Campo Grande (Rio Grande do Norte)

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Município de Campo Grande
Barragem do Campo de Aviação

Barragem do Campo de Aviação
Bandeira de Campo Grande
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 14 de setembro
Fundação 1756
Gentílico campograndense
Prefeito(a) Francisco das Chagas Eufrásio Vieira de Melo (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Campo Grande
Localização de Campo Grande no Rio Grande do Norte
Campo Grande está localizado em: Brasil
Campo Grande
Localização de Campo Grande no Brasil
05° 51' 50" S 37° 18' 36" O05° 51' 50" S 37° 18' 36" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Oeste Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Médio Oeste IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes ao norte com Upanema, ao sul com Belém do Brejo do Cruz (Paraíba), a leste com Triunfo Potiguar e Paraú e a oeste com Caraúbas, Janduís e Messias Targino.
Distância até a capital 273 km
Características geográficas
Área 896,962 km² [2]
População 9 289 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 10,36 hab./km²
Altitude 96 m m
Clima semi-árido BSh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,611 médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 35 164,576 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 824,73 IBGE/2008[5]
Página oficial

Campo Grande é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte. Está localizado na microrregião do Médio Oeste. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2004 sua população era estimada em 9.082 habitantes. Área territorial de 897 km². Segundo o Departamento Estadual de imprensa do Rio Grande do Norte no dia 6 de dezembro de 1991, através da Lei nº 155, a denominação do município foi alterada, de Augusto Severo para o seu antigo nome Campo Grande.

O município foi emancipado de Assu através da Lei nº 114, de 14 de setembro de 1858.

Limita-se com os municípios de Upanema (norte), Caraúbas, Janduís e Messias Targino (oeste), Paraú e Triunfo Potiguar (leste) e com o estado da Paraíba (sul).

A sede do município está a 5° 51’ 50” de latitude sul e 37° 18’ 36” de longitude oeste. A altitude é de 96 m acima do nível do mar e a distância rodoviária até a capital é de 265 km. A pluviosidade média aferida no município, segundo o IDEMA é de 743,8 mm.

Ainda de acordo com o IDEMA, o solo da região é do tipo bruno não cálcico vértico. O solo tem aptidão regular e restrita para pastagem natural. É apto para culturas de ciclo longo como algodão arbóreo, sisal, caju e coco. algumas área indicadas para preservação da flora e da fauna ou para recreação.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes da Serra Cepilhada foram os índios Pêgas, pertencentes a nação dos tapuias.

A área onde se localiza o município, começou a ser colonizada nas primeiras décadas do século XVIII, com a construção da Fazenda Campo Grande por volta de 1720, pelo Capitão-mor Manoel Ignácio D'Oliveira Gondim, também chamado de Capitão Gondim.

A região passou a se chamar Campo Grande, devido as extensas campinas situadas à margem esquerda do rio Upanema, campinas essas bastantes propícias a atividade agro-pastoril.

Nos idos de 1761, o sargento-mor João do Vale Bezerra adquiriu, em hasta pública, as terras da serra Cepilhada, pertencentes anteriormente ao português Gondim, surgindo então a povoação de Campo Grande e a história de uma serra que com o passar do tempo passou a ser chamada de Serra de João do Vale.

Foram construídas casas para a família e descendentes de João do Vale, edificada uma capela em homenagem a Nossa Senhora de Santana. A data para a edificação da capela de Sant'Ana, marco importante para o surgimento da vila diverge em virtude da isuficiência de documentos históricos, o certo é que a doação do terreno para a construção da mesma ocorreu no ano de 1756 e a primeira missa foi celebrada em agosto de 1766.

Em 14 de setembro de 1858, a Lei nº 114 criou o município com a denominação de Campo Grande. Interesses políticos, entretanto, fizeram com que essa Lei fosse derrogada em 1868, passando Campo Grande a simples posição de distrito do recém-criado município de Caraúbas. A Lei nº 613, de 30 de março de 1870, restaurou o município com a denominação, de Triunfo. Em 28 de agosto de 1903, a Lei nº 192 originada do projeto do Deputado Luís Pereira Tito Jácome, mudou o nome do município para Augusto Severo, em homenagem ao inventor do dirigível Pax.

No dia 6 de dezembro de 1991, através da Lei nº 155, o município de Augusto Severo voltou ao seu antigo nome Campo Grande.

Economia[editar | editar código-fonte]

De acordo com dados do IPEA do ano de 1996, o PIB era estimado em R$ 12,04 milhões, sendo que 53,5% correspondia às atividades baseadas na agricultura e na pecuária, 1,7% à indústria e 44,8% ao setor de serviços. O PIB per capita era de R$ 928,28.

Em 2002, conforme estimativas do IBGE, o PIB havia evoluído para R$ 15,81 milhões e o PIB per capita para R$ 1.746,00.

Produção agrícola[editar | editar código-fonte]

IBGE (2002)
Lavoura Quantidade produzida (ton.) Valor da produção (R$ mil) Área plantada (ha.) Área colhida (ha.) Rendimento médio (kg/ha.)
Algodão herbáceo (em caroço) 30 27 50 50 600
Banana 132 40 8 8 16.500
Castanha-de-caju 90 81 300 300 300
Coco-da-baía 13 (mil frutos) 4 3 3 4.333 frutos/ha.
Feijão (em grão) 900 540 2.250 2.250 400
Mandioca 37 7 5 5 7.400
Milho (em grão) 1.400 560 1.900 1.900 736

Pecuária[editar | editar código-fonte]

IBGE (2002)
Rebanho Efetivo (cabeças)
Bovino 4.282
Suíno 2.152
Equinos 621
Asininos (jumentos) 487
Muares (mulas) 498
Galinhas 5.828
Galos, frangas, frangos e pintos 7.010
Caprinos 7.110
Vacas ordenhadas 1.028
IBGE (2002)
Gênero Produção
Leite de vaca 637 (mil litros)
Ovos de galinha 36 (mil dúzias)
Mel de abelha 592 kg

Zona Urbana[editar | editar código-fonte]

A Zona urbana do município de Campo Grande é constituída pelos seguintes bairros: Centro, Alto de Santana, Alto da Esperança, Alto da Capela, Conjunto COHAB, conjunto IPE e Loteamento São Pedro.

Dados estatísticos[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

IBGE (2003)
Ensino Alunos matriculados Professores
Fundamental 2.115 108
Médio 465 13
  • Analfabetos com mais de quinze anos: 36,75% (IBGE, Censo 2000).

IDH[editar | editar código-fonte]

PNUD (2000)
IDH 1991 2000
Renda 0,423 0,529
Longevidade 0,497 0,609
Educação 0,528 0,694
Total 0,483 0,611

Saneamento urbano[editar | editar código-fonte]

IBGE (2000)
Serviço Domicílios (%)
Água 86,4%
Esgoto sanitário 1,8%
Coleta de lixo 75,9%

Saúde[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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