Carlos António Alves dos Reis

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Carlos António Alves dos Reis (Angra do Heroísmo, 28 de Setembro de 1950) é um ensaísta e professor português, especialista em estudos queirosianos.

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[editar] Biografia

Açoriano de nascimento, reside em Coimbra desde 1968, quando ingressou na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra de onde se licenciou em Filologia Românica. Cedo se dedicou à carreira académica leccionando Literatura Portuguesa, Literatura Espanhola e Teoria da Literatura na sua alma mater[1].

Publicou o seu primeiro livro em 1975, Estatuto e perspectivas do narrador na ficção de Eça de Queirós, dando início a uma série de estudos sobre a obra queirosiana, a que se consagrou[2]. Com uma dissertação sobre O discurso ideológico do neo-realismo português, doutorou-se em 1983.

Ao longo dos anos, tem sido professor convidado em diversas universidades, nomeadamente de Santiago de Compostela, Salamanca, Hamburgo, Wisconsin-Madison e Massachussetts-Dartmouth, além de ministrar regularmente cursos de Literatura Portuguesa em universidades brasileiras.

Em 1988 foi um dos fundadores da Universidade Aberta em Portugal, da qual é reitor. Para além de ter criado uma cadeira de Estudos Queirosianos na Universidade de Coimbra, Carlos Reis tem coordenado a Edição Crítica das Obras de Eça de Queirós em publicação na Imprensa Nacional-Casa da Moeda, na sequência do profundo estudo do espólio do autor de Os Maias, depositado na Biblioteca Nacional, da qual foi director entre 1998 e 2002. Carlos Reis foi, também, presidente da Comissão Nacional e da Comissão Executiva para as Comemorações do Centenário de Eça de Queirós, em 2000 e 2001[3] e presidente da Associação Internacional de Lusitanistas, entre 1999 e 2002.

Exerce também larga actividade em diversos jornais e revistas, sendo de destacar a colaboração regular no Jornal de Letras, Artes e Ideias. Recentemente tornou-se figura conhecida do grande público pela defesa acérrima que tem feito da adopção do Acordo Ortográfico de 1990 em Portugal.

Carlos Reis é comendador da Ordem de Isabel a Católica, de Espanha; benfeitor e sócio grande benemérito do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro e sócio correspondente da Academia Lusíada de Ciências, Letras e Artes de São Paulo. Recebeu o Prémio de Ensaio Jacinto do Prado Coelho em 1996 e, em 2001, foi distinguido com o prémio Multimédia XXI, na área Conhecimento, Descoberta e Cultura, atribuído ao CD-ROM Vida e Obra de Eça de Queirós, que coordenou. Carlos Reis é doutor honoris causa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

[editar] Obras

  • Estatuto e perspectivas do narrador na ficção de Eça de Queirós, Coimbra, Livraria Almedina, 1975.
  • Introdução à leitura d'Os Maias, Coimbra, Livraria Almedina, 1978.
  • Introdução à leitura de Uma Abelha na Chuva, Coimbra, Livraria Almedina, 1980.
  • Fundamentos y técnicas del análisis literario, Madrid, Ed. Gredos, 1981.
  • Construção da leitura. Ensaios de metodologia e crítica literária, Coimbra, Centro de Literatura Portuguesa/INIC, 1982.
  • O discurso ideológico do Neo-Realismo português, Coimbra, Livraria Almedina, 1983.
  • Dicionário de Narratologia (com Ana Cristina M. Lopes), Coimbra, Livraria Almedina, 1987.
  • Para una semiótica de la ideología, Madrid, Taurus, 1987.
  • Introdução à leitura das Viagens na minha terra, Coimbra, Livraria Almedina, 1987.
  • Dicionário de Teoria da Narrativa, São Paulo, Ed. Ática, 1988[4].
  • A construção da narrativa queirosiana. O espólio de Eça de Queirós (com Maria do Rosário Milheiro), Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1989.
  • Towards a semiotics of ideology, Berlim e Nova Iorque, Mouton de Gruyter, 1993.
  • História Crítica da Literatura Portuguesa. O Romantismo (com Maria da Natividade Pires), Lisboa, Verbo, 1993.
  • O Conhecimento da Literatura. Introdução aos Estudos Literários, Coimbra, Livraria Almedina, 1995.
  • Eça de Queirós consul de Portugal à Paris (1888-1900), Paris, Centre Culturel Calouste Gulbenkian, 1997.
  • Diálogos com José Saramago, Lisboa, Caminho, 1998.
  • Estudos Queirosianos. Ensaios sobre Eça de Queirós e a sua Geração, Lisboa, Presença, 1999.
  • O Crime do Padre Amaro; edição de Carlos Reis e Maria do Rosário Cunha, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2000.
  • O Essencial sobre Eça de Queirós, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2000.
  • Figuras da Ficção (ccordenação), Coimbra, Faculdade de Letras, 2006.

[editar] Referências

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