Carmilla

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Carmilla
Autor (es) Sheridan Le Fanu
Idioma Inglês
País Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda
Género Ficção de terror, Ficção gótica
Editora Bentley
Lançamento 1872

Carmilla é uma obra de ficção gótica do escritor irlândes Joseph Sheridan Le Fanu. Conta a história de uma jovem mulher acossada por uma vampira feminina chamada Carmilla. Apesar da temática similar, Carmilla foi escrita 25 anos antes que Dracula (1897), de Bram Stoker, e foi adaptada inúmeras vezes para o cinema.

Edição[editar | editar código-fonte]

Carmilla é um conto curto, publicado em capítulos na revista Dark Blue entre 1871 e 1872 e incorporada na coleção de Le Fanu In a Glass Darkly, publicada em 1872.[1] In a Glass Darkly consiste em uma série de casos misteriosos estudados supostamente por um especialista alemão em ocultismo, Dr. Martin Hesselius.[1]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Os acontecimentos[2] são narrados por Laura, que também é a heroína do conto. Ela e sua família vivem na Estíria (Império Austro-Húngaro), onde seu pai é proprietário de um castelo. Na primeira cena, Laura tem seis anos de idade e seu quarto é invadido por uma figura feminina - Carmilla - que deita a seu lado. Laura adormece nos braços da visitante mas desperta ao sentir que seu peito é mordido; após o grito da menina, a figura desaparece e os serventes que entram no quarto não encontram rastro da visitante nem marcas no peito de Laura.

Quando Laura tem 19 anos, um acidente com uma carruagem próximo ao castelo faz com que ela e Carmilla se reencontrem. No coche viajavam Carmilla e sua mãe: esta pede que Carmilla permaneça uns meses no castelo recuperando-se do acidente, quando ela retornará para buscá-la. Ao vê-la, Laura imediatamente reconhece a recém-chegada como sendo a misteriosa visitante da infância. Também percebe que Carmilla tem exatamente a mesma aparência física que a condessa Mircalla Karnstein, uma antepassada da família retratada numa pintura do castelo datada de 1698. Carmilla visita Laura pelas noites na forma de um gato e uma aparição feminina.

Ilustração de D. H. Friston para The Dark Blue, 1872

Ao castelo chega um amigo da família, o general Spieldorf, vítima de uma estranha tragédia: ele relata como sua jovem filha enfraqueceu até a morte, sem que os médicos pudessem encontrar uma explicação natural. Devido à crença de que um vampiro poderia estar drenando as forças da filha, o general esperou escondido e viu como uma mulher - chamada Millarca - invadia o quarto da filha uma noite. Spieldorf tentou atacá-la com uma espada, mas a vampira escapou facilmente.

Nesse ponto entra Carmilla, e o general a reconhece como sendo aquela que matou sua filha. Carmilla escapa e todos saem ao seu encalço. Após muita investigação chegam finalmente ao Castelo Karnstein, onde a encontram descansando em uma tumba, com o caixão flutuando em sangue. Para matá-la, cravam uma estaca em seu coração, e Carmilla grita em agonia. Terminam o trabalho cortando-lhe a cabeça e queimando seu corpo. Laura, ainda debilitada, é levada em uma longa viagem com seu pai para recuperar sua saúde mental e física.

Influência e adaptações[editar | editar código-fonte]

Carmilla é um dos grandes contos de vampiros da literatura, sendo considerado por muitos críticos como o melhor do século XIX no seu tratamento do suspense e erotismo.[1] Carmilla sugere fortemente uma atração sexual de caráter lésbico entre a personagem-título e suas vítimas femininas, introduzindo assim a mulher-vampiro na galeria de personagens da literatura gótica.[1] [3] Bram Stoker leu Carmilla e sua influência, entre outros aspectos, é evidente na caracterização das vampiras que atacam Jonathan Harker no início de Drácula (1897).[3]

Ao longo do século XX, Carmilla serviu de inspiração a um grande número de filmes para o cinema, começando com O Vampiro (Vampyr), do dinamarquês Carl Theodor Dreyer (1931). A esse seguiram-se Et mourir de plaisir, de Roger Vadim (1961) e vários filmes da Hammer Film Productions na década de 1970, entre outros.[3]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Carmilla na Encyclopedia of the Vampire. S. T. Joshi. ABC-CLIO, 2010. ISBN 0313378339 [1]
  2. Baseado no resumo em The Vampire Book: The Encyclopedia of the Undead de J. Gordon Melton. Visible Ink Press, 2010 ISBN 157859281X [2]
  3. a b c Carmilla em The Vampire Book: The Encyclopedia of the Undead. J. Gordon Melton. Visible Ink Press, 2010 ISBN 157859281X [3]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • S. T. Joshi. Carmilla in Encyclopedia of the Vampire: The Living Dead in Myth, Legend, and Popular Culture. ABC-CLIO, 2010. ISBN 0313378339 [4]
  • J. Gordon Melton. Carmilla in The Vampire Book: The Encyclopedia of the Undead. Visible Ink Press, 2010 ISBN 157859281X [5]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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