Carvalhos (Minas Gerais)

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Município de Carvalhos
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 12 de outubro
Fundação 27 de dezembro de 1948
Gentílico carvalhense
Prefeito(a) Francisco Antonio Varginha (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Carvalhos
Localização de Carvalhos em Minas Gerais
Carvalhos está localizado em: Brasil
Carvalhos
Localização de Carvalhos no Brasil
22° 00' 03" S 44° 27' 39" O22° 00' 03" S 44° 27' 39" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Sul/Sudoeste de Minas IBGE/2008 [1]
Microrregião Andrelândia IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Aiuruoca, Liberdade, Bocaina de Minas e Seritinga.
Distância até a capital 380 km
Características geográficas
Área 282,587 km² [2]
População 4 555 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 16,12 hab./km²
Altitude 1092 m
Clima tropical de altitude cwb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,718 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 24 897,461 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 5 253,74 IBGE/2008[5]
Página oficial

Carvalhos é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Localiza-se a uma latitude 22º00'04" sul e a uma longitude 44º27'41" oeste, estando a uma altitude de 1092 metros. Seu nome é uma homenagem a família Carvalho, família de origem judaico-marroquina cujo nome original era Nahom. Esta família se assentou na região, construido uma igreja dedicada a Nossa Senhora Aparecida, em um terreno doado pela dona de uma fazenda na região. Atualmente essa família se encontra quase extinta no município. Sua população estimada em 2004 era de 4.760 habitantes. Cidade pouco explorada comercialmente, sem indústrias. O comércio não possui potencial tão grande, quando comparado a cidades maiores. Porém, na região, destaca-se pelas lojas de material de construção, supermecados e farmácias. Além desses, a cidade conta com dois estabelecimentos que vendem horti-fruti, padarias e lojas de móveis. Na cidade, a operadora de telefonia móvel é a Vivo. Possui uma área de 283,38 km². .[6]

História[editar | editar código-fonte]

Colonização francesa[editar | editar código-fonte]

Em 1710 - 11, forças francesas comandadas por Duclerc e Duguay-Trouin invadiram o Rio de Janeiro, com a finalidade de apoderar-se do ouro vindo de Minas Gerais. Expulsas de lá, alguns elementos embrenharam-se pelos sertões, atravessando a Serra da Mantiqueira, atingindo o Vale do Alto Rio Grande. Uma parte destes estrangeiros se instalaram em um ribeirão para extrair ouro, dando o nome ao pequeno rio de "Ribeirão do Francês", instalando ali um roda d'água. Por isso, o lugar recebeu o nome de Franceses da Roda. Anos depois, por volta de 1740, algumas daquelas famílias dirigiram-se para a Guapiara (Aiuruoca), porém uma delas ficou pelo caminho: a família Arnault. Eram conhecidos como Franceses de Cima.[7]

Carta de Sesmaria[editar | editar código-fonte]

Em 03 de fevereiro de 1744, o Governador da Capitania do Rio de Janeiro e das Minas Gerais, o Conde de Bobadela, concedeu uma Carta de Sesmaria ao Capitão da Cavalaria Antônio Corrêa de Lacerda, que morava na Freguesia da Jaroaca (atual Aiuruoca). A sesmaria era composta de três léguas de comprimento e uma de largura, sendo composta de campos e matas. Seu limite ia do Ribeirão do Francês até os Três Irmãos. O dito Capitão de Cavalaria construiu uma casa na região, mudando-se posteriormente para Bom Jardim de Minas, por volta dos anos 1755. Em 1764, Antônio Corrêa de Lacerda foi nomeado furriel (sargento) em Aiuruoca, sendo interinamente guarda-mór (fiscalização de minas) em Campanha da Princesa da Beira.[8]

Criação do Patrimônio de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e chegada da Família Carvalho[editar | editar código-fonte]

No final do século XVIII, a atual sede municipal era povoada por algumas famílias. Nesta mesma época, Maria Joaquina Mendes de Carvalho, fazendeira e católica praticante, doou uma parte da suas terras para a criação do Patrimônio de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, com a condição de nele construir uma capela. Porém, a capela não foi construída até a metade do século XIX, quando se estabeleceu nas terras do "Patrimônio" uma família humilde vinda de Pouso Alto.

