Campina Grande

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Município de Campina Grande
"Rainha da Borborema"
"Campina"
"Cidade do Trabalho""
Montagem Campina Grande.jpg

Bandeira de Campina Grande
Brasão de Campina Grande
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 11 de outubro
Fundação 1º de dezembro de 1697 (316 anos)
Emancipação 11 de outubro de 1864 (150 anos)
Gentílico campinense
Lema Solum Inter Plurima
Padroeiro(a) Nossa Senhora da Conceição
Prefeito(a) Romero Rodrigues (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Campina Grande
Localização de Campina Grande na Paraíba
Campina Grande está localizado em: Brasil
Campina Grande
Localização de Campina Grande no Brasil
7° 13' 50" S 35° 52' 52" O7° 13' 50" S 35° 52' 52" O
Unidade federativa  Paraíba
Mesorregião Agreste Paraibano IBGE/2008[1]
Microrregião Campina Grande IBGE/2008[1]
Região metropolitana Campina Grande
Municípios limítrofes Norte: Lagoa Seca, Massaranduba, Pocinhos e Puxinanã
Sul: Boqueirão, Caturité, Fagundes e Queimadas
Leste: Riachão do Bacamarte
Oeste: Boa Vista.
Distância até a capital
Características geográficas
Área 594,182 km² [3]
Área urbana 42,92 km² (BR: 70º) – est. Embrapa[4]
Distritos 7 [5]
População 402 912 hab. (BR: 57º PB: 2º) –  est. IBGE/2014[6]
Densidade 678,09 hab/km²[6]
Altitude 551 m
Clima Tropical As'
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,720 (PB: 3º) – alto PNUD/2010[7]
Gini 0 450 est. IBGE 2003[8]
PIB R$ 5 339 761 mil (BR: 130º) – IBGE/2011[9]
PIB per capita R$ 13 774 91 IBGE/2011[9]
Página oficial
Prefeitura www.campinagrande.pb.gov.br
Câmara www.camaracg.com.br

Campina Grande é um município brasileiro situado no estado da Paraíba. Considerada um dos principais polos industriais da Região Nordeste bem como um dos maiores polos tecnológicos da América Latina,[10] foi fundada em 1º de dezembro de 1697, tendo sido elevada à categoria de cidade em 11 de outubro de 1864. De acordo com estimativas de 2014, sua população é de 402 912 habitantes, sendo a segunda cidade mais populosa da Paraíba, e sua região metropolitana, formada por dezenove municípios, possui uma população estimada em 630 777 habitantes.

Campina Grande é um importante centro universitário, contando com dezessete universidades sendo duas delas publicas. É também proporcionalmente a cidade com o maior numero de doutores do Brasil, 1 para cada 590 habitantes, seis vezes a média nacional.[11] Além de ensino superior, o município é destaque também em centros de capacitação para o nível médio e técnico. Também possui o segundo maior PIB entre os municípios paraibanos, representando 15,63% do total das riquezas produzidas na Paraíba. Uma evidência do desenvolvimento da cidade nos últimos tempos é o ranking da revista Você S/A, no qual Campina Grande aparece como uma das 10 melhores cidades para se trabalhar e fazer carreira do Brasil, única cidade do interior entre as capitais escolhidas no país[12] . O municipio é ainda considerado a cidade mais dinâmica do Nordeste e a 6ª mais dinâmica do Brasil segundo "A Gazeta Mercantil"[13] e foi apontada como uma das 20 metrópoles brasileiras do futuro [14] .

O município sedia ainda variados eventos culturais, destacando-se os festejos de São João, que acontecem durante todo o mês de junho (chamado de "O Maior São João do Mundo"), o Encontro da Nova Consciência, um encontro ecumênico realizado durante o carnaval, além do Festival de Inverno e outros 20 eventos. Está localizada a 133 km da capital estadual, João Pessoa.[15]

História[editar | editar código-fonte]

A urbanização do município tem um forte vínculo com suas atividades comerciais desde os primórdios até hoje. Primeiramente o município foi lugar de repouso para tropeiros, em seguida se formou uma feira de gado e uma grande feira geral (grande destaque no Nordeste). Posteriormente, o município deu um grande salto de desenvolvimento devido às atividades tropeiras e ao crescimento da cultura do algodão, quando Campina Grande chegou a ser a segunda maior produtora de algodão do mundo. Atualmente, o município tem grande destaque no setor de informática e desenvolvimento de softwares. Abaixo, seguem-se as etapas da urbanização do município de Campina Grande, passando pelos estados de "sítio", vila e município. Os estrangeiros deram forte contribuição ao desenvolvimento do Município, destacando-se os árabes, alemães, italianos e dinamarqueses, que influenciaram a política durante 20 anos no século XX.

Ocupação pelos índios Ariús[editar | editar código-fonte]

Normalmente a origem de Campina Grande é creditada à ocupação pelos índios Ariús no sítio de Campina Grande, liderados por Teodósio de Oliveira Lêdo, Capitão-mor dos Sertões, em 1º de dezembro de 1697. Entretanto, alguns autores não concordam com essa versão, sugerindo que o local já era povoado (com o nome de Campina Grande) na chegada de Teodósio com os Ariús. O Capitão-mor teria, nessa última versão, consolidado o povoado (que já encontrava-se povoado) e seu desenvolvimento, integrando o sertão com o litoral, levando em consideração que o posicionamento geográfico de Campina Grande é privilegiado, sendo passagem dos viajantes do oeste para o litoral paraibano.

Em 1750, Campina Grande é elevada a freguesia Nossa Senhora dos Milagres. Posteriormente, o Governo da Capitania de Pernambuco propõe a criação de três vilas no Cariri paraibano. Em 1787, Antônio Felipe Soares de Andrade Preterades resolve homenagear a Rainha de Portugal, D. Maria I, nomeando o local de Vila Nova da Rainha, e estabelecendo a primeira rua do núcleo urbano, com casas de taipa. A igreja construída no alto da ladeira deu origem a várias casas em seus arredores, no que é atualmente a Catedral de Campina Grande. O largo da Matriz, a rua onde foi construída a igreja, posteriormente tornou-se uma das ruas mais importantes da cidade: a Avenida Floriano Peixoto. A economia do povoado era sustentada pela feira das Barrocas, por onde passavam vários boiadeiros e tropeiros.

Assim, devido ao progresso comercial alcançado, aos poucos o povoado evoluiu a vila. À época de seu surgimento, poucas povoações de relevo existiam na Paraíba, a exemplo: Alhandra, Jacoca, Baía da Traição e Cabedelo, no Litoral; Monte Mor, Taipu e Pilar, na região da Várzea; Boqueirão, no Cariri; e Piranhas e Piancó, no Sertão.

Surgimento da vila[editar | editar código-fonte]

Prédio onde funcionava a primeira cadeia de Campina Grande, atual Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande.

No fim do século XVIII, a Coroa pretendia criar novas vilas na província. Nesta época, a província da Paraíba era sujeita à de Pernambuco, cujo governador era D. Tomás José de Melo. Em 1787, o ouvidor da província da Paraíba, Antônio F. Soares, pediu ao governador de Pernambuco a criação de três vilas na capitania. Duas dessas vilas o ouvidor criaria em Caicó e em Açu, onde já havia povoamentos que, nesta época, faziam parte da Capitania da Paraíba. A outra, pretendia criar na região do Cariri, que compreendia parte do que hoje são a Microrregião do Cariri Oriental e do Cariri Ocidental. Campina Grande e Milagres eram as duas freguesias candidatas a virarem vila que estavam naquela região.

