Cartaxo
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| Brasão | Bandeira |
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| Gentílico | Cartaxense ou Cartaxeiro |
| Área | 158,17 km² |
| População | 24 840 [1] hab. (2006) |
| Densidade populacional | 148 hab./km² |
| N.º de freguesias | 8 |
| Fundação do município (ou foral) |
1815 (D. João VI) |
| Região | Ribatejo |
| Sub-região | Lezíria do Tejo |
| Distrito | Santarém |
| Antiga província | Ribatejo |
| Orago | Senhor dos Passos |
| Feriado municipal | Quinta-feira de Ascensão |
| Código postal | 2070 |
| Endereço dos Paços do Concelho |
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| Sítio oficial | {{{sitio_oficial}}} |
| Endereço de correio electrónico |
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| Municípios de Portugal |
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O Cartaxo é uma cidade sede de concelho portuguesa pertencente ao Distrito de Santarém.
Índice |
[editar] Geografia
O Cartaxo é uma cidade sede de concelho portuguesa pertencente ao Distrito de Santarém, com cerca de 10 100 habitantes. Dista 60 km de Lisboa e 15 km de Santarém.
Desde 2002 que está integrada na região estatística (NUTS II) do Alentejo e na subregião estatística (NUTS III) da Lezíria do Tejo; até aí fazia parte da antiga região de Lisboa e Vale do Tejo. Pertencia ainda à antiga província do Ribatejo, hoje porém sem qualquer significado político-administrativo.
É sede de um concelho com 158,17 km² de área e 24 840 habitantes (2006) [1], subdividido em 8 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Santarém, a leste por Almeirim, a sueste por Salvaterra de Magos e a oeste pela Azambuja.
As freguesias do Cartaxo são as seguintes:
[editar] População
Evolução da população do concelho entre 1849 e 2004. A avaliar pela tabela, denota-se uma subida progressiva ao longo dos anos.
| População do concelho do Cartaxo (1849 – 2004) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1849 | 1900 | 1930 | 1960 | 1981 | 1991 | 2001 | 2004 |
| 7520 | 14373 | 18270 | 19939 | 22581 | 22268 | 23389 | 24465 |
[editar] História
[editar] Da cidade
Segundo a tradição, o nome Cartaxo foi dado pela Rainha Santa Isabel enquanto passava pelo "lugar", devido á existência de muitos cartaxos (ave) no local.
A existência da povoação do Cartaxo será sem dúvida bem remota. A proximidade de Santarém, cujas muralhas foram bem disputadas entre muçulmanos e cristãos, e as devastadoras incursões sobre as populações vizinhas atingiram decerto o Cartaxo.
D. Sancho II chamou-lhe "fogo morto" e pensou repovoar o lugar do "Cartaxo" e o vizinho Cartaxinho (actual Ribeira do Cartaxo), pelo que concedeu esta sua terra reguengueira a Pedro Pacheco, ficando este obrigado a construir ali uma albergaria para os pobres. Nem Pedro Pacheco nem os seus descendentes cumpriram tal obrigação. Mais tarde, os moradores do lugar pediram a D. Dinis que lhes desse uma carta de povoamento. D. Dinis satisfez o pedido e concedeu carta de foral a 20 homens e seus sucessores para que eles fizessem ali "pobra" no seu "lugar do Cartaxo". Ficaram obrigados a dar ao rei, em cada ano, a oitava parte do pão, do vinho e do linho, "estando o pão na eira, o vinho no lagar e o linho no tendal"; e dos "monte maninhos" que cultivassem, só passados 3 anos, ou 5 anos se fossem vinhas, é que lhes exigiria o pagamento do foro. O mesmo se aplicaria a todos os futuros povoadores do lugar. Obrigavam-se todos, também, a fazer boas casas e bons currais "bem larguos". Os abusos ou crimes contra alguém eram punidos com 6000 soldos e pagamento a dobrar do prejuízo causado.
Este foral foi depois confirmado por D. João I a 27 de Julho de 1387, e por Dd. Manuel I em 4 de Novembro de 1496.
Um dos problemas dos moradores prendia-se com os abusos das "Justiças de Santarém". Alguns documentos fazem alusão ao facto, assim como aos reparos régios. Assim o demonstra, por exemplo, uma carta datada de Almeirim, de 6 de Janeiro de 1458, na qual D. Afonso V atende às reclamações dos cartaxenses contra as prepotências de Gonçalo Galvão, juiz da vila de Santarém.
O cresente aumento populacional e o progresso da lavoura encorajavam a reivindicação de isenção face à jurisdição de Santarém. Só em 1815, por alvará dado no Rio de Janeiro, a 10 de Dezembro desse ano, D. João VI concede ao Cartaxo (então "Cartacho"), a independência administrativa e eleva-a à categoria de vila, "(que) terá por termo além do seu antigo Desctrito, os lugares de Vallada e Porto de Muge, e as Freguesias de Valle da Pinta, Pontével, Ereira e Lapa...".
Foi elevada a cidade a 21 de Junho de 1995.
[editar] Do concelho
O território do Concelho do Cartaxo foi, em todas as épocas, um ponto de passagem para o interior do país, quer por via fluvial (Rio Tejo), quer por via terrestre.
