Campinas
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Nota: Para outras acepções, veja Campinas (desambiguação).
| Município de Campinas | |||||
| "Cidade das andorinhas" "Princesa d'Oeste" |
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Do alto, da esquerda para a direita: Catedral Metropolitana de Campinas, Estação de Transferência Moraes Sales - cruzamento com a Rua José Paulino, Estação de Campinas, Palácio da Mogiana, Monumento aos Heróis da Revolução Constitucionalista de 1932 (Cemitério da Saudade), Terminal Multimodal de Campinas, Campinas vista a partir do mirante da Torre do Castelo |
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| Hino | |||||
| Aniversário | 14 de julho | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 14 de julho de 1774 (237 anos) | ||||
| Gentílico | campineiro | ||||
| Lema | Labore virtute civitas floret "No trabalho e na virtude a cidade floresce" |
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| Prefeito(a) | Pedro Serafim Júnior (PDT) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Campinas IBGE/2008[1] | ||||
| Microrregião | Campinas IBGE/2008[1] | ||||
| Região metropolitana | Campinas | ||||
| Municípios limítrofes | Norte: Jaguariúna; Nordeste: Pedreira; Leste: Morungaba; Sudeste: Valinhos; Sul: Indaiatuba e Itupeva; Sudoeste: Monte Mor; Oeste: Sumaré e Hortolândia; Noroeste: Paulínia. |
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| Distância até a capital | estadual: 99 km federal: 921 km[2] |
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| Características geográficas | |||||
| Área | 795,697 km² [3] | ||||
| População | 1 088 611 hab. (SP: 3º) – estatísticas IBGE/2011[4] | ||||
| Densidade | 1 368,12 hab./km² | ||||
| Altitude | 685 m | ||||
| Clima | tropical de altitude Cwa | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,852 (SP: 8°) – elevado PNUD/2000[5] | ||||
| PIB | R$ 29 363 064,180 mil (BR: 10º - RMC: 1º) – IBGE/2008[6] | ||||
| PIB per capita | R$ 27 788,98 IBGE/2008[6] | ||||
Campinas (pronuncia - se AFI: [kɐ̃ˈpinɐs]) é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo. Pertence à microrregião e mesorregião homônimas, localizando-se a noroeste da capital do estado, distando desta cerca de 96 km. Ocupa uma área de 795,697 km², sendo que 238,3230 km² estão em perímetro urbano e os 557,334 km² restantes constituem a zona rural.[7] Em 2011 sua população foi estimada pelo IBGE em 1 088 611 habitantes,[8] sendo que em 2010 era o terceiro mais populoso de São Paulo (ficando atrás somente de Guarulhos e da capital) e o 14º de todo o país.
A sede tem uma temperatura média anual de 22,4°C e na vegetação original do município predomina a mata atlântica. Com uma taxa de urbanização da ordem de 98%, o município contava em 2009 com 373 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,852, considerando-se assim como elevado em relação ao país, sendo o sétimo maior do estado.[8] Campinas faz parte do chamado Complexo Metropolitano Expandido que ultrapassa os 29 milhões de habitantes, aproximadamente 75% da população do estado inteiro. As regiões metropolitanas de Campinas e de São Paulo já formam a primeira macrometrópole do hemisfério sul.[9]
Campinas foi fundada em 1774. Entre o final do século XVIII e o começo do século XX, a cidade teve o café e a cana-de-açúcar como importantes atividades econômicas. Porém, desde a década de 1930, a indústria e o comércio são as principais fontes de renda, sendo considerada um polo industrial regional. Atualmente é formada por três distritos, além da sede, sendo ainda subdividida em 14 administrações regionais, cinco regiões e vários bairros.[10]
Décima cidade mais rica do Brasil, hoje é responsável por pelo menos 15% de toda a produção científica nacional, sendo o terceiro maior polo de pesquisa e desenvolvimento brasileiro.[11] Tem também diversos atrativos turísticos, com valor histórico, cultural ou científico, como museus, parques e teatros. A Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, fundada em 1974, é considerada como uma das principais do país.[12]
Índice |
[editar] História
[editar] Origens e pioneirismo
Até a primeira metade do século XVIII, Campinas não passava de uma área de mata pouco explorada. Naquela época, surgiu um bairro rural na Vila de Jundiaí (hoje Jundiaí), chamado "Mato Grosso", próximo a uma trilha feita por bandeirantes do Planalto de Piratininga entre 1721 e 1730, que seguia em direção ao atual estado de Tocantins. A instalação de um ponto de parada de tropeiros (chamado "Campinas do Mato Grosso" por ter sido erguido num descampado de uma mata fechada) impulsionou o comércio e atraiu moradores para o local.[13]
Por volta do ano de 1772, os moradores daquela região reivindicavam a construção de uma capela, já que a igreja mais próxima do povoado situva-se em Jundiaí. A permissão foi concedida 1 ano mais tarde, demarcando-se, no dia 22 de setembro daquele ano, o local que seria destinado à construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, cujo nome foi recebido em homenagem a padroeira, escolhida por votação.[14] A dificuldade das obras daquele tempo fez com que fosse construída uma capela provisória, em 1774.[14] No dia 27 de maio desse ano foi assinado um ato que dava a Francisco Barreto Leme do Prado o título de "fundador, administrador e diretor" do núcleo urbano a ser fundado. Em outro ato feito no mesmo dia, foi definida a medida das ruas e quadras, assim como a posição das casas, sendo esse o primeiro "plano urbanístico" recebido por Campinas. Poucas semanas depois, em 14 de julho de 1774, frei Antônio de Pádua, primeiro vigário da Paróquia, rezou a missa que inaugurava a capela provisória coberta de palha e feita às pressas. A partir daí, instalou-se definitivamente a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso e fundou-se a povoação.[13][14]
Ainda nessa época, houve a chegada de vários fazendeiros oriundos de diversas cidades paulistas, como de Itú, Porto Feliz, Taubaté. Estes fazendeiros procuravam terras para cultivarem lavouras de cana e engenhos de açúcar, utilizando-se da mão-de-obra escrava que possuíam. De fato, também foi por motivação destes fazendeiros e do Governo da então Capitania de São Paulo que o bairro rural do Mato Grosso foi transformado em Freguesia, depois em Vila de São Carlos (1797) e posteriormente em Cidade de Campinas (1842).[14]
[editar] Formação administrativa
Após a emancipação política de Campinas, ocorreram várias divisões distritais no território do município. A primeira mudança ocorrida foi a criação do distrito de Valinho (atualmente município de Valinhos), pela lei provincial nº 383, de 28 de maio de 1896. A última alteração feita pela lei estadual nº 8092, de 28 de fevereiro de 1964, emancipando de Campinas o município de Paulínia. Atualmente o município é constituído de cinco distritos: Campinas, Barão Geraldo, Joaquim Egídio, Nova Aparecida e Sousas.[14]
Barão Geraldo foi criado pela Lei estadual nº 2456 de 30 de dezembro de 1953; Joaquim Egídio foi criado pela Lei estadual nº 5285 de 18 de fevereiro de 1959; Nova Aparecida foi criado pela Lei estadual nº 8092 de 28 de fevereiro de 1964; e Sousas foi criado pela Lei estadual nº 416 de 24 de julho de 1896.[14]
[editar] Crescimento econômico
Até o final do Século XVIII a cana-de-açúcar era principal atividade de subsistência da região. Entretanto, naquela época, houve uma grande expansão das plantações de café. Os cafezais foram, com o passar do tempo, sendo cultivados no lugar da cana, colaborando para um novo e rápido ciclo de desenvolvimento da região campineira, o que fez com que a cidade recebesse uma grande demanda de trabalhadores, inclusive escravos, oriundos de diferentes regiões do país, que eram empregados nas plantações e em atividades produtivas rurais e urbanas.[13] A partir desse crescimento, também ocorreu um processo de modernização dos meios de transporte e de produção em Campinas.[13]
A primeira metade da década de 1920 caracterizou-se pelo auge da produção cafeeira em grande parte do território paulista. Porém, no final dessa década, houve uma crise da economia cafeeira, atingindo grande parte do estado de São Paulo. A decadência da produção ocorreu pelo desgaste das terras da região, pelas geadas que acabavam com as lavouras, pela diminuição da exportação motivada pela alteração da qualidade do café, pela concorrência de outros países e pela crise econômica de 1929.[15] Com a crise do café, a volta da cana-de-açúcar e a troca pela indústria e prestação de serviços, o que fez com que a fisionomia da cidade deixasse de ser ruralista e passasse a ser mais urbanística. Para seu novo projeto de planejamento, recebido do chamado "Plano Prestes Maia", no ano de 1938, foi feito um grande conjunto de ações voltado a reordenar seu crescimento urbanístico. Devido a estas melhorias ocorridas, houve um novo período de vinda de migrantes e imigrantes, que foram atraídos pelo projeto da construção de um novo parque produtivo, que seria composto de fábricas, agroindústrias e diversos estabelecimentos comerciais.[13]