Assim, em abril de 1790, Campina Grande foi escolhida pelo Ouvidor Brederodes para se tornar vila, devido à suas terras cultivadas produzirem mais riquezas e principalmente devido à sua melhor localização, estando entre a capital no litoral e o sertão.

No dia 6 de abril, Campina Grande passou a ser chamada oficialmente de Vila Nova da Rainha, em homenagem à Rainha Dona Maria I. Apesar da mudança de nome, os habitantes locais continuaram a chamar o lugar de Campina Grande, e somente em textos oficiais e formais o nome Vila Nova da Rainha era utilizado. A cadeia de Campina Grande foi construída em 1814, no largo da Matriz (atual Avenida Floriano Peixoto). Este prédio hoje em dia é o Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande.

Assim, Campina Grande alcançou a categoria de vila em 1790. A vila então possuía câmara municipal, cartório e pelourinho. Entretanto, a Vila Nova da Rainha não despertou grande interesse da província e crescia ainda muito lentamente: depois de oito anos criada a vila, possuía pouco mais de cem casas com apenas três mil habitantes. O território ocupado por Campina Grande era bastante abrangente: compreendia o Cariri (a não ser por Serra do Teixeira), parte do Agreste, parte do Brejo, abrangendo os povoados de Fagundes, Boqueirão, Cabaceiras, Milagres, Timbaúba do Gurjão, Alagoa Nova, Marinho, e outros, ao todo somando um território de mais de 900 km².

Em 1852 a população da Vila já era de 17 900 pessoas. Mas em 1856, uma epidemia matou cerca de 1550 pessoas do lugar, diminuindo quase 10% de sua população, chegando aos corpos ficarem sem espaço para serem sepultados nas igrejas.

Parte da estrutura do museu sobre as águas do Açude Velho.
Parte da estrutura do museu sobre as águas do Açude Velho.
O museu foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
O museu foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
A obra é também conhecida como "Museu dos Três Pandeiros".
A obra é também conhecida como "Museu dos Três Pandeiros".

O município[editar | editar código-fonte]

Em 11 de outubro de 1864, de acordo com a Lei Provincial nº 137, Campina Grande se eleva à categoria do município. Neste momento, a Paraíba tinha dezesseis vilas e mais seis cidades: Parahyba (atual João Pessoa), Mamanguape, Areia, Sousa e Pombal.

O município de Areia, que se tornou município já em 1846, havia se tornado a mais destacada da Paraíba, fora a capital, tanto econômica, social e politicamente. Além disso, Areia tinha grande influência cultural e intelectual. Embora Campina Grande não fosse tão bem edificada quanto Areia, não era menor que ela. Na época, o município de Campina Grande tinha três largos, quatro ruas e cerca de trezentas casas. Possuía, ainda, duas igrejas: a da Matriz (hoje a Catedral) e a Igreja Nossa Senhora do Rosário, que veio a ser destruída mais tarde pelo prefeito Vergniaud Wanderley (hoje existe outra igreja com o mesmo nome). Possuía também uma cadeia e uma Câmara Municipal, entre outras construções.

Apesar de todo o desenvolvimento comercial que a cidade obteve, o aspecto urbano da mesma não mudava praticamente nada. Em alguns anos, apenas os prédios da Cadeia Nova, da Casa de Caridade, do Grêmio de Instrução e o Paço Municipal foram construídos. Porém,se tratando de casas, muitas foram construídas fazendo com que, no fim do século XIX, Campina Grande tivesse cerca de 500 casas.

No ano de 1864 foi construído um prédio onde se faria o mercado. Este lugar teve vários nomes, dentre os quais "Largo do Comércio Novo", "Praça da Uruguaiana", "Praça das Gameleiras", "Praça da Independência" e, por fim, "Praça Epitácio Pessoa". Em 1870 uma lei (Lei Provincial nº 381) proibia que se fizessem banhos ou lavagem de roupas e de animais no Açude Novo, assim como ficou proibido vaquejadas nas ruas da cidade. Em 1872, conforme o Decreto Imperial do dia 18 de setembro de 1865, faz padrão o sistema métrico decimal francês em Campina Grande.

Crescimento com o Ouro Branco[editar | editar código-fonte]

Algodão pronto para colheita.

Com o tempo a cidade ia se desenvolvendo, mas somente no início do século XX foi que mudanças econômicas e mudanças nas condições de vida vieram a realmente acontecer significativamente.

O algodão no início do século XX foi para Campina Grande a principal atividade responsável pelo crescimento da cidade, atraindo comerciantes de todas as regiões da Paraíba e de todo o Nordeste. Até a década de 1940, Campina Grande era a segunda maior exportadora de algodão do mundo, atrás somente de Liverpool, na Inglaterra. Por isto, Campina Grande já foi chamada de a "Liverpool brasileira". Devido ao algodão, nesses anos Campina viu crescer sua população de vinte mil habitantes, em 1907, para cento e trinta mil habitantes, em 1939, o que representa um crescimento de 650% em 32 anos. João Pessoa só chegou a possuir uma população equivalente na década de 1950 (conforme gráfico da demografia de João Pessoa).

É importante ressaltar que a cidade nunca produziu algodão, seu sucesso na atividade se deve ao fato de que Campina era a única cidade do interior do Brasil a possuir uma máquina de beneficiamento de algodão, a matéria prima necessária para a produção vinha de cidades produtoras vizinhas.

O beneficiamento do algodão teve um impulso importante com a chegada das linhas ferroviárias para a cidade. Com o uso do trem, houve uma grande mudança na economia local: Campina pôde mais facilmente exportar sua produção de algodão beneficiado (o "Ouro Branco"), assim como outros produtos para os portos mais próximos, principalmente o de Recife.

Até 1931, a Paraíba foi o maior produtor de algodão do Brasil, com produção de 23 milhões de quilos de algodão em caroço. Com a crise do café em São Paulo, este passou a produzir algodão como alternativa. Em 1933, São Paulo já produzia 105 milhões de quilos em comparações com seus 3,9 milhões em 1929. Vários fatores foram responsáveis para a decadência de Campina Grande no ramo do algodão, os principais foram: 1) inexistência de um porto na Paraíba para grandes navios, fazendo com que Campina Grande tivesse que usar o porto de Recife, mais distante, para o transporte do algodão); 2) preço em comparação ao produto de São Paulo; 3) Ingresso de outras empresas estrangeiras no mercado do algodão.

Estação Ferroviária Great Western, inaugurada em 1907. Hoje o prédio sedia o Museu de História e Tecnologia do Algodão.

No decorrer do século XX, a capital da Paraíba, João Pessoa, perdeu importância e viu a ascensão de Campina Grande, cidade do interior do estado. A economia pessoense, na primeira metade do século, praticamente se estagnou. Até os anos 1960, era, com um exagero talvez, praticamente uma capital administrativa, pois Campina Grande aproximou-se do posto de João Pessoa de cidade mais importante do estado, já que, nesse período, Campina Grande despontava como importante polo comercial e industrial não só do estado, mas também da Região Nordeste. João Pessoa, naquela época, tinha poucas indústrias e apenas desempenhava funções administrativas e comerciais. A partir dos anos 1960, após grandes investimentos privados e governamentais, tanto do governo estadual quanto do governo federal, João Pessoa ganhou novas indústrias e importância, reafirmando sua posição de cidade principal do estado, em termos econômicos.