Uma via romana, que partia de Olispo (Lisboa) e passava por Ierabriga (Alenquer), seguindo para Scallabis (Santarém), atravessava o território do Concelho ou certamente, muito próximo.
Antes dos romanos, outras civilizações se fixaram na região: Castros de Vila Nova de São Pedro (Eneolítico), Vale do Tejo, nas regiões de Muge (vestígios do Paleolítico e do Mesolítico; os concheiros de Muge tiveram vida activa entre 7500 e 500 a.C.).
Os vestígios materiais, até hoje detectados, datam da Idade Média, embora na Lapa exista a Gruta da Lapa que poderá ser anterior. A importância histórica do Concelho, pode ainda ser confirmada por outros factos, nomeadamente, a Batalha de Ourique que está provavelmente ligada a Vila Chã de Ourique (1139), a concessão de forais a Pontével pelo rei D. Sancho I (1194), e ao Cartaxo por D. Dinis (1312) e ainda a existência de Paços Reais em Valada (1361-1365).
Noutros aspectos, também o Concelho ganha preponderância, pois já em finais do século XIX, em virtude das inovações tecnológicas introduzidas, torna-se o centro de produção vinícola mais característico do Vale do Tejo, sendo já famosos os seus vinhos, quer em Portugal quer no estrangeiro.
O Concelho nos seus primeiros tempos era constituído pelas freguesias de Vale da Pinta, Valada, Pontével, Ereira e Lapa e Cartaxo, sendo esta então formada pela povoação do mesmo nome, por Casal do Ouro, Beijoca e Ribeira, antigamente chamada Cartaxinho. Já no século XX foram criadas as seguintes freguesias:
- 8 de Agosto de 1921 - A freguesia da Lapa por desanexação da Ereira.
- 29 de Janeiro de 1927 - A freguesia de Vila Chã de Ourique, cuja sede se chamou primeiro Casal do Ouro, por desanexação do Cartaxo.
- 23 de Maio de 1988 - A freguesia de Vale da Pedra por desanexação de Pontével.
[editar] Acessibilidades
[editar] Vias terrestres e fluviais
O concelho é atravessado por várias estradas nacionais. A saber:
- EN 3, entre Santarém e o Carregado;
- EN 3-2, entre Cruz do Campo e Valada;
- EN 3-3, entre Cartaxo e Reguengo de Valada;
- EN 114-2, entre Almoster e Setil.
O concelho possui ainda uma ligação rápida entre a cidade e a A1.
Nas vias fluviais, o Concelho possui o Rio Tejo que passa por Valada, onde existe uma praia fluvial.
[editar] Transportes
O Concelho possui:
- no transporte rodoviário, várias paragens de autocarro e um Terminal na cidade, a cargo da Rodoviária do Tejo;
- no transporte ferroviário, três apeadeiros na Linha do Norte: Reguengo, Setil e Santana.
[editar] Turismo
O Concelho está inserido na Região de Turismo do Ribatejo.
[editar] Locais de interesse na cidade
- Igreja Matriz de São João Baptista - uma lápide na frontaria lembra a data da sua consagração, em 31 de Agosto de 1522, por D. Ambrósio Pereira Brandão, bispo de Ressiona. No interior, descobre-se uma ampla nave única. O tecto, de madeira, desdobra-se em três planos. As paredes da capela nova são revestidas com silhares de azulejo do género azul e branco, figurados com cenas da vida de São João Baptista. O altar-mor tem talha dourada. Todo o conjunto data do século XVIII. Ao lado da igreja, existe um cruzeiro coberto com alpendre de madeira do 1.º quartel do século XVI.
- Capela do Senhor dos Passos - Templo quinhentista, mandado erigir por D. Ambrósio Pereira Brandão, bispo de Ressiona. Foi a residência dos Sousa Lobatos. Por volta de 1808, as tropas francesas comandadas por Junot estiveram aqui aquarteladas.
- Museu Rural e do Vinho do Concelho do Cartaxo;
- Praça 15 de Dezembro.
[editar] Cartaxo, Capital do Vinho
A Câmara Municipal do Cartaxo empenha-se na dinamização do processo de aproveitamento e desenvolvimento de uma das suas grandes potencialidades: o Vinho. Pretende-se uma promoção da imagem "Cartaxo, Capital do Vinho", apresentando-se o Concelho como um pólo turístico de grande atracção.
[editar] Geminações
O Cartaxo possui duas cidades-irmãs. São elas:
Brava, Cabo Verde (23 de Julho de 1994)
Puciosa, Roménia (9 de Maio de 1998)
[editar] Cultura
[editar] Festas
Festas da Cidade
[editar] Outros
[editar] Cartaxenses ilustres
- Marcelino Mesquita, dramaturgo.
- José Tagarro, pintor.
- José Maria Nicolau, ciclista (1908-1969).
- Marco Chagas, ciclista (n. Pontével, 1956).
- Rui Silva, atleta olímpico (n. Santarém, 1977).
- A banda de rock Qwentin formou-se no Cartaxo (2003).
- A banda de rock Defying Control formou-se no Cartaxo (2003).
- A banda de metal Bloody Mary formou-se no Cartaxo (2006).
[editar] Ligações externas
Referências
- ↑ 1,0 1,1 Instituto Nacional de Estatística dados de 2006.