Essa família chamava Carvalho (não tendo nenhum parentesco com a doadora do patrimônio), sendo eles judeus marroquinos, vindos de Tânger e Fêz (Mararocos). O nome original era Nahom, mas com a perseguição aos judeus, mudaram o nome para Carvalho. Na região eram chamados de "turcos", possuindo hábitos nômades e diferenciavam-se pelos seus costumes. Eram comerciantes de carneiros, que traziam seus produtos de Passos, via Pouso Alto, e levavam até Angra dos Reis, onde vendiam. Acabaram fixando residência na região do Patrimônio e foram bem recebidos pela população local. Com apoio das famílias locais, a família Carvalho construiu a capela de Nossa Senhora da Conceição Aparecida de adobe e pau-a-pique. A capela foi benta em 12 de outubro de 1888, pelo padre Aureliano de Souza Cunha Carvalho, que pertencia a família Carvalho da doadora do Patrimônio. [9]

Origem do nome do município[editar | editar código-fonte]

A versão mais popular do nome Carvalhos é a que diz que o nome é uma homenagem à família Carvalho, vinda de Pouso Alto, que construiu a capela. Na época, a região era chamada de "Local dos Carvalhos". Outra versão é que o nome originou-se da fazenda da doadora da terra do Patrimônio, cujo nome era Fazenda dos Carvalhos. Era também o nome de um ribeirão e uma serra da região, hoje conhecidos como Ribeirão do Barulho e Serra do barulho. [10]

Início do século XX[editar | editar código-fonte]

Em 12 de agosto de 1903, chegam os trilhos da Estrada de Ferro Sapucay, porém só mais tarde que foi construída a estação definitiva. O trecho ferroviário ia de Soledade de Minas (MG) à Barra do Piraí (RJ). O fim do serviço ferroviário ocorreu em 30 de julho de 1977.

A Agência dos Correios só foi instalada em 28 de setembro de 1908. O cargo de Agente dos Correios variava de acordo com a política estadual.

Em 14 de janeiro de 1909 foi nomeada professora pública primária Anna Amélia Dantas, natural de Aiuruoca. Mas somente em junho deste ano que foi criado a primeira escola pública primária de carvalhos, chamando-se Escola Pública Mixta da Estação de Carvalhos.[11]

Criação do Distrito de Carvalhos[editar | editar código-fonte]

Com a estação ferroviária e a escola primária, as terras da Estação dos Carvalhos se desenvolveram, dando início ao movimento da criação do distrito. Entre os anos de 1891 e 1911, a Estação dos Carvalhos pertencia ao Distrito da Guapiara (Aiuruoca). O nome "guapiara" era dado ao cascalho nas fraldas dos montes onde extraia ouro. A sede do distrito era na Guapiara, cuja capela foi construída em 1748, cuja padroeira é Nossa Senhora de Sant'Anna. O Distrito de Guapiara fora criado em 1891, no governo de Cesário Alvim.

Com o esgotamento do ouro e a saída da população de Guapiara, o distrito entrou em decadência. Enquanto isso, devido a construção da capela, chegada da estação ferroviária e instalação da escola primária, a Estação dos carvalhos começou a se desenvolver. Esse desenvolvimento foi reconhecido pelo poder político e em 30 de agosto de 1911, o Governador de Minas Gerais Júlio Bueno Brandão assinou a lei nº 556, transferindo o distrito para Carvalhos.[12]

Emancipação política[editar | editar código-fonte]

O movimento de emancipação política de carvalhos teve início em fevereiro de 1948, liderado por José Militão de Carvalhos. A criação do município só foi realidade com a Lei Estadual Nº 336 de 27 de dezembro de 1948, que passou a vigorar a partir de 01 de janeiro de 1949. Destacou-se na emancipação as figuras políticas do município José Militão de Carvalho, Antônio Guttenberg de Barros Leite, José Ibanez de Barros Leite, entre outros.

A primeira eleição municipal ocorreu em 06 de março de 1949. O primeiro prefeito foi Francisco Xavier do Amaral (PSD), que tomou posse em 20 de março de 1949. O vice-prefeito foi João Ferreira dos Santos (PSD). A primeira Câmara Municipal foi presidida por José Militão de Carvalho.[13]

Saúde[editar | editar código-fonte]

O primeiro médico a exercer a profissão em Carvalhos foi Dr. Ulisses fabiano Alves, que chegou em 1907.

O primeiro dentista na cidade foi Antônio de Freitas Carvalho, que não era formado. O primeiro dentista formado foi Weimar de Freitas, filho do Antônio de Freitas Carvalho.

