Campo magnético

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Linhas de força de um campo magnético de um ímã
Linhas de força de um campo magnético de um ímã

Um campo magnético é o campo produzido por um ímã ou por cargas elétricas em movimento. O campo magnético de materiais ferromagnéticos é causado pelo spin de partículas sub-atómicas.

Índice

[editar] Definição

Um campo magnético é influência de cargas elétricas em movimento e ímãs permanentes. Pode-se afirmar que as ligações químicas são produtos de desequilíbrios nos campos magnéticos, e não elétricos.

Um campo magnético \mathbf{B} pode ser descrito pela Lei de Biot-Savart:


\mathbf{B} = \mathbf{v}\times \frac{1}{c^2}\mathbf{E}

ou

\mathbf{B} = \mathbf{v}\times \mu \mathbf{D}

no qual:

Quando uma carga elétrica que se move em um campo magnético uniforme B com velocidade v, a carga fica sujeita à ação da força magnética Fm, que tem direção perpendicular a v e a B. A força magnética é proporcional ao campo B, à carga q e à componente da velocidade v na direção perpendicular a B:

F_m = B \cdot q \cdot v \,\operatorname{sen}\, \theta

Se a carga elétrica móvel for negativa, a força magnética F terá sentido oposto. A força magnética Fm altera a direção da velocidade, pois F sempre é perpendicular à velocidade, ou seja, é uma força centrípeta. Portanto, quando uma carga elétrica q está sob ação exclusiva de uma campo magnético, ela realiza um movimento circular uniforme, sua energia cinética permanece constante e o trabalho da força magnética é nulo.

[editar] Empregos do eletromagnetismo

As bobinas estão por trás do funcionamento da maioria dos motores, gerando energia em larga escala, pois tal é formada por espiras que são percorridas por corrente elétrica e formam pólos magnéticos, tal sistema é usado também nas usinas hidroelétricas e elevadores. Além de serem usados no armazenamento de dados, a bobina capta as variações dos campos magnéticos N e S, nos discos magnéticos e o chip 5 interpreta como sinais binários 0 e 1.

[editar] Ligações químicas como efeito de desequilíbrios magnéticos

O número de prótons, num átomo, é igual ao de elétrons, não havendo desequilíbrio algum. A regra do octeto de Linus Pauling reflete uma tendência quântica: na eletrosfera, para cada elétron em rotação para a direita, há um correspondente em rotação para esquerda. Porém a quantidade de elétrons nos átomos dos elementos químicos nem sempre é capaz de suprir essa tendência. Portanto, há orbitais que ficam só com elétrons girando em um sentido sem outros para anularem a força magnética que tais emanam em rotação. Por isso os mesmos procuram elétrons de outros átomos girando em sentido contrário, compartilhando os orbitais e anulando-se a força magnética, unindo os átomos envolvidos. Se um átomo tem valência 3, não é porque ele precisa perder 3 elétrons, mas sim compartilhar os mesmos com outros 3 que girem em sentido oposto (spin contrário). Parece estranho, mas se pensássemos num átomo de carbono que perdesse 4 elétrons, ele não ficaria em equilíbrio pois haveria 4 prótons a mais que elétrons, se pensássemos assim elemento algum ficaria em equilíbrio.

[editar] Linhas de campo magnético gerado por condutor retilíneo

As linhas de campo magnético geradas por um condutor retilíneo percorrido por corrente elétrica são circunferências concêntricas ao fio, contidas num plano perpendicular ao condutor e com centro no condutor. O sentido dessas linhas pode ser determinado por uma regra prática, chamada de regra da mão direita, pela qual se determina o sentido do campo magnetico B (ver nomenclatura vetorial). A tangente a essas linhas em cada ponto indica a direção do vetor campo magnético. A regra: Segure o fio condutor com a mão direita, alinhando o polegar com o sentido longitudinal do fio, no mesmo sentido da corrente elétrica que percorre esse fio. Pronto, o polegar indica a direção da corrente elétrica no fio e os dedos indicam o sentido das linhas de campo magnetico, que serão círculos concentricos (não confunda com espiral).

[editar] Ver também


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