
Paralelo ao futebol indígena, candidatas se apresentam para os jurados que apontam a mais bela índia das tribos que participam do maior campeonato de peladas do mundo.
Rainhas Indígenas [editar]
2005 – Thamara Brasil (Participou do projeto ‘O Brasil Passa Pelo Sesc’, realizando ensaio fotográfico em 2007, para o fotojornalista do jornal o Globo, Custódio Coimbra, com o apoio do ponto focal Kid Mahall).
2007 – Arleane Marques de oliveira (Em 2008, participou do programa nacional ‘Beleza na Favela’, da Rede Record).
2009 – Andréa Araújo Péres
2010 – Karina Dias Chaves
Concurso de Rainhas do Peladão [editar]
Paralelo ao título de campeão no futebol, o Peladão agita a cidade com um Concurso de Rainhas que representam os clubes e disputam a coroa de mais bela candidata da temporada. Um carro zero quilômetro já seria o suficiente para estimular a imaginação das belas, mas, com a projeção nacional e internacional, a disputa transformou-se na maior porta de entrada para uma bem-sucedida carreira nas passarelas. Em 2001, Priscilla Meirelles, até então mais uma entre as mais de mil concorrentes, venceu o concurso e não parou mais de ganhar, conquistando os títulos de Miss Brasil Globo, Miss Globo Internacional, Miss Amazonas, Beleza Amazonas, Beleza Brasil, Miss Terra. Atualmente, Priscila reside nas Filipinas, onde trabalha como modelo, sendo profissional bastante reconhecida e requisitada para trabalhos naquela parte do mundo, muito em função do seu sucesso no concurso de Miss Terra. Priscila posou para a capa da primeira edição da revista Playboy nas Fillipinas, onde ela é celebridade. Seguindo os passos de Priscila, o Peladão exportou mais uma beleza amazonense. Em 2007, Larissa Ramos foi coroada Princesa do Peladão. Larissa foi eleita Miss Terrra 2009.
No Peladão, o sonho que acompanha as candidatas pode virar realidade. Durante os meses de disputa, as rainhas passam por diversas eliminatórias, aprendem as técnicas de desfile com o coordenador do concurso, Kid Mahall, são estimuladas a aprimorar seus conhecimentos, participam de compromissos para a televisão e são clicadas pelos fotógrafos do jornal A Crítica. A vida de miss inclui também a família, muitas vezes envolvida com o dia-a-dia de preparação de rainhas.
Com uma extensa agenda, que inclui visitas aos pontos turísticos de Manaus, ensaios, fotos, filmagens e participação nas eliminatórias, o concurso escolhe a mais bela candidata ao mesmo tempo em que prepara a rainha para representar com classe a tradição de um desfile que virou moda no Amazonas, recebendo, na fase final, as classificadas do interior do Estado.
A maior passarela do mundo reúne todas as candidatas no Estádio Vivaldo Lima, no dia da abertura, quando a primeira e maior eliminatória é realizada para mais de 40 mil pessoas. Nos últimos anos, o concurso transformou-se no primeiro objetivo das meninas que sonham com a carreira de modelo.
A candidata interessada em concorrer ao título de rainha do Peladão, deve procurar diretamente os times pré-inscritos na competição. Todas as candidatas deverão acompanhar os cronogramas de reuniões, publicados no jornal A Crítica. Em algumas situações, familiares de candidatas a rainha, se dirigem a sede da coordenação do Peladão, situada a rua Joaquim Sarmento, 270, Centro, à procura de um bom time.O regulamento do Peladão, diz que cada time é obrigado a inscrever uma candidata à rainha do Peladão.
- Paralelo de Rainhas
As rainhas podem ajudar os times que foram eliminados a voltar. As semifinalistas até a 16ª trazem seus clubes de volta para participar de um torneio paralelo onde o vencedor deste, enfrentará o campeão do Peladão dos municípios do Amazonas, mais o campeão dos indígenas. O vencedor dos confrontos será a 16ª equipe que formará as oitavas-de-final. Em 1997, o Arsenal foi campeão após participar do torneio Paralelo de Rainhas, graças a sua candidata.
