Carcinus maenas
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| Carcinus maenas |
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Distribuição de Carcinus maenas no mundo. Azul = distribuição nativa; Vermelho = zonas invadidas; Verde = potencialmente invadida; Pontos pretos = registros ocasionais.
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O caranguejo Carcinus maenas (L.) (Decapoda, Portunidae) é um crustáceo epibêntico comum no litoral e estuários europeus, podendo ser facilmente observado em regiões intertidais de substratos duros ou finos.
Índice |
Distribuição [editar]
Nativa da costa Atlântica da Europa e Norte da África, o caranguejo é considerado uma espécie invasora em várias zonas do globo podendo ser encontrada na costa do Atlântico Noroeste, e mais recentemente também em regiões do sul do continente Africano, da Austrália e na costa do Pacífico da América do Norte1 .
Biologia da espécie [editar]
Esta espécie apresenta um ciclo de vida complexo com quatro estágios de zoeae pelágicas e um estágio como megalopae (estágio pós-larvar) que assenta e metamorfoseia-se posteriormente dando origem ao primeiro estágio como caranguejo bêntico (adulto). O desenvolvimento desta espécie pode variar desde a primeira zoea até ao estágio megalopae entre 18 a 42 dias, sendo que o estágio de megalopae, por sua vez, pode durar 9 a 16 dias dependendo da temperatura2 3 .
Estes caranguejos apresentam diferentes respostas fisiológicas e comportamentais dependendo do sexo do indivíduo, do tamanho e da cor da sua carapaça. A variabilidade intraespecifica reflecte as respostas adaptativas do fenótipo relativamente à mutabilidade do meio que esta espécie habita 4 5 6 .
Relativamente à alimentação, consume uma grande variedade de organismos como bivalves ou outras espécies de caranguejos incluindo indivíduos da própria espécie (canibalismo).
Morfologia [editar]
Dimorfismo sexual [editar]
O sexo dos caranguejos C. maenas podem ser facilmente identificados visualmente. Os machos apresentam o abdomen em forma triangular, ao passo que as fêmeas tem o abdômem em formato mais arredondado (lembra a forma da letra U).
Coloração [editar]
Carcinus maenas apresenta dois morfotipos de coloração (verde e vermelho) que estão diretamente relacionados a diversos processos fisiológicos e ecológicos na espécie 7 .
Referências
- ↑ Cohen, A.N., Carlton, J.T., Fountain, M., 1995. Introduction, dispersal and potential impacts of the green crab Carcinus maenas in San Francisco Bay, California. Marine Biology 122 (2), 225e237.
- ↑ Dawirs, R.R., Dietrich, A., 1985. Temperature and growth in Carcinus maenas L. (Decapoda: Portunidae) larvae reared in the laboratory from hatching through metamorphosis. Journal of Experimental Marine Biology and Ecology 100, 47e74.
- ↑ Mohamedeen, H., Hartnoll, R.G., 1989. Larval and postlarval growth of individually reared specimens of the common shore crab Carcinus maenas L. Journal of Experimental Marine Biology and Ecology 134, 1e24.
- ↑ McGaw, I.J., Naylor, E., 1992b. Salinity preference of the shore crab Carcinus maenas in relation to coloration during intermoult and to prior acclimation. Journal of Experimental Marine Biology and Ecology 155, 145e159.
- ↑ Warman, C.G., Reid, D.G., Naylor, E., 1993. Variation in the tidal migratory behaviour and rhythmic light-responsiveness in the shore crab, Carcinus maenas. Journal of the Marine Biological Association of the United Kingdom 73, 355e364.
- ↑ Abello´ , P., Aagaard, A., Warman, C.G., Depledge, M.H., 1997. Spatial variability in the population structure of the shore crab Carcinus maenas (Crustacea: Brachyura) in a shallow-water, weakly tidal fjord. Marine Ecology Progress Series 147, 97e103.
- ↑ McGaw, I.J., Naylor, E., 1992b. Salinity preference of the shore crab Carcinus maenas in relation to coloration during intermoult and to prior acclimation. Journal of Experimental Marine Biology and Ecology 155, 145-159.