Carlo Carafa

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Carlo Carafa

Carlo Caraffa (Nápoles, 29 de março[1] de 1517 - Roma, 6 de março de 1561) foi cardeal, sobrinho do Papa Paulo IV, e filho de Giovanni Alfonso Carafa, conde de Montorio.

Biografia[editar | editar código-fonte]

De uma distinta família de Nápoles, cruel e talentoso[2] foi sucessivamente condottiero a serviço da França e da Espanha, disputando seus protetorados na Itália até 1555, quando foi feito cardeal,[3] a 1559 o onipotente favorito e cardeal-sobrinho do Papa Paulo IV Carafa, cujas políticas dirigiu e a quem serviu como legado papal em Paris, Veneza e Bruxelas. Segundo o jesuíta e, mais tarde cardeal Pietro Sforza Pallavicino, escrevendo a história do Concílio de Trento, sua sutileza de espírito e graça de trato, coragem física e instinto de glória foram substituídas por sua insaciável sede de poder.[4]

Nasceu em Nápoles em uma das famílias mais antigas e ilustres da cidade, jovem filho de Giovanni Alfonso Carafa, conde de Montorio, e sua condessa, Caterina Cantelma. Um dos irmãos foi Giovanni Carafa, Duque de Paliano e outro, Antonio Carafa (1520-1588), que foi feito Marquês di Montebello [5] .

Sem fazer um nome para si próprio[6] , teve uma longa carreira como soldado mercenário na Itália e Alemanha. Foi exilado de Nápoles por assassinato e banditismo e foi alegadamente o perpetrador do massacre de soldados espanhóis que recuperavam num hospital da Córsega.

O Papa Paulo IV encheu-o de honrarias e bens; susteve uma guerra contra Nápoles e Espanha, mas em 1559, poucos meses antes de morrer, a sua capacidade foi colocada em dúvida e foi exilado de Roma. A sua posição como cardeal-sobrinho não foi um grande êxito pois Paulo IV e ele levaram o Papado a uma humilhante derrota contra os espanhóis que quase resultava na repetição do saque de Roma de 1527.

O sucessor de Paulo IV, o Papa Pio IV era inimigo pessoal dos Carafa, fez com que em 1560 o cardeal Carlo Carafa fosse condenado à morte e estrangulado ou enforcado na prisão; o seu irmão Giovanni Carafa, suspeito de mandar matar a sua mulher foi decapitado; o cardeal Alfonso Carafa, filho de Antonio, foi multado em 100 000 escudos; e o senado romano aboliu por decreto a memória dos Carafa.

Em 1566 o Papa Pio V fez rever o seu processo e reintegrou toda a família em títulos e honrarias.

Referências

  1. The date was unknown to Carafa's biographer Georges Duruy.
  2. "de grands vices unis à de grands talents" according to his biographer Georges Duruy, Le Cardinal Carlo Carafa (1519— 1561): étude sur le pontificat de Paul IV Paris, 1882:viii.
  3. Salvador Miranda, "Cardinals of the Holy Roman Church: Carlo Carafa"
  4. Pietro Sforza Pallavicino, Istoria del concilio di Trento, Milan, 1745, vol. 13, ch. 12, quoted by Duruy 1882:10/
  5. Maria Gabriella Cruciani Troncanelli, «CARAFA, Antonio». In: Dizionario Biografico degli Italiani, Volume 19, Roma: Istituto dell'Enciclopedia Italiana, 1976
  6. The Venetian ambassador Navagero took pains to uncover some of the previous career of Carafa, once he had suddenly arrived at a position of power: see Duruy 1882:7ff.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]


Ligações externas[editar | editar código-fonte]