António Carmona Rodrigues

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Carmona Rodrigues
Ministro(a) de Portugal Portugal
Mandato XV Governo Constitucional
  • Ministro das Obras Públicas,
    Transportes e Habitação
Antecessor(a) Luís Valente de Oliveira
Sucessor(a) António Mexia
Vida
Nascimento 23 de junho de 1956 (58 anos)
Dados pessoais
Partido Partido Social Democrata (independente)
Profissão Engenheiro Civil e Professor

António Pedro de Nobre Carmona Rodrigues (Lisboa, 23 de junho de 1956) é um engenheiro civil e político português.

Natural de Lisboa, ingressou, em 1973, no Instituto Superior Técnico, transferindo-se depois para a Academia Militar. Ao mesmo tempo foi praticante de râguebi no Centro Desportivo Universitário de Lisboa.

Licenciado em Engenharia Civil, em 1978, especializou-se em Engenharia Hidráulica Fluvial, na Universidade Técnica de Delft, em 1981. De novo em Portugal, iniciou funções docentes na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, onde se doutorou em Engenharia do Ambiente, em 1992.

Durante o terceiro governo de Cavaco Silva, foi assessor do Secretário de Estado do Ambiente e dos Recursos Naturais, de 1993 a 1995. Com Durão Barroso, foi nomeado para o XV Governo, como Ministro das Obras Públicas, Transportes e Habitação, entre 2002 a 2004.

Com a indigitação de Pedro Santana Lopes como Primeiro-Ministro, tornou-se presidente da Câmara Municipal de Lisboa, em 2004, garantindo, nas eleições autárquicas de 2005, o melhor resultado de sempre do PSD em Lisboa.

A 20 de Fevereiro de 2006 foi agraciado com a 1.ª Classe da Ordem da Estrela Branca da Estónia.[1]

Em 2007, na sequência de uma crise de governação, motivada pela troca de terrenos da antiga Feira Popular em Entrecampos, por terrenos no Parque Mayer da empresa Bragaparques, foi forçado a demitir-se.

Voltou a candidatar-se, como independente, na lista Lisboa com Carmona, obtendo o segundo lugar e permanecendo como vereador, até 2009.

Em 16 de Janeiro de 2008, Carmona Rodrigues e os ex-vereadores Fontão de Carvalho e Eduarda Napoleão são acusados do crime de prevaricação de titular de cargo político no processo Bragaparques.

Em 30 de Julho de 2009 o Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa confirma na íntegra acusação de Janeiro de 2008 e decide levar a julgamento Carmona Rodrigues, Fontão de Carvalho e Eduarda Napoleão.[2]

Em Fevereiro de 2011, o Tribunal da Relação deu razão ao Ministério Público e mandou para julgamento Carmona Rodrigues, no âmbito da permuta de terrenos da Feira Popular e do Parque Mayer com o Grupo Bragaparques.[3]

O julgamento iniciou-se em 9 de Janeiro de 2013.[4]

Em julho de 2014,o Ministério Público defendeu nas alegações finais a condenação a cinco anos de prisão. A procuradora pediu a mesma pena para Fontão de Carvalho e ainda quatro anos de prisão para a ex-vereadora do Urbanismo, Eduarda Napoleão e Remédio Pires, dos serviços jurídicos do município.

Em causa estão crimes de prevaricação de titular de cargo político praticados em co-autoria no negócio dos terrenos do Parque Mayer, mas a magistrada defende que as penas podem ficar suspensas se Carmona Rodrigues e Fontão de Carvalho pagarem 1,5 milhões de euros cada um, Eduarda Napoleão 800 mil euros e Remédio Pires 450 mil euros.[5]

A leitura do acórdão será em 27 de outubro de 2014.[6]

Funções governamentais exercidas[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Pedro Santana Lopes
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
2004 - 2005
Sucedido por
Pedro Santana Lopes
Precedido por
Pedro Santana Lopes
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
2005 - 2007
Sucedido por
Marina Ferreira

(Presidente da Comissão Administrativa)