Carimbó

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Carimbó
Dançarinos de carimbó
Instrumentos típicos tambor, maracá
Popularidade litoral do Pará, Região nordeste do Brasil

Carimbó é uma dança de roda do litoral do Pará, no Brasil. O nome também se aplica ao tambor utilizado nesse estilo de dança.[1] A dança se espalhou também pela Região nordeste do Brasil. O carimbó é considerado um gênero de dança de origem indígena, porém, como diversas outras manifestações culturais brasileiras, miscigenou-se, recebendo outras influências, principalmente negra.

O carimbó foi declarado patrimônio cultural imaterial do Brasil em setembro de 2014. O registro foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, órgão oficial vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)[2] [3] .

Sendo a música preferida pelos pescadores da ilha de Marajó, embora não conhecida como carimbó até então, o ritmo atravessou a baía de Guajará com esses pescadores e veio dar em praias do Salgado paraense. Em algumas regiões próximas às cidades de Marapanim e Curuçá, o gênero se solidificou, ganhando o nome que tem hoje. Maranhãozinho, no município de Marapanim; e Ara quaim, em Curuçá, são dois dos sítios que reivindicam hoje a paternidade do gênero, sendo o primeiro o mais provável deles. Em Marapanim, na região do Salgado, nordeste paraense, o gênero é bastante cultivado, acontecendo anualmente o "Festival de Carimbó de Marapanim — O Canto Mágico da Amazônia", no mês de novembro.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Carimbó" é um termo originário das línguas africanas.[4]

Formas de toque[editar | editar código-fonte]

Na forma tradicional, é acompanhada por tambores feitos com troncos de janelas. Aos tambores, se dá o nome de "carimbó". Costumam estar presentes também os maracás.

Grupo musical especialista em ritmos brasileiros, entre eles o carimbó

Vestuário[editar | editar código-fonte]

As mulheres dançam descalças e com saias coloridas que vão até os pés muito franzidas e amplas. A saia normalmente possui estampas florais grandes. Blusas de cor branca, pulseiras e colares de sementes grandes. Os cabelos são ornamentados com ramos de rosas ou camélias. Os homens dançam utilizando calças, geralmente brancas e simples, comumente com a bainha enrolada, costume herdado dos ancestrais negros que utilizavam a bainha da calça desta forma devido as atividades exercidas, como exemplo, a coleta de caranguejos nos manguezais.

Ritual[editar | editar código-fonte]

A dança é apresentada em pares. Começa com duas fileiras de homens e mulheres com a frente voltada para o centro. Quando a música inicia, os homens vão em direção às mulheres, diante das quais batem palmas como uma espécie de convite para a dança. Imediatamente, os pares se formam, girando continuadamente em torno de si mesmo, ao mesmo tempo formando um grande círculo que gira em sentido contrário ao ponteiro do relógio. Nesta parte, observa-se a influência indígena, quando os dançarinos fazem alguns movimentos com o corpo curvado para frente, sempre puxando-o com um pé na frente, marcando acentuadamente o ritmo vibrante.


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Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 353.
  2. Carimbó do PA é declarado patrimônio cultural imaterial do Brasil G1 (11 de setembro de 2014). Visitado em 11 de Setembro de 2014.
  3. Carimbó é agora patrimônio imaterial brasileiro Sítio do Ministério da Cultura (11 de setembro de 2014). Visitado em 11 de Setembro de 2014.
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 353.
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