Carla Bruni

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Carla Bruni-Sarkozy
Carla Bruni-Sarkozy
Primeira-dama da  França
Mandato 2008 - 2012
Antecessor(a) Cécilia Ciganer-Albéniz
Vida
Nascimento 23 de dezembro de 1967 (46 anos)
Turim, Piemonte
 Itália
Dados pessoais
Profissão Cantora, modelo e Atriz

Carla Bruni-Sarkozy[1] (Turim, 23 de dezembro de 1967;[2] nascida Carla Gilberta Bruni Tedeschi) é uma ex-modelo, cantora e compositora franco-italiana. Casada com o 23.° presidente da França, Nicolas Sarkozy, foi a primeira-dama do país entre 2008 e 2012.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Carla Bruni na 22ª cimeira da NATO em Estrasburgo, 2009.

Nascida no norte da Itália, foi criada em França e na Suíça. A música está no seio familiar. Sua mãe é a concertista de piano Marisa Borini, que era casada com o industrial e compositor clássico Alberto Bruni Tedeschi. É irmã da atriz Valeria Bruni Tedeschi. Seu irmão, Virginio Bruni Tedeschi, morreu em julho de 2006 por complicações de HIV/AIDS.

Mais recentemente, graças a uma reportagem da revista Vanity Fair, ficou-se sabendo que seu pai biológico é o empresário italiano, radicado no Brasil desde os anos 1970, Maurizio Remmert. "Quando [o marido] estava doente, Marysa contou a Carla quem era seu pai. Foi uma conversa de adultas, entre mãe e filha", afirmou Maurizio,[3] que recentemente viajou com o casal presidencial para a Romênia. Carla tem uma meia-irmã por parte de pai chamada Consuelo Remmert.

O jornal brasileiro O Estado de S. Paulo publicou, em 9 de janeiro de 2008, uma entrevista com Maurizio Remmert, empresário italiano radicado no Brasil há décadas, que seria o verdadeiro pai de Carla, tendo sido amante de sua mãe durante seis anos. Na ocasião, ele declarou que era sua primeira e única entrevista sobre a filha e que não voltaria a falar aos jornais sobre ela.

Oriunda de uma família ligada à CEAT (fábrica italiana de pneus) e à ENI (petrolífera italiana, outrora estatal), Bruni foi com os pais e os irmãos para um exílio na França em 1975,[3] fugindo das Brigadas Vermelhas, organização terrorista de cunho marxista que recorreu a sequestros e assassinatos naquele período da história italiana. Cresceu em Paris, tendo cursado parte de seu período escolar na Suíça e, de volta à França, estudado em Universidade de Sorbonne.

Carreira de modelo[editar | editar código-fonte]

Em 1988, abandonou de vez os estudos para se dedicar à carreira de modelo e aos 19 anos assinou um contrato com a agência de modelos City Models. Após ser escolhida para uma campanha da marca Guess, Bruni trabalhou para várias outras grifes tais como Christian Dior, Versace, Chanel entre outras. Considerada uma das mais belas modelos de sua época, Carla Bruni foi contemporânea de Claudia Schiffer, Naomi Campbell, Christy Turlington e Kate Moss no mundo da moda - a primeira geração de top models internacionalmente famosas. No fim dos anos 1980, era uma das vinte modelos mais bem pagas do mundo, ganhando cerca de 7,5 milhões de dólares por temporada. Em 11 de Abril de 2008, uma foto de Bruni nua de 1993 foi vendida em leilão por 91 000 dólares (65 009 euros) - mais de 60 vezes o preço esperado.[4]

A herdeira de uma fortuna teve relacionamentos com rockstars como Mick Jagger e Eric Clapton,[5] o magnata Donald Trump, e atores como Kevin Costner e Vincent Perez, entre outros.

Música[editar | editar código-fonte]

Depois de uma carreira bem sucedida como modelo entre 1987 e 1998, trocou as passarelas pela música, tendo lançado três discos até a presente data: Quelqu'un m'a dit (de 2002, cantado em francês), No promises (de 2006, cantado em inglês) e Comme Si De Rien N'Était (de 2008, cantado em inglês e em francês); este último contendo algumas letras polêmicas e que fazem alusão a seu atual marido, o Presidente da França Nicolas Sarkozy, como Tu Es Ma Came, Je Suis une Enfant, Ta Tienne e You Belong to me.

