Campos Elísios

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Os Campos Elísios (em grego, Ἠλύσιον πέδιον, transl. Êlýsion pédion) é o paraíso na mitologia grega, um lugar do mundo dos mortos governado por Hades, oposto ao Tártaro (lugar de eterno tormento e sofrimento). Nos Campos Elísios, os homens virtuosos repousavam dignamente após a morte, rodeados por paisagens verdes e floridas, dançando e se divertindo noite e dia, descrição semelhante ao céu dos cristãos e muçulmanos. Neste lugar, só entram as almas dos heróis, santos, sacerdotes, poetas e deuses. As pessoas que residiam nos Campos Elísios tinham a oportunidade de regressar ao mundo dos vivos, coisa que só alguns conseguiam.

Em algumas versões, é cercado por um muro gigantesco, parecido com o muro das lamentações, para separá-lo do Tártaro. Certas versões obsoletas colocam o juiz Radamanto como um dos "protetores" dos Campos Elísios, e um de seus servos seria Cronos (anteriormente o líder dos titãs e pai de Zeus), um deus maligno e cruel. Mesmo assim, Cronos nunca incomodou ninguém no paraíso.

Lá, também, havia um vale por onde corria o rio Lete, o rio do esquecimento. Segunda algumas versões, seus habitantes ficavam ali por 1000 anos, até apagar-se tudo de terreno neles; depois disto, esqueciam de toda a sua vida (provavelmente bebendo do rio Lete) e reencarnavam ou realizavam metempsicose - reencarnar em animais.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Elísio é um nome obscuro e misterioso, que pode ter evoluído de uma descrição de um lugar ou pessoa atingido por um raio, ἐνηλύσιον (enêlýsion).[1]

Alguns estudiosos[quem?] também sugeriram que o Elísio grego pode ter origem no termo egípcio ialu (anteriormente iaru), que significava "juncos", numa referência específica aos "campos de junco" (em egípcio sekhet iaru/ialu), uma terra paradisíaca de fartura onde os mortos esperavam passar a eternidade.

Já estudiosos[necessita de fontes] da Bíblia também especularam que Elysion possa ter vindo de Elisá, que foi, de acordo com o Livro de Gênesis - 10.2, juntamente com seus irmãos Társis (Tartessos - Espanha ou Ásia Menor), Quitim (Chipre ou Itália) e Dodanim ou Rodanim (Rodes ou Macedônia), um dos filhos de Javã (Íon, mítico fundador dos jônicos) e um dos ancestrais dos gregos. Elisá, portanto, poderia ter sido venerado como um deus por seus primeiros descendentes.

Referências

  1. Burkert 1985 p. 198.

Fontes[editar | editar código-fonte]

Dicionário de Mitologia Greco-Romana, 1973, Abril Cultural, São Paulo.