Caracol (Haiti)

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Caracol
Karakòl

Caracol
—  Comuna  —
Caracol está localizado em: Haiti
Caracol
Localização de Caracol no Haiti.
19° 41' N 72° 01' O
País Haiti
Departamento Nordeste
Arrondissement Trou du Nord
Área
 - Total 75 km²
Altitude 3 m (10 pés)
População (2012)
 - Total 7,362[1]
Fuso horário UTC -5 (UTC-5)
 - Horário de verão UTC -4 (UTC-4)

Caracol (em crioulo, Karakòl), é uma comuna do Haiti, situada no departamento do Nordeste e no arrondissement de Trou du Nord.

De acordo com estimativa de 2012, sua população total é de 7.362[1] habitantes, a maioria vivendo na zona rural. Caracol foi conhecida por muito tempo como uma vila de pescadores da costa norte do Haiti, e uma das cidades mais pobres do país.

Características[editar | editar código-fonte]

Situada no norte do arrondissement de Trou du Nord, tem relevo plano e é servida por dois rios: Moreau e Fleurie.

A cidade possui uma prefeitura, uma delegacia, um tribunal e um cemitério. Tem a aparência de uma aldeia. Não há feira regular, estação de rádio ou televisão, nem jornais ou revistas.

Não há rede de eletricidade. A população usa lamparinas, velas e lenha para iluminar as residências à noite. Comunicam-se através de telefone e cartas e o transporte é feito por burro ou cavalo, de moto, pé ou a bordo de "tap-tap".[2]

Cultura e lazer[editar | editar código-fonte]

Não há praça pública, sala de cinema ou teatro. As pessoas se divertem somente no Natal e na festa da padroeira (7 ou 8 de julho) e se reúnem nos jardins. No Dia Nacional das Crianças, elas cantam, organizam jogos e recebem presentes. Os principais jogos são amarelinha, pipa, ossinho, basquete e futebol. Seu contato com o exterior se dá por carta ou por telefone, geralmente com parentes que emigraram.[2]

Educação[editar | editar código-fonte]

A cidade possui dez escolas, das quais uma é um jardim de infância, duas são escolas públicas, seis são protestantes e uma é particular. Não há escolas secundárias ou centros de formação profissional. Há ainda alguns centros de alfabetização de adultos. As línguas faladas são o crioulo e o francês.[2]

Saúde[editar | editar código-fonte]

A cidade possui um pequeno posto de saúde que não atende as necessidades da população: um médico, um enfermeiro, dois auxiliares e quatro agentes de saúde. Em 1999-2000, a população foi atingida por epidemias como sarampo, malária, disenteria e febre tifoide, em virtude da falta de acesso à água potável por parte da população.[2]

A população se alimenta, em média, uma vez por dia, e seu cardápio consiste de cereais, legumes, carnes e peixes.[2]

Economia[editar | editar código-fonte]

A cidade fica próxima ao mar, o sal é um dos principais produtos da região. O solo é fértil e as principais culturas de pequeno porte são o milho, a ervilha, a mandioca e a banana. Entre as plantas de grande porte, destacam-se a mangueira, o abacateiro, os cítricos e o carvalho.[2]

As principais fontes de renda são a pesca, a pecuária, a agricultura, o pequeno comércio e as transferências recebidas de parentes no exterior. Os animais mais encontrados na cidade são bois, porcos, ovelhas, cabras e aves domésticas. As crianças costumam ajudar os pais na pecuária. A agricultura é realizada em lotes de terra ou em uma grande propriedade.[2]

Parque industrial[editar | editar código-fonte]

Em 2012, o Parque Industrial de Caracol foi construído em uma área de 246 hectares próxima à vila. O projeto de 300 milhões de dólares inclui uma usina de energia de 10 megawatt, uma estrada, uma estação de tratamento de água, alojamento para trabalhadores nas comunidades vizinhas e a construção de um porto nas proximidades de Fort-Liberté. O parque foi construído com recursos de fundos de assistência a vítimas dos furacões, de um empréstimo do Banco Interamericano de Desenvolvimento,[3] e doações do governo dos Estados Unidos e da Fundação Clinton. O ex-presidente estadunidense Bill Clinton, e sua esposa e secretária de estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, desempenharam um importante papel de apoio e promoção do projeto. O arrendatário principal é a SNH Global, uma subsidiária da Sae-A, uma grande indústria de confecções com sede na Coreia do Sul.[4] [5]

O parque iniciou suas operações no outono de 2012, com uma força de trabalho de 20 mil trabalhadores,[6] que deve ser expandida para 65 mil, o que ampliaria em dez vezes a população da área. Como resultado de um projeto executado após tão pouco tempo de planejamento, graves problemas sociais e ambientais vêm sendo antecipados.[4] [6]

Referências

  1. a b Institut Haïtien de Statistique et d'Informatique. Population totale, population de 18 ans et plus ménages et densités estimes en 2012. [S.l.: s.n.], 2012. Página visitada em 14 de dezembro de 2012.
  2. a b c d e f g Caracol (em francês). Vwa timoun yo. Página visitada em 14 de dezembro de 2012.
  3. Haiti and its partners lay the foundation stone for the Caracol Industrial Park (Press release) (em inglês). Inter-American Development Bank (28 de novembro de 2011). Página visitada em 6 de julho de 2012.
  4. a b New industrial park in Haiti (Foto 4). The Miami Herald. Página visitada em 6 de julho de 2012.
  5. Jacqueline Charles (4 de junho de 2012). New industrial park in northern Haiti sparks controversy (em inglês). The Miami Herald. Página visitada em 6 de julho de 2012.
  6. a b Deborah Sontag (6 de julho de 2012). Earthquake Relief Where Haiti Wasn’t Broken (em inglês). The New York Times. Página visitada em 6 de julho de 2012.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]