Carro Presidencial do Brasil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Carro Presidencial (Brasil))
Ir para: navegação, pesquisa
Carro Presidencial do Brasil
Presidential State Car
Nome Carro Presidencial do Brasil
Nomes
alternativos
Fusion Presidencial
Construtor Ford Motor Company
Produção 2010
Modelo
Carroceria Sedan
Ficha técnica
Motor S4 (Gasolina) e com ímãs permanentes (Eléctrico), 2488 cm³
Caixa de velocidades Automática CVT, tração dianteira
Dimensões
Comprimento 4840
Largura 1840
Altura 1450
Peso 1575
Modelos relacionados
Ford Fusion
Cronologia
Último
Último
Chevrolet Omega
Próximo
Próximo

O Carro Presidencial do Brasil é o veículo oficial usado pelo Presidente do Brasil durante suas visitas oficiais aos estados ou durante o cotidiano do presidente. O atual automóvel que serve ao presidente é um Ford Fusion Hybrid 2011 batizado de Fusion Presidencial. Entretanto, em datas comemorativas, tais como a posse do presidente, o chefe-de-estado faz uso de um Rolls-Royce Silver Wraith de 1952.

Índice

Modelo atual [editar]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a usar a partir de junho de 2008 um novo modelo de carro presidencial. Em substituição ao Chevrolet Omega, chegava o Ford Fusion. Importado do México, vendido na época no Brasil por cerca de R$ 84 mil.

Como o carro foi cedido pela Ford em regime de comodato, após o vencimento da cessão a Presidência voltou a usar o Omega. Porém, o acordo foi renovado em 2010, com a entrega do Ford Fusion Hybrid, durante o 26º Salão do Automóvel de São Paulo, ao presidente Lula.1

Ao ceder automóveis em regime de comodato, que permite o uso gratuito dos carros por um período nunca inferior a dois anos, as montadoras lucram com a "propaganda" promovida pelo ocupante do carro, uma das figuras mais fotografadas e filmadas do País.

Rolls-Royce Silver Wraith, carro de cerimônias [editar]

O Rolls Royce Presidencial durante as comemorações do Dia da Independência em 2007.

O modelo aberto (conversível) [editar]

O Presidente da República ainda tem um outro carro à disposição, um Rolls-Royce Silver Wraith ano 1952. A relíquia, porém, é usada apenas nos desfiles de posse dos presidentes, visitas de Estado e durante as comemorações da Independência.

O modelo aberto foi usado, pela primeira vez, numa cerimônia pública em 1º de maio de 1953 por Getúlio Vargas durante as comemorações do Dia do Trabalho em Volta Redonda e o primeiro visitante estrangeiro a se utilizar do automóvel foi o Presidente do Peru, General Manoel Odria em 25 de agosto de 1953 quando estava em visita ao Brasil.

Depois dele, utilizaram-se do automóvel muitas outras autoridades, tais como o Rei Balduino da Bélgica, o presidente francês General Charles de Gaulle, a Rainha Elizabeth II da Inglaterra e muitos outros chefes de Estado e de governo que visitaram o Brasil.

Apesar de todo este currículo, as origens dos tão conhecidos automóveis se perderam no tempo e a realidade foi sendo substituída por várias lendas que foram tomando corpo e substituindo os verdadeiros fatos.

O resultado deste processo de desinformação coletiva - de forma proposital ou não - fez crer ao público que o automóvel conversível havia sido um presente da Rainha Elizabeth II ao presidente Getúlio Vargas em 1953 e o fechado simplesmente desapareceu da memória dos brasileiros.

Tal doação nunca foi comprovada e agora, finalmente, tem-se a possibilidade de recompor a trajetória dos automóveis não através de simples e incertas lembranças, mas através de entrevistas, documentos e farta bibliografia.

A versão oficial [editar]

A versão oficial sobre a doação do Rolls-Royce aberto à Presidência é que o automóvel foi doado por Assis Chateaubriand (maior empresário do país à época e dono do império dos Diários Associados) à Getúlio Vargas em 1952.

O modelo fechado [editar]

Poucos sabem, porém, que a presidência dispunha de dois Rolls-Royce: o conhecidíssimo conversível e um desconhecido modelo fechado. Já em abril de 1952, os automóveis começaram a ser fabricados seguindo especificações solicitadas pela presidência. Em 31 de janeiro de 1953, o presidente Getúlio Vargas recebeu em Petrópolis, quando do início de suas férias, o primeiro automóvel, o fechado.

Os dois Rolls-Royce Silver Wraith encomendados pela presidência (aberto e fechado) foram fabricados com diversos detalhes especiais para que pudessem servir ao presidente da República. A fábrica cuidadosamente tratou de observar estes detalhes, que foram incorporados ao projeto, tais como: plataforma no pára-choque traseiro e nos estribos laterais, ambos reforçados para suportar o peso dos seguranças, mastros para o uso de bandeiras nos pára-lamas dianteiros, velocímetro no compartimento traseiro, etc.

Em dezembro de 1954, o Coronel Auriz Coelho e Silva, novo Chefe do Pessoal da Presidência da República no governo Café Filho, começa a procurar entender a história dos automóveis para que pudesse ser feita a entrega dos mesmos à família ou, ainda, se discutir um acordo que preservasse os automóveis para o uso da presidência.

Não foi uma negociação fácil pois o caso só seria resolvido após junho de 1957, já no governo Kubitschek, quando a limousine fechada acabou sendo entregue para a família em troca da permanência da conversível no Serviço de Transportes da presidência.

Neste período de negociações, os automóveis continuaram sendo usados normalmente pelo governo e o último visitante estrangeiro a usar a limousine fechada foi a senhora Berta da Costa Ribeiro Arthur, mulher do presidente de Portugal, General Craveiro Lopes, durante sua visita ao Brasil em junho de 1957. Após este acordo, os automóveis passaram a ter destinos bem diferentes.

Após ser entregue para a família do Presidente Vargas, foi logo vendida (segundo publicado na época, pelo valor de Cr$ 4 milhões) para o empresário Victor Costa, que atuava no ramo das comunicações e que foi diretor da Rádio Nacional. Ele faleceu em 22 de dezembro de 1959.

O automóvel, já em janeiro de 1960, foi colocado à venda numa loja na rua Barata Ribeiro, em Copacabana, quando então foi vendido para Alberto Pittigliani (marido de Terezinha Morango, Miss Brasil 1957) que logo após a compra o colocou à disposição de diversas artistas de cinema, entre elas, Kim Novak e Zsa Zsa Gabor, que vieram passar o carnaval de 1960 no Rio de Janeiro Apesar de todo este currículo, as origens dos tão conhecidos automóveis se perderam no tempo e a realidade foi sendo substituída por várias lendas que foram tomando corpo e substituindo os verdadeiros fatos.

Tendo em vista problemas junto à previdência social, o automóvel acabou sendo penhorado. Por muitos anos este automóvel ficou guardado na garagem de um prédio da Receita Federal em São Paulo e foi necessário até fazer um “cercadinho” para evitar o olhar e os dedos dos curiosos. Somente em 1994 o automóvel foi levado à hasta pública tendo sido arrematado por um colecionador de São Paulo.

Hoje o carro está totalmente restaurado, tendo inclusive ganho prêmios em exposições especializadas; porém, atualmente, vem cumprindo um papel pouco nobre (tendo em vista seu passado), pois é regularmente alugado para levar noivas às igrejas.

Outros carros [editar]

Já passaram pela garagem da Presidência vários modelos de diferentes marcas, como Protos2 , Cadillac, Lincoln, Dodge e Mercedes-Benz. Um Lincoln Cosmopolitan blindado, usado, foi doado pelo presidente dos EUA, Dwight Eisenhower, como parte da "Política da Boa Vizinhança" promovida pelos EUA. Com o advento da indústria automobilística nacional, vieram o FNM JK, Willys Itamaraty, o Ford Galaxie e finalmente o Ford Landau. Devido à inexistência de veículo similar no mercado nacional, então fechado aos importados, dois Landau permaneceram em serviço até o final do governo de José Sarney. Da última série fabricada em 1982 e movidos a etanol, foram adquiridos no governo de seu antecessor, o general João Figueiredo, e frequentemente apresentavam problemas mecânicos, devido à alta quilometragem3 . Atualmente, encontram-se expostos na Fundação José Sarney4 e no Museu do Automóvel de Brasília5 .

Durante o governo de Fernando Collor de Mello, que chamava os ultrapassados carros nacionais de "carroças", foram incorporados à frota um Mercedes-Benz 560 SEL, um Alfa Romeo 164 e um Lincoln Town Car. Esse foi o único período da história recente em que a Presidência dispôs de veículos topo de linha, similares aos utilizados por outros Chefes de Estado. Collor tinha clara preferência pelo Lincoln, que à época também era utilizado (em versão profundamente modificada) pelo presidente dos EUA, George H. W. Bush. Ao contrário de Collor, Itamar Franco preferiu manter o Chevrolet Opala Diplomata que o servia na Vice-Presidência e deu fim aos outros adquiridos pelo antecessor. O Mercedes-Benz e o Alfa Romeo foram devolvidos aos fabricantes, enquanto o Lincoln foi leiloado em prol da extinta Legião Brasileira de Assistência.

Referências [editar]

  1. http://ford.jalopnik.com.br/conteudo/lula-recebe-um-ford-fusion-h%C3%ADbrido-no-sal%C3%A3o-do-autom%C3%B3vel
  2. http://www.museuhistoriconacional.com.br/mh-e103xd.htm
  3. Revista Quatro Rodas, Junho de 1989, págs. 91/92
  4. http://www.defender.org.br/maranhao-escandalos-fazem-sarney-desistir-de-ter-mausoleu-no-convento-das-merces/
  5. http://www2.uol.com.br/bestcars/classicos/brasilia.htm

Ligações externas [editar]