Carlos Cruz

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Carlos Pereira Cruz GOIH (Torres Novas, Parceiros de Igreja, 24 de Março de 1942) foi radialista e apresentador de televisão português. Também exerceu as funções de director de informação, director de programas e director-coordenador da RTP1. A sua carreira foi encurtada pelo julgamento e condenação por pedofilia no denominado Processo Casa Pia.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Aos 4 anos vai para Angola com a família ficando até aos 17 anos. Começa a fazer rádio aos 14 anos, depois de Rui Romano o ter confundido com outra pessoa. Foi relator desportivo e produtor de programas desportivos na Emissora Católica de Angola, no Rádio Clube de Angola. Em 1960 entra para a Emissora Nacional e em 1962 passa para a televisão. Começa no "TV Motor" passando logo a seguir para o "Tele Desporto". Em 1966, apresentava(RTP); ao mesmo tempo que cumpria o serviço militar como oficial miliciano, o programa sobre atualidades musicais, denominado "Discorama",sábados à tarde.

1968-1979[editar | editar código-fonte]

NA rádio apresenta, em 1968, o programa PBX,transmitido pela Rádio Renascença. Integra ainda um dos mais inovadores programas da televisão portuguesa, o Zip-Zip (1969), ao lado de Raúl Solnado e Fialho Gouveia.

Na rádio apresenta igualmente o programa Tempo Zip e na Rádio Renascença irá fundar, em 1973, o Serviço de Noticiários.

Como director de programas da RTP1 negoceia a compra para Portugal da novela Gabriela, Cravo e Canela, adaptação do romance de Jorge Amado.

Foi Conselheiro de Imprensa da Missão Portuguesa junto das Organização das Nações Unidas, entre 1975 e 1979.

1980-1989[editar | editar código-fonte]

De novo, ao lado de Raul Solnado e Fialho Gouveia apresentou o programa E o Resto São Cantigas.

Na rádio apresentou o programa Pão Com Manteiga. Dirigiu, em 1982, a revista Mais e apresentou o programa Duplex na Rádio Comercial..

Em 1984 foi o apresentador e grande responsável por trazer de Espanha o concurso 1, 2, 3 que se tornou um grande sucesso. Aparece também no filme Vidas de António da Cunha Telles.

Apresenta, em 1986, um formado inovador na RTP2, a Quinta do Dois, cujo cenário adoptava o ambiente da rádio. Neste programa é criada a personagem "Zé da Viúva" desempenhada pelo actor Carlos Cunha. Outros dos intervenientes eram Cândido Mota e os Parodiantes de Lisboa.

Produz o musical Enfim Sós onde apareceram nomes como Dulce Pontes e a cantora Dora.

1990-1999[editar | editar código-fonte]

Já em 1990 funda a CCA - Carlos Cruz Audiovisual, Lda., entre outras empresas, responsáveis então pela produção de onze programas semanais para a RTP1, como A Roda da Sorte, O Preço Certo, Isto… só Vídeo ou Marina, Marina. Ficará conhecido como o «Senhor Televisão».

Apresenta programas como Carlos Cruz Quarta Feira (1991), Ideias com História (1993) e Zona+ (1994).

Foi Director de Antena da TVI, em 1996. De 1999 a 2000 apresentou Quem Quer Ser Milionário, na RTP1.

2000-2003[editar | editar código-fonte]

Muda-se para a SIC, onde apresenta programas como A Febre do Dinheiro, Noites Marcianas, A Linha da Sorte e Fora de Série. Terminou a carreira na SIC com Escandâlos e Boatos no qual apresentou o primeiro dos programas antes de rebentar o escândalo do processo Casa Pia.

Foi ainda o rosto da campanha institucional para a introdução do Euro em Portugal, ao presidir à Comissão Executiva da Candidatura Portuguesa ao Campeonato Europeu de Futebol de 2004. A 9 de Junho de 2000 recebeu, das mãos de Jorge Sampaio, o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Actualidade[editar | editar código-fonte]

Em Outubro de 2011 foi anunciado, através de entrevista à revista Pública, o seu regresso futuro à televisão como apresentador de um programa do canal de cabo "House TV" dirigido por Carlos Noivo.[1] No dia 2 de Abril de 2013, Carlos Cruz apresentou-se voluntariamente no estabelecimento prisional da Carregueira, Sintra, num momento em que ainda não tinha sido emitido o mandato de detenção.

Processo Casa Pia[editar | editar código-fonte]

A sua carreira foi interrompida em 2003 por ter sido acusado de ter desenvolvido actividades pedófilas, vendo-se envolvido no caso de abuso sexual no Processo Casa Pia. Em 1 de Fevereiro de 2003 foi detido, no âmbito desse mesmo processo. Esteve preso entre 1 de Fevereiro de 2003 e 4 de Maio de 2004. A partir desta última data passou ao regime de prisão domiciliária.

Na fase de julgamento, o Ministério Público acusou-o de quatro crimes.[2]

A 3 de Setembro de 2010, foi considerado culpado, por um tribunal de primeira instância, de três crimes de abuso sexual de menores, tendo sido condenado a sete anos de prisão efectiva.[3]

Carlos Cruz declarou-se "inocente" e diz ter sido "vítima de uma monstruosidade jurídica".[4]

Casamentos[editar | editar código-fonte]

Primeiro Casamento com a brasileira Marluce, tendo a filha Marta Cruz;

Segundo Casamento com Raquel Rocheta, entretanto divorciados, tem também uma filha.

Escritos[editar | editar código-fonte]

  • P.B.X. : textos de programa (co-autor) (196-)
  • Preso 374 : (2004)[5]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]