Canato da Mongólia

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Mongólia
Монгол улс

Canato da Mongólia
China Qing Dynasty Flag 1889.svg
1911 – 1924 Flag of Mongolia (1911-1921).svg
 
Flag of the People's Republic of Mongolia (1940-1992).svg

Bandeira de Canato de Bogd

Bandeira

Continente Ásia
Região Ásia Central
País Mongólia
Capital Niislel Khüree (moderno Ulaanbaatar)
Religião Budismo
Governo monarquia absoluta, teocracia[1]
Bogd Khan
 • 1911 - 1924 Bogd Khan
Primeiro-ministro
 • 1912 - 1919 Shirindambyn Namnansüren
Período histórico Século XX
 • 29 de dezembro de 1911 Mongólia Exterior declara sua independência da Dinastia Qing
 • 7 de junho de 1915 Tratado de Kyakhta (1915)
 • 23 de novembro de 1919 Revogação do acordo com a República da China, posterior ocupação e abolição da autonomia da Mongólia pela República da China
 • 11 de julho de 1921 Estabelecimento do governo revolucionário popular
 • 26 de novembro de 1924 Estabelecimento da República Popular
Moeda Dólar mongol

O Canato da Mongólia ou Mongólia Autônoma[2] [3] ou Mongólia de Bogd Khan[4] foi o período entre 1911 a 1924, com um interregno entre 1919 e 1920, durante o qual a Mongólia foi um canato independente sob a forma de governo teocrático.

Em 29 de dezembro de 1911, os Khalkhas da Mongólia Exterior declararam sua independência da Dinastia Qing, e instalaram um líder teocrático, o 8ª Jebtsundamba Khutuktu, como Bogd Khan ou "Santo Imperador".[5] Isto marcou o início do período do Canato de Bogd[6] ou Mongólia Teocrática.[7]

Três correntes históricas trabalharam durante este período. A primeira foi a dos mongóis que se esforçaram para formar um estado independente e teocrático que abraçaria a Mongólia Interior, Barga (também conhecido como Hulunbuir), e Tannu Uriankhai ("pan-Mongólia"). A segunda foi a determinação da Rússia czarista para atingir um duplo objetivo de estabelecer a sua própria esfera de influência no país, mas, ao mesmo tempo garantir a autonomia da Mongólia, não uma independência, dentro do Estado chinês. O terceiro foi o último sucesso dos chineses com a eliminação da autonomia e restauração da soberania do país.

Revolução Nacional Mongol de Libertação de 1911[editar | editar código-fonte]

Em 2 de fevereiro de 1913, o Canato Bogd enviou cavalarias mongóis para libertar a Mongólia Meridional da China. A Rússia se recusou a vender armas para o Canato Bogd e o czar russo Nicolau II chamou-o como "O Imperialismo Mongol". 10.000 cavaleiros da Mongóis e sul-mongóis libertaram quase todo o sul da Mongólia, no entanto, o Exército mongol recuou devido à falta de armas em 1914. A Mongólia perderia o seu território do sul, em 1915.

Referências

  1. Timothy Michael May, Culture and customs of Mongolia, Greenwood Press, 2008, p. 22
  2. L'autonomie de la Mongolie extérieure, Annales de géographie, n°127
  3. Mongolie
  4. Brief history of Mongolia
  5. Thomas E. Ewing, Revolution on the Chinese Frontier: Outer Mongolia in 1911, Journal of Asian History (Wiesbaden), v. 12, pp. 101-119 (1978).
  6. William Elliott Butler-The Mongolian legal system: contemporary legislation and documentation‎, p.255
  7. Академия наук СССР-History of the Mongolian People's Republic‎, p.232

Ver também[editar | editar código-fonte]