Entre as décadas de 1930 e 1940, Campinas passou a ser marcada pelo desenvolvimento demográfico das redondezas das fábricas então instaladas, dos estabelecimentos e das grandes rodovias em implantação - como a Rodovia Anhanguera (1948), a Rodovia dos Bandeirantes (1978), a Rodovia Santos Dumont (década de 1980), a Rodovia Dom Pedro I, Rodovia Governador Ademar de Barros, a Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença e a Rodovia Professor Zeferino Vaz (ou Tapetão), que é o principal acesso à REPLAN (Refinaria do Planalto Paulista) -, fato que fez com que Campinas se consolidasse como importante entroncamento rodoviário. Os novos bairros que foram criados nessas áreas não contavam, originalmente, com uma boa infraestrutura e planejamento, entretanto conseguiram, com o passar do tempo, uma melhor condição de urbanização entre as décadas de 1950 a 1990.[13]
[editar] História recente
A partir de 1998, a cidade vem assistindo a uma mudança acentuada na sua base econômica: perde importância o setor industrial (com a migração de fábricas para cidades vizinhas ou outras regiões do país), e ganha destaque o setor de serviços (comércio, pesquisa, serviços de alta tecnologia e empresas na área de logística).[13]
Desde a década de 2000, graças a investimentos públicos e privados, a cidade vem alcançando seu equilíbrio econômico e social, tornando-se um município cada vez mais competitivo perante a Região Metropolitana de Campinas. Leis de incentivos para empresas que se instalarem na cidade foram criadas e a obra de ampliação da Rodovia dos Bandeirantes, cujo trajeto passa pelo município, trouxe novas possibilidades de desenvolvimento.[13]
Campinas é hoje a principal força econômica da Região Metropolitana de Campinas, apresentando uma boa qualidade de vida, como é possível comprovar através de seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH),[5] além disso os índices de desemprego e violência, apesar de não estarem nos mesmos índices de outrora, ainda continuam baixos se comparado a cidades vizinhas. Também se destacam um moderno parque industrial e tecnológico — fruto de um plano de instalação de "tecnopolos",[16] e renomadas instituições de ensino superior, como a Universidade Estadual de Campinas e a Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Também é em Campinas que se localiza o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).[13]
[editar] Geografia
A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 795,697 km², sendo que 238,3230 km² constituem a zona urbana e os 557,334 km² restantes constituem a zona rural.[7] Situa-se a 22º54′21” de latitude sul e 47º03′39” de longitude oeste e está a uma distância de 96 quilômetros a noroeste da capital paulista. Seus municípios limítrofes são Paulínia, Jaguariúna e Pedreira, a norte; Morungaba, Itatiba e Valinhos, a leste; Itupeva, Indaiatuba e Monte Mor, a sul; e Hortolândia e Sumaré, a oeste.[17]
[editar] Região Metropolitana
O intenso processo de conurbação atualmente em curso na região vem criando uma metrópole cujo centro está em Campinas e atinge vários municípios, como Sumaré, Americana, Indaiatuba, Hortolândia, Santa Bárbara d'Oeste, Valinhos, Itatiba e Paulínia. A Região Metropolitana de Campinas (RMC) foi criada pela lei complementar estadual 870, de 19 de junho de 2000, e atualmente é constituída por 19 municípios, sendo a nona maior aglomeração urbana do Brasil, com 2 798 477 habitantes.[8] É uma das mais dinâmicas no cenário econômico brasileiro e representa 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e 7,83% do PIB paulista, ou seja, cerca de R$ 77,7 bilhões/ano.[18] Além de possuir uma forte economia, a região também apresenta uma infraestrutura que proporciona o desenvolvimento de toda a área metropolitana.[13]
Campinas faz parte do chamado Complexo Metropolitano Expandido, que ultrapassa os 29 milhões de habitantes, aproximadamente 75% da população do estado paulista inteiro. As regiões metropolitanas de Campinas e de São Paulo já formam a primeira megalópole (ou macrometrópole) do hemisfério sul, unindo 65 municípios que juntos abrigam mais de 12% da população brasileira.[9]
[editar] Relevo e hidrografia
O ponto mais alto da cidade está próximo ao Observatório Municipal Jean Nicolini,[19] localizado na Serra das Cabras, no distrito de Joaquim Egídio, a uma altitude de 1033 m.[20] Dentro do perímetro urbano, entretanto, a região mais alta está no Jardim São Gabriel, a 780 m. de altitude. A menor altitude se verifica na região do Parque Itajaí, próximo ao Rio Capivari, a 555 m.[21] Geomorfologicamente, a cidade de Campinas localiza-se em uma área de transição entre a Depressão Periférica Paulista, que é mais notada a oeste do município, e o Planalto Ocidental, mais perceptível a leste.[22][23]
A bacia hidrográfica do rio Piracicaba, bacia que Campinas e região estão localizadas, estende-se por uma área de 12.531 km², abrangendo o sudeste do estado de São Paulo e extremo sul de Minas Gerais.[24] Dentre os rios que cortam o município de Campinas, os principais são o Capivari, o Jaguari, o Capivari-Mirim e o Atibaia, sendo que este último citado é de especial relevância para o abastecimento de água do município, já que grande parte da captação é feita em sua bacia.[25] Em 2001 estimava-se que 90% do esgoto doméstico urbano era lançado nele sem tratamento e que 20% do esgoto industrial gerado na região também seja lançado no Atibaia ainda não tratado. A cada dez casas de Campinas, em nove seus moradores usavam a água que era retirada do Atibaia.[26] Apesar de possuir com um nível satisfatório de rios e córregos, a cidade enfrenta diversos problemas em relação à sua disponibilidade hídrica, tanto pela sua contaminação quanto pela sua escassez em determinadas épocas do ano. Campinas recebe anualmente cerca de 1,1 bilhão de m³ de chuvas, que escoam para os rios e córregos e, ainda, que infiltram no solo, reabastecendo o lençol freático.[25]
[editar] Clima
O clima de Campinas é tropical de altitude (tipo Cwa segundo Köppen),[27][28] com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 22,4 °C, tendo invernos secos e amenos (raramente frios de forma demasiada) e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas. O mês mais quente, fevereiro, conta com temperatura média de 24,9 °C, sendo a média máxima de 30,0°C e a mínima de 19,9°C. E o mês mais frio, julho, de 18,5 °C, sendo 24,8°C e 12,3°C a média máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.[28]
A precipitação média anual é de 1424,5 mm, sendo agosto o mês mais seco, quando ocorrem apenas 22,9 mm. Em janeiro, o mês mais chuvoso, a média fica em 280,3 mm.[28] Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 30 °C, especialmente entre julho e setembro. Em agosto de 2010, por exemplo, a precipitação de chuva em Campinas não passou dos 0 mm.[29] Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso também são comuns registros de queimadas em morros e matagais, principalmente na zona rural da cidade, o que contribui com o desmatamento e com o lançamento de poluentes na atmosfera, prejudicando ainda a qualidade do ar.[30]
A temperatura mínima registrada na cidade foi de -1,5°C, registrada no dia 25 de junho de 1918.[31] Já a máxima foi de 39,0°C, observada no dia 17 de novembro de 1985.[32] O maior acumulado de chuva registrado em 24 horas no município entre junho de 1988 e outubro de 2008 foi de 143,4 mm, no dia 25 de maio de 2005.[28] Entre 1890 e 2004 houve 41 registros de geadas em Campinas. O mais recente foi em 18 de julho de 2000, quando a temperatura mínima chegou aos 2,2°C.[31] Ocasionalmente também ocorrem episódios de forte ventania, com rajadas superiores a 100 km/h,[33] e houve registros de formação de tornados no município dias 4 de maio de 2001[34] e 9 de março de 2008.[35]
| Médias de temperatura do ar e precipitação para Campinas | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
| Temperatura máxima registrada (°C) | 36,8 | 36,2 | 35,8 | 34,1 | 32,1 | 35,9 | 32,0 | 34,9 | 37,7 | 37,4 | 39,0 | 37,3 | 39,0 |
| Temperatura máxima média (°C) | 29,7 | 30,0 | 29,9 | 28,5 | 25,5 | 24,8 | 24,8 | 27,2 | 27,8 | 29,1 | 29,3 | 29,6 | 28,0 |
| Temperatura mínima média (°C) | 19,8 | 19,9 | 19,6 | 17,6 | 14,5 | 12,9 | 12,3 | 13,8 | 15,8 | 17,6 | 18,3 | 19,1 | 16,8 |
