Caritas in Veritate

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Caritas in Veritate (em latim: caridade em verdade) é o título da terceira encíclica do Papa Bento XVI. Datado de 29 de Junho de 2009, foi finalmente publicado no dia 7 de Julho de 2009. Até à data, Bento XVI promulgou duas encíclicas, Deus Caritas Est ("Deus é Amor") e Spe Salvi ("salvo pela Esperança").[1]

Caritas in Veritate é a primeira encíclica de Bento XVI versando sobre vários temas socio-económicos, numa altura em que o mundo, cada vez mais globalizado, foi devastado por uma profunda crise económica e financeira.[1]

Esquema[editar | editar código-fonte]

Ideias principais[editar | editar código-fonte]

"Da economia à cultura, os seis capítulos da encíclica aprofundam as questões do desenvolvimento no contexto social, jurídico, cultural, político e económico". Na crítica e na análise destas questões sociais, Bento XVI centrou-se na "articulação entre caridade e verdade", que são as "forças principais [para] um autêntico desenvolvimento orientado pela justiça e pelo bem comum". Por reflectir principalmente sobre o autêntico desenvolvimento humano, a Caritatis in Veritate baseou-se por isso na encíclica Populorum Progressio (1967), do Papa Paulo VI. Mas, devido às enormes diferenças entre o mundo de 1967 e o de 2009, o Papa Bento XVI sentiu a necessidade de abordar a Doutrina Social da Igreja de uma maneira muito diferente daquela que tinha sido apresentada na Populorum Progressio pelo Papa Paulo VI.[1]

Mais concretamente, nesta encíclica, Bento XVI defende "a reforma, quer da ONU quer da arquitectura económica e financeira internacional, sentida em especial perante o crescimento incessante da interdependência mundial, mesmo no meio de uma recessão económica planetária". Face a esta grande recessão, o Papa exorta os países mais ricos a "ajudar as “economias atingidas pela crise de modo a prevenir o agravamento da recessão e, em consequência, mais desequilíbrios”". Ele também realça a necessidade urgente "de uma nova e profunda reflexão sobre o sentido da economia e dos seus fins, bem como uma revisão profunda e clarividente do modelo de desenvolvimento".[1]

Este Papa deseja que a Organização das Nações Unidas (ONU) possa tornar-se numa verdadeira "autoridade política global, regida pelos princípios da subsidiariedade e solidariedade". Ele enumerou também os grandes problemas que a comunidade internacional, unida na ONU, deve resolver: o governo da economia mundial, o “desarmamento”, a “segurança alimentar e paz” e, ainda, a defesa do ambiente e a regulação de fluxos migratórios".[1]

No fundo, esta encíclica não pretende oferecer "soluções económicas [...], mas orientações éticas", para que a economia, orientada por "uma ética amiga da pessoa que respeite a vida, os mais pobres e desfavorecidos", possa "funcionar correctamente" e contribuir para o autêntico desenvolvimento de todos os homens e para a minimização dos desequilíbrios mundiais.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências


Criado no dia 29 de março de 1998

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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