Com as eliminatórias no programa Nosso Encontro, da TV A Crítica, o produtor do programa e também coordenador do concurso de Rainhas buscava estimular ainda mais a participação do público que acompanhava as eliminatórias do concurso através do programa Nosso Encontro, Kid Mahall e Arnaldo Santos estabeleceram, pela primeira vez em transmissão ao vivo num programa de TV no Amazonas, o sistema de votação via SMS, cujo resultado foi surpreendente. A candidata Regiane da Silva Taveira, representante da equipe Jardim Amazonas contabilizou 2.540 votos. O resultado geral totallizou 6.440 votos, via SMS.
Galeria de Rainhas do Peladão [editar]
| Ano | Rainha | Clube | Bairro |
|---|---|---|---|
| 1975 | Cilene Pessoa | Murrinhas do Egito | Cachoeirinha |
| 1976 | Sissi Coutinho | Ponta Pelada | C.O.Machado |
| 1977 | Socorro Santos | Laboratório São José | Centro |
| 1978 | Edileuza Pinheiro | Tropical Hotel | Ponta Negra |
| 1979 | Auxiliadora Régis | Santa Rita | Cachoeirinha |
| 1980 | Angela Soares | Estrela do Mar | Centro |
| 1981 | Cristina Neves | Propran | Centro |
| 1982 | Tânia Alves | Racing | Boulevard |
| 1983 | Conceição Silva | Jap | São Raimundo |
| 1984 | Socorro Neves | Grêmio E. Sto. Antônio | Santo Antônio |
| 1985 | Rosely Cabral | Jap | São Raimundo |
| 1986 | Socorro Afonso | Transmiro | Conj. Ajuricaba |
| 1987 | Cristina Braga | Jap | São Raimundo |
| 1988 | Sandra Oliveira | Nova Geração | Manôa |
| 1989 | Eliomar Araújo | Morenotur | São Jorge |
| 1990 | Laudicéia Correa | Transportadora S. Jorge | São Jorge |
| 1991 | Rosangela Vieira | Espantalho | Santo Agostinho |
| 1992 | Mauricélia Correa | Goiânia da Amazônia | D. Industrial |
| 1993 | Lilan Noronha | Bemol Fogás | Parque Dez |
| 1994 | Jane Pinatto | Grêmio T. Loureiro | Centro |
| 1995 | Márcia Lasmar | Grêmio Sucatão | Centro |
| 1996 | Patrícia Moura | Norsergel | Centro |
| 1997 | Marciely Gomes | Vasco Fla | Cidade Nova |
| 1998 | Liana Paula | Trigolar Arsenal | C. O. Machado |
| 1999 | Kamila Jeniffer | Fortaleza Futebol Clube | Beco do Macedo |
| 2000 | Samanta Simões | Grêmio Unidos da Glória Trigolar | Glória |
| 2001 | Priscilla Meirelles de Almeida | Unidos do Hiléia | Flores |
| 2002 | Aline Leite Pereira | PEC Drogaria Rio Sol | Cidade Nova |
| 2003 | Saara Adla P. Oliveira | 3 B | Aparecida |
| 2004 | Gabrielle Costa de Sousa | 3B / Laboratório São José / Distrel | Aparecida |
| 2005 | Natasha da Rocha Barbosa | 3B Distrel | Aparecida |
| 2006 | Aline Rodrigues Vieira | Obidense | Cidade Nova |
| 2007 | Lívia Vanessa Duarte Braga | Águas do Amazonas | Compensa |
| 2008 | Carla Katherine Chaves Curinga | Por que não jogaríamos? | Coroado |
| 2009 | Rafaela Raissa Matos Avelar | Flamengo de Barcelos | Município de Barcelos |
| 2010 | Jessyca Vivieny de Castro Menezes | Cj. Petro | Coroado |
Comissão disciplinar [editar]
A organização da Comissão Disciplinar do Campeonato de Peladas do Amazonas vem modificando os Tribunais da Justiça Desportiva do futebol brasileiro. A Comissão Disciplinar está implantando um jeito de administrar o Campeonato de Peladas na condução dos processos e na agilidade dos procedimentos no futebol amador.
