Francisco de São Luís Saraiva

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Cardeal
Berretta cardinalizia.png
Francisco de São Luís Saraiva
 
da Igreja Católica
Imagem de Francisco de São Luís Saraiva
Cardeal Saraiva: estátua em Ponte de Lima.
Patriarca de Lisboa
título
Cardeal-Patriarca de Lisboa
Brasão de Francisco de São Luís Saraiva
'''''
Nascido em
Data de nascimento 26 de Janeiro de 1766
Local de nascimento PortugueseFlag1750.png Ponte de Lima
Falecimento
Data de falecimento 7 de Maio de 1845 (79 anos)
Local de falecimento Flag Portugal (1830).svg Lisboa
Ordenado
sacerdote
7 de Março de 1789
Consagrado
bispo
15 de Setembro de 1822
Elevado
arcebispo
Nomeado
patriarca
3 de Abril de 1843
Funções
exercidas
Proclamado
cardeal
19 de Junho de 1843, pelo Papa Gregório XVI
Cardeais · Todas as dioceses
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D. Frei Francisco de São Luís Saraiva, O.S.B. (Ponte de Lima, 26 de Janeiro de 1766 - Lisboa, 7 de Maio de 1845), popularmente conhecido como Cardeal Saraiva, foi o oitavo Patriarca de Lisboa com o nome de D. Francisco II.

Índice

[editar] Biografia

Nascido Francisco Manuel Justiniano Saraiva, foi filho de Manuel José Saraiva e de sua mulher Leonor Maria Correia de Sá, ambos de Ponte de Lima,[1]. Ingressou no Mosteiro de São Martinho de Tibães, da Ordem de São Bento, em 6 de Abril de 1780, com 14 anos de idade, alterando o seu nome para Francisco de São Luís Saraiva. Professou em 28 de Janeiro de 1782; saiu de Tibães para o Mosteiro de Santo André de Rendufe e daí para a Faculdade de Teologia da Universidade de Coimbra, onde se licenciou em 3 de Julho de 1792, tendo-se tornado aí professor, e sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.

Fora entretanto ordenado padre em 7 de Março de 1789. Adepto dos ideais liberais, tornou-se mação (adoptando o pseudónimo de Condorcet); não obstante, combateu o invasor francês entre 1808 e 1810. Anos mais tarde, integrou a associação secreta portuense Sinédrio, que tinha por objectivo a restauração e regresso do governo de João VI de Portugal, ao tempo no Brasil, o fim da governação dirigida pelos ingleses e a instauração de um regime constitucional, tendo sido um dos membros da Junta Provisional do Supremo Governo do Reino, saída da revolução liberal do Porto de 24 de Agosto de 1820 e, depois, do Conselho de Regência nomeado pelas Cortes Constituintes em 26 de Janeiro de 1821.

Em 19 de Abril de 1822, foi nomeado 53º Bispo de Coimbra 18º Conde de Arganil; entretanto fora também designado reitor da Universidade daquela cidade e deputado às Cortes (1823). Resignou ao episcopado em 30 de Abril de 1824.

Em 1826, com a aprovação da Carta Constitucional de 1826, tornou-se Presidente da Câmara dos Deputados. Com a restauração miguelista em 1828, desterrou-se para o mosteiro da Serra de Ossa, de onde só saiu após a entrada das tropas liberais na cidade de Lisboa, a 24 de Junho de 1833.

Após a Guerra Civil Portuguesa (1828-1834) - na sequência da qual foram retirados inúmeros privilégios à Igreja - foi parte activa no processo de reatamento das relações diplomáticas entre o governo de Lisboa e a Santa Sé.

O governo liberal, então chefiado por Pedro de Sousa Holstein (então Marquês de Palmela), convidou-o a integrar o gabinete, como Ministro do Reino, cargo que desempenhou entre 24 de Setembro de 1834 e 16 de Fevereiro de 1835.

Em 1840, por pressão de Maria II de Portugal, foi feito Patriarca de Lisboa, título em que foi confirmado em 3 de Abril de 1843. Mais tarde nesse ano, em 19 de Junho de 1843, o Papa Gregório XVI elevou-o ao cardinalato (no vigésimo primeiro consistório do seu pontificado), sem que, contudo, jamais tivesse recebido pessoalmente o título e o barrete cardinalício.

[editar] Homenagens

Cardeal Saraiva: estátua em Ponte de Lima.

Em sua terra natal, Ponte de Lima, foi lançado um jornal semanário, em 15 de fevereiro de 1910, com o nome "Cardeal Saraiva". O seu fundador pretendeu homenagear alguém nascido em Ponte de Lima que se tivesse distinguido e para o qual ainda não tivesse havido qualquer tipo de homenagem. O periódico circula até aos dias de hoje de forma ininterrupta e, apesar de não ter qualquer tipo de ligação a qualquer credo religioso, permaneceu durante quase um século como a única homenagem a Francisco Manuel Justiniano Saraiva.[2]

[editar] Obra publicada

  • Glossário das palavras e frases em língua francesa que se tem introduzido na locução moderna portuguesa (18..)
  • Apologia de Camões contra as reflexoes do P. José Agostinho de Macedo sobre o episódio do Adamastor (1819)
  • Manifesto da nação portuguesa aos soberanos e povos da Europa (1820)
  • Ensaio sobre alguns sinónimos da língua portuguesa (1821)
  • Memória em que se pretende demonstrar que a língua portuguesa não he filha da língua latina, nem esta foi em algum tempo vulgar dos lusitanos (1837)
  • Carta do Arcebispo de Lisboa aos seus fieis sob a abnegação de todos os seus hábitos licenciosos (1841)
  • Memórias chronológicas e históricas do governo da Rainha D. Teresa (1841)
  • Pastoral (1841)
  • Memória sobre a instituição da Ordem Militar da Ala atribuída a El-Rei D. Afonso Henriques (s.d.)
  • Lista de alguns artistas portugueses (s.d.)
  • Obras completas (1855, edição póstuma)
  • Obras completas do Cardeal Saraiva (D. Francisco de S. Luiz) Patriarcha de Lisboa - precedidas de uma introducção pelo marquez de Rezende, Lisboa, Imprensa Nacional (10 volumes, publicados entre 1872-1883)

[editar] Obra completa on-line

Obras completas do Cardeal Saraiva (D. Francisco de S. Luiz) Patriarcha de Lisboa - precedidas de uma introducção pelo marquez de Rezende:

Referências

[editar] Ligações externas

Precedido por:
Francisco Lemos de
Faria Pereira Godinho
Brasão episcopal
Bispo de Coimbra

Sucedido por:
Frei Joaquim de
Nossa Senhora da Nazaré
Conde de Arganil
Conde de Arganil

1822 - 1824
Precedido por
Frei Patrício da Silva
Brasão cardinalício
8.º Cardeal - Patriarca de Lisboa

1840 - 1845
Sucedido por
Guilherme Henriques
de Carvalho
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