Deixou as passarelas em 1998; e em 2001 teve seu primeiro filho com Raphaël Enthoven e, um ano depois, lançou seu primeiro disco "Quelqu'un m'a dit", em que a canção era a principal influência; elogiado pela crítica, vendeu mais de 200 mil cópias na França e foi número 1 em vendas na Amazon do país.[6] Com o lançamento desse álbum, a canção passou a fazer parte definitivamente de sua vida.

Em janeiro de 2007, seguiu-se "No promises", cujas letras de própria autoria deram lugar a poemas de William Butler Yeats e Emily Dickinson, dentre outros.

Em abril de 2013 lança seu quarto disco intitulado Little french songs.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Em Dezembro de 2007 surgiram rumores na imprensa francesa afirmando que estaria a namorar o Presidente da França, Nicolas Sarkozy, recém-separado num rumoroso caso que incluiria traição (revista L'Express do 16 de dezembro de 2007 e revistas Point de vue, Paris Match, e Closer do 19 do mesmo mês). Em janeiro de 2008, informou-se oficialmente que ambos se casariam em breve. Viriam a casar no dia 2 de Fevereiro de 2008[7] no Palácio do Eliseu, em Paris.[8]

Vida como primeira-dama[editar | editar código-fonte]

Após a oficialização de sua união com Nicolas, Carla Bruni reforçou seu papel durante as visitas de estado de seu marido, incluindo a visita ao Reino Unido em Março de 2008. Após as primeiras viagens ao lado do marido, Bruni recebeu um gabinete na ala leste do Eliseu, com direito a um secretário particular.

Assim como as antecessoras, Carla Bruni não possui um papel constitucionalmente definido, mas deve comparecer ao lado do presidente em certas ocasiões. Contudo, Carla representou-o no encontro com o Dalai Lama em 2008.

Logo durante sua primeira visita oficial como primeira-dama, Bruni foi alvo de controvérsias por parte de um leilão da Christie's realizado quando ela ainda era modelo. Supostamente a casa de leilão teria vendido uma foto de Carla completamente nua por 91 mil dólares. Os tablóides britânicos também revelaram grande interesse no estilo de Carla Bruni. Segundo fontes dos tablóides, Carla vestia roupas assinadas pela Dior, mas que na verdade foram desenhadas por John Galliano.

Outro fato controverso sobre Carla é uma popular foto em que ela aparece ao lado do marido numa propaganda da Ryanair.

Em janeiro de 2010 Carla visitou o Benim pela segunda vez, como embaixadora do Fundo Global, e encontrou-se com as famílias adotivas dos órfãos haitianos sobreviventes do terremoto que arrasou o país. Mesmo com toda a sua conduta digna de elogios, Carla Bruni foi criticada pelo Papa Bento XVI por seus princípios de luta contra a AIDS, mas as críticas não tiveram tanta repercussão. Tempo depois, os Obama declararam que poderiam trabalhar com Carla nesta causa.

Em 17 de maio de 2011 anunciou oficialmente de estar gravida do Presidente Nicolas Sarkozy, e em 19 de outubro nasceu Giulia.[9] [10] .

Discografia[editar | editar código-fonte]

Capa do álbum Comme si de rien n'était.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Ano Filme Papel Notas
2009 Somebody Told Me About. . . Carla Bruni Ela mesma 80 minutos - documentário[11]
2011 "Meia-noite em Paris". . . Carla Bruni Diretora do Museu

Referências

  1. People.com: French President Nicolas Sarkozy Marries Carla Bruni (2 de fevereiro de 2008)(em inglês)
  2. z. B. laut IMDb (siehe Weblinks) und Der Spiegel(em alemão)
  3. a b Orth, Maureen. (Setembro 2008). "Paris Match" (em inglês). Vanity Fair.
  4. "Nude photo of French first lady sells in New York for $91,000", International Herald Tribune, 11 de Abril de 2008. (em inglês)
  5. Bernhard, Brendan (2 de Fevereiro de 2007). The Supermodel School of Poetry (em inglês). New York Sun.
  6. Biography — Carla Bruni (em francês). RFI. Página visitada em 2008-01-07.
  7. Spiegel Online: Sarkozy und Bruni haben geheiratet
  8. Welt Online: Nicolas Sarkozy und Carla Bruni haben geheiratet
  9. O anuncio publico do presidente Sarkozy em Le Figaro
  10. Os agradecimentos de Carla Bruni no site pessoal
  11. The Carla Bruni and Nicolas Sarkozy show The Times. 28 de Dezembro de 2008

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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