| Temperatura mínima registrada (°C) | 10,1 | 10,4 | 4,3 | 1,5 | 0,2 | -1,5 | -0,2 | 0,2 | 1,8 | 5,2 | 8,0 | 10,3 | -1,5 |
| Precipitação (mm) | 280,3 | 215,9 | 162,3 | 58,6 | 63,3 | 35,4 | 43,3 | 22,9 | 59,5 | 123,5 | 155,6 | 203,9 | 1 424,5 |
| Dias de chuva | 18 | 13 | 12 | 9 | 8 | 7 | 6 | 6 | 9 | 11 | 13 | 18 | 130 |
| Fonte: Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (CEPAGRI);[28][31] Instituto Agronômico de Campinas (IAC);[36] Aeroporto de Viracopos;[32] Portal de Tecnologia da Informação Para Meteorologia;[37] e Weather Base[38] | |||||||||||||
[editar] Ecologia e meio ambiente
A maior parte da vegetação original que possuía na cidade, a Mata Atlântica, foi devastada. Assim como outros 13 municípios da Região Metropolitana de Campinas, o município sofre um grave estresse ambiental, sendo que Campinas é considerada como uma das áreas mais sujeitas a enchentes e assoreamentos e conta com menos de 5% de cobertura vegetal.[39]
Para tentar reverter este quadro, vários projetos foram e estão sendo realizados e planejados, como a construção de corredores ecológicos, como a regulamentação do Plano de Gestão da Área de Preservação Ambiental (APA) de Campinas.[39] Também há vários projetos ambientais para combater a destruição das matas ciliares localizadas às margens do rio Atibaia, que, como citado anteriormente, conta com um elevado índice de poluição de suas águas.[26] Hoje Campinas abriga a Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Santa Genebra, de 251 hectares, criada em 1985 e regulada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Prefeitura de Campinas e Fundação José Pedro de Oliveira. Atualmente já é a segunda maior floresta urbana do Brasil, ficando atrás apenas da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro. A cidade também apresenta grandes bosques, como o Bosque dos Jequitibás (instalado em 1881), Bosque dos Alemães e Bosque dos Guarantãs.[40]
Na flora original campineira, há predomínio de árvores como o jequitibá-rosa (Cariniana legalis), a peroba-rosa (Aspidosperma polyneuron) e o jatobá (Hymenaea courbaril), que chegam aos 25 metros de altura. Há um estrato arbóreo de 15 a 18 metros de altura, composto por diversas espécies como o jequitibá-branco (Cariniana estrellensis), o cedro-rosa (Cedrela fissilis), o pau-marfim (Balfourodendron riedellianum) e as figueiras (Ficus ennormis, Ficus glabra e Ficus guaranítica).[40] Na fauna destacam-se as aves tiê-do-mato-grosso (Habia rubica), a rendeira (Manacus manacus) e o tangará (Chiroxiphia caudata); os macacos bugio (Alouatta fusca) e macacos-prego (Cebus apella); os mamíferos gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris), o gambá-de-orelha-preta (Didelphis marsupialis), a cuíca-de-cauda-grossa (Lutreolina crassicaudata) e a catita (Gracilinanus microtarsus); tatu-galinha (Dasypus novencintus), o tapiti (Sylvilagus brasiliensis), o caxinguelê (Sciurus ingrami), o ouriço-cacheiro (Coendou villosus), o ratão-do-banhado (Myocastor coypus), a capivara (Hydrochaeris hydrochaeris), o preá (Cavea aperea) e o teiú (Tupinambis merianae). Também há o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), o gato-mourisco (Felis yagouaroundi), o mão-pelada (Procyon cancrivorous), o furão (Galictis cuja), a jararaca (Bothrops jararaca) e a dormideira (Dipsas indica).[40]
[editar] Demografia
| Crescimento populacional | |||
|---|---|---|---|
| Censo | Pop. | %± | |
| 1970 | 375 864 |
|
|
| 1980 | 664 566 | 76,8% | |
| 1991 | 847 595 | 27,5% | |
| 2000 | 969 396 | 14,4% | |
| 2010 | 1 080 999 | 11,5% | |
| Fonte:[41] | |||
Em 2010, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1 080 999 habitantes, sendo o terceiro mais populoso do estado (atrás apenas de Guarulhos e da capital paulista) e o décimo quarto do país, apresentando uma densidade populacional de 1 358,56 habitantes por km².[8] Campinas também é o município mais populoso tanto do interior paulista quanto do interior do Brasil.[8] Segundo o censo de 2010, 521 209 habitantes eram homens e 559 790 habitantes mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 1 062 453 habitantes viviam na zona urbana e 18 546 na zona rural.[8] Já segundo estatísticas divulgadas em 2011, a população municipal era de 1 088 611 habitantes.[4]
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Campinas é considerado elevado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seu valor é de 0,852, sendo o oitavo maior de todo o estado de São Paulo (em 645 municípios); o décimo de toda Região Sudeste do Brasil (em 1666) e o 24° de todo Brasil (entre 5 507).[5] A cidade possui a maioria dos indicadores elevados e acima com os da média nacional segundo o PNUD.[42]
[editar] Pobreza e desigualdade
Segundo o IBGE, no ano de 2003 o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social era de 0,42, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor.[43] Naquele ano, a incidência da pobreza, medida pelo IBGE, era de 9,83%, o limite inferior da incidência de pobreza era de 6,6%, o superior era de 13,06% e a incidência da pobreza subjetiva era de 7,29%.[43]
O rápido crescimento da população entre as décadas de 1930 e 1940, provocado pelo desenvolvimento das grandes empresas da cidade naquela época, fez com que fossem criados novos bairros ao redor dessas indústrias. Muitos destes inicialmente não tinham uma boa infraestrutura, mas com o passar do tempo foram realizadas obras de urbanização.[13]
Entretanto estatísticas mais atuais ainda mostram que existem áreas subdesenvolvidas no município, sendo que a região Sudoeste era onde estava localizada a maioria dos núcleos de pobreza. De acordo com a Unicamp, Campinas possuía 182 favelas e 127 647 habitantes moravam em aglomerações subnormais. 90% da população da Região Metropolitana de Campinas que vivia em condições precárias era de Campinas, ou seja, 13,17% dos habitantes do município.[44] A Prefeitura mantém vários projetos habitacionais, de regularização fundiária e de aquisição de lotes em andamento, realizados através da participação popular e de parcerias com diversas organizações governamentais e não-governamentais.[45]
[editar] Religião
Campinas está localizada no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009,[46] ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico.[47]
Tal qual a variedade cultural verificável em Campinas, são diversas as manifestações religiosas presentes na cidade. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração — e ainda hoje a maioria dos campineiros declara-se católica —, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do islamismo, espiritismo, entre outras. Nas últimas décadas, o budismo e as religiões orientais têm crescido bastante na cidade. Estima-se que existem mais de cem mil seguidores budistas, seichonoitas e hinduístas. Também são consideráveis as comunidades judaica, mórmon, e das religiões afro-brasileiras. De acordo com dados do censo de 2000 realizado pelo IBGE, a população de campineira está composta por: católicos (68,39%), protestantes (18,31%), pessoas sem religião (7,32%), espíritas (2,31%), budistas (0,25%), judeus (0,04%) e outros (0,16%).[48]
[editar] Igreja Católica Apostólica Romana
Segundo divisão feita pela Igreja Católica, o município está situado na Província Eclesiástica de Campinas, sendo sede dessa. Também faz parte da Arquidiocese de Campinas, criada como diocese em 7 de junho de 1908 e elevada à arquidiocese em 19 de abril de 1958, sendo subdividida em cinco dioceses sufragâneas (Amparo, Bragança Paulista, Limeira, Piracicaba e São Carlos).[49] A Região Pastoral Campinas, a qual compreende todo o território campineiro, é composta de 51 Paróquias, duas "Quase-Paróquias", 251 Comunidades e 9 Capelas. Está dividida em oito Foranias: Bom Pastor, Coração de Maria, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora do Rosário, Santos Apóstolos, Cristo Rei, Padre Anchieta e Santa Cruz.[50]
A Catedral Metropolitana de Campinas (também chamada de Catedral de Nossa Senhora da Conceição em homenagem a padroeira de Campinas), localizada na Praça José Bonifácio, centro da cidade, é considerada um dos principais templos católicos campineiros. Começou a ser construída em 1807 e só foi fundada em 1883, vindo a ser tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (CONDEPACC) em 1988.[51]
[editar] Igrejas protestantes