Tech City[editar | editar código-fonte]

Há muito tempo o município apresenta forte participação na área tecnológica. Nos anos 40, Campina Grande era a segunda exportadora de algodão do mundo, sendo o primeiro lugar Liverpool, na Grã-Bretanha. Em 1967, a cidade recebe o primeiro computador de toda a Região Nordeste do Brasil, que ficou no Núcleo de Processamento de Dados da Universidade Federal da Paraíba, Campus II (hoje Universidade Federal de Campina Grande). Hoje, tantos anos depois, Campina Grande é referência em se tratando de desenvolvimento de Software e de indústrias de informática e eletrônica.

Antigo Núcleo de Processamento de Dados da Universidade Federal de Campina Grande. O primeiro computador em universidades do norte-nordeste do Brasil (um IBM 1130) foi instalado aqui, em 1967, ocupando o primeiro andar do prédio.[16]

A revista americana Newsweek escolheu, na edição de abril de 2001, nove cidades de destaque no mundo que representam um novo modelo de Centro Tecnológico. O Brasil está presente na lista com Campina Grande, que foi a única cidade escolhida da América Latina. Em 2003, mais uma menção foi feita à cidade: desta vez referenciada como o "Vale do Silício brasileiro", graças, além da high tech, às pesquisas envolvendo o algodão colorido ecologicamente correto. As nove cidades escolhidas pela Newsweek foram: Akron (Ohio - EUA); Huntsville (Alabama - EUA); Oakland (Califórnia - EUA); Omaha (Nebraska - EUA); Tulsa (Oklahoma - EUA); Campina Grande (Paraíba - Brasil); Barcelona (Espanha); Suzhou (China); Côte d'Azur (França)).

Segundo a revista, o motivo para o sucesso foi a Universidade Federal da Paraíba, Campus II (que em 2002 tornou-se a Universidade Federal de Campina Grande). Desde 1967, quando os acadêmicos conseguiram apoio para comprar o primeiro computador do nordeste, um mainframe IBM de US$ 500 mil, criou-se uma tradição na área de computação que hoje tem reconhecimento em todo o mundo.

Campina Grande possui cerca de setenta e seis empresas produtoras de software, o que representa mais de 500 pessoas de nível superior faturando, ao todo, 25 milhões de reais por ano, o que representa 20% da receita total do município.

Ultimamente, o mais importante vínculo criado na cidade foi com o TecOut Center, em 2004, que fez aliança com a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba, que desde 1984, em sua fundação em Campina Grande, deu origem a mais de 80 empresas de tecnologia. O TecOut Center surgiu com o objetivo de aproximar as empresas de tecnologias brasileiras das chinesas, propiciando uma interação tecnológica entre o Brasil e a China, gerando empregos e fortalecendo o desenvolvimento local.

Dados geográficos[editar | editar código-fonte]

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Localização[editar | editar código-fonte]

A cidade localiza-se no interior do estado da Paraíba, no agreste paraibano, na parte oriental do Planalto da Borborema, na serra do Boturité/Bacamarte, que estende-se do Piauí até a Bahia. Está a uma altitude média de 555 metros acima do nível do mar. A área do município abrange 594,2 km².

Fazem parte do município de Campina Grande os seguintes distritos: Catolé de Boa Vista, Catolé de Zé Ferreira, São José da Mata, Santa Terezinha e Galante.

Distâncias entre Campina Grande e algumas capitais brasileiras:

População[editar | editar código-fonte]

Crescimento da população em Campina Grande ao longo dos anos, a partir de 1697. Pontos azuis significam medições reais, a linha reta é apenas uma interpolação.

Campina Grande possui 400 002 habitantes (densidade demográfica de 656,4 hab/km²), segundo estimativas do IBGE em 2013. Em 1991 o Índice de Desenvolvimento Humano era de 0,647, subindo para 0,721 em 2000.

Houve uma época em que Campina Grande teve um crescimento anormal, devido ao cultivo do algodão, no início do século XX até o final da década de 1930. Nesses anos, Campina viu crescer sua população de 20 mil habitantes, em 1907, para 130 000 habitantes, em 1939, o que representa um crescimento de 650% em 32 anos.

Influência política e econômica[editar | editar código-fonte]

Campina Grande exerce grande influência política e econômica sobre o "Compartimento da Borborema", que é composto de mais de 60 municípios (1 milhão de habitantes) [carece de fontes?] do estado da Paraíba. O Compartimento da Borborema engloba 5 microrregiões conhecidas como Agreste da Borborema, Brejo Paraibano, Cariri, Seridó Paraibano e Curimataú.

Região Metropolitana[editar | editar código-fonte]

A Região Metropolitana de Campina Grande foi criada pela lei complementar estadual nº 20 de 2009, ela foi aprovada pela assembleia legislativa no dia 17 de novembro de 2009 e sancionada dia 15 de dezembro de 2009 pelo governo do estado.

A Região Metropolitana de Campina Grande compreende os municípios de Campina Grande(cidade sede), Lagoa Seca, Massaranduba, Boqueirão, Queimadas, Barra de Santana, Caturité, Boa Vista, Puxinanã, Fagundes, Gado Bravo, Aroeiras, Itatuba, Ingá, Riachão do Bacamarte, Serra Redonda e Matinhas.

Com a criação da Região Metropolitana de Esperança (RME), no dia 8 de Junho de 2012, a Região Metropolitana de Campina Grande (RMCG), antigamente com 23 municípios, ficou constituída por 17 municípios, depois que os municípios de Esperança (Paraíba), Areial, Montadas, São Sebastião de Lagoa de Roça, Alagoa Nova e Pocinhos passaram a integrar a nova região metropolitana criada.[17]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Apesar de Campina Grande não possuir rios de proporção significativa, possui atualmente dois açudes: o Açude Velho e o Açude de Bodocongó. Destes, o maior e mais importante é o Açude Velho, que tem área de mais de 2500 m² e é um dos cartões-postais da cidade.

Antigamente existia um outro açude, o Açude Novo, mas sobre este foi construído um parque público. A região do Açude Novo hoje representa outro importante cartão-postal de Campina Grande com um obelisco que representaria o centro da cidade.

Outra característica hidrográfica Campina Grande separa, como área dispersora de águas fluviais, os afluentes do Rio Paraíba (nas direções sul e sudeste) dos afluentes do rio Mamanguape (direções norte e nordeste).

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A flora é bastante diversificada, apresentando formações de palmáceas, cactáceas em geral, legumináceas e bromeliáceas, além de rarefeitas associações de marmeleiros, juazeiros, umbuzeiros, algarobos, etc.

Campina Grande encontra-se próxima das fronteiras de várias microrregiões de climas e vegetações distintas. Ao nordeste do município, a vegetação é mais verde e arborizada, como no Brejo Paraibano. Ao sudeste, encontra-se uma paisagem típica do agreste, com árvores e pastagens. A caatinga, vegetação rasteira, é a predominante no oeste e sul do município, típicos do clima e vegetação do Cariri.

Arborização

As quinze plantas ou árvores mais utilizadas na arborização campinense são (da mais frequente à menos frequente): Cássia-amarela, Algaroba, Sombreiro, Castanhola, Mata-fome, Cacau-bravo, Ipê-amarelo, Flamboyant, Oitizeiro, Figo-benjamina, Oliveira, Palmeira-imperial, Aroeira-da-praia, Espatódea e Cássia-brasil.

