Carlos Alberto Parreira

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Carlos Alberto Parreira
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Informações pessoais
Nome completo Carlos Alberto Gomes Parreira
Data de nasc. 27 de fevereiro de 1943 (71 anos)
Local de nasc. Rio de Janeiro (RJ),  Brasil
Altura 1,72 m
Informações profissionais
Clube atual Aposentado
Times que treinou
1975
19781983
1984
19851988
1988–1990
1990–1991
1991
1991–1994
1994–1995
1995–1996
1996
1997
1998
19992000
2000
2000
2001
2002
2003–2006
20072008
2009
20092010
20132014
Brasil Fluminense
Flag of Kuwait.svg Kuwait
Brasil Fluminense
Flag of the United Arab Emirates.svg Emirados Árabes Unidos
Flag of Saudi Arabia.svg Arábia Saudita
Flag of the United Arab Emirates.svg Emirados Árabes Unidos
Brasil Bragantino
Brasil Brasil
Espanha Valencia
Turquia Fenerbahçe
Brasil São Paulo
Estados Unidos New York MetroStars
Flag of Saudi Arabia.svg Arábia Saudita
Brasil Fluminense
Brasil Atlético Mineiro
Brasil Santos
Brasil Internacional
Brasil Corinthians
Brasil Brasil
Bandeira da África do Sul África do Sul
Brasil Fluminense
Bandeira da África do Sul África do Sul
Brasil Brasil (Coordenador Técnico)

Carlos Alberto Gomes Parreira (Rio de Janeiro, 27 de fevereiro de 1943) é um ex-treinador de futebol brasileiro que participou de Copas do Mundo por cinco seleções diferentes (Arábia Saudita, Brasil, Emirados Árabes, Kuwait e África do Sul).

Parreira é conhecido nacional e mundialmente pelas conquistas da Copa do Mundo de 1994, ao lado de Zagallo, do Campeonato Brasileiro de 1984 com o Fluminense e a Copa do Brasil de 2002, com o Corinthians.

Cquote1.svg Um fator chave para atingir o sucesso é o bom senso. Cquote2.svg
Carlos Alberto Parreira

Carreira[editar | editar código-fonte]

Formado em Educação Física pela Escola Nacional de Educação Física e Desportos, no Rio de Janeiro, em 1966, começou sua carreira como Preparador Físico do São Cristóvão de Futebol e Regatas. Parreira trabalhou em uma série de clubes pelo Brasil e pelo mundo. Suas passagens mais marcantes foram no Fluminense (seu time do coração), em 1984, quando o clube conquistou seu segundo título do Campeonato Brasileiro e em 1999, quando ajudou na recuperação do clube com a conquista da Série C do Campeonato Brasileiro. Além do clube carioca, Parreira também fez história no Corinthians em 2002, quando foi campeão da Copa do Brasil e da última edição do Torneio Rio-São Paulo, e no Bragantino, levando o modesto clube do interior paulista à final do Campeonato Brasileiro de 1991, perdida para o São Paulo de Telê Santana.

Ao todo, integrou a comissão técnica de sete clubes brasileiros, boa parte do tempo no Rio de Janeiro. Mesmo com passagens vitoriosas por essas equipes, foi após a conquista da Copa de 1994, com a Seleção Brasileira, que Parreira obteve reconhecimento e prestígio internacionais, que renderam-lhe diversos convites e propostas de trabalho no exterior, abrindo portas num mercado até então muito pouco explorado. E foi aí que sua carreira decolou. Dirigiu Valencia CF (Espanha), Fenerbahçe (Turquia) e MetroStars na recém-iniciada Major League Soccer.

Mas o maior sucesso foi com seleções nacionais. Conquistou vários torneios asiáticos com as seleções do Kuwait e da Arábia Saudita, além da Copa América 2004 e a Copa do Mundo de 1994 pela Seleção Brasileira. Atingiu ainda a notável façanha de classificar cinco seleções nacionais diferentes e disputar seis Copas do Mundo: Kuwait - 1982; Emirados Árabes - 1990; Brasil - 1994 e 2006; Arábia Saudita - 1998; África do Sul - 2010, igualando assim o recorde anterior (já que Bora Milutinović[1] levou cinco países à competição), são resultados bastante expressivos para um profissional até hoje bastante contestado pelos críticos do esporte e, principalmente, pela exigente torcida brasileira.

Muitos faziam reservas ao estilo mais cauteloso e burocrático de Parreira, além de tê-lo considerado excessivamente teórico e esquemático. Há os que defendem que as equipes de Parreira frequentemente eram caracterizadas pelo bom toque de bola e pelo envolvimento do adversário em seu jogo. Inspirado no lema de Sepp Herberger (antigo técnico alemão) que diz que futebol é atacar e defender com a máxima eficiência,[2] Parreira ficou conhecido pela frase "O Gol É apenas um detalhe",[3] mostrando a intensa visão do jogo defensivo.

