Capitania de São Paulo

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Capitania de São Paulo

Capitania do Estado do Brasil (1720 - 1815)
Capitania do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815-1821)

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1720 – 1821 Flag Princes of Brazil.svg
 
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Bandeira da Província de São Paulo.png
Flag Brasão
Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves Brasão do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves
Continente América do Sul
Capital Bandeira Senado da Câmara São Paulo.png São Paulo
22° 32' S 47° 54' O
Língua oficial Português
Religião Catolicismo
Governo Monarquia absoluta
Governador
 • 1721 - 1727 Rodrigo César de Meneses (Primeiro)
 • 1819 - 1821 João Carlos Augusto von Oyenhausen-Gravenburg (Último)
Legislatura Cortes
História
 • 2 de dezembro de 1720 Revolta de Vila Rica
 • 28 de fevereiro de 1821 Mudança de Capitania para Província
Moeda Réis

A Capitania Real de São Paulo passou a ter esse nome em 2 de dezembro de 1720, quando dom João V de Portugal criou a Capitania de Minas Gerais, a partir da cisão da Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, que fora criada em 1709, com a compra, pela coroa portuguesa, da Capitania de São Vicente, adquirida ao Marquês de Cascais.

O território das Minas Gerais, (excetuados o Triângulo Mineiro e a Mesorregião do Sul e Sudoeste de Minas), passou a formar, então, a nova Capitania Real de Minas Gerais.

A divisa de Minas Gerais com São Paulo, em 1720, ficou sendo rio Sapucaí, o rio Grande e deste subindo a Serra da Canastra até o rio Paranaíba.

O primeiro governador da nova Capitania de São Paulo foi Rodrigo César de Meneses que a instalou e a organizou.

Permaneceram, após 1720, como parte da Capitania de São Paulo, os territórios correspondentes aos atuais estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Goiás, Tocantins, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e ao atual Distrito Federal, além dos atuais Sul e Sudoeste de Minas Gerais e do Triângulo Mineiro. Em 1721 foi anexada à capitania o termo da vila de Parati.

Em relação ao território do atual estado de São Paulo, uma parte do atual litoral sul paulista continuou, após 1720, oficialmente como território da Capitania de Itanhaém (na prática, contudo, estava sob a jurisdição do governo de São Paulo), a qual, em 1753, durante o reinado de dom José I de Portugal, foi comprada, pela coroa portuguesa, do seu último donatário, o Conde da Ilha do Príncipe.

Em 1727, Parati foi incorporada à capitania do Rio de Janeiro.

A parte mais meridional da capitania de São Paulo foi desmembrada, entre 1738 e 1742, para se criar a capitania de Santa Catarina e a Comandância Militar do Rio Grande de São Pedro, que daria origem, posteriormente, à capitania de São Pedro do Rio Grande.

Porém, parte do atual estado de Santa Catarina continuou pertencendo a São Paulo, até 1820, quando dom João VI de Portugal, por alvará de 9 de setembro, transfere o termo da vila de Lages, criada em 1766, para a capitania de Santa Catarina.

Em 9 de maio de 1748, foram criadas a capitania de Goiás, à qual o atual Triângulo Mineiro ficou pertencendo, e a capitania de Mato Grosso, desmembradas da capitania de São Paulo.

Neste mesmo ano de 1748, por decisão da metrópole, a capitania de São Paulo passa a ficar subordinada à capitania do Rio de Janeiro.

O governador da capitania de Minas Gerais, Luís Diogo Lobo da Silva, em 24 de setembro de 1764, anexa a margem esquerda do Rio Sapucaí, estendendo os limites de Minas Gerais, aproximadamente, até a divisa atual com São Paulo.

Em 1765 a capitania de São Paulo recuperou sua autonomia. Luís António de Sousa Botelho Mourão, o terceiro Morgado de Mateus, reinstalou o governo da capitania e criou várias vilas.

Em 28 de fevereiro de 1821, as capitanias se tornaram províncias.

A província de São Paulo foi desmembrada, em 29 de agosto de 1853, pela lei 704, que elevava a comarca de Curitiba à categoria de província, com o nome de província do Paraná. Foi a última vez em que o território paulista foi desmembrado.

Com a proclamação da república, a província passa a se chamar estado de São Paulo. Somente na década de 1920 e na década de 1930, foram finalmente estabelecidas, em definitivo, por tratados, as divisas de São Paulo, com o Paraná, Rio de Janeiro e com Minas Gerais, nos governos de Washington Luís, Carlos de Campos e Armando de Sales Oliveira.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • ARRUDA, José Jobson de Andrade (Coordenação Geral); BELLOTTO, Heloísa Liberalli , REIS, Gilson Sérgio Matos. Documentos Manuscritos Avulsos da Capitania de São Paulo, 2000-2002, 2 vols.
  • BELLOTTO, Heloísa Liberalli, Autoridade e conflito no Brasil Colônia, O governo do Morgado de Mateus em São Paulo, Imesp, 1979.
  • KAREPOVS, Dainis (Org.), Parlamentar da Província de São Paulo - Prudente de Morais, Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, 2004.
  • PEREIRA DE SOUSA, Washington Luís, A Capitania de São Paulo - O governo de Rodrigo César de Meneses, Companhia Editora Nacional, 1938.


Capitanias.jpg Capitanias do Brasil Brazil states1709.png

As quinze capitanias hereditárias iniciais
Baía de Todos os Santos | Ceará | Espírito Santo | Ilhéus | Itamaracá | Maranhão (duas secções)
Pernambuco | Porto Seguro | Rio Grande | Santana | Santo Amaro | São Tomé | São Vicente (duas secções)

Capitanias derivadas das iniciais e de novos territórios
Alagoas | Goiás | Grão-Pará | Mato Grosso | Minas Gerais | Paraíba | Piauí | Rio de Janeiro | Rio Grande de São Pedro
São João das Duas Barras | São José do Rio Negro | São Paulo e Minas de Ouro | São Paulo | São Pedro do Rio Grande do Sul | Santa Catarina | Sergipe

Ver também
Governo-Geral | Repartição Norte | Repartição Sul | Estado do Brasil | Estado do Maranhão (Estado do Maranhão e Grão-Pará)
Estado do Grão Pará e Maranhão | Estado do Grão-Pará e Rio Negro | Estado do Maranhão e Piauí