Carlos Alberto Parreira

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Carlos Alberto Parreira
Informações pessoais
Nome completo Carlos Alberto Gomes Parreira
Data de nasc. 27 de Fevereiro de 1943(27-02-1943) (66 anos)
Local de nasc. Rio de Janeiro, Brasil
Altura 1,72 m
Peso 85 kg
Apelido Parreira
Informações atuais
Clube atual Fluminense
Posição Treinador
Times que treinou
Anos Clubes Jogos
1967-1968
1975-1978
1978-1982
1983
1984
1984
1985-1988
1988-1989
1990
1990
1991
1991
1992-1994
1994
1995
1996
1996
1997
1998
1999
2000
2000
2000
2001
2002
2003-2006
2006-2008
2009-Presente
 Gana
Fluminense
 Kuwait
Brasil Brasil
Fluminense
Brasil Brasil
 Emirados Árabes Unidos
 Arábia Saudita
 Emirados Árabes Unidos
 Arábia Saudita
Brasil Brasil
Bragantino
Brasil Brasil
Valencia
Fenerbahçe
São Paulo
Fenerbahçe
New York MetroStars
 Arábia Saudita
Fluminense
Atlético Mineiro
Santos
Fluminense
Internacional
Corinthians
Brasil Brasil
Bandeira da África do Sul África do Sul
Fluminense

Carlos Alberto Gomes Parreira (Rio de Janeiro, 27 de Fevereiro de 1943) é um treinador de futebol brasileiro que participou de Copas do Mundo por quatro seleções diferentes (Arábia Saudita, Brasil, Emirados Árabes e Kuwait). É considerado por muitos como um grande treinador pela conquista da Copa do Mundo de 1994, ao lado de Zagallo, do Campeonato Brasileiro de 1984 e a Copa do Brasil de 2002.

Um fator chave para atingir o sucesso é o bom senso.
Carlos Alberto Parreira

Índice

[editar] Carreira

Formado em Educação física pela Escola Nacional de Educação Física e Desportos, no Rio de Janeiro, em 1966, começou sua carreira como Preparador Físico do São Cristóvão de Futebol e Regatas. Parreira trabalhou em uma série de clubes pelo Brasil e pelo mundo. Suas passagens mais marcantes foram no Fluminense (seu time do coração), em 1984, quando o clube conquistou seu primeiro título do Campeonato Brasileiro e em 1999, quando ajudou na recuperação do clube com a conquista da Série C do Campeonato Brasileiro. Além do clube carioca, Parreira também fez história no Corinthians em 2002, quando foi campeão da Copa do Brasil e da última edição do Torneio Rio-São Paulo.

Ao todo, integrou a comissão técnica de sete clubes brasileiros, boa parte do tempo no Rio de Janeiro. Mesmo com passagens vitoriosas por essas equipes, foi após a conquista da Copa de 1994, com a Seleção Brasileira, que Parreira obteve reconhecimento e prestígio internacionais, que renderam-lhe diversos convites e propostas de trabalho no exterior, abrindo portas num mercado até então muito pouco explorado. E foi aí que sua carreira decolou. Dirigiu Valencia CF (Espanha), Fenerbahçe (Turquia) e MetroStars na recém-iniciada Major League Soccer.

Mas o maior sucesso foi com seleções nacionais. Conquistou vários torneios asiáticos com as seleções do Kuwait e da Arábia Saudita, além da Copa América 2004 e a Copa do Mundo de 1994 pela Seleção Brasileira. Atingiu ainda a notável façanha de classificar quatro seleções nacionais diferentes e disputar cinco Copas do Mundo (Kuwait - 1982; Emirados Árabes - 1990; Brasil - 1994 e 2006; Arábia Saudita - 1998. Embora essa marca não seja recorde (já que Bora Milutinović[1] levou cinco países à competição), são resultados bastante expressivos para um profissional até hoje bastante contestado pelos críticos do esporte e, principalmente, pela exigente torcida brasileira.

Muitos fazem reservas ao estilo mais cauteloso e burocrático de Parreira, além de considerá-lo excessivamente teórico e esquemático. Há ainda os que o chamam de "retranqueiro" por, em seus esquemas, destacar mais atenção ao setor defensivo. Inspirado no lema de Sepp Herberger (antigo técnico alemão) que diz que futebol é atacar e defender com a máxima eficiência[2], Parreira ficou conhecido pela frase "O Gol É apenas um detalhe"[3], mostrando a intensa visão de jogo defensivo.