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados de precipitação em 24 horas
em Campina Grande por meses
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 58,2 mm 27/01/1968 Julho 110,1 mm 17/07/2011
Fevereiro 79,5 mm 14/02/2011 Agosto 48,1 mm 09/08/2000
Março 107,4 mm 02/03/2011 Setembro 70,9 mm 18/09/1977
Abril 105 mm 10/04/1978 Outubro 22,8 mm 05/10/1976
Maio 81,7 mm 04/05/2011 Novembro 31,8 mm 25/11/1966
Junho 77,6 mm 18/06/2010 Dezembro 68,8 mm 01/12/1976
Fonte: Rede de dados do INMET. Período: 1963 a 1970, 1973 a 1984 e 1993 a 2013.[18]

O município está incluído na área geográfica de abrangência do clima semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005. Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.[19]

Apesar disso, por situar-se no agreste paraibano, entre a Zona da Mata e o sertão e a uma altitude de 500 metros de altitude acima do nível do mar, Campina Grande possui um clima com temperaturas mais moderadas, considerado tropical com estação seca (As, de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger), com chuvas concentradas nos meses de outono e inverno, principalmente entre abril e julho, sendo este último o mês de maior precipitação, com média de 154 milímetros (mm). No verão, as temperaturas ficam mais altas, com máximas entre 28 °C e 30 °C, com mínimas agradáveis, entre 20 °C. Já no inverno, o tempo não chega a esquentar, com máximas entre 25 °C e 27 °C, e mínimas de 18 °C.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1963 a 1970, 1973 a 1984 e 1993 a 2013, a menor temperatura já registrada em Campina Grande foi de 13,2 °C em 29 de agosto de 1963,[20] e a maior atingiu 34,6 °C em 11 de março de 2010.[21] Os maiores acumulados de chuva foram de 110,1 mm em 17 de julho de 2011, 107,4 mm em 2 de março de 2011 e 105 mm em 10 de abril de 1978.[18] O mês de maior precipitação foi maio de 2011, quando foram registrados 361,1 mm.[22] O menor índice de umidade relativa foi de 28%, registrado nos dias 1º de dezembro de 1979, 2 de outubro de 1997 e 5 de janeiro de 2002.[23]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Campina Grande Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 34,1 34,2 34,6 34,3 32,8 31,9 31,7 30,7 31,7 33,5 33,4 33,8 34,6
Temperatura máxima média (°C) 29,9 29,8 28,4 28,2 26,7 25,5 24,8 25,5 27,1 28,8 29,5 29,6 27,8
Temperatura média (°C) 23,5 23,7 23,5 23,2 22,3 21,3 20,5 20,6 21,3 22,4 23,1 23,4 22,4
Temperatura mínima média (°C) 20 20 20,4 20,2 19,3 18,1 17,9 17,8 18,3 18,9 19,5 20,2 19,2
Temperatura mínima registrada (°C) 16,2 14,2 17,3 16 16 14,6 13,3 13,2 13,7 15 14,8 15,3 13,2
Precipitação (mm) 55,3 47,7 91,8 141,8 104,7 112,7 154 58,8 48,7 17,4 13,2 29,3 875,4
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 6 6 10 11 14 14 15 9 7 4 3 4 103
Umidade relativa (%) 79 78 86 86 88 91 90 86 84 79 72 79 83,2
Horas de sol 238,9 203 203 173,6 175,4 151,1 148 197,5 206,6 246,8 243,5 232,3 2 419,7
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (normal climatológica de 1961-1990;[24] [25] [26] [27] [28] [29] [30] recordes de temperatura de 1963 a 1970, 1973 a 1984 e 1993 a 2013).[20] [21]

Economia[editar | editar código-fonte]

Campina Grande possui um PIB de 5,339 bilhões de reais (IBGE 2011, sendo o segundo município com maior PIB do estado da Paraíba. Em 2009, possuía o segundo maior PIB do interior do Nordeste ficando atrás apenas de Feira de Santana (BA).[9]

As principais atividades econômicas do município de Campina Grande são: extração mineral; de beneficiamento e de desenvolvimento de software; comércio varejista,culturas agrícolas; pecuária; indústrias de transformação, atacadista e serviços.

O município é grande produtor de software para exportação.

A posição privilegiada de Campina Grande contribui para que seja um centro distribuidor e receptor de matéria-prima e mão-de-obra de vários estados. Campina Grande tem grande proximidade com três capitais brasileiras: Natal, João Pessoa e Recife. Além disso, dentro do próprio estado, situa-se no cruzamento entre a BR-230 e a BR-104.

Em primeiro plano à esquerda o edifício-sede da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, em Campina Grande.

Setores[editar | editar código-fonte]

Em 2003, Campina Grande possuía aproximadamente 1229 fábricas (atividade industrial), 200 casas de comércio atacadista e 3200 unidades de comércio varejista. No setor de prestação de serviços, Campina Grande é um importante centro econômico, especialmente para as dezenas de cidades que fazem parte do Compartimento da Borborema.

A área de informática movimenta anualmente cerca de 30 milhões de dólares (o que ainda é bem pouco perto do grande potencial dos softwares), com cerca de 50 empresas de pequenas, médio e grande porte.

Na agricultura, destaca-se o algodão herbáceo, feijão, mandioca, milho, sisal, além de outros produtos de natureza hortifrutigranjeira que representam 6000 toneladas mensalmente comercializadas.

A pecuária atua em função da bacia leiteira. Já em 1934, era inaugurada a primeira usina de pasteurização do município.

Administração[editar | editar código-fonte]

Mapa dos bairros de Campina Grande

Campina Grande possui o segundo maior colégio eleitoral da Paraíba com 266 516 eleitores distribuídos em 598 secções e quatro zonas eleitorais. O primeiro Colégio Eleitoral de Campina Grande foi criado em 1878, e possuía apenas 34 eleitores.

Prefeitos[editar | editar código-fonte]

Até 1895, as funções executivas de Campina Grande eram exercidas pelo Conselho Municipal. Em 2 de março de 1895, o cargo de Prefeito Municipal foi criado, pela Lei Estadual nº 27, sendo o primeiro prefeito de Campina foi o major Francisco Camilo de Araújo e o primeiro vice-prefeito Silvino Rodrigues de Sousa Campos.

Somente em 1947 o povo passou a escolher os prefeitos da cidade diretamente, através das eleições. O prefeito atual de Campina Grande é o ex-deputado federal Romero Rodrigues.

Bairros[editar | editar código-fonte]

Em Campina Grande existem oficialmente 52 bairros.

Turismo e lazer[editar | editar código-fonte]

Cidade cenográfica do São João de Campina Grande.

Herdeira da cultura nordestina, Campina Grande luta por manter vivo o rico patrimônio representado pelas manifestações culturais e populares dessa região. A quadrilha junina, o pastoril, as danças folclóricas, o artesanato, etc., são alguns exemplos de manifestações da cultura popular que ainda encontram lugar na cidade.

Historicamente, Campina Grande teve, e continua tendo, papel destacado como polo disseminador da arte dos mais destacados artistas arraigados na cultura popular nordestina, a exemplo dos "cantadores de viola", "emboladores de coco", poetas populares em geral. Especialmente na música, é inegável a importância desta cidade na divulgação de artistas do quilate de Luiz Gonzaga, Rosil Cavalcante, Jackson do Pandeiro, Zé Calixto, dentre muitos, e até pelo surgimento de outros tantos como Marinês, Elba Ramalho, etc

Eventos como "O Maior São João do Mundo", Festival de Violeiros, "Canta Nordeste", as vaquejadas que se realizam na cidade, além de programações específicas das emissoras de rádio campinenses, contribuem fortemente para a preservação da cultura regional. Campina Grande também é a sede do maior encontro de apologia cristã do mundo, o Encontro da Consciência Cristã, que reúne milhares de pessoas das mais diversas denominações cristãs durante o carnaval, para debater temas ligados à fé, ética e sociedade.