A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, a Igreja Cristã Maranata, Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja Episcopal Anglicana, as igrejas batistas, a Igrejas Assembleias de Deus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Mundial do Poder de Deus, a Igreja Universal do Reino de Deus, a Congregação Cristã no Brasil, entre outras.[48] Como citado acima, de acordo com o IBGE, em 2000 18,31% da população eram protestantes. Desse total, 12,76% são das igrejas evangélicas de origem pentecostal; 3,65% são das evangélicas de missão; 1,25% são das evangélicas sem vínculo institucional; e 0,65% pertencem a outras religiões evangélicas.[48]
[editar] Outras denominações cristãs
Na cidade existem também cristãos de várias outras denominações, tais como as Testemunhas de Jeová (que representam 0,86% dos habitantes) e os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (0,20%), também conhecida como Igreja Mórmon.[48] O Templo de Campinas, aberto em maio de 1998, é um dos principais templos mórmons do país, atendendo a mais de 117 mil membros de 36 alas na região.[52]
[editar] Etnias
Em 2010, segundo dados do Censo IBGE daquele ano, a população campineira era composta por 716 386 brancos (66,33%); 74 656 pretos (6,91%); 274 588 pardos (25,42%); 13 275 amarelos (1,23%); 1 043 indígenas (0,10%); além dos 165 sem declaração (0,02%).[53] A cidade recebeu imigrantes principalmente durante o século XX, que foram atraídos pelo grande crescimento das indústrias de Campinas, que exigiu mais trabalhadores, e também pelo desenvolvimento do cultivo da cana-de-açúcar.[13] Hoje, grande parte deles está concentrada na região conhecida como Pedra Branca, onde há predomínio de descendentes de japoneses, portugueses e italianos.[54]
Os japoneses fundaram o Instituto Cultural Nipo Brasileiro de Campinas (Nipo Campinas) em 16 de maio de 1954, então com sede na Cooperativa Agrícola de Campinas. O Festival do Japão do Nipo Campinas é um evento realizado em homenagem à cultura japonesa e que conta com a presença de inúmeras autoridades e convidados artísticos.[55] Mensalmente, desde 1994, sempre em um domingo, é realizada a Feira Oriental, onde são comercializados produtos da cultura do Japão.[54] Os italianos se estabeleceram em núcleos coloniais de vários municípios da Região Metropolitana de Campinas e, no município, fundaram o Circolo Italiani Uniti de Campinas.[56] A principal marca dos imigrantes portugueses deixada na cidade foi a criação da Beneficência Portuguesa de Campinas, hospital fundado em 20 de julho de 1873 que foi, em 1907, reservado pelo Reino de Portugal apenas para para atender os imigrantes portugueses locais.[57] Quanto aos espanhóis, destaca-se a Semana Espanhola de Campinas, realizada anualmente desde 1996 pela Casa de Espanha de Campinas, que é um evento voltado para promover as tradições deixadas pelos espanhóis.[58]
[editar] Política
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Ver página anexa: Prefeitos de Campinas
De acordo com a Constituição de 1988, Campinas está localizada em uma república federativa presidencialista. Foi inspirada no modelo estadunidense, no entanto, o sistema legal brasileiro segue a tradição romano-germânica do Direito positivo.[59] A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo.[60]
Antes de 1930 os municípios eram dirigidos pelos presidentes das câmaras municipais, também chamados de agentes executivos ou intendentes. Somente após a Revolução de 1930 é que foram separados os poderes municipais em executivo e legislativo.[61] O primeiro intendente que Campinas teve foi Antônio Álvares Lobo, que ficou no cargo entre 1892 e 1894, e o primeiro prefeito foi Orosimbo Maia.[62] Em 56 mandatos, várias pessoas já passaram pela prefeitura. O eleito nas eleições municipais no Brasil em 2008 foi Hélio de Oliveira Santos, do Partido Democrático Trabalhista (PDT), que tomou posse no ano seguinte.[63] Ele obteve mais de 367 mil votos válidos, 67,03% do total do segundo turno, que foi realizado já que o município tem mais de 200 mil eleitores e nenhum dos candidatos conseguiu mais de 50% dos votos no primeiro turno.[64][65] Porém Hélio e seu vice, Demétrio Vilagra, foram cassados por suspeitas de corrupção e atualmente quem assume o cargo de prefeito em Campinas é Pedro Serafim Júnior.[66]
O Poder legislativo da cidade de Campinas é constituído pela câmara municipal, composta por 33 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[67]) e está composta da seguinte forma:[68] oito cadeiras do Partido Democrático Trabalhista (PDT); três cadeiras do Democratas (DEM); três do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB); três do Partido Popular Socialista (PPS); três do Partido dos Trabalhadores (PT); três do Partido Socialista Brasileiro (PSB); duas do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); duas do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); duas do Partido Verde (PV); uma do Partido Progressista (PP); uma do Partido Social Cristão (PSC); uma do Partido Comunista do Brasil (PCdoB); e uma do Partido da Mobilização Nacional (PMN).[68]
O município de Campinas é regido por lei orgânica[69] e é ainda a sede de uma Comarca.[70] Até 2005, o Poder Judiciário estadual localizava-se no Centro, num prédio antigo, o Palácio da Justiça, mas mais conhecido como "Fórum", que já não tinha mais espaço para o crescimento da demanda, sendo substituído naquele ano pela Cidade Judiciária de Campinas, localizada no bairro Jardim Santana, Região Leste, um complexo que desde a inauguração já foi ampliado algumas vezes.[71]
Em 2010, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do estado de São Paulo, Campinas se dividia em sete zonas eleitorais (33ª, 274ª, 275ª, 378ª, 379ª, 380ª e 423ª), sendo que contava com 761 338 eleitores.[72] Desde 1986,[73] Campinas é sede do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), criado como desmembramento do TRT da 2ª Região, sediado na capital paulista, com jurisdição sobre todos os municípios do estado de São Paulo (com exceção de Ibiúna e Juquitiba) fora da Região Metropolitana de São Paulo e da Região Metropolitana da Baixada Santista, com exceção de Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.[74]
[editar] Cidades-irmãs
Cidades-irmãs é uma iniciativa do Núcleo das Relações Internacionais, que busca a integração entre a cidade e demais municípios nacionais e estrangeiros. A integração entre os municípios é firmada por meio de convênios de cooperação, que têm o objetivo de assegurar a manutenção da paz entre os povos, baseada na fraternidade, felicidade, amizade e respeito recíproco entre as nações. Oficialmente, possui as seguintes cidades-irmãs:[75]
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[editar] Subdivisões
O município de Campinas possui, além das subprefeituras dos seus quatro distritos, quatorze administrações regionais, cada uma delas, por sua vez, dividida em vários bairros. Também divide-se em cinco regiões: Central, Norte, Leste, Sul e Oeste.[13]
- Região Central: É a que está mais densamente urbanizada, sendo predominantemente verticalizada, possuindo a maior concentração de estabelecimentos comerciais, médicos e de serviços de toda a cidade. Nela há tanto regiões residenciais e mistas de alto poder aquisitivo (Cambuí e Vila Itapura), assim como regiões degradadas e com muitos imóveis abandonados (parte alta do Centro, a região próxima à antiga rodoviária e a região próxima à antiga estação Guanabara.[13]
- Região Leste: Nela há predomínio de bairros residenciais de alto padrão (como o Alphaville, Nova Campinas e Gramado) e alguns bairros próximos a favelas (Vila Brandina). Os distritos de Sousas e Joaquim Egídio situam-se nesta região. Nesta região situam-se os shoppings Iguatemi e Parque Dom Pedro, assim como bairros rurais (Bananal e Carlos Gomes).[13]
- Região Noroeste: Ocupa a região entre as rodovias SP-101 (a sul) e SP-348 (a oeste), com bairros mais antigos e engloba a Região do Campo Grande. Nessa região concentram-se também grandes registros de investimentos governamentais, como a ligação da rodovia SP-101 até a Avenida John Boyd Dunlop. Parte dos bairros, principalmente os localizados na região do Campo Grande e do Itajaí, são conhecidos pela grande autonomia, uma vez que se situam afastados do Centro.[13]
- Região Norte: Engloba os distritos de Barão Geraldo e Nova Aparecida, a região dos Amarais, do Jardim Chapadão e do Jardim Aurélia.[13]
- Região Sudoeste: É a região na qual estão outras regiões, tais como a do Ouro Verde, do Aeroporto de Viracopos e dos DIC's (conjuntos habitacionais pertencentes ao Distrito Industrial). Nela também se localiza o Distrito Industrial.[13]
