Carne

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Um naco de carne crua
Um naco de carne crua

Dá-se o nome de carne ao tecido muscular dos animais, incluindo o homem. É formada principalmente de proteínas, gorduras e água. Esse tecido é usado como alimento para os animais carnívoros, incluindo o homem - exceto os que adotam uma dieta vegetariana. No sentido alimentício, geralmente a palavra "carne" só é usada para se referir à carne de mamíferos e répteis. Nos casos de aves, anfíbios e peixes, geralmente diz-se apenas o nome do animal de onde provém.

No sentido religioso, a carne está simbolicamente associada ao sexo, muitas vezes do ponto de vista do pecado, como em pecado carnal, ou fraqueza da carne.

Índice

[editar] Histórico

O consumo de carne pelos seres humanos, que se acredita que tenha sido iniciado entre 1 milhão e 500 mil anos atrás, trouxe uma grande vantagem em relação às dietas vegetarianas da época: uma dieta rica em gordura, proteínas e ferro, sendo estes dois últimos facilmente metabolizados quando vindos de origem animal. Muitos cientistas defendem a idéia de que o cérebro humano só pôde se desenvolver de tal maneira graças a esse aumento da ingestão de proteínas e calorias. Contudo, com o desenvolvimento da agricultura a partir do neolítico, os seres humanos foram paulatinamente obtendo outras possibilidades de alimentos ricos em proteínas, mas de origem vegetal, como os feijões e leguminosas.

[editar] Consumo de carne e a saúde humana

Inúmeras pesquisas apontam que o consumo de carne pode ser danoso para a saúde humana. Mesmo o consumo das chamadas "carnes brancas" já é apontado como algo perigoso. Um estudo publicado no British Journal of Nutrition, por exemplo, estudou a dieta de cidadãos escandinavos cujas dietas eram ricas em peixes e apontou que elas elevavam de maneira significativa risco de derrame.[1]

[editar] A carne e o cancro

Ver artigo principal: Alimentação e câncer

A relação entre o consumo de carne e a ocorrência de cancro em seres humanos é estabelecida em diversos estudos publicados em universidades de renome ao redor de todo o mundo. Um estudo realizado na Universidade da Carolina do Norte, por exemplo, publicado no The Journal of Nutrition, mostra que o consumo elevado de carne aumenta risco de câncer de cólon.[2] Já cientistas da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, mostram que o consumo de carne vermelha pode aumentar significativamente o risco de câncer de mama em mulheres que já passaram da menopausa,[3] Citando ainda pesquisas britâncias, um estudo realizado pela Open University, publicado numa edição do ínicio de 2006 da revista científica Cancer Research, mostra que uma dieta rica em carne vermelha tem mais chances de causar câncer porque o alimento danificaria o DNA, sendo que Estudos anteriores haviam estabelecido a ligação entre o câncer de intestino e a ingestão de grandes quantidades de carne vermelha.[4]

[editar] Ver também

Referências

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