Áreas verdes[editar | editar código-fonte]

Açude de Bodocongó

O Açude de Bodocongó é um açude de água salgada originalmente criado por conta da escassez de água na região, uma vez que o Açude Novo e o Açude Velho já não estavam suprindo as necessidades da população. Além do mais, o Açude de Bodocongó fica muito distante dos Açudes Novo e Velho, podendo abastecer gente que morava muito longe do centro da cidade.

Mata Florestal

A Mata Florestal do distrito de São José da Mata encontramos um pouco da Mata Atlântica existente no local.

Açude Velho à esquerda.
Açude Velho

O Açude Velho foi o primeiro açude que Campina Grande teve. Foi construído por causa da seca que o Nordeste enfrentou de 1824 a 1828. Assim, a construção do Açude Velho pelo governo provincial da Paraíba foi iniciada em 1828 e concluída em 1830, sendo, por quase um século, o maior açude de Campina Grande. É onde estão localizados o monumento -símbolo de Campina Grande "Os Pioneiros" e as estátuas de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro.

Açude Novo

O Açude Novo ou Parque Evaldo Cruz é um parque em formato circular que fica no Centro da cidade, próximo ao Parque do Povo. Atualmente trata-se de um parque de 46 875 com muitos bancos e árvores, assim como pequenos restaurantes que ficam em volta de uma fonte. Um grande obelisco se encontra no centro do parque. No passado, era um açude de verdade.

Louzeiro

O espaço Louzeiro, localizado entre os bairros da Conceição, Jeremias, Rosa Mística, Alto Branco, Jenipapo, Cuités e Palmeiras, é uma área de preservação ambiental. Sua rica diversidade natural faz parte da história do município de Campina Grande e, em consequentemente, a do estado da Paraíba. E, segundo a classificação de caatinga de George Eitel, o bioma do Louzeiro se enquadra no tipo Caatinga Florestal, possuindo árvores de grande porte como Baraúnas, Malungus, Catanduvas entre outras.

Parque das Pedras

Localiza-se entre os municípios de Campina grande e Pocinhos, sua fauna e flora pode ser contemplada por todos que conhecem.

Pirâmide do Parque do Povo
Parque do Povo

O Parque do Povo, onde é realizado O Maior São João do Mundo, possui uma área de 42 mil e 500 metros quadrados situada no centro de Campina Grande. É no Parque do Povo que se situa a "Pirâmide do Parque do Povo", que é a única área coberta do Parque, em formato de uma pirâmide.

Praça Clementino Procópio

A Praça Clementino Procópio, onde se encontra um monumento feito em homenagem a Teodósio de Oliveira Lêdo, bem como coretos e diversas estátuas, é popularmente também conhecida por "Praça dos Hippies".

Praça da Bandeira

A Praça da Bandeira, ou Praça dos Pombos, é o principal ponto de encontros devido principalmente a sua posição estratégica no coração do centro da cidade.

Outras áreas verdes

Como outras áreas verdes de Campina Grande, existem o Parque da Criança, o Parque da Pedras, a Praça do Trabalho, dentre outras.

Shopping centers[editar | editar código-fonte]

Partage Shopping Campina Grande

Cultura[editar | editar código-fonte]

Teatros[editar | editar código-fonte]

História

A história do teatro em Campina Grande tem início em 1925, quando foi fundado o "Cine Teatro Apolo", o que acarretou no surgimento do primeiro grupo teatral campinense, "O Corpo Cênico do Grêmio Renascença".

A década de 1940 não ofereceu novidades para as artes cênicas em Campina. Na década de 1950, foi implantado o "Rádio-Teatro Borborema", por Fernando Silveira. Ainda nos anos 1950, o pernambucano Raul Prhyston criou o grupo teatral "Os Comediantes", com principais peças sendo "A Mulher que Veio de Londres" e "A Vida tem três Andares". Atualmente existe um teatro com o nome deste pernambucano, o Teatro Raul Prhyston.

Em 1962, o Teatro Municipal Severino Cabral foi fundado, de grandes dimensões para a época, impulsionando o teatro campinense.

O Festival de Inverno de Campina Grande surgiu em 1975, divulgando e apresentando muitas peças e shows teatrais.

Na década de 1980, a crise econômica brasileira, que afetou o teatro, e a decadência física do Teatro Municipal Severino Cabral, reduziram o número de grupo teatrais, sendo esta época de poucos acontecimentos no campo das artes cênicas, a não ser pelo Festival de Inverno.

Principais teatros

Museus[editar | editar código-fonte]

Campina Grande possui doze museus, onde guardam-se partes importantes de acervos culturais da Campina Grande, Estado e do Brasil. São eles:

Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande - Localiza-se no centro da cidade.

O acervo do Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande dedica-se ao desenvolvimento histórico, social e cultural de Campina Grande. Possui Fotografias, artigo, mapas, móveis, armas, veículos, joias, bonecos e ferramentas organizados de forma a contar a história da cidade.

Museu de História Natural
Museu de Artes Assis Chateaubriand

O Museu de Artes Assis Chateaubriand é composto atualmente de 474 obras de arte ONDE podem ser encontradas várias técnicas e procedimentos de artes, incluindo desenhos, pinturas, esculturas, gravuras, colagens e outros métodos. Apresenta a arte em diversos momentos do cenário brasileiro.

A Coleção Assis Chateaubriand, com 120 obras, pode ser vista em parte no Prédio Histórico da Reitoria, na UEPB. Localiza-se no Catolé, bairro da zona sul da cidade.

Museu Luiz Gonzaga

O Museu de Luiz Gonzaga é dedicado ao compositor popular Luiz Gonzaga. O acervo é composto de fotos, discos, jornais, gravações sobre o Rei do Baião Luiz Gonzaga. Localiza-se no Santa Rosa, bairro da zona oeste da cidade; mas está momentaneamente desativado.

Museu de História e Tecnologia do Algodão - Localiza-se na tradicional Estação Velha, área bem próxima ao centro da cidade.
Museu Geológico da UFCG
Museu do Semiárido Nordestino da UFCG
Museu do Maior São João do Mundo
Museu de Esporte Plínio Lemos - Localiza-se no José Pinheiro, bairro da zona leste da cidade.
Museu Vivo do Nordeste

Centros culturais[editar | editar código-fonte]

No Centro Cultural Lourdes Ramalho, a prefeitura de Campina Grande oferece diversos cursos (várias áreas, como dança, artes marciais, música, idiomas, etc.) em todos os turnos e horários, por mensalidades ou anualidades acessíveis à população em geral. Também existem outros centros ou espaços culturais: Espaço Cultural do SESC Centro, Espaço Cultural Casa Severino Cabral e o Centro de Cultura Hare Krisna.

Artesanato[editar | editar código-fonte]

A Vila do Artesão foi construído na gestão do então prefeito Veneziano Vital do Rêgo Neto. É um complexo com 77 lojas, 04 restaurantes, 04 lanchonetes e 06 galpões, onde, mais de trezentos artesãos e artesãs produzem e comercializam seus produtos.

Bibliotecas[editar | editar código-fonte]

Biblioteca Municipal Felix Araújo.

Academia de letras[editar | editar código-fonte]

A cidade tem sua academia de letras, denominada Academia Campinense de Letras, entidade literária máxima em Campina Grande.