- Região Sul: Possui classes econômicas variadas e concentra vários tipos de ocupação urbana: bairros classe média alta (Jardim Proença, Parque Prado), classe média (Jardim Leonor, Nova Europa), classe média-baixa (Vila Formosa), classe baixa (Jardim Campo Belo) e ocupações em processo de legalização (Parque Oziel, parte do Jardim do Lago) e ilegais. Embora considerada uma área em constante crescimento, o comércio, na maior parte dos bairros, é apenas local, mas há uma área industrial relevante, na qual existem fábricas como a da Valeo, hipermercados e o Campinas Shopping.[13]
Dentre os distritos, no ano de 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o mais populoso, além da sede, era Barão Geraldo, que possía 45 585 habitantes.[76] Atualmente, um dos bairros mais populosos é o Taquaral.[77]
[editar] Economia
O Produto Interno Bruto (PIB) de Campinas é o maior da Região Metropolitana de Campinas, o quinto do estado de São Paulo e o décimo terceiro de todo o país.[6] De acordo com dados do IBGE, relativos a 2008, o PIB do município era de R$ 29 363 064,180 mil.[6] 8 133 470 mil são de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes.[6] O PIB per capita é de R$ 27 788,98[6] e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de renda é de 0,845, sendo que o do Brasil é de 0,723.[42]
De acordo com o IBGE, a cidade possuía, no ano de 2009, 46 362 unidades locais, 44 496 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes e 780 390 trabalhadores, sendo 420 180 pessoal ocupado total e 360 210 ocupado assalariado. Salários juntamente com outras remunerações somavam 9 233 608 reais e o salário médio mensal de todo município era de 4,4 salários mínimos.[78] A principal fonte econômica está centrada no setor terciário, com seus diversos segmentos de comércio e prestação de serviços de várias áreas, como na educação e saúde. Em seguida, destaca-se o setor secundário, com complexos industriais de grande porte.[6]
- Setor primário
| Produção de cana-de-açúcar, milho e tomate[79] | ||
|---|---|---|
| Produto | Área colhida (Hectares) | Produção (Tonelada) |
| Cana-de-açúcar | 1 018 | 92 000 |
| Milho | 3 149 | 12 708 |
| Tomate | 60 | 3 820 |
A agricultura é o setor menos relevante da economia de Campinas. De todo o PIB da cidade 32 173 mil reais é o valor adicionado bruto da agropecuária.[6] Segundo o IBGE em 2009, o município não contava com rebanho bovino ou suíno, possuindo apenas 54 610 aves, entre estas 48 310 galinhas e 6 300 galos, frangos e pintinhos.[80] Em 2009 a cidade produziu 410 mil dúzias de ovos de galinha.[80] Na lavoura temporária são produzidos principalmente a cana-de-açúcar (92 000 toneladas), o milho (12 708 toneladas) e o tomate (3 820 toneladas).[79] Em Campinas também destacou-se por bastante tempo o cultivo do café, que sempre foi uma das principais fontes de renda do município, sendo considerado como um polo regional da cafeicultura.[81]
O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) é o órgão de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Fundado em 1887 pelo Imperador Pedro II do Brasil, hoje seu principal objetivo é desenvolver projetos que visem melhoramentos na área da agricultura.[82]
- Setor secundário
A indústria, atualmente, é o segundo setor mais relevante para a economia do município. 5 610 410 reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria (setor secundário).[6] A cidade concentra cerca de um terço da produção industrial do estado de São Paulo.[83] Destacam-se as indústrias de alta tecnologia e o parque metalúrgico, sendo considerado a capital do Vale do Silício Brasileiro.[83]
A região abriga mais de 10 000 empresas de médio e grande porte, muitas das quais entre as mil maiores e melhores do Brasil, segundo a revista Exame, tais como Honda, Toyota, Unilever, Mann, 3M do Brasil, Bosch, Bridgestone, Pirelli, Dell, IBM, BASF, Dow Química, Villares, Ericsson, Singer, Goodyear, CPFL, Elektro, Valeo, Rigesa, International Paper, Nortel, Lucent, Samsung, Motorola, Medley, Cristália, Romi, Tenneco, General Electric, Texas Instruments, Mabe, Altana, Solectron, AmBev, Caterpillar, Bombardier, CAF e muitas outras. O pólo petroquímico é centrado no município de Paulínia, a poucos quilômetros de Campinas, junto à Refinaria do Planalto Paulista da Petrobrás (Replan) é a maior do Brasil uma das maiores da América Latina, e tem empresas como Dupont, Chevron, Shell, Exxon, Grupo Ipiranga, Eucatex, Rhodia, e outras.[84]
- Setor terciário
A prestação de serviços rende 15 587 011 mil reais ao PIB municipal.[6] O setor terciário atualmente é a maior fonte geradora do PIB campineiro, destacando-se principalmente na área do comércio. A cidade possui diversos centros comerciais e shoppings centers, como o Campinas Shopping;[85] o Iguatemi Campinas;[86] e o Shopping Parque Dom Pedro.[87] Também destacam-se as microempresas. No ranking brasileiro da formalização de micro empreendedores individuais, Campinas figura no primeiro posto entre as cidades do interior do país. A região do Centro da cidade também concentra uma parcela bastante expressiva do comércio e dos serviços, destacando-se pelo comércio popular, sendo que há cabeleireiros, comércio varejista de vestuário e acessórios; lojas de variedades e comércio popular (ambulantes); artesãos e fornecimento de alimentos para consumo domiciliar.[88] Também nota-se em Campinas o Mercado Municipal de Campinas, inaugurado em 12 de abril de 1908.[89]
O Sindicato dos Comerciários de Campinas, Valinhos e Paulínia (SECCAMP), fundado em 15 de maio de 1941, representa e defende a classe comerciária de Campinas e das outras duas cidades em ações sindicais.[90]
[editar] Estrutura urbana
[editar] Saúde
Em 2009, o município possuía 373 estabelecimentos de saúde entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos, sendo 103 deles públicos e 270 privados. Neles a cidade possuía 3 mil leitos para internação, sendo que 817 estão nos públicos e os 2 183 restantes estão nos privados.[91] Um dos hospitais mais antigos da região, situado na cidade, é a Casa de Saúde Campinas, que tem suas origens em surtos de febre amarela ocorridos entre o final do século XIX e começo do século XX.[92]
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Campinas possui 51 médicos, 18 enfermeiros e 70 motoristas.[93] Também há 61 Centros de Saúde (Unidades Básicas de Saúde), aproximadamente 1 para cada 20 mil habitantes.[94]
Na cidade existem 19 hospitais gerais, sendo três públicos, onze privados e cinco filantrópicos. Campinas conta ainda com 11 443 médicos, 10,7 para cada mil habitantes, e, em 2009, havia 341 290 mulheres em idade fértil (entre 10 e 49 anos).[95] O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da longevidade em Campinas é de 0,787 (o brasileiro é 0,638), com expectativa de vida de 72,22 anos.[42]
[editar] Educação
O município conta com escolas em todas as suas regiões. A população da zona rural tem fácil acesso a escolas em bairros urbanos próximos em razão da alta taxa de urbanização. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) médio entre as escolas públicas de Campinas era, no ano de 2009, de 4,7; valor acima ao das escolas municipais e estaduais de todo o Brasil, que é de 4,0%.[96] O município contava, em 2009, com aproximadamente 206 325 matrículas, 10 464 docentes e 702 escolas nas redes públicas e particulares.[97] O valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da educação era de 0,925 (classificado como muito elevado), enquanto o do Brasil é 0,849.[42]
Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e do Ministério da Educação (MEC), o índice de analfabetismo no ano de 2000 entre pessoas de 18 a 24 anos de idade era de 1,330%,[98] enquanto que a taxa de alfabetização adulta naquele ano era de 95,01% (a do Brasil era de 84%[99]).[42] A taxa bruta de frequência à escola naquele ano era de 87,540%,[100] sendo que no país esse índice era de 81,5%.[101] 16 605 habitantes possuíam menos de 1 ano de estudo ou não contava com instrução alguma.[102] Em 2010, 709 alunos frequentavam o sistema de educação especial e 8 552 crianças estudavam em creches, sendo que 1 512 alunos de creches possuíam aulas em tempo integral.[103]
Desde 1959, a cidade de Campinas é a sede da única escola de formação de Cadetes do Exército Brasileiro, a Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). Oferecendo o 3º ano do Ensino Médio integrado à formação militar, a EsPCEx prepara os futuros cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), que após 4 anos de estudos naquela Academia se graduam com o posto de Aspirante a Oficial.[104]
| Educação de Campinas em números[97] | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Nível | Matrículas | Docentes | Escolas (total) | |||
| Ensino pré-escolar | 27 038 | 1 257 | 281 | |||
| Ensino fundamental | 137 406 | 6 504 | 279 | |||
| Ensino médio | 41 881 | 2 703 | 142 | |||
[editar] Ciência e tecnologia