Até 17 abril de 2008, Parreira comandou a seleção da África do Sul, anfitriã da próxima Copa do Mundo. Entretanto, alegando problemas particulares,[4] o treinador deixa a seleção sul-africana sem obter resultados satisfatórios. Em seu lugar, assume o também brasileiro Joel Santana, recém saído do Flamengo. Em 6 de março de 2009, Parreira acerta a sua volta ao Fluminense (seu clube de coração), após a saída de René Simões. No entanto, em 13 de julho do mesmo ano, o técnico tetracampeão mundial pela seleção brasileira foi demitido por conta dos resultados inconsistentes no Campeonato Brasileiro.

No dia 23 de outubro de 2009, voltou ao cargo de treinador da África do Sul após a demissão de Joel Santana, onde permaneceu até o encerramento da participação daquela seleção na Copa do Mundo FIFA de 2010. A vitória conseguida sobre a França (2-1) foi a primeira do treinador conseguida em Copas do Mundo dirigindo seleções que não a brasileira.

No dia 22 de dezembro de 2010, anunciou sua aposentadoria como técnico.[5] Quase dois anos depois, mais precisamente em 28 de novembro de 2012, Parreira, com a volta de Luiz Felipe Scolari ao comando da seleção brasileira, assume a sua função de coordenador técnico.[6]

Após a goleada sofrida na Copa do Mundo por 7 a 1, Parreira se aposenta do futebol.[7]

Copas do Mundo[editar | editar código-fonte]

Em 1994[editar | editar código-fonte]

Parreira comandou o grupo que se classificou e venceu a Copa do Mundo de 1994, vinte e quatro anos depois da última conquista mundial canarinho. Romário, convocado apenas após imensa mobilização popular, recebou a Bola de ouro do torneio, além de posteriormente ter sido eleito pela FIFA o melhor jogador do mundo no ano. Embora seja notável e imprescindível a participação do treinador, muitos até hoje afirmam que talvez a seleção nem se classificasse se não fosse a presença do "baixinho". Foi a teimosia de Parreira, que demorou a convocar o jogador, que diminuiu muito sua aceitação perante a torcida. Tal atitude chegou a gerar protestos e muitos chegaram a solicitar a volta de Telê Santana no comando, mesmo às vésperas do Mundial.

Em 2006[editar | editar código-fonte]

Após a eliminação do Brasil nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2006, Parreira foi fortemente criticado pela apatia e demora nas substituições. Críticos argumentaram que ele tinha nas suas mãos um dos maiores selecionados brasileiros de todos os tempos, mas não conseguiu fazê-los jogar convincentemente, mesmo tendo feito isto nos quatro anos anteriores, ganhando diversos títulos e mantendo o Brasil no primeiro lugar no Ranking da FIFA. Após perder a Copa do Mundo foi alvejado de críticas por manter como titulares jogadores veteranos, já longe do auge de suas formas, como Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo.

Em 2014[editar | editar código-fonte]

Com a demissão de Mano Menezes do cargo de treinador da Seleção Brasileira após o último jogo do ano de 2012 (a conquista do Super Clássico das Américas contra a Argentina em Buenos Aires), a CBF contrata o pentacampeão de 2002, Luiz Felipe Scolari, para o seu lugar. A condição imposta por Felipão para aceitar o cargo é a da também contratação de Carlos Alberto Parreira como coordenador-técnico. Na primeira coletiva de ambos em suas novas funções, em 29 de novembro de 2012, Felipão afirmou que pretende discutir suas ideias com Parreira e que este colabore em todas as principais atribuições do treinador, com a intenção de que a nova Seleção Brasileira seja, justamente, uma combinação dos diferentes estilos de ambos os técnicos. Parreira confirmou seu papel de colaborador, mas deixou claro que a última palavra será sempre a de Luiz Felipe Scolari[8] .

Outras atividades[editar | editar código-fonte]

Segundo seus admiradores, Parreira (formado em Educação Física) é um estudioso do futebol, tendo conseguido unir teoria e prática. Mas, além do futebol, ele possui grande interesse pela arte. Mais especificamente pela pintura, sendo um grande fã da escola impressionista e pela fotografia. Como ele mesmo diz:

Como qualquer arte, a pintura na minha vida é algo inato. Sempre gostei muito de desenhar e de fotografias também[9]

Parreira também escreveu o livro "Formando Equipes Vencedoras", da Editora Best Seller, em 2006, mas que acabou não fazendo o sucesso esperado. O fracasso de vendas é atribuído ao insucesso da Seleção na Copa de 2006.[10]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Fluminense
Corinthians
Fenerbahçe
Seleção Brasileira
Seleção do Kuwait

Referências

Precedido por
Ernesto Paulo
Luís Felipe Scolari
Técnico da Seleção Brasileira
1991-1994
2003-2006
Sucedido por
Zagallo
Dunga
Precedido por
Guus Hiddink
Técnico do Valencia
1994-1995
Sucedido por
José Manuel Rielo
Precedido por
Wanderley Luxemburgo
Técnico do Corinthians
2002
Sucedido por
Geninho


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