Caneças

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 Portugal Caneças  
—  Freguesia  —
Aqueduto das águas livres em Caneças
Aqueduto das águas livres em Caneças
Bandeira de Caneças
Bandeira
Brasão de armas de Caneças
Brasão de armas
Caneças está localizado em: Portugal Continental
Caneças
Localização de Caneças em Portugal
38° 49' N 9° 14' O
País  Portugal
Concelho ODV-odivelas.png Odivelas
Fundação 10 de Setembro de 1915
Elevação a vila 16 de Agosto de 1991
 - Tipo Junta de freguesia
Área
 - Total 5,85 km²
População (2011)
 - Total 12 324
    • Densidade 2 106,7/km2 
Gentílico: Canecense
Código postal 1685 Caneças
Orago São Pedro
Correio electrónico jfcanecas@mail.
telepac.pt
Sítio www.jf-canecas.pt
Pormenor do aqueduto das águas livres, em Caneças.

Caneças é uma freguesia portuguesa do concelho de Odivelas, com 5,85 km² de área e 12 324 habitantes (2011). Densidade demográfica: 2 106,7 h/km².

Geografia[editar | editar código-fonte]

Caneças inclui os sítios de Caneças, Lugar d'Além, Casal Novo, Piçarras e Vale Nogueira. Faz fronteira com as freguesias de Famões e da Ramada (no concelho de Odivelas), Loures (no concelho de Loures), Almargem do Bispo e Casal de Cambra (no concelho de Sintra).

Demografia[editar | editar código-fonte]

Evolução da população de Caneças (1920 – 2011)
1920 1930 1991 2001 2011
1 095 1 147 9 711 10 647 12 324

Orago[editar | editar código-fonte]

Caneças tem por orago São Pedro.

História[editar | editar código-fonte]

Esta freguesia foi criada através da Lei n.º 413, de 10 de Setembro de 1915, por desmembramento da freguesia de Loures, integrando os lugares de Caneças e Vale de Nogueira.[1] Foi elevada a vila em 16 de Agosto de 1991, pela Lei n.º 77/91.[2] Em 1998, tornou-se uma das sete freguesias a integrar o novo concelho de Odivelas.

O seu nome, porém, demonstra a sua antiguidade: deriva do árabe al-kanissa, isto é, «igreja». A lenda popular, no entanto, é outra. Diz o povo que na passagem de D. Dinis, pela povoação, alguém lhe ofereceu água numa caneca, e daí a perpetuação do nome.

Desde sempre Lisboa teve problemas com o abastecimento de água. Na zona de Carenque, entre Belas e Caneças, podem encontrar-se restos de um dique romano. As canalizações romanas devem ter sido destruídas, em parte, pelos sismos. O mesmo deverá ter acontecido com os sistemas árabes.

Na Idade Média as carências de abastecimento de água são gravíssimas. No Séc. XV as naus que a Lisboa chegavam, de Lisboa partiam sem a aguada para a viagem. É D. João V que, através da cobrança de impostos sobre os produtos que entravam na cidade, decreta, em 1731, o início da construção do Aqueduto das Águas Livres, com origem na Fonte das Águas Livres, perto de Carenque, indo desaguar no depósito das Amoreiras, cuja Mãe d’Água foi acabada em 1834.

Quanto aos aquedutos, não se sabe a data exacta da sua construção, mas situa-se por volta da segunda metade do Séc. XVIII. Estes são quatro, todos subsidiários do Aqueduto das Águas Livres: o do Olival do Santíssimo, o do Poço da Bomba, o do Vale da Moura e o do Carvalheiro. O aqueduto secundário, o maior dos quatro, é o do Olival do Santíssimo, partindo da Quinta do Macário, perto da Quinta de Castelo de Vide, terminando em Belas/Sintra. Os outros três começam em Caneças, ligando-se ao primeiro. Apenas o Aqueduto do Carvalheiro termina no do Olival do Santíssimo, já no Concelho de Sintra.

Por volta de 1910, antes da Primeira Guerra, Caneças não tinha estradas, mas aí já se vendia água. A água ia para Lisboa de burros por caminhos acidentados. O auge da venda de água atinge-se em Caneças por volta de 1928-1930.

Actualmente o Presidente da Junta de Freguesia é Armindo Fernandes eleito pela CDU.

Património[editar | editar código-fonte]

Notas

Ligações externas[editar | editar código-fonte]