Embora a história que ligue Campinas à tecnologia remonte a mais de cem anos (Campinas foi a terceira cidade do mundo a adotar a tecnologia do telefone, em 1883, após Chicago e Rio de Janeiro quando foram instalados 57 aparelhos[105] e o Instituto Agronômico de Campinas, já citado anteriormente, que foi fundado em 1887) a cidade ganhou um grande impulso com a estruturação do campus da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), iniciada em 1962.[106]
Atualmente, Campinas é o terceiro maior polo de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, responsável por pelo menos 15% da produção científica nacional (segundo dados de 2010).[11][107] As universidades locais também têm grande empenho na área, como Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a maior produtora de patentes de pesquisa no país,[108] Fundação Getulio Vargas (FGV), Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC), Universidade Presbiteriana Mackenzie, Faculdades de Campinas (FACAMP), Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (ESAMC), dentre outras.[109]
Além de instituições de ensino superior, o município também sedia importantes institutos de pesquisas, como o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), Centro de Tecnologia da Informação Renato Ascher (CTI), Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), dentre outros.[110]
[editar] Segurança pública e criminalidade
Como na maioria dos municípios médios e grandes brasileiros, a criminalidade ainda é um problema em Campinas.[111][112] Em 2008, a taxa de homicídios no município foi de 15,9 para cada 100 mil habitantes, ficando no 82° lugar a nível estadual e no 1147° lugar a nível nacional.[113] O índice de suicídios naquele ano para cada 100 mil habitantes foi de 5,6, sendo o 112° a nível estadual e o 1030° a nível nacional.[114] Já em relação à taxa de óbitos por acidentes de transito, o índice foi de 25,6 para cada 100 mil habitantes, ficando no 92° a nível estadual e no 721° lugar a nível nacional.[115]
Para tentar reduzir esses índices, são realizados diversos projetos no combate à criminalidade, como a criação da Coordenadoria de Prevenção às Drogas, que visa combater o uso de entorpecentes, prática que, cada vez mais, vem se disseminando principalmente entre os jovens, sendo que é uma das principais causas de ocorrências de crimes.[116] Por força da Constituição Federal do Brasil, Campinas possui também uma Guarda Municipal, responsável pela proteção dos bens, serviços e instalações públicas do município.[117]
[editar] Habitação, serviços e comunicação
No ano de 2000, segundo o IBGE, a cidade tinha 283 446 domicílios entre apartamentos, casas, e cômodos. Desse total 197 536 eram imóveis próprios, sendo 162 263 próprios já quitados (57,25%), 35 273 em aquisição (12,44%) e 50 244 alugados (17,73%); 22 829 imóveis foram cedidos, sendo 4 701 por empregador (1,66%) e 18 128 cedidos de outra maneira (6,44%). 12 837 foram ocupados de outra forma (4,53%).[118] Grande parte do município conta com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. Naquele ano, 96,37% dos domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água;[119] 95,45% das moradias possuíam coleta de lixo[120] e 85,88% das residências possuíam escoadouro sanitário.[121]
O abastecimento de água é feito pela Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (SANASA). Atualmente a empresa atende 98% da população urbana, com 210 000 ligações, através de 3 112 km de tubulações. A maior parte da água (95%) captada pela Sanasa para o abastecimento de Campinas é oriunda do Rio Atibaia, que passa no distrito de Sousas, região leste de município. Os 5% restantes são captados no Rio Capivari, na região sul da cidade.[122] Essa empresa também é a responsável pela coleta do esgoto. O volume médio anual de água potável produzido é da ordem de 100 milhões de metros cúbicos, que são transportado por mais de 3 884 km de adutoras e redes de distribuição e reservado em 69 reservatórios dispersos pela cidade (25 elevados e 44 semi-enterrados) com capacidade total de 122 milhões de litros. Todas as estações de tratamento de água da Sanasa são do tipo convencional, utilizando-se processos físico-químicos para a potabilização.[122] O serviço de fornecimento de energia elétrica é feito pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), cuja sede se localiza na cidade. Atualmente existem 14,5 milhões de pontos de iluminação pública.[123]
Em dados da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), em maio de 2011 Campinas possuía 462 233 telefones fixos (referentes apenas às concessionárias da Telefónica e Telesp).[124] O índice por área de discagem direta a distância (DDD) é de 019[125] e e o Código de Endereçamento Postal (CEP) da cidade vai de 13.000-000 a 13.139-999.[126] Há fácil acesso à internet em boa parte da cidade. Alguns pontos já contam com rede wireless (internet sem fio).[127]
Também há diversos jornais em circulação em Campinas, como o Correio Popular e o Diário do Povo.[128] Dentre as rádios, destacam-se a Rádio Bandeirantes, a Rádio Brasil e a Rádio Globo.[129] Também há várias emissoras de televisão. Segundo o Portal BSD, em abril de 2011 havia 21 canais, sendo seis em Very High Frequency (VHF) e 15 em Ultra High Frequency (UHF). Três deles estão disponíveis em televisão de alta definição (tecnologia HDTV).[130] Em se tratando de transmissão digital, Campinas foi a primeira cidade não capital do Brasil a ter TV digital, com a EPTV, afiliada da Rede Globo, em 3 de dezembro de 2008.[131]
[editar] Transportes
[editar] Aeroviário
O Aeroporto Internacional de Viracopos/Campinas (IATA: VCP, ICAO: SBKP), localizado no extremo sul do município, é o segundo maior terminal aéreo de cargas do país,[132] abarcando 18,1% do fluxo total de mercadorias nos aeroportos.[132] Atualmente, de cada três toneladas de mercadorias exportadas e importadas no Brasil, uma passa por Viracopos. Constitui uma alternativa aeroviária para a região da Grande São Paulo.[132]
Na região norte, localiza-se o Aeroporto Campo dos Amarais (IATA: SDAM), destinado aos aviões de pequeno e médio porte, assim como o ensino de pilotagem, sendo que está localizado a cerca de 8 km do centro da cidade.[133]
[editar] Ferroviário
Campinas foi um dos maiores entroncamentos ferroviários do estado de São Paulo. Os trilhos da Companhia Paulista chegaram à cidade em 1872. Dali partiam trilhos para o Sul de Minas Gerais (pela Mogiana), para o Interior do Estado e Mato Grosso do Sul (pela Paulista e pela Sorocabana) e duas pequenas linhas extintas: uma para Paulínia (a Funilense) e a outra, para Sousas.[134] Atualmente, as linhas administradas pela Brasil Ferrovias estão reduzidas a poucas viagens diárias de trens cargueiros, com locomotivas movidas a diesel a uma baixíssima velocidade (menos de 30 km/h) e muitos dos antigos leitos de trilhos estão abandonados, invadidos por sem-teto ou servindo de esconderijo para criminosos.[134]
Entre 1991 e 1995 operou em Campinas um transporte de média capacidade sobre trilhos, conhecido por veículo leve sobre trilhos, ou simplesmente VLT. Todavia, devido à diversos erros cometidos em sua implantação, como a ausência de integração com os ônibus e uma estação central em posição desvantajosa, a operação comercial foi deficitária, e o serviço descontinuado.[134] A médio prazo é imprescindível que o projeto do VLT seja retomado e ampliado pelos governos, pois uma boa malha de transporte sobre trilhos resolveria parte dos problemas que Campinas enfrenta com a poluição e congestionamentos oriundos de uma frota crescente. Entretanto, a estrutura física do VLT foi retirada, desmanchada ou vandalizada e ainda continua sem uso.[135][136] Há projetos para a utilização do leito para corredores de ônibus, dentre eles a implantação do Bus Rapid Transit (BRT, lit: "trânsito rápido de ônibus"), que, caso aprovada, será adotada inicialmente no corredor expresso da região Noroeste (o Corredor Campo Grande, na Avenida John Boyd Dunlop). Segundo a prefeitura, a cidade aguarda a liberação de verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) II para o começo das construções.[137]
Ainda há outros estudos e projetos na região envolvendo o transporte ferroviário que perambulam por várias instâncias de governo. O único que tem verba garantida por emenda parlamentar no Plano Plurianual 2012-2015 do governo federal, é a ligação ferroviária entre Amparo, Pedreira, Jaguariúna e Campinas para o transporte de cargas e passageiros. Especula-se que funcionará a partir de 2015.[138]
