Carlos Eduardo Taddeo

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Eduardo
Informação geral
Nome completo Carlos Eduardo Taddeo
Também conhecido(a) como O locutor do inferno.
Nascimento 24 de agosto de 1975 (39 anos)
Origem São Paulo
País  Brasil
Gênero(s) Rap, Gangsta Rap, Political Rap
Instrumento(s) Vocal
Período em atividade 1989 - presente
Outras ocupações Escritor
Palestrante Fundação Casa
Gravadora(s) Facção Central Produções Fonográficas, Discoll Box
Afiliação(ões) Erick 12, A286, Tribunal Mc's, Total Drama, Realidade Cruel. Dum Dum

Carlos Eduardo Taddeo[1] (Capão da Canoa, 24 de agosto de 1975), Mais conhecido por Eduardo, é um cantor de Rap brasileiro. E é um dos fundadores do grupo Facção Central Ex-vocalista e também compositor de todas as letras do mesmo. Em, 2010 revelou que iria lançar um livro, mas devido a complexidade do projeto foi lançado apenas em 2012. No dia 18 de Março de 2013, Eduardo divulgou um vídeo no Youtube afirmando que não faz mais parte do grupo, devido a algumas desavenças pessoais e divergências ideológicas.

Eduardo é considerado como um dos melhores Rappers e Compositores do Brasil.[2] Eduardo faz palestras por todo Brasil e diariamente faz visita na Fundação Casa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Carlos Eduardo Taddeo é filho de uma domestica que teve quatro filhos em dois casamentos. Seu Pai, descendente de italianos e empresário da noite, era casado com outra mulher, mas dava assistência. Ele me mostrou meia dúzia de fotos da festa de seu primeiro aniversário. Houve bolo, mesa de doces e refrigerantes, servidos para pessoas alegres, que vestiam roupas de festa. O pai, de terno branco, o carrega no colo, ao lado da mãe. A casa alugada da foto era no Glicério, bairro antigo e popular do centro de São Paulo, conhecido pelos cortiços e pela pobreza. O rapper conta que as dificuldades se agravaram com o afastamento gradativo do pai. A mãe e os quatro filhos moraram em pensões, com banheiros coletivos. Aposentada por invalidez, com o mal de Chagas, conta o filho, “às vezes ela pedia esmola ou cesta básica na igreja”. O líder do F.C estudou em escola pública até a quinta série do ensino fundamental. Era tímido e, míope, tinha vergonha de usar óculos. Usava tênis velhos e roupas surradas. Em casa, a comida era sempre menos do que ele queria. “Às vezes, só tinha arroz e o feijão era aquela água”, lembra. Ajudava a mãe pegando frutas e legumes nos fins de feira. Ganhava um troco tomando conta de carros. Na rua, assistia a cenas do crime: tráfico, furtos, roubos, prisões, violência. “Eu via os caras com tênis novos e queria ser criminoso”, conta. Começou aos 7, furtando um toca-fitas e roubando dólares de um japonês. Uma vez, foi parar na delegacia para averiguação de furto em um supermercado. Saiu sem maiores conseqüências. Com 9 anos, diz, já “andava com os caras”, levando e trazendo armas. Odiava álcool. Ia de benzina, maconha e cocaína. Experimentou crack. Com 16 anos, fez assaltos à mão armada. “Foi um furto do Equipado que me salvou”, relembra Taddeo. Equipado vinha a ser um namorado de sua irmã, um pouco mais velho. Ganhou o apelido porque ia para a escola cheio das tralhas.

O furto era um gravador com uma fita k-7 que trazia a música “Corpo Fechado”, dos rappers "Thaíde & DJ Hum", que Taddeo escutou. Aquilo me pegou, ele conta. “Era uma coisa de falar rimando, que eu achei que podia fazer. Escrevi uma letra, mostrei para o Equipado, e ele disse que eu mandava bem. Daí não parei mais.” O primeiro grupo que ele formou, no fim dos anos 1980, chamava-se Esquadrão Menor. Era integrado por moleques de rua. Dum-Dum era um deles. Como seus dois primeiros discos não venderam bem, Eduardo Taddeo aceitou o convite do sogro, maître do Hotel Hilton, na Avenida Ipiranga, hoje desativado, e passou dois anos lá, como ajudante de cozinha. Lavava louça, limpava o chão, carregava gelo. Já morava no Grajaú, e continuava a compor. Os primeiros quinze minutos de fama chegaram no ano 2000, quando a Justiça paulista censurou a exibição do videoclipe Isso Aqui é uma Guerra, na MTV, que acatou a censura. A música está no terceiro CD, Versos Sangrentos, de 1999. É a dos versos: (Eduardo desde quando começou a escrever Rap já compôs mais de 900 letras mais oficialmente já foram mais de 100 composições.) É UMA GUERRA ONDE SÓ SOBREVIVE QUEM ATIRA QUEM ENQUADRA A MANSÃO QUEM TRAFICA INFELIZMENTE O LIVRO NÃO RESOLVE O BRASIL SÓ ME RESPEITA COM UM REVÓLVER

No clipe, Eduardo Taddeo e Dum-Dum protagonizam dois bandidos que seqüestram e matam — A censura foi registrada pela imprensa, inclusive a da televisão, e Taddeo e Dum-Dum aproveitaram a repercussão para divulgar suas músicas. Houve um inquériro, mas não deu em nada. No cd seguinte, A Marcha Fúnebre Prossegue, de 2001, Taddeo se referiu à censura com refrões de protesto, que até hoje ele repete nos shows, como: PODE CENSURAR, ME PRENDER, ME MATAR NÃO É ASSIM, PROMOTOR, QUE A GUERRA VAI ACABAR

Discografia[editar | editar código-fonte]

Com o Facção Central

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Rap Nacional www.rapnacional.com.br. Página visitada em 2009-09-07.
  2. Rapper lança livro em Embu das Artes 27 de outubro. Página visitada em 9 de janeiro de 2013.