Carne
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Dá-se o nome de carne ao tecido muscular dos animais, incluindo o homem. É formada principalmente de proteínas, gorduras e água. Esse tecido é usado como alimento para os animais carnívoros, incluindo o homem - exceto os que adotam uma dieta vegetariana. No sentido alimentício, geralmente a palavra "carne" só é usada para se referir à carne de mamíferos e répteis. Nos casos de aves, anfíbios e peixes, geralmente diz-se apenas o nome do animal de onde provém.
No sentido religioso, a carne está simbolicamente associada ao sexo, muitas vezes do ponto de vista do pecado, como em pecado carnal, ou fraqueza da carne.
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[editar] Histórico
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O consumo de carne pelos seres humanos, que se acredita que tenha sido iniciado entre 1 milhão e 500 mil anos atrás, trouxe uma grande vantagem em relação às dietas vegetarianas da época: uma dieta rica em gordura, proteínas e ferro, sendo estes dois últimos facilmente metabolizados quando vindos de origem animal. Muitos cientistas defendem a idéia de que o cérebro humano só pôde se desenvolver de tal maneira graças a esse aumento da ingestão de proteínas e calorias. Contudo, com o desenvolvimento da agricultura a partir do neolítico, os seres humanos foram paulatinamente obtendo outras possibilidades de alimentos ricos em proteínas, mas de origem vegetal, como os feijões e leguminosas.
[editar] Consumo de carne e a saúde humana
Todo tecido muscular é rico em proteína, contendo todos os aminoácidos essenciais, e na maioria dos casos, é uma boa fonte de zinco, vitamina B12, selênio, fósforo, Vitamina B3, Vitamina B6, ferro e Vitamina B2. Apesar dos seus benefícios, a carne tende à ter níveis altos de gordura, especialmente na carne vermelha gorda e peixes gordurosos (e.g.: salmão, atum). A gordura da carne, porém, pode variar de acordo com à espécie ou raça do animal; a forma como ele foi criado, incluindo como ele foi alimentado; a parte anatômica de seu corpo; e os métodos de cozimento.
Inúmeras pesquisas apontam que o consumo de carne pode ser danoso para a saúde humana. Mesmo o consumo das chamadas "carnes brancas" já é apontado como algo perigoso. Um estudo publicado no British Journal of Nutrition, por exemplo, estudou a dieta de cidadãos escandinavos cujas dietas eram ricas em peixes e apontou que elas elevavam de maneira significativa risco de derrame.O estudo analisou mais de mil pessoas em Norrland, Suécia, região onde os homens comem peixe mais de duas vezes por semana. E os pesquisadores notaram que esse grupo que consumia muito peixe estava mais propenso a ter derrame. Porém, os autores do estudo não sabem se havia, no alimento, algum poluente responsável pelo aumento do risco, e não consideraram o estilo de vida dos participantes. Apesar dos resultados, eles acreditam que os benefícios do consumo são maiores do que os riscos.[1]
Outras pesquisas porém, apontam que o consumo de carne magra feito de forma moderada pode ser benéfico a saúde. Especialistas do Programa de Educação Nacional ao Colesterol,[2] atestam que 150 a 180 gramas de carne bovina magra por dia fazem parte de dietas destinadas a diminuir o colesterol sérico. Um relatório aprovado pela Associação Americana do Coração,[3] e outras 26 grandes organizações de saúde apontou não ser necessário eliminar o consumo de carne vermelha magra.
O fígado de animais é uma grande fonte de vitaminas, ferro e entre outros minerais, já que ele funciona como um reservatório. Seu consumo, porém, deve ser moderado, já que a quantidade de algumas vitaminas passam dos valores recomendados, o que pode ser prejudicial, em particular às lipossolúveis como a vitamina A.
[editar] A carne e o cancro
A relação entre o consumo de exagerado carne e a ocorrência de cancro em seres humanos é estabelecida em diversos estudos publicados em universidades de renome ao redor de todo o mundo. Um estudo realizado na Universidade da Carolina do Norte, por exemplo, publicado no The Journal of Nutrition, mostra que o consumo elevado de carne aumenta risco de câncer de cólon.[4] Já cientistas da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, mostram que o consumo de carne vermelha pode aumentar significativamente o risco de câncer de mama em mulheres que já passaram da menopausa,[5] Citando ainda pesquisas britâncias, um estudo realizado pela Open University, publicado numa edição do ínicio de 2006 da revista científica Cancer Research, mostra que uma dieta rica em carne vermelha tem mais chances de causar câncer porque o alimento danificaria o DNA, sendo que Estudos anteriores haviam estabelecido a ligação entre o câncer de intestino e a ingestão de grandes quantidades de carne vermelha.[6]
[editar] Carne vermelha e carne branca
A carne vermelha é mais escura, em contraste com a branca. A definição exata varia, mas a carne de mamíferos adultos, como de bois, carneiros e cavalos é invariavelmente considerada "vermelha", enquanto a de frangos e coelhos é invariavelmente considerada "branca". A carne de porco é considerada "vermelha", apesar de ser freqüentemente referenciada como "mista" ou "branca" pelo culto popular.
A diferença de cor deve-se à concentração de mioglobina, que é mais presente em carnes vermelhas. Quando a mioglobina é exposta ao oxigênio, forma-se a oximioglobina, que é avermelhada.
[editar] Ética em relação ao consumo de carne
Há várias objeções em relação ao consumo de carne que levam algumas pessoas à não comerem-a. Por exemplo, a aversão a matar animais ou causar dor, ética ambiental, direitos dos animais e doutrinas religiosas. O Jainismo sempre se opôs ao consumo de carne, e há muitas escolas do budismo e hinduismo que condenam o hábito de comer carne. Algumas religiões proíbem o consumo de carnes específicas, como porcos e vacas. Há pessoas que não comem carne de certos animais simplesmente por tabu, como gatos, cachorros, cavalos ou coelhos. Há os que comem apenas carne de animais que acreditam que não foram maltratados, e se abstém de carnes de animais confinados ou de produtos particulares como foie gras e vitelo.
[editar] Imitação de carne e carne in vitro
Várias formas de imitação de carne foram criadas para satisfazer o gosto de alguns vegetarianos e vegans pelo sabor e textura da carne, utilizando a proteina da soja, glutém ou caseina (para lacto-vegetarianos). Há a especulação por criar carne in vitro através de tecido animal.
[editar] Ver também
Referências
- ↑ http://blogboasaude.zip.net/arch2007-06-10_2007-06-16.html#2007_06-13_12_03_33-119648571-0
- ↑ http://www.nhlbi.nih.gov/about/ncep/,
- ↑ http://www.americanheart.org/presenter.jhtml?identifier=1200000
- ↑ http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1499401-EI298,00.html
- ↑ http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/bbc/2007/04/04/ult4432u126.jhtm
- ↑ http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/02/060201_carnevermelhacancerrc.shtml