A coordenação do Peladão está fazendo história através de seu trabalho organizado. O ensinamento abrangente principalmente a organização de todas as reuniões realizadas pela Comissão nas competições passadas.
A credibilidade da competição se faz presente também na Comissão, que tem suas decisões respeitadas pela organização.
Hoje é possível encontrar qualquer nome e o Processo de qualquer atleta punido pela Comissão do Campeonato de Peladas. Isso torna o futebol mais transparente. É por isso que o Campeonato de Peladas é criterioso e respeitado.
Todos têm o direito de recorrer à Comissão de justiça da competição, caso entendam que foram prejudicados. As reuniões da Comissão são realizadas sempre as quintas-feiras a partir das 18h. Neste momento todos os clubes devem procurar ler o Código e tomar conhecimento de todos os direitos e deveres.
Código disciplinar [editar]
Criado para gerir as decisões da Comissão Disciplinar, o Código Disciplinar do Campeonato de Peladas do Amazonas, uma promoção da Rede Calderaro de Comunicação (RCC), conta com o Ato Administrativo (AD), que na verdade representa uma forma de agilizar o trabalho, diminuindo assim a sobrecarga da Comissão. Com isso, a coordenação pode aplicar a penalidade de acordo com a súmula dos árbitros, sem precisar do julgamento da Comissão.
Campeões [editar]
| Ano | Campeão | Vice-campeão | ||
|---|---|---|---|---|
| 1973 | Juventude Atlética Paroquial - JAP (S Raimundo) | Castelinho (Parque Dez) | ||
| 1974 | Estrela (Boulevard Amazonas) | Bulbol (Centro) | ||
| 1975 | Estalo (Santa Luzia) | Estrela (Boulevard Amazonas) | ||
| 1976 | Estalo (Santa Luzia) | Tuna Luso (Praça 14) | ||
| 1977 | Ótica São Paulo (Centro) | Atlântico (Cachoeirinha) | ||
| 1978 | Arranca Toco (Educandos) | Ótica São Paulo (Centro) | ||
| 1979 | Compenorte (Centro) | Zaire (Cachoeirinha) | ||
| 1980 | Tuna Luso (Praça 14) | Associação Atlética Chapada (Chapada) | ||
| 1981 | Transmiro (Campos Elíseos) | Serveng (Centro) | ||
| 1982 | Tuna Luso (Praça 14) | Saramandaia (Alvorada) | ||
| 1983 | Zaire (Cachoeirinha) | Estalo (Santa Luzia) | ||
| 1984 | Tuna Luso (Praça 14) | Petro Silva (Educandos) | ||
| 1985 | Furacão (Manacapuru) | Arapaima (Raiz) | ||
| 1986 | Juventude Atlética Paroquial - JAP (S Raimundo) | Furacão (Manacapuru) | ||
| 1987 | Arsenal Trigolar (Colônia Oliveira Machado) | Zaire (Cachoeirinha) | ||
| 1988 | Arsenal Trigolar (Colônia Oliveira Machado) | Coesa (Parque 10) | ||
| 1989 | Unidos da Glória (Glória) | Arsenal Trigolar (Colônia Oliveira Machado) | ||
| 1990 | Unidos da Glória (Glória) | Barcelona do Pacheco (S .Luzia) | ||
| 1991 | Auto Esporte Serrão (Centro) | Proauto (Parque 10) | ||
| 1992 | Unidos da Compensa (Compensa) | Arsenal Trigolar (Colônia Oliveira Machado) | ||
| 1993 | Entram (Manacapuru) | Grupo Janjão (Centro) | ||
| 1994 | Janjão Gouvea (Centro) | Promóveis (Compensa) | ||
| 1995 | Arsenal Trigolar (Colônia Oliveira Machado) | Grupo Janjão (Centro) | ||
