Carl Gustav M2

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Canhão Sem Recuo Carl Gustav
Carl Gustaf. recoilless.rifle.jpg

Carl Gustav M2
Tipo Canhão sem recuo portátil anti-carro
Local de origem  Suécia
História operacional
Em serviço 1948 - presente
Histórico de produção
Criador Bofors
Data de criação 1946
Variantes M1 (1946), M2 (1964) e M3 (1991)
Especificações
Peso 14.2 kg (M2), 8,5 kg (M3)
Calibre 84 mm
Cadência de tiro 6 tpm
Velocidade de saída 290 m/s
Alcance efetivo 400 m (alvos móveis), 700 m (alvos estacionários)

Carl Gustav é o nome comum para o canhão sem recuo anti-carro portátil de 84 mm, desenvolvido pela empresa sueca Bofors. O Carl Gustav foi introduzido em 1946 mantendo-se ainda hoje em serviço generalizado, ao contrário da maioria dos outros canhões sem recuo que desapareceram do uso da maioria dos exércitos modernos. Actualmente o Carl Gustav é utilizado para diversas funções, além da tradicional anti-carro.

História[editar | editar código-fonte]

O Carl Gustav foi desenvolvido por Hugo Abramson e por Harald Jentzen da KAFT - Administração Real de Armas da Suécia. Foi inicialmente introduzido ao serviço das Forças Armadas da Suécia em 1948, sendo ali oficialmente denominado 8,4 cm Granatgevär m/48 (Grg m/48), com a mesma função dos lança granadas-foguete (bazookas) em serviço na maioria dos exércitos da NATO. No entanto, o Carl Gustav dispunha de um tubo estriado para giro-estabilizar as suas munições, ao contrário das bazookas, cujas munições dispunham de aletas estabilizadoras.

O uso de um sistema de tiro sem recuo permitia aos projécteis do Carl Gustav conterem consideravelmente mais propelente, sendo disparados a 290 m/s, em comparação com os 105 m/s das bazookas. Isto resultava numa precisão e alcance de tiros superiores. O Carl Gustav podia atingir alvos estacionários até 700 metros, mas a relativamente baixa velocidade do projéctil limitava os ataques a alvos móveis a distâncias inferiores a 400 metros.

O Carl Gustav depressa começou a ser vendido por tudo o mundo, transformando-se na principal arma de apoio de escalão pelotão da maioria dos exércitos ocidentais.

Serviço em Portugal[editar | editar código-fonte]

O Exército Português adoptou o Carl Gustav relativamente tarde em comparação com outros exércitos europeus. Os primeiros Carl Gustav foram introduzidos em 1982 para serem usados como arma de apoio dos Pelotões Páraquedistas. Em Portugal a arma é denominada oficialmente Canhão Sem Recuo 84 mm Carl Gustav M2 m/94.

Atualmente equipa as companhias de paraquedistas bem como as companhias de Fuzileiros.

As munições mais utilizadas são as anti-pessoal, anti-carro e iluminantes.

Versões[editar | editar código-fonte]

  • Carl Gustav M1: versão inicial desenvolvida em 1946;
  • Carl Gustav M2: versão aperfeiçoada, introduzida em 1964;
  • Carl Gustav M3: nova versão, introduzida em 1991, utilizando novos materiais, como a fibra de carbono, ligas de alumínio e plásticos, permitindo uma redução de peso de 14,2 kg para 8,5 kg.

Características[editar | editar código-fonte]

  • Calibre: 84 mm, estriado;
  • Guarnição: 1 (mínimo), 2 (ideal)
  • Pesos: 14,2 kg (M2), 8,5 kg (M3);
  • Comprimento: 1065 mm;
  • Cadência de tiro: 6 tpm;
  • Miras: óptica telescópica 3x, laser e sistema de intensificação de imagem.

Munições[editar | editar código-fonte]

Têm sido feitos desenvolvimentos contínuos às munições. A munição tradicionalmente mais utilizada era a de Alto-Explosivo Anti-Carro (HEAT) que tem um efeito reduzido contra blindagens reativas. Com a sua recente utilização para destruição de casamatas tem sido utilizada a munição Alto-Explosivo de Dupla Função (HEDP) com menos capacidade perfurante, mas com maior poder explosivo. São também utilizadas munições Alto-Explosivo (HE), de fumos, iluminantes, etc.. As munições iluminantes são consideradas de utilização perigosa, por existir perigo para o apontador devido ao elevado grau a que se têm que efetuar pontaria e foram retiradas de serviço de alguns exércitos.

Operadores[editar | editar código-fonte]