Cinema[editar | editar código-fonte]

História

O Cinema chegou em Campina Grande 14 anos depois de os irmãos Lumière inventarem o cinematógrafo. Isso aconteceu com a inauguração do Cine Brazil, em 1909 no antigo prédio da instrução no bairro das Boninas.

Em 1910, surgiu o Cine Popular do Sr.José Gomes. O cinema popular era frequentado por pessoas de baixa renda.

Obelisco do Açude Novo.

A experimentação cinematográfica campinense não funcionou a muito contento. Em sua primeira fase veio os Cine Apollo de 1912 e Cine Fox de 1918. Mas a era de ouro do cinema campinense deu-se com a transformação do cinema mudo para o falado. Foi Olavo Wanderley que em 20 de novembro de 1934 inaugura a maior sala de exibição cinematográfica campinense, Capitólio, com capacidade para 1.000 lugares na Praça Clementino Procópio. Com o fechamento do Cine Apollo e Cine Fox, surge em 1936 o Cine Para todos. Mas foi no dia 7 de julho de 1939, com a exibição do filme Primavera, que surge o Cinema Babilônia, uma luxuosa casa de exibição para encontro com a sociedade. O Babilônia possuía 898 lugares e concorria diretamente com o Capitólio.

Com o fim da II guerra Mundial, Campina grande ganhou importantes salas de exibição cinematográfica: Cine São José, Cine Avenida e Cine Arte.

Atualmente a cidade de Campina Grande conta com salas de exibições no Shopping Boulevard, no Ginásio AABB e Espaço Cultural do SESC/Centro. Os cinemas Capitólio e São José são tombados pelo IFHAEP.

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

A arquitetura de Campina Grande mescla elementos contemporâneos, como grandiosos e modernos edifícios, que vêm sendo largamente construídos na cidade desde o início da década de 2000, com construções antigas e de grande importância histórica, principalmente no chamado Centro Histórico de Campina Grande. Destaca-se a arquitetura em Art Déco, estilo surgido no início do século XX que influenciou tanto a arquitetura quanto as artes plásticas. Campina Grande possui um dos mais importantes e bem conservados acervos de construções em Art Déco do Brasil, onde os prédios são utilizados para empresas do ramo comercial, porém sendo as mesmas obrigadas a preservar as fachadas.

Esporte[editar | editar código-fonte]

Futebol[editar | editar código-fonte]

Atualmente em campina grande se destacam o Campinense e o Treze. Segundo ranking oficial da CBF, o Treze é o melhor time do estado da Paraíba.

Equipes locais
  • Campinense Clube - tem como cores o vermelho e o preto é o atual (campeão da Copa do Nordeste). É conhecido como "A Raposa". Tem estádio próprio, Estádio Renato Cunha Lima ("O Renatão"), que recebe jogos oficiais . O Campinense tem 19 títulos estaduais, sendo que de 1960 a 1965 conseguiu o único Hexacampeonato estadual, ele é hexacampeão coisa que nenhum time da paraíba a não ser ele conseguio, feito este nunca alcançado por seus adversários. Em 2013 o time foi campeão da Copa do Nordeste,sendo a primeira e única equipe do estado da Paraíba e do interior nordestino a conseguir esse feito.O Campinense (é o maior campeão do interior do estado), embora atualmente não esteja participando de nenhuma Série do Campeonato Brasileiro.
  • Treze Futebol Clube - tem como cores o preto e o branco. Apelidado por seus torcedores de "Galo", também é conhecido como "O Galo da Borborema" e "o Alvinegro de Campina Grande". É dono do único estádio particular capaz de receber jogos oficiais no estado, o Presidente Vargas, que tem capacidade para 8.000 pessoas. O local atualmente passa por melhorias no acesso e na segurança e em breve será ampliado com a construção de arquibancadas atrás da trave sul, o único local do estádio que ainda não recebe torcedores. O clube é conhecido por ter a maior torcida do estado da paraíba. O Treze tem 15 títulos estaduais, inclusive um conquistado de forma invicta (1966) e é o maior ganhador do estado no século XXI, com 5 conquistas. Em 1986 ganhou o Campeonato Brasileiro - série B e em 2005 chegou ao quinto lugar na Copa do Brasil, eliminando Associação Desportiva São Caetano e Coritiba Foot Ball Club. Atualmente Disputa a Série C do Campeonato Brasileiro. Esses são os maiores destaques nacionais do futebol paraibano.
  • Associação Desportiva Perilima
  • Associação Atlética Leonel
  • Grêmio Serrano
Rivalidade

Campinense e Treze já se enfrentaram 387 vezes, no chamado Clássico dos Maiorais. São mais de 50 anos de jogos de pura emoção. O "Galo da Borborema" superou a "Raposa" em 135 oportunidades. Os dois times empataram outras 151 vezes e a "Raposa" bateu o "Galo" 101 vezes. No total o Treze fez 438 gols e o Campinense outros 432 gols. A maior goleada do clássico é: Campinense 6 x 2 Treze no dia 30 de abril de 1969[31] .

Estádios[editar | editar código-fonte]

  • Estádio O Amigão
  • Estádio Presidente Vargas – Estádio pertencente ao Treze Futebol Clube. Único estádio particular da Paraíba com condições de receber jogos oficiais, recebendo jogos oficiais do campeonato estadual e nacional, e funciona também como C.T. do Treze Futebol Clube. Com capacidade para 8.000 torcedores. Vizinha ao estádio há uma concentração para os atletas. É o maior e melhor estádio particular da Paraíba e um dos melhores do interior nordestino. Atualmente passa por ampliação de sua capacidade e por melhorias no acesso e segurança.
  • Estádio Renato Cunha Lima –Estádio pertencente ao Campinense Clube, com capacidade para 2.000 torcedores, não possui iluminação para jogo e não é liberado para jogos oficiais.

Ginásios[editar | editar código-fonte]

Campina Grande conta com alguns ginásios: Complexo Esportivo Plínio Lemos, Ginásio BNB, Ginásio da AABB, Ginásio do Campestre, Ginásio do Trabalhador, Ginásio "O Meninão", dentre outros.

Transporte[editar | editar código-fonte]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

Pátio do Terminal Rodoviário de Campina Grande.

A cidade de Campina Grande possui um importante sistema rodoviário que possibilita sua interligação com as capitais, principais centros do Nordeste e demais cidades do estado e da Região. Normalmente, Campina Grande faz parte da maioria das rotas entre o interior (parte do Sertão e Agreste) e o litoral. Suas rodovias, totalmente asfaltadas, são composta pelas rodovias federais BR-104, BR-230, BR-412 e conexões BR-230/104 e Alça Sudoeste, além de outras rodovias estaduais.

Transporte interurbano[editar | editar código-fonte]

Campina Grande dispõe de um moderno Terminal Rodoviário de Passageiros - o Terminal Rodoviário "Argemiro de Figueiredo" - que estabelece interligação com os mais importantes centros e capitais da região e de todo o país, registrando um grande fluxo diário de passageiros.

Campina Grande, na saída para João Pessoa.
Haste do Viaduto Elpídio de Almeida (estaiado) no centro da imagem.

Para dar suporte a ônibus que fazem linhas intermunicipais de curta distância, a cidade dispõe ainda do Terminal Rodoviário "Cristiano Lauritzen", popularmente conhecido como Rodoviária velha.

Transporte urbano[editar | editar código-fonte]

O sistema de transportes urbanos da cidade é gerenciado pela Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos - STTP, autarquia municipal de direito público, com autonomia administrativa e financeira. Entre outras atribuições, cabe à STTP planejar, coordenar e executar o sistema viário de Campina Grande, além de controlar o sistema de transporte coletivo, moto-táxis e de táxi, no âmbito municipal.