| 1996 | Arsenal Trigolar (Colônia Oliveira Machado) | Central do Coroado (Aleixo) | ||
| 1997 | Arsenal Masters (Colônia Oliveira Machado) | Janjão Poraqué (Centro) | ||
| 1998 | Arsenal Masters (Colônia Oliveira Machado) | Fujax Futebol Clube (Alvorada) | ||
| 1999 | Amigos do Maradona ( Francisca Mendes ) | Arsenal Trigolar (Colônia Oliveira Machado) | ||
| 2000 | 3B (Aparecida) | Sociedade Esportiva Aritana (Flores) | ||
| 2001 | 3B Suprishop (Flores) | Unidos do Hiléia (Flores) | ||
| 2002 | Park Clube (Petrópolis) | 3B Trigolar (Aparecida) | ||
| 2003 | 3 B (Aparecida) | Unidos do São José - Amigos do Banha | ||
| 2004 | Alternativa Futebol Clube (São Jorge) | Clube de Regatas Cantareira (Cidade Nova) | ||
| 2005 | Tabajara Compensão (Compensa) | Compensão (Compensa) | ||
| 2006 | Compensão (Compensa) | Glória Praiano (Glória) | ||
| 2007 | Grêmio Unidos da Glória (Glória) | Compensão (Compensa) | ||
| 2008 | Compensão (Compensa) | Lanche Jacaré (Bairro da União) | ||
| 2009 | S.E. Unidos do Alvorada (Alvorada) | Panair F.C (Educandos) | ||
| 2010 | União da Ilha da Manaus Moderna(Centro) | S.E. Unidos do Alvorada | ||
| 2011 | União da Ilha da Manaus Moderna(Centro) | Liga de Iranduba/Grupo Carvalho | ||
Artilheiros [editar]
| Ano | Artilheiro | Clube | Gols |
|---|---|---|---|
| 1998 | Wando dos Santos Rodrigues | Unimed | 21 |
| 1999 | Wando dos Santos Rodrigues | Unimed | 16 |
| 1999 | Rildo Oliveira de Moraes | Trigolar Arsenal | 16 |
| 2000 | Erivelto Silva e Souza | Manduba F.C. | 19 |
| 2001 | Ronivaldo Venancio da Silva | Vale do Sol COOESP | 19 |
| 2002 | Jean Fábio de Albuquerque Ribeiro | GACIN Master - Edimo | 22 |
| 2003 | Paulo Jaime Saldanha de Souza | Bangu de Petropólis | 16 |
| 2004 | Douglas Leite Pereira | Central do Coroado | 14 |
| 2005 | Adriano Jorge Alves de Oliveira | Semp Toshiba | 18 |
| 2006 | Aguinaldo Pantoja Barros | Grêmio do Coroado | 16 |
| 2007 | José Augusto Martins Pedroza | Clube de Futebol Niteroy | 14 |
| 2008 | Anderson Pereira Tomaz | Estrela do Aleixo Casa das Valvulas | 12 |
| 2009 | José Augusto Martins Pedroza | Clube de Futebol Niteroy | 21 |
| 2010 | Jefferson Firmino de Abreu | Santos da Vila F.C. | 10 |
| 2010 | Adauto Laranjeira da Silva | Galiléia F.C. | 10 |
| 2011 | Alexsandro Costa da Silva | União da Ilha da Manaus Moderna | 16 |
| 2011 | Moisés Assis Alves, o “Para” | Panair Trigolar | 16 |
Craques [editar]
| Ano | Craque | Clube |
|---|---|---|
| 1998 | Wallace Roque Leocádio "Índio" | Arsenal Master Poraque |
| 1999 | Germando Ferreira Alves "Magal" | Amigos do Maradona |
| 2000 | Silvano Sérgio Barroso e Silva | 3B |
| 2001 | Josinaldo Marinho Moraes "Rincon" | 3B Suprishop |
| 2002 | Claudio Adão Duarte Ferraz | Park Club |
| 2003 | Raimundo Souza Bodute | Unidos do São José Amigos do Banha |
| 2004 | Max Fábio Rodrigues | Alternativa F C |
| 2005 | Vilan Amaral Souza | Tabajara Compensão |
| 2006 | Américo dos Santos Aguiar Neto | Compensão |
