Capitania de Itamaracá
A Capitania de Itamaracá foi uma das quinze divisões originais do território brasileiro entregues a donatários em regime de hereditariedade. A capitania foi doada a Pero Lopes de Sousa, em 1534. O território da capitania estendia-se desde a linha imaginária de Tordesilhas até a costa, tendo como limite norte a Baía da Traição (Paraíba) a Igarassu (Pernambuco). Foram capitais da capitania as cidades de Itamaracá e Goiana.
Pero Lopes de Sousa colocou à frente da capitania o tenente João Gonçalves, que ocupou a ilha da Conceição, onde fundou a vila Marial. Entretanto, no continente viviam os índios potiguaras que impunham muita resistência aos colonizadores e também franceses traficantes de pau-brasil. Os índios e os franceses eram aliados, pois entre eles havia uma relação mercantilista, ao passo que os portugueses representavam a ameaça de escravização. Eram frequentes os ataques aos habitantes portugueses da região e da capitania de Olinda, de Duarte Coelho.
O donatário da capitania veio a falecer dois anos após receber a capitania. Como não foi cumprida a cláusula da Lei das Sesmarias, as terras voltaram ao patrimônio da Coroa, tornando-se devolutas. O domínio do território pelos potiguaras era uma ameaça à segurança dos colonizadores.
O fim da capitania de Itamaracá foi precipitado pelo episódio conhecido como Tragédia de Tracunhaém, ou chacina de Tracunhaém.
Encontrando-se abandonada por seu donatário, a capitania foi extinta e foi criada a capitania da Paraíba em 1574, a qual só viria a ser instalada em 1585 com recursos enviados diretamente de Portugal para evitar mais invasões francesas e repelir ataques dos tabajaras e potiguaras e assegurar a conquista do norte do Nordeste brasileiro.
[editar] Fontes
| Capitanias do Brasil | ||
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As quinze capitanias hereditárias iniciais Capitanias derivadas das iniciais e de novos territórios |
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