A primeira farmácia foi criada em 1907 pelo Major Manoel Rodrigues Rego.[14]

Educação[editar | editar código-fonte]

A primeira escola primária foi criada em 1909: Escola Pública Mixta da Estação de Carvalhos d'Aiuruoca, sendo professora Ana Amélia Dantas, futura Ana Dantas Motta. Em 1927, foi criada a Segunda Escola Mixta de Carvalhos, sendo professora nomeada Sophia Fernandes. A terceira escola mixta foi criada em 1945 com a nomeação da professora Etienette Corrêa.

Em março de 1952, através da Lei 3755/52 foi criado o Grupo Escolar Nossa Senhora da Piedade, sendo a primeira diretora Sophia Fernandes.

O Ginásio Estadual de Carvalhos (atual E. E. Ana Dantas Motta) foi criado pela Lei Estadual nº 3779/65, com as aulas iniciando em março de 1966. Até 1994, o Ginásio atendia apenas o 1º Grau, mas neste ano foi expandido para o 2º Grau. O primeiro diretor foi Padre Geraldo Junqueira.[15]

Hino e Bandeira Municipal[editar | editar código-fonte]

O Hino Municipal de Carvalhos foi oficializado pela Lei Municipal nº 611 de 15 de agosto de 1983, sendo letra e música de Arildo de Souza.

A bandeira municipal é representada por dois triângulos, unidos pela base, nas cores branca e azul anil, tendo no centro um brasão grená, no qual está estampado um bovino significando a pecuária, três morros representando a topografia, milho e cana representando a agricultura, pinheiro significando as matas, tendo o nome Carvalhos com a data de emancipação política, encimado por três coroas representando os três poderes públicos. Foi oficializada pela Lei Municipal nº 613 de 17 de outubro de 1983.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Carvalhos situa-se no sul de Minas Gerais, próximo a divisa do Estado do Rio de Janeiro. Localiza-se na região do Alto Rio Grande, com as seguintes coordenadas geogr´ficas 22º00'00'' Sul e 44º25'30'' Oeste. A atitude da sede municipal é de 1093 metros acima do nível do mar, na antiga Estação Ferroviária. O município se estende por 305 km², fazendo limite com Seritinga (Norte), Bocaina de Minas (Sul), Liberdade (Leste) e Aiuruoca (Oeste).[16]

Relevo[editar | editar código-fonte]

Carvalhos possui um conjunto de terras elevadas, destacando entre as principais elevações:

  • Serra dos Três Irmãos - composta por três picos: Pico do Muquém (1734 m), Pico do Calambau (nome de origem tupi: Kala e ambaua, que significa "mato ralo onde um rio faz curva) e Pico dos Três Irmãos.
  • Morro Verde - com 2044 metros de atitude, é o ponto culminante do município, localizado no limite com Bocaina de Minas.
  • Serra Verde - localizada no limite com Bocaina de Minas.
  • Pico do Quilombo - visto da cidade, localiza-se na Serra do Quilombo.
  • Serra da Aparecida - o nome certo é Serra da Parricida, pois nessa localidade uma filha matou um pai.
  • Serra do Grão-Mogol - onde há um lendário diamante encravado numa rocha, que foi procurado sem resultados.[17]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O principal curso d'água é o Rio dos Franceses, que nasce na Serra Verde, afluente do Rio Aiuruoca e sub-afluente do Rio Grande. Banha o Distrito dos Franceses e as cidades de Carvalhos e Seritinga (onde é sua foz). Entre outros ribeirões destaca-se: o Ribeirão do Turvo (divisa entre Carvalhos e Liberdade); Ribeirão das Posses; Ribeirão do Sertãozinho; entre outros.

A cidade é conhecida por suas inúmeras cachoeiras, as quais destacam-se:

  • Cachoeira do Funil ou da Usina - no Rio Franceses, com 25 metros de queda;
  • Cachoeira do Filhinho - a 4 km da sede municipal, conhecida como Prainha, no Rio Franceses;
  • Cachoeira dos Franceses - a 16 km da sede municipal, no Rio Franceses;
  • Cachoeira da Estiva - com 78 metros de queda, a 10 km da sede municipal, no Ribeirão do Turvo, sendo a maior do município;
  • Cachoeira dos Pereira - a 10 km da sede municipal, no Ribeirão das Posses.[18]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação carvalhense é de mata atlântica. Há também a ocorrência de araucárias no município.[19]

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia municipal é predominantemente agropecuária. Predomina na região o minifúndio e a produção leiteira é destinada a indústria de laticínios. Nas culturas, predomina-se o plantio de milho e feijão, como cultura de subