Carne artificial

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Carne cultivada, também conhecida como carne de laboratório, carne de cultura ou ainda carne in vitro, é a carne que nunca foi parte de um animal vivo completo. Cientistas ao redor do mundo estão cultivando experimentalmente carne em laboratório, mas até o momento não foi produzida carne em escala comercial.

Muitos biologistas alegam que esta tecnologia está pronta para uso comercial e simplesmente precisa de uma companhia pra apoiar isso. Segundo estes, a produção de carne criada em laboratório poderia até mesmo ser mais barata que a carne comum, considerando que na carne tradicional, os custos incluem o crescimento do animal e a proteção ambiental (significando que há poucos pontos negativos associados à carne in vitro).

Os grupos defensores dos animais são a favor da carne cultivada, pois ela não possui um sistema nervoso, e por isso não pode sentir dor [1] [2] .

O objetivo da carne de laboratório não é atingir o público vegetariano, mas sim os "adoradores de carne". Eles procuram criar uma alternativa com bom preço, sabor agradável e valor nutricional compatível com o da carne natural. Tanto Brown quanto Post classificaram a criação de animais para a produção de carne como obsoleta e inimiga do ambiente. Um quinto das emissões globais de gases com efeito estufa está ligado à prática, que também consome muita água[3] [4] .

História[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2012 Mark Post, pesquisador da Maastricht University, na Holanda, afirmou que apresentaria o primeiro hambúrguer de laboratório em agosto de 2012.[3] [4] Houve desavença entre grupos concorrentes durante uma apresentação conjunta na reunião da AAAS (Associação Americana para o Progresso da Ciência) em Vancouver, no Canadá[5] . A afirmação deu margem para que Patrick Brown, da Faculdade de Medicina da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, criticasse o outro cientista. Brown afirmou que seu grupo trabalhava com um método mais eficiente e barato, e que já havia inclusive experimentado a carne cultivada.[5]

No entanto, o primeiro hambúrguer in vitro apenas foi apresentado ao mundo um ano após o tempo previsto, em agosto de 2013, pela equipe de Mark Post.[6] O projeto foi financiado por Seigey Brin, um dos fundadores do Google, tendo por isso, sido apelidado de "Google-burguer".[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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