Carcará

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Como ler uma caixa taxonómicaCarcará
Carcará em Roma, no Texas, nos Estados Unidos

Carcará em Roma, no Texas, nos Estados Unidos
Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Falconiformes
Família: Falconidae
Género: Caracara
Espécie: C. plancus
Nome binomial
Caracara plancus
Miller, 1777

Caracara plancus, chamado popularmente de carancho, caracará, carcará[1] e gavião-caracará, é um falconídeo. Sua envergadura chega a 123 cm e o comprimento varia entre 50 e 60 cm. Seu nome científico é Polyborus plancus ou Caracara cheriway; a subespécie brasileira é P. p. brasiliensis. É tido como ave tipicamente brasileira, tanto que Audubon o chamava, no século XIX, de "águia-brasileira". No entanto, possui uma distribuição geográfica ampla, que vai da Argentina até o sul dos Estados Unidos, ocupando toda uma variedade de ecossistemas, fora a cordilheira dos Andes.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Carancho" vem do tupi ka'rãi, "arranhar, rasgar com as unhas"[1] . "Caracará" e "carcará" vêm do tupi karaka'rá[2] .

Carcará

Descrição[editar | editar código-fonte]

O carcará é facilmente reconhecível, quando pousado, pelo fato de ter uma espécie de solidéu preto sobre a cabeça, assim como um bico adunco e alto, que se assemelha à lâmina de um cutelo; a face é vermelha. É recoberto de preto na parte superior e tem no peito de uma combinação de marrom claro com riscas pretas, de tipo carijó/pedrês; patas compridas e de cor amarela; em voo, assemelha-se a um urubu, mas é reconhecível por duas manchas de cor clara na extremidade das asas.

O carcará não é, taxonomicamente, uma águia e sim um parente distante dos falcões. Diferentemente destes, no entanto, não é um predador especializado e sim um generalista e oportunista (assim como os seus parentes próximos, o chimango e o gavião-carrapateiro ou chimango-branco), alimentando-se de insetos, anfíbios, roedores e quaisquer outras presas fáceis; ataca crias de mamíferos (como filhotes recém-nascidos de ovelhas) e acompanha os urubus em busca de carniça,procura frutas e caça minhocas.

Passa muito tempo no chão, ajudado pelas suas longas patas adaptadas à marcha, mas é também um excelente voador e planador.

Carcará fotografado próximo à cidade de Marabá, no estado do Pará, no Brasil
Caracara plancus MHNT

Um casal de carcarás pode ser visto próximo dos humanos, por exemplo, numa área de atividade agrícola, mais especificamente, chegando a alguns metros distante de um trator que esteja arando terra, à espera de uma oportunidade de encontrar pequenos insetos e outros eventuais animais que inevitavelmente se tornam visíveis a essas aves predadoras.

Utilização nas artes e na administração pública brasileiras[editar | editar código-fonte]

A espécie ficou conhecida no Brasil em 1965 em razão da música "Carcará", de João do Vale, que era interpretada por Maria Bethânia.

A espécie também foi citada na telenovela da Rede Globo Roque Santeiro, de 1985. Na novela, "carcará" era o apelido de Roque Santeiro dado por Sinhozinho Malta, talvez por ambos serem supostamente oportunistas.

Tal espécie foi adotada no ano de 2005 para representar a Agência Brasileira de Inteligência no lugar do seu símbolo anterior, a araponga.[3]

Commons
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Wikispecies
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Referências

  1. a b FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.348
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.346
  3. Abin: protocolo e cerimonial. Disponível em http://www.abin.gov.br/modules/mastop_publish/print.php?tac=Protocolo_e_Cerimonial. Acesso em 9 de janeiro de 2014.
  • (em inglês) BirdLife International (2004). Caracara plancus. 2006 IUCN Red List of Threatened Species. IUCN 2006. Acesso a 28.10.2007.