| 2007 | Alexandre Nobre Bezerra "Ferrugem" | Grêmio Unidos da Glória |
| 2008 | Francisco Everton da Silva Natividade | C A Martins Vical |
| 2009 | Jorge Alexandre de Vasconcelos | Panair F C |
| 2010 | Ricardo de Oliveira Babilônia “Mutante” | União da Ilha da Manaus Moderna |
Melhores goleiros [editar]
| Ano | Goleiro | Clube |
|---|---|---|
| 1998 | Marcio Bernardo | S E Aritana |
| 1999 | Wolney Freitas da Silva | Amigos do Maradona |
| 2000 | Gelson Pinheiro de Souza | 3B |
| 2001 | José Isaias Quintino dos Santos | 3B Suprishop |
| 2002 | Gelson Pinheiro de Souza | Park Club |
| 2003 | José Costa Silva | Unidos do Hileia |
| 2004 | Gonçalo da Silva Marques Filho | Alternativa F.C. |
| 2005 | José Costa Silva | Compensão |
| 2006 | Carlos Roberto de Oliveira Ferreira "Betinho" | Compensão |
| 2007 | José Costa Silva | Compensão |
| 2008 | Wandercley Cavalcante da Silva | Lanche Jacaré F C |
| 2009 | Carlos Roberto de Oliveira Ferreira "Betinho" | Panair F.C. |
| 2010 | Deleon Lima de Matos | União da Ilha da Manaus Moderna |
Goleadas [editar]
Maior goleada de todos os tempos foi na categoria Peladinho 2004: Manaós Petrobrás/IBA 31 X 0 Força Jovem Barcelona.
| # | Ano | Time 1 | Time 2 | ||
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2009 | C.A Martins Vical | 25 | 0 | Boa Sorte Jr. |
| # | Ano | Time 1 | Time 2 | ||
| 2 | 2005 | Semp Toshiba | 25 | 0 | Manauara E.C |
| # | Ano | Time 1 | Time 2 | ||
| 3 | 2002 | Mundial Manufacturing | 24 | 0 | Parma |
| # | Ano | Time 1 | Time 2 | ||
| 4 | 2002 | Gacin Master Edimo | 24 | 0 | Unidos do Tarumã F.C. / BR 174 |
| # | Ano | Time 1 | Time 2 | ||
| 5 | 2004 | Central do Coroado | 24 | 1 | Mangueira E.C |
| # | Ano | Time 1 | Time 2 | ||
| 6 | 2001 | 3B Supri Shop | 23 | 0 | Canarinho N.Israel |
| # | Ano | Time 1 | Time 2 | ||
| 7 | 2000 | Manduba F.C. | 21 | 0 | Esporte Central |
| # | Ano | Time 1 | Time 2 | ||
| 8 | 2003 | Industriário F.C. – D. Industrial | 19 | 0 | Sport Boys – São José |
| # | Ano | Time 1 | Time 2 | ||
| 9 | 2006 | Seleção do Mauazinho | 19 | 1 | Grupo Orsa |
| # | Ano | Time 1 | Time 2 | ||
| 10 | 2006 | V. do Centro F.C | 1 | 18 | Grêmio do Coroado |
Arbitragem [editar]
Na primeira fase do Peladão cada time deve indicar um trio de arbitragem para atuar em um jogo (que não seja do seu time, óbvio) na rodada. A partir das oitavas-de-final, os árbitros são fornecidos pela coordenação. O árbitro mais antigo do Peladão é Paulo Jorge de Moraes Rodrigues, ou simplesmente Paulinho, foi considerado em 1998 o melhor árbitro da competição. Paulinho atua na competição há mais de 30 anos.
Exportando talentos [editar]
Do maior campeonato de futebol amador do mundo saíram jogadores como o ex-são-paulino França, hoje no futebol japonês e equipes profissionais como o Holanda, campeão amazonense em 2008 - título que permitiu a participação na série C do Brasileirão e uma tímida, mas oportuna passagem pela Copa do Brasil -, e o Manaus Compensão, hoje na segunda divisão do campeonato amazonense.
