Capitalism: A Love Story

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Capitalism: A Love Story
 Estados Unidos
2009 • cor • 120 min 
Direção Michael Moore
Roteiro Michael Moore
Género Documentário
Idioma Inglês
Página no IMDb (em inglês)

é um filme estadunidense de 2009, do gênero documentário, dirigido e escrito por Michael Moore. Estreou na 66a Edição do Festival de Veneza em 6 de setembro de 2009 no circuito da competição oficial pelo Leão de Ouro.

O filme se centra na crise financeira global de 2007–2009, na transição do governo de George W. Bush para Barack Obama e no pacote de estímulo à economia sancionado pelo último.

Michael Moore, em "Capitalismo: Uma história de amor", enfrenta o problema que está no cerne de toda a sua obra: o impacto desastroso que o domínio das corporações têm na vida cotidiana dos norte-americanos e, portanto, também no resto do mundo.

"Capitalismo: uma história de amor" suscita uma questão crucial: qual é o preço que paga os Estados Unidos por seu amor ao capitalismo? Anos atrás, esse amor parecia bastante inocente. No entanto, hoje o sonho americano parece cada vez mais com um pesadelo, o preço pago pelas famílias que vêem seus empregos desaparecerem, suas casas e suas poupanças. Moore nos leva para as casas de pessoas comuns cujas vidas foram interrompidas, enquanto buscam explicações em Washington e em outros lugares. E o que descobre são sintomas muito familiares de um amor que acaba mal: mentiras, abuso, traição e 14.000 empregos perdidos a cada dia.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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O filme abre com uma série de imagens em circuito fechado de TV que mostram roubos a bancos (um dos ladrões usava muletas) com a canção Louie, Louie ao fundo. Moore então usa o vídeo da Enciclopédia Britânica para comparar a vida moderna americana com o Império Romano. Em seguida aparece um vídeo doméstico feito por uma família que estava para ser despejada pela polícia, por não quitação da hipoteca, e uma reportagem sobre a "Condo Vultures," uma imobiliária da Flórida que negocia os imóveis das famílias arruinadas a preços irrisórios.

Nesse momento há um corte para os "dias dourados" do capitalismo americano, logo após a Segunda Guerra Mundial. E um discurso "chato" do presidente Jimmy Carter avisando dos perigos do consumo e da auto-indulgência. Em seguida, são mostradas cenas de Ronald Reagan e o seu braço direito Don Regan, que trabalhava por maior liberdade para as empresas e sua atuação deu maior representatividade política aos empresários e os sindicatos perderam força. Na sequência, há o testemunho no Congresso do Capitão Sullenberger que reclama das péssimas condições salariais dos pilotos no país e é exposto o caso dos "seguros dos camponeses mortos", um tipo de apólice de seguros que as corporações americanas fazem em nome de seus funcionários, colocando-se a si mesmas como beneficiárias. Padres católicos são entrevistados, inclusive o Bispo Thomas Gumbleton da Arquiodiocese de Detroit, que condenam o capitalismo como contrário aos ensinamentos de Jesus. Nesse momento há uma redublagem de alguns filmes de Jesus, com Ele aconselhando seus seguidores em termos de "maximizem os lucros" e "desregulamentem os bancos", além de uma referência a um doente, não coberto pelo plano de saúde por sua doença ser "pré-existente".

Após lembrar de Jonas Salk, que não patenteou a sua vacina contra a poliomelite (ele responde "Você pode patentear o Sol?" num antigo filme), Moore comenta sobre os novos brilhantes estudantes americanos que, ao invés de seguirem o caminho da ciência, vão para as finanças. Moore então se dirige a Wall Street e pede explicações sobre o que seriam os derivativos e swaps, e um dos financistas o aconselha a "não fazer mais filmes". Marcus Haupt, um ex-vice-presidente da Lehman Brothers, tenta explicar sem muito sucesso o que são esse instrumentos financeiros. O professor de Harvard, Kenneth Rogoff, também fala. Moore conclui que Wall Street é apenas um "cassino insano".

Moore então comenta o papel de Alan Greenspan no Departamento do Tesouro e a sua liderança no período da "Bolha Econômica" americana que devastou a classe média do país. Moore também entrevista um ex-funcionário da Countrywide Financial de Angelo Mozilo, quando o mesmo era o responsável pelo programa "VIP" para os "FOAs" (sigla em inglês para "amigos do Angelo") no qual foram listadas várias figuras importantes do Congresso como tendo recebidos empréstimos em condições bem favoráveis. Moore então conversa com William Black que faz a analogia da crise econômica com o rompimento de uma represa. É mostrada a série de eventos que culminaram na proposta de ajuda governamental aos bancos, articulada pelo Secretário do Tesouro Hank Paulson (ex-CEO do Goldman Sachs). Moore fala com muitos congressistas, inclusive a deputada por Ohio Marcy Kaptur, que concorda com o comentário do cineasta de que a proposta de Paulson foi um "coup d'état" (golpe de estado) financeiro.

Moore entrevista Elizabeth Warren, uma jornalista que participou de um comitê de investigação do Congresso. Ele pergunta "Onde foi parar nosso dinheiro?", numa referência aos $700 billhões de dólares que o Congresso autorizou para financiar os investidores "quebrados" de Wall Street. Depois de uma pausa dramática, Warren responde "Eu não sei". Moore tenta falar com Paulson mas o telefone é desligado quando ouvem o seu nome. Ele então vai para Wall Street e pede "que devolvam o dinheiro ao povo americano".

O filme comenta então que no ano seguinte à morte de Franklin D. Roosevelt, muitas das nações derrotadas reescreveram suas constituições seguindo as ideias daquele presidente para a melhoria da situação social menos os próprios americanos. O filme então pula 60 anos e exibe cenas da devastação do Furacão Katrina, com Moore comentando que apenas os pobres sofrem com os desastres.

O filme fala também do xerife do Condado de Wayne (Michigan) Warren Evans, que se negou a cumprir uma execução de hipoteca e de Marcy Kaptur, que encoraja num discurso aos proprietários executados não sairem de suas casas.

Na sequência é exibida a campanha e eleição de Barack Obama, um político tido por Moore como fora da influência de Wall Street.

Nos letreiros finais, Moore declara que o capitalismo é um mal e que deve ser substituído pela democracia - seguindo as regras do povo e não do dinheiro. Ele imita uma frase de Don Regan ao presidente Reagan (que diz a ele ""speed it up" ou "acelere o passo" num discurso) e pede à assistência que acredita nisso que seja rápida.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]