No tocante ao atendimento, cerca de 95% da área do município é servida pelo sistema de transporte coletivo, com uma frota de mais de 200 ônibus urbanos, em 19 linhas, agrupadas em quatro grandes grupos: Circulares, Transversais, Radiais, e Distritais.

Em 2007, deu-se início à construção do primeiro terminal do sistema integrado de ônibus, no Parque Evaldo Cruz (Açude Novo). Foi também instalado o sistema de bilhetagem eletrônica em outubro de 2007. Em 2008, foi inaugurado o primeiro Terminal de Integração de Campina Grande, localizado no largo do Açude Novo. O sistema integra cerca de 90% das linhas de transporte coletivo nos sentidos centro-bairro e bairro-centro.

Além dos transportes coletivos, a cidade tem a disposição cerca de 586 táxis e 727 mototaxistas cadastrados.

Ferroviário[editar | editar código-fonte]

O Município é atendido pelo sistema de transporte ferroviário sob administração da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), que faz a interligação com várias cidades do estado, do litoral à zona sertaneja (inclusive sua capital, João Pessoa), com o porto de Cabedelo, além de outras capitais do Nordeste, em uma linha que percorre desde Propriá, em Sergipe, até São Luís, Maranhão.

Este tipo de transporte disponível é um grande reforço de infraestrutura, permitindo o escoamento de parte importante da produção do estado para outros centros de consumo e o barateamento dos custos de transporte.

Aeroviário[editar | editar código-fonte]

O sistema de transporte aeroviário de Campina Grande dispõe do Aeroporto Presidente João Suassuna - com pista de 1600 m de extensão por 45 m de largura - que possui todo o serviço de infra-estrutura para o apoio e a segurança das aeronaves. Operando com tráfegos regular e não regular, conta com voos diários, interligando a cidade aos mais diversos centros e capitais do país.

A cidade dispõe também do Aeroclube de Campina Grande, localizado no distrito de São José da Mata, que opera com aviões de pequeno porte, nas atividades comercial e de lazer.

Acidentes Aéreos

Em Campina Grande já ocorreram dois acidentes aéreos. O primeiro em 7 de outubro de 1948, onde um avião de pequeno porte, modelo Douglas DC-3, registro PP-LPB, da companhia Linhas Aéreas Paulista, caiu sobre um residência na rua Irineu Joffliy. Felizmente não houve vítimas fatais.

O segundo acidente ocorreu em 5 de setembro de 1958, onde um avião comercial após sobrevoar a cidade e não conseguir pousar veio a cair no bairro do Serrotão. Nesse acidente faleceram 13 pessoas. A aeronave de modelo Curtiss C-46, registro PP-LDX da companhia Lóide Aéreo Nacional.

Companhias aéreas

Educação[editar | editar código-fonte]

História

Foi em 1822 que foi fundada a primeira escola em Campina Grande, numa época que a lei exigia o ensino da leitura, das quatro operações matemáticas básicas, noções de geometria prática, gramática do português e a religião católica. O primeiro professor da rede pública de Campina Grande foi Antonio José Gomes Barbosa.

Até o ano de 1849, só podiam participar das escolas públicas em Campina Grande pessoas do sexo masculino. As primeiras escolas para mulheres foram criadas em 1857.

O primeiro grupo escolar da cidade foi o "Solon de Lucena", que existe até hoje. O prof. Clementino Procópio fundou a primeira escola privada em Campina Grande, a escola "São José". Depois disso, outras escolas particulares, como o colégio Pio XI, colégio Alfredo Dantas e, em 1931, o colégio Imaculada Conceição (DAMAS), todos existentes até hoje.

Em 1954, foi fundado o Colégio Estadual da Prata, também conhecido como "O Gigantão da Prata".

Atualmente

Campina Grande dispõe de uma ampla rede escolar e universitária que se destaca não só pela quantidade dos estabelecimentos públicos e privados existentes, mas pela extensão, desde o ensino fundamental até a pós-graduação, abrangendo várias áreas do conhecimento humano.

Ensino fundamental e médio[editar | editar código-fonte]

Campina Grande possui o maior colégio estadual de ensino médio da região como também o segundo maior colégio do estado da Paraíba, o Colégio Estadual da Prata (Colégio Estadual Dr. Elpídio de Almeida) , fundado em 1954, com capacidade de mais de 3500 alunos, que beneficia não somente estudantes campinenses, mas de diversas cidades. Campina também possui colégios particulares de grande renome no estado da Paraíba, e em todo Nordeste, dos quais podemos citar: o Colégio Motiva, o Colégio Virgem de Lourdes - Lourdinas, o Colégio Imaculada Conceição - DAMAS,e o Colégio Alfredo Dantas - CAD.

Escolas técnicas[editar | editar código-fonte]

Portão de entrada da Escola Técnica Redentorista.

Existem instituições de ensino profissionalizante em nível médio, tanto públicas quanto privadas, capacitando ou treinando mão-de-obra especializada em atendimento às demandas dos diversos setores econômicos. Instituições como SESI e SENAI oferecem curso técnico em Eletroeletrônica e profissionalizante . Na parte técnica, uma escola bastante tradicional é a Escola Técnica Redentorista com cursos nas áreas de Segurança do Trabalho,Informática, Eletrônica e Telecomunicações. O IFPB - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba oferece cursos técnicos nas áreas de Informática, Mineração,Petróleo e Gás, Manutenção e suporte em informática e Curso superior em Telemática, Matemática, Física e Construção de edifício.

Em 2003, de acordo com o IBGE, existiam 80.427 alunos matriculados para o ensino fundamental para 3688 professores e 19 764 alunos de ensino médio para 1108 professores.

Universidades públicas[editar | editar código-fonte]

Possui duas universidades públicas e um instituto federal:

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba - IFPB - Campus Campina Grande

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba é uma instituição de ensino superior e técnico, pública e federal, que possui uma unidade descentralizada em Campina Grande. A instituição conta com os cursos superiores de Tecnólogo em Telemática, Tecnólogo em construção de edifícios e Licenciatura em Matemática, Licenciatura em Física além dos cursos técnicos em Mineração, Manutenção e Suporte em Informática, Petróleo e Gás e Informática. O IFPB também dispõe de cursos do Pronatec entre outros cursos de extensão que é disponível para a comunidade interna e externa. O início das atividades do IFPB em Campina Grande ocorreu no final de 2006, suas turmas pioneiras iniciaram suas atividades no início de 2007. O campus do IFPB - Campina Grande, está localizado no bairro Dinamérica nas proximidades do ginásio de esportes "O Meninão".

Universidade Federal de Campina Grande

A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) é uma instituição de ensino superior, pública e federal, fundada 2002 como um desmembramento da UFPB. É considerada um dos pólos de desenvolvimento científico e tecnológico do Nordeste, onde realizam-se diversos cursos de pós-graduação, nos níveis de especialização de mestrado e doutorado.

A UFCG possui sete campi, localizados nas cidades de Campina Grande, Pombal, Patos, Sousa, Cajazeiras, Cuité e Sumé no interior do estado.

Universidade Estadual da Paraíba

A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) possui sede em Campina Grande com outros campos em Lagoa Seca, Guarabira e Catolé do Rocha. Em 2006 foram inaugurados campi da universidade estadual em Monteiro, Patos e João Pessoa.