Até 17 abril de 2008, Parreira comandou a seleção da África do Sul, anfitriã da próxima Copa do Mundo. Entretanto, alegando problemas particulares[4], o treinador deixa a seleção sul-africana sem obter resultados satisfatórios. Em seu lugar, assume o também brasileiro Joel Santana, recém saído do Flamengo. Em 06 de Março de 2009, Parreira acerta a sua volta ao Fluminense (seu clube de coração), após a saída de René Simões.

[editar] Clubes

[editar] Seleções

[editar] Títulos

[editar] Copas do Mundo

[editar] A Copa de 94

Parreira comandou o grupo que se classificou e venceu a Copa do Mundo em 94, vinte e quatro anos depois da última conquista mundial canarinho. Romário, convocado apenas após imensa mobilização popular, recebou a Bola de ouro do torneio, além de posteriormente ter sido eleito pela FIFA o melhor jogador do mundo no ano. Embora seja notável e imprescindível a participação do treinador, muitos até hoje afirmam que talvez a seleção nem se classificasse se não fosse a presença do "baixinho". Foi a teimosia de Parreira, que demorou a convocar o jogador, que diminuiu muito sua aceitação perante a torcida. Tal atitude chegou a gerar protestos e muitos chegaram a solicitar a volta de Telê Santana no comando, mesmo às vésperas do Mundial.

[editar] Em 2006

Após a eliminação do Brasil nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2006, Parreira foi fortemente criticado pela apatia e demora nas substituições. Críticos argumentaram que ele tinha nas suas mãos um dos maiores selecionados brasileiros de todos os tempos, mas não conseguiu fazê-los jogar convincentemente, mesmo tendo feito isto nos quatro anos anteriores, ganhando diversos títulos e mantendo o Brasil no primeiro lugar no Ranking da FIFA. Após perder a Copa do Mundo foi alvejado de críticas por manter como titulares jogadores veteranos, já longe do auge de suas formas, como Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo.

[editar] Outras atividades

Segundo seus admiradores, Parreira (formado em Educação Física) é um estudioso do futebol, tendo conseguido unir teoria e prática. Mas, além do futebol, ele possui grande interesse pela arte. Mais especificamente pela pintura, sendo uma grande fã da escola impressionista e pela fotografia. Como ele mesmo diz:

Como qualquer arte, a pintura na minha vida é algo inato. Sempre gostei muito de desenhar e de fotografias também[5]

Parreira também escreveu o livro "Formando Equipes Vencedoras", da Editora Best Seller, em 2006, mas que acabou não fazendo o sucesso esperado. O fracasso de vendas é atribuído ao insucesso da Seleção na Copa de 2006[6].

Referências

  1. UOL Esporte: "Bora Milutinovic está fora de uma Copa pela primeira vez em 20 anos", de 08 de dezembro de 2005.
  2. gazetaesportiva.net: "Parreira: mudou o Corinthians ou o técnico?", por André Rosa e Daniel Fernandes, de 22 de novembro de 2002, acessado em 17 de abril de 2008
  3. Veja! 35 anos: "Parreira contrariou o estilo brasileiro e o gosto da torcida, mas criou um time vitorioso", por Maurício Cardoso, de 20 de julho de 1994, acessado em 17 de abril de 2008.
  4. Terra: "Parreira deixará África do Sul, diz TV", de 16 de abril de 2008.
  5. Yahoo Esportes: "Parreira embarca para Copa com friozinho na barriga", de 21 de maio de 2006
  6. UOL Esporte:"Fracasso editorial, livro de Parreira entra em promoção", por Leandro Canônico, de 14 de julho de 2006, acessado em 17 de abril de 2008.
Precedido por
Telê Santana
Treinador da Seleção Brasileira de Futebol
1983
Sucedido por
Eduardo Antunes Coimbra
Precedido por
Paulo Roberto Falcão
Treinador da Seleção Brasileira de Futebol
1991 - 1994
Sucedido por
Mário Jorge Lobo Zagallo
Precedido por
Luís Felipe Scolari
Treinador da Seleção Brasileira de Futebol
2003 - 2006
Sucedido por
Carlos Caetano Bledorn Verri (Dunga)
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