No governo do Estado, dois projetos têm movimentado a região para que cheguem até Campinas. Um deles é o trem regional, planejado para ligar São Paulo a Jundiaí, e outro é o trecho da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que também chega a Jundiaí. O Sindicato dos Ferroviários da Paulista está em campanha pela extensão da CPTM até Campinas. A idéia é integrar com um transporte de qualidade o Aglomerado Urbano de Jundiaí a Região Metroplitana de Campinas, além de integrar a Campinas, via trem metropolitano, as cidades da parte sudeste da RMC. Assim, Vinhedo e Valinhos que pertencem a RMC, terão ligação direta a Campinas. O trem metropolitano noroeste teria sua extensão até Limeira, com estações em Hortolândia, Sumaré, Nova Odessa, Americana e Limeira. Incluindo Limeira e Piracicaba na contagem de população da parte noroeste da RMC, soma-se quase 1,5 milhão de habitantes.[139]
[editar] Rodoviário
██ Trecho sul (em projeto)
██ Trecho oeste (SP-348, SP-102/330, SP-330)
██ Trecho norte (SP-65)
A cidade é um dos maiores entroncamentos rodoviários do país, nela passando diversas rodovias.[140] Algumas das mais importantes para a cidade são: a Rodovia Anhanguera (SP-330), que cruza a cidade; Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), que passa na Região Sul da cidade; Rodovia Adalberto Panzan, principal ligação entre as rodovias Anhanguera e Bandeirantes; Rodovia Dom Pedro I (SP-065), termina na Anhanguera e atravessa a cidade sequencialmente nas direções leste, sul e sudeste; Rodovia Santos Dumont (SP-075), que segue no sentido norte-sul; Rodovia Adhemar de Barros (SP-340), que segue na direção norte; Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), que passa na direção noroeste; Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença (SP-101), que segue na direção oeste; Rodovia José Roberto Magalhães Teixeira (SP-083), que serve de ligação entre a Rodovia Dom Pedro I e a Rodovia Anhanguera no sentido norte-sul; Rodovia Lix da Cunha (SP-73), que liga a cidade a Indaiatuba; e Rodovia Miguel Melhado Campos (SP-324), que conecta o centro do município de Vinhedo ao Aeroporto de Viracopos sem passar pela região central de Campinas, dando acesso apenas a bairros periféricos.[13]
O Terminal Multimodal Ramos de Azevedo é a principal estação de transporte intermunicipal e interestadual da cidade de Campinas. Foi inaugurado em junho de 2008 para substituir o antigo terminal rodoviário da cidade – a Estação Rodoviária Dr. Barbosa de Barros – em função de não atender a demanda da cidade, da degradação, da falta de espaço e de condições para a operação das linhas, principalmente em horários de pico e vésperas de feriados.[141]
Um dos principais cruzamentos da cidade é o Viaduto São Paulo, também conhecido como "Laurão" (em homenagem ao prefeito cuja administração realizou-se a obra, Lauro Péricles Gonçalves), que possui aproximadamente 340 metros[142] e é destinado apenas ao uso de veículos e com duas faixas de cada lado, transpondo o vale do córrego Proença e passando por cima da junção da Via Norte-Sul e da Avenida Princesa D'Oeste, sendo que passam pelo viaduto em média 48 mil veículos por dia útil.[143] Liga os bairros da Região Central (Centro, Cambuí e Bosque) aos bairros da Região Leste (Nova Campinas, Jardim das Paineiras, Gramado), à Rodovia Dom Pedro I (SP-65) e aos distritos de Sousas e Joaquim Egídio.[143] Também se destaca o Complexo Viário Túnel Joá Penteado, que é formado por dois túneis, de 370 e 450 metros de comprimento, que ligam o Centro à Vila Industrial em Campinas.[144]
[editar] Urbano
A cidade conta com aproximadamente duzentas linhas de ônibus urbano (gerenciadas pela EMDEC) e cem linhas de ônibus metropolitanos e intermunicipais (gerenciadas pela EMTU-SP). O sistema municipal de transporte coletivo – Intercamp – pretende reduzir a competição entre os concessionários (também denominados perueiros) e as empresas de ônibus (duas empresas - VB e Onicamp – e dois consórcios – Concicamp e Urbcamp).[145] Existem cinco terminais abertos (Itajaí, Shopping Iguatemi, Shopping Dom Pedro, Central, e Mercado) e seis terminais fechados (Barão Geraldo, Nova Aparecida, Campo Grande, Vila União, Ouro Verde e Vida Nova), além de algumas estações de transferência implantadas (Cidade Judiciária, Abolição, PUC) e em outras que estão em implantação, sem data definida.[146]
Em 2010, foi implantado o Corredor Central, um corredor viário que privilegia o transporte coletivo nas avenidas centrais e que modificou o Rótula, sistema implantado em 1996 que colocou as duas pistas das avenidas Anchieta, Orozimbo Maia, Senador Saraiva, Morais Sales e Irmã Serafina com o tráfego no mesmo sentido com a introdução de faixas exclusivas e de faixas preferenciais para os coletivos, acessibilidade nos pontos e sinalização semafórica.[147]
A frota municipal no ano de 2009 era de 615 962 veículos, sendo 457 529 automóveis, 16 091 caminhões, 2 550 caminhões trator, 40 344 caminhonetes, 2 884 micro-ônibus, 81 931 motocicletas, 10 163 motonetas, 4 316 ônibus e 154 tratores de roda.[148] As avenidas duplicadas e pavimentadas e diversos semáforos facilitam o trânsito da cidade, mas o crescimento no número de veículos nos últimos dez anos está gerando um tráfego cada vez mais lento de carros, principalmente na Sede do município. Além disso, tem se tornado difícil encontrar vagas para estacionar no centro comercial da cidade, o que vem gerando alguns prejuízos ao comércio.[149] A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), subordinada à Secretaria Municipal de Transportes (Setransp), regulamenta e regulariza o sistema de transporte público, gerencia o trânsito e, através de seus Agentes de Trânsito, aplica autuações aos motoristas que cometem infrações de trânsito.[150]
[editar] Ciclovias
Em função de seu relevo acidentado, Campinas não é uma cidade com condições ideais para a prática do ciclismo.[151] Até o ano de 2006, Campinas não possuía nenhuma ciclovia, somente uma ciclofaixa com aproximadamente 5 km em volta da Lagoa do Taquaral, instalada no início da década de 1990 e ampliada com a conclusão da Praça Arautos da Paz. Em 2006 foram instaladas ciclovias no canteiro central da Avenida Atílio Martini, no distrito de Barão Geraldo e outra ciclovia nos dois sentidos da Estrada dos Amarais.[151]
Atualmente, Campinas possui 19,7 quilômetros entre ciclovias e ciclofaixas (sendo 15,7 km de ciclofaixa e apenas 4 km de ciclovia). No entorno do Parque Taquaral são 6,5 quilômetros de extensão de ciclofaixa. As demais estão distribuídas em: Barão Geraldo, 1 km de ciclovia e 3 km de ciclofaixa; na região dos Amarais, ciclofaixa com 5 km de extensão; no Parque Linear Dom Pedro, ciclovia com 3 km de extensão; e na região do Barão do Café, ciclofaixa com 1,2 km de extensão.[151]
[editar] Cultura
A responsável pelo setor cultural de Campinas é a Secretaria Municipal de Cultura, que tem como objetivo planejar e executar a política cultural do município por meio da elaboração de programas, projetos e atividades que visem ao desenvolvimento cultural. Está vinculada ao Gabinete do Prefeito, integra a administração pública indireta do município e possui autonomia administrativa e financeira, assegurada, especialmente, por dotações orçamentárias, patrimônio próprio, aplicação de suas receitas e assinatura de contratos e convênios com outras instituições.[152] Esta área foi estruturada pela Lei Municipal 10.248, de 15 de setembro de 1999, sendo composta pelo Gabinete do Secretário Municipal de Cultura, pelo Departamento Administrativo, pelo Departamento da Cultura, pelo Departamento de Orquestra Sinfônica de Campinas e pelo Departamento do Sistema Municipal de Rádio e TV.[153]
A cidade sempre teve uma posição destacada no estado de São Paulo com grande produção e recursos culturais. Conta com três teatros municipais, com a Orquestra sinfônica da cidade, vários grupos de música erudita, corais, 43 salas de cinema, dezenas de bibliotecas, galerias de arte, museus e editoras de destaque nacional.[153] Também é a terra natal de Antônio Carlos Gomes, famoso compositor de óperas na Itália do século XIX, com obras como O Guarani, Fosca e O Escravo, e da poetisa e escritora Hilda Hilst.[154] Santos Dumont também morou um tempo em Campinas e estudou no Colégio Culto à Ciência.[155] Também nasceram em Campinas o escritor Guilherme de Almeida[156] e o quarto presidente da República, Campos Sales.[157]
[editar] Espaços teatrais e artes cênicas
