Campesinato

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Campesinato é o conjunto de grupos sociais de base familiar que se dedica a atividades agrícolas, com graus diversos de autonomia. Caracteriza-se pelo trabalho familiar,(eventualmente empregando trabalhadores assalariados), por ter a propriedade dos instrumentos de trabalho, pela autonomia total ou parcial na gestão da atividade e por ser dono de uma parte ou da totalidade da produção.[1]

Durante a vigência do feudalismo, a maior parte dos camponeses era formada por servos da gleba, isto é, trabalhadores que, embora não fossem escravos, não podiam jamais abandonar a terra onde trabalhavam. Muitos deles descendiam de antigos colonos ou de escravos romanos, que na época de Carlos Magno se igualaram na condição de servos. Alguns haviam sido pequenos proprietários de terra - ainda relativamente numerosos até o século XI. Em razão das constantes ameaças de guerras e invasões, a maioria deles acabou entregando suas terras a um senhor feudal, ou à Igreja, em troca de proteção. Outros, conhecidos como vilões, eram servos livres, isto é, tinham o direito de deixar a terra, mas também se submetiam ao pagamento da talha e da corvéia aos senhores.

O campesinato foi perdendo espaço na Europa, a partir da introdução de relações de produção capitalistas no campo. Na Inglaterra, por exemplo, praticamente desapareceu. No Brasil, tem tido um papel importante nas regiões de expansão da fronteira agrícola, no Norte e no Centro-Oeste, enquanto que, nas regiões de ocupação agrícola consolidada e produção voltada à exportação, a maioria dos camponeses se incorporou ao proletariado rural, constituído por trabalhadores assalariados itinerantes - os chamados "boias frias".[1]

Referências

  1. a b SANDRONI, Paulo Novíssimo Dicionário de Economia "Campesinato". Best Seller, 1999, p. 76.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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