Foi fundada em 11 de outubro de 1987 pelo então Governador da Paraíba, Tarcísio de Miranda Buriti, deixou de ser chamada de Universidade Regional do Nordeste para se transformar em Universidade Pública Estadual, reconhecida pelo Conselho Federal de Educação em 1996.

A UEPB hoje possui cerca de 46 cursos de graduação,divididos em Licenciatura e Bacharelado, tais como Letras, Direito, Engenharia Sanitária e Ambiental, Odontologia, Filosofia, Geografia, Fisioterapia e Enfermagem.

A UEPB oferece ainda 2 cursos de nível técnico e 17 programas de Pós-Graduação divididos em Mestrados Profissionais, Mestrados e Doutorados Acadêmicos e conta com aproximadamente 20 mil estudantes.

Destacam-se os seguintes programas de Pós-Graduação: PPG em Literatura e Interculturalidade (Nota 04 na CAPES, nível Mestrado e Doutorado), PPG em Ecologia e Conservação, PPG em Odontologia, PPG em Serviço Social, PPG em Saúde Pública, PPG em Relações Internacionais entre outros.

A Universidade destaca-se ainda por oferecer cursos de graduação na modalidade a distância (EAD) e conta com mais de 35 cursos de Especialização.

A Pós-Graduação da UEPB está se consolidando a partir de parcerias com outros programas de pós-graduação, como UFRJ, UERJ, UFBA, UFPE e USP.

Universidades particulares[editar | editar código-fonte]

Outras escolas de ensino superior, particulares, são:

  • Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas - FACISA
  • Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande - FCM
  • Escola Superior de Aviação Civil - ESAC
  • Faculdade Maurício de Nassau - FMN
  • Centro de Educação Superior Reinaldo Ramos - CESREI
  • Faculdade Anglo-Americano
  • Faculdade de Teologia e Filosofia da Católica - CATÓLICA
  • Universidade Corporativa da Indústria da Paraíba - UCIP
  • Instituto Campinense de Ensino Superior - ICES
  • União do Ensino Superior de Campina Grande - UNESC
  • Faculdade Paulista de Tecnologia
  • Universidade Estadual Vale do Acaraú UVA- UVA
  • Universidade Paulista - UNIP
  • Universidade Norte do Paraná - UNOPAR UNOPAR

Saúde[editar | editar código-fonte]

Campina Grande conta com dezenove hospitais, 93 unidades básicas de saúde, três centros de referência de saúde, além do Serviço Municipal de Saúde.

Cidade Irmã[editar | editar código-fonte]

Zhaoqing, Guangdongno (República Popular da China).

Referências[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. Ministério de Minas e Energia (outubro de 2005). DIAGNÓSTICO DO MUNICÍPIO DE CAMPINA GRANDE CPRM. Visitado em 7 de maio de 2011.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 16 de junho de 2013.
  4. Urbanização das cidades brasileiras Embrapa Monitoramento por Satélite. Visitado em 30 de Julho de 2008.
  5. Prefeitura de Campina Grande
  6. a b Estimativas da população residente no Brasil e unidades da federação com data de referência em 1º de julho de 2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (28 de agosto de 2014). Visitado em 28 de agosto de 2014.
  7. Ranking IDHM Municípios 2010 Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2013). Visitado em 2 de setembro de 2013.
  8. Indice GINI Cidade Sat Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2003). Visitado em 06 de agosto de 2011.
  9. a b c Posição ocupada pelos maiores municípios em relação ao Produto Interno Bruto Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (18 de dezembro de 2013).
  10. http://www.dignow.org/area/reportagens-do-passado-campina-grande-destaque-na-revista-newsweek-em-2001-884678-27906
  11. http://www.ufcg.edu.br/prt_ufcg/assessoria_imprensa/mostra_noticia.php?codigo=8190
  12. http://www.sedis.ufrn.br/index.php/module-positions/currais-novos-2/campina-grande
  13. http://jogosdigitais.cesed.br/campina-grande/
  14. http://pref-cabo-frio.jusbrasil.com.br/politica/5661445/a-revista-veja-constatou-cabo-frio-esta-entre-as-20-cidades-que-mais-crescem-no-brasil
  15. Correio da Paraíba - Avião tem problemas de aterrissagem e colide em aeroporto de Campina Grande
  16. História do Curso de Ciência da Computação na Universidade Federal de Campina Grande. Acessado em junho de 2009
  17. Com a exclusão dos Municípios de Esperança, Areial, Montadas, São Sebastião de Lagoa de Roça, Alagoa Nova e Pocinhos Jus Brasil. Visitado em 06 de Julho de 2012.
  18. a b BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Precipitação (mm) - Campina Grande Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 12 de abril de 2014.
  19. Ministério da Integração Nacional, 2005. Nova delimitação do semiárido brasileiro.
  20. a b BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Mínima (ºC) - Campina Grande Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 12 de abril de 2014.
  21. a b BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Máxima (ºC) - Campina Grande Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 12 de abril de 2014.
  22. BDMEP - Série Histórica - Dados Mensais - Precipitação Total (mm) - Campina Grande Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 12 de abril de 2014.
  23. BDMEP - Série Histórica - Dados Horários - Umidade Relativa (%) - Campina Grande Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 26 de outubro de 2014.
  24. Temperatura Média Compensada (°C) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Visitado em 23 de junho de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  25. Temperatura Máxima (°C) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Visitado em 23 de junho de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  26. Temperatura Mínima (°C) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Visitado em 23 de junho de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  27. Precipitação Acumulada Mensal e Anual (mm) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Visitado em 23 de junho de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  28. Número de Dias com Precipitação Maior ou Igual a 1 mm (dias) Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 23 de junho de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  29. Insolação Total (horas) Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 23 de junho de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  30. Umidade Relativa do Ar Média Compensada (%) Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 23 de junho de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  31. [# Recordar é viver: Campinense 15 x 2 Treze] Blog do Campinense.. Visitado em 24 de abril de 2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ALMEIDA, Antônio Pereira de. Os Oliveira Ledo … De Teodósio de Oliveira Lêdo – fundador de Campina Grande – a Agassiz Almeida – Constituinte de 1988 Brasília: CEGRAF, 1989)
  • ALMEIDA, Elpídio. História de Campina Grande. João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 1978.
  • BURITI, Iranilson. OLIVEIRA, Catarina. História da Paraíba. Curitiba: Base, 2009.
  • CÂMARA, Epaminondas. Datas Campinenses. Campina Grande: RG Editora e Gráfica, 1998.
  • CÂMARA, Epaminondas. Os Alicerces de Campina Grande. Esboço Histórico-Social do Povoado e da Vila (1697 a 1864). Campina Grande: Edições Caravela, 1999.
  • CARMONA, Marcos. A reintrodução da cultura do algodão no semi-árido do Brasil através do fortalecimento da agricultura familiar: um resultado prático da atuaçaõ do COEP. Cadernos de Oficina Social, vol. 13, p. 24-25. Rio de Janeiro: Oficina Social, Centro de Tecnologia, Trabalho e Cidadania, 2005. ISSN 1518-4545 ; 13.
  • DANTAS, Ivan Coelho, SOUZA, Cinthia Maria Carlos. Arborização urbana na cidade de Campina Grande - PB: Inventário e suas espécies. Revista de Biologia e Ciência da Terra, Vol. 4, No. 2, 2004. ISSN 1519-5228.
  • OCTÁVIO, José. História da Paraíba - Lutas e Resistência. João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 2000.
  • SOBRINHO, João Alves. História de Campina Grande em versos. Campina Grande: Academia Brasileira de Literatura de Cordel, 2004.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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