Campinas conta com três teatros municipais, sendo eles o Centro de Convivência – espaço multiuso, que possibilita a realização de espetáculos de teatro, de dança, palestras, simpósios, conferências, exposições artísticas e outras áreas, que foi projetado pelo arquiteto Fábio Penteado, sendo inaugurado em 1976 e possuindo capacidade para aproximadamente cinco mil pessoas[158] – o Teatro José de Castro Mendes, fundado em 1976, adaptado a partir do prédio do antigo cinema da Vila Industrial, o Cine Casablanca, não possuindo traços arquitetônicos marcantes, além de estar em reformas sem previsão de acabamento desde 2007[159] – além do Teatro Infantil "Carlos Maia", localizado no interior do Bosque dos Jequitibás, possuindo capacidade para cerca de 150 pessoas e sendo projetado para atender a demanda do público infantil.[160] Dentre outros espaços dedicados à organização de eventos também destacam-se o Teatro Padre Pedro Dingenouts, também conhecido como Centro de Convivência Cultural da Vila "Padre Anchieta", que conta com uma sala de espetáculos com capacidade para 300 pessoas;[161] e o Auditório "Beethoven", que conta com uma capacidade de cerca de 2 mil lugares, sendo projetado para realização de eventos de pequeno a médio porte, ao ar livre.[162] Também havia o Teatro Municipal de Campinas, que foi inaugurado em 1930 e demolido em 1965 por razões desconhecidas.[163]
Anualmente, Campinas sedia o Festival de Fotografia Hercules Florence, que conta com o apoio da Prefeitura da cidade. O Festival Hercule Florence de Fotografia foi criado em 2007 a partir da junção do Seminário de Imagem e Atualidade da Unicamp e da Semana Hercule Florence, da Câmara Municipal de Campinas. Ao longo dos anos, o Festival foi ganhando adesões e hoje conta com a participação do Museu da Imagem e do Som, Secretaria Municipal de Cultura, Núcleo de Fotografia de Campinas, Sesc, Senac, CPFL e Centro de Memória da Unicamp.[164]
Na cidade também são organizados diversos eventos culturais com foco para o setor teatral. Destaca-se a Campanha de Popularização do Teatro, organizada pela Associação dos Profissionais do Teatro de Campinas (APTC) desde 1985, a campanha é direcionada aos adultos e crianças, oferecendo peças teatrais e musicais realizados no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes.[165] Dentre os grupos musicais destaca-se a Orquestra sinfônica da cidade, fundada em 1974, durante as festividades do bicentenário da cidade, sendo considerada uma das três maiores do país, ao lado da OSESP e OSB.[12]
A Academia Campinense de Letras (ACL), criada em 17 de maio de 1953, por iniciativa do então municipal secretário de educação e cultura, professor Francisco Ribeiro Sampaio, também titular da cadeira de filologia portuguesa na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), é a instituição que reúne os habitantes da cidade que tenham publicado obras de reconhecido mérito ou livros de valor literário. Dentre a galeria dos componentes, estão nomes como Monteiro Lobato, Júlio de Mesquita e Vital Brasil.[166] Já a Academia Campineira de Letras e Artes (ACLA), fundada em novembro de 1970, compõe-se de quarenta membros titulares ocupando o mesmo número de cadeiras acadêmicas, cujos patronos foram escolhidos com o fito de homenagear grandes personalidades artísticas e literárias. Destacam-se nomes como Heitor Villa-Lobos, Cecília Meireles e Clarice Lispector.[167]
[editar] Museus e pontos turísticos
Campinas possui vários museus, dentre eles o Museu de Arte Contemporânea – instituição pública municipal, subordinada à Secretaria da Cultura, Esporte e Lazer, e voltada à conservação, estudo e divulgação da arte contemporânea brasileira[168] – o Museu de Arte Moderna[169] – o Museu de História Natural – instituição tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico (CONDEPHAAT, em 1970) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (CONDEPACC, em 1991)[170] – e o Museu da Imagem e do Som – museu público focado em difundir e preservar o acervo da memória audiovisual do município.[171] O Museu Campos Sales, o Museu Carlos Gomes e a Pinacoteca do Centro de Ciências, Letras e Artes localizam-se num mesmo prédio no Centro.[172]
Quanto aos atrativos turísticos, o principal parque urbano da cidade é o Parque Portugal, mais conhecido como Taquaral, em função do nome da lagoa, fundado em 1972. Nele há um ginásio esportivo, uma rota de bonde que circunda a lagoa, o Planetário. Outras atrações são o Bosque dos Jequitibás, que em seu interior abriga um minizoológico e o Museu de História Natural. O mirante no alto da Torre do Castelo permite uma vista quase completa da cidade a partir de suas seis amuradas. Há também a Estação Cultura, que ocupa as instalações da antiga estação ferroviária da cidade, datada de 1884. Também há a Estação Anhumas, ponto inicial do percurso turístico de maria-fumaça que liga Campinas a Jaguariúna.[173] O Cemitério da Saudade foi fundado em 1881 e hoje é considerado um dos mais importantes cemitérios do Brasil por conta da riqueza arquitetônica e da importância das obras de arte que ostentam grande parte de seus túmulos, dentre elas peças em mármore, granito, cobre e latão, esculpidas por artistas como Tomagnini, J. Rosadas, Velez, Albertini e Colluccini, sendo que foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc).[174]
No município também há cinco bibliotecas públicas, sendo elas: a Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manoel Zink, criada em 1971;[175] a Biblioteca Pública Infantil "Monteiro Lobato", fundada em 1979;[176] a Biblioteca Pública Distrital de Sousas "Guilherme de Almeida", inaugurada em 1963;[177] e a Biblioteca Pública Municipal "Joaquim de Castro Tibiriçá", instalada em 1976.[175]
[editar] Esportes
Campinas é sede de dois clubes de futebol reconhecidos nacionalmente: a Associação Atlética Ponte Preta e o Guarani Futebol Clube, que realizam o "Dérbi Campineiro", partida que é considerada uma das mais tradicionais do Interior do estado, que ocorre desde 1912.[178] Há também o Red Bull Brasil, que foi criado em novembro de 2007 e ultimamente vem conquistando significativo destaque.[179] O futebol feminino também vem se destacando, ainda que de forma amadora.[180] Na história também se revelaram outros clubes, como o Esporte Clube Mogiana, que foi criado em 7 de junho de 1933 e que veio a falência na década de 60.[181]
A cidade conta ainda com três grandes estádios: o Estádio Brinco de Ouro da Princesa, pertencente ao Guarani, que foi inaugurado em 1953 e que hoje conta com capacidade para cerca de 30 mil pessoas;[182] o Centro Recreativo e Esportivo de Campinas Doutor Horácio Antônio da Costa (o Estádio Cerecamp ou ainda Estádio da Mogiana), que pertence ao governo do estado de São Paulo e foi inaugurado em 1940;[183] além do Estádio Moisés Lucarelli, de comando da Ponte Preta, que foi fundado em 1948 e tem capacidade para quase 20 mil visitantes.[184]
A cidade ainda é sede de vários eventos desportivos de outras modalidades, como a Corrida Integração, que é realizada desde 1983 pela Emissoras Pioneiras de Televisão (EPTV), sendo dividida em duas modalidades (uma com 5 km, dedicada aos deficientes físicos e cadeirantes, e outra de 10 km, a normal).[185] Campinas também possui tradição nos Jogos Abertos do Interior, competição criada em 1936 e que envolve diversos esportes. Por quatro vezes, foi sede da competição (1939, 1945, 1960 e 1994), e por dez vezes a cidade saiu-se como a campeã da competição (1939, 1955, 1956, 1958, 1960, 1971, 1974, 1975, 1978 e 1979), sendo a terceira cidade que mais vezes ganhou a competição.[186] No tênis há o Tênis Clube de Campinas (TCC), que foi criado em 1913, oferecendo, além de quadras para a prática desse esporte, piscinas para natação, quadras para basquetebol e futebol society, além de salas apropriadas para o exercício do judô, da ginástica e dança.[187] O Clube Campineiro de Regatas e Natação (CCRN) também oferece espaços para a prática de diversas modalidades de esportes olímpicos.[188]
[editar] Feriados
Em Campinas há três feriados municipais, oito feriados nacionais e três pontos facultativos, que foram definidos pela primeira vez pela Lei nº 173, de 28 de junho de 1949.[189] Os feriados municipais são: o dia de finados, em 2 de novembro; o dia da Consciência Negra, em 20 de novembro; e o dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira municipal, comemorado em 8 de dezembro. Ao contrário do que muitos pensam, o dia do aniversário da emancipação política, 14 de julho, não é considerado como feriado, sendo apenas uma data comemorativa.[190] De acordo com a lei federal n.º 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais de cunho religioso, já incluída a Sexta-Feira Santa.[191][192]
[editar] Ver também
- São Paulo
- Interior de São Paulo
- Arquidiocese de Campinas
- Municípios de São Paulo
- Municípios da região Sudeste do Brasil
- Municípios do Brasil
- Paulistas de Campinas
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[editar] Ligações externas
- Mapas e fotos
- Instituições