Exportador de talentos, o Peladao já revelou outro grande nome do futebol, como o Lima – que jogou no Roma. A jogadora Cebola foi uma das escolhidas para fazer um teste em 2009, na Seleção Brasileira Feminina de Futebol e, que vem ganhando cada vez mais espaço e prestígio, atraindo meninas interessadas em praticar a modalidade.
Campanhas sociais [editar]
Ano: 2001
- Seja campeão do jogo da vida. Doe sangue!
"Doar sangue é mais que um ato de amor, é salvar uma vida" Parceria com (Hemoam) Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas.
- Faça uma criança sorrir
Cada cartão amarelo poderia ser trocado por bola, porém, a quantidade de bola em relação ao cartão recebido era crescente de acordo com cada fase da competição: 1 fase - cada cartão amarelo = 5 bolas 2 fase - cada cartão amarelo = 10 bolas 3 fase - cada cartão amarelo = 15 bolas Ao término da campanha um total de 154.540,00 com uma média de 22.077 bolas por competição foram arrecadadas.
- Sopão do Peladão
A distribuição de sopa é realizada a cada sexta-feira do mês de dezembro, às 11h, na sede da coordenação do Peladão. As equipes participantes da competição colaboram com a doação dos ingredientes da sopa (carne, verdura, macarrão, feijão, batata e etc.), outras equipes doam os copos descartáveis, as colheres, pães.
A partir do Sopão do Peladão diversas equipes passaram a realizar a distribuição de sopa dentro das comunidades, despertando espírito de solidariedade e cidadania.
- Capitão Verde
Criado em 2009, busca proporcionar conhecimento para os atletas do Peladão, acerca da preservação do meio ambiente. Os participantes foram diplomados e considerados Capitão Verde, agentes ambientais voluntários, certificados e capacitados, em parceria com o Centro Universitário Luterano de Manaus (Ulbra).
- Peladão Verde na escola
A partir de 2010, a coordenação do Peladão passou a firmar parcerias com escolas instaladas na capital amazonense, a fim de desenvolver ações relacionadas ao meio ambiente. Os alunos da Escola Estadual Professor Sebastião Augusto Loureiro Filho, localizada no bairro de Santa Etelvina receberam mudas de árvores e instruções técnicas sobre o plantio.
Destaque no Brasil e no mundo [editar]
Além das coberturas nacionais sobre o Peladão, o mundo também já conhece a história do maior campeonato de futebol amador do planeta, através das coberturas internacionais realizadas por meio da National Geographic, Discovery, BBC de Londres e etc.
Ligações externas [editar]
- ElfFreundeundeineKonigin (em alemão)
- Peladão./ Peladão. Die Schöneund das Spiel (em alemão)
- Every year the biggest and craziest soccer tournament is held in Brazilian State of Amazonas: The Peladão... (em inglês)
- Peladão./ Peladão – Goooool! A soccer tournament in Brasil’s Amazon is a win for a community and a business (em vietnamita)
Referências
- ↑ esporte.uol.com.br/ Maior torneio amador do país promove liga entre índios e faz reality show com musas
Pereira Lima, Marcelo (20 de Março de 2008). O maior campeonato de futebol amador do mundo. Globo Esporte. Página visitada em 16 de Janeiro de 2009.
Lauro, Marcos (14 de Janeiro de 2010). Alvorada vence o Peladão 2009, o maior campeonato de futebol amador do mundo. Revista Placar. Página visitada em 11 de Janeiro de 2011.
Rodrigues, Gerson (09 de Novembro de 2010). Peladão, a tradição do maior campeonato de várzea do mundo. Ministério do Turismo. Página visitada em 9 de fevereiro de 2011.
GNT exibe torneio sobre maior torneio de futebol do mundo. UOL (06 de Junho de 2006). Página visitada em 8 de janeiro de 2010.
La passiondufoot (em francês). NationalGeographicChannel. Página visitada em 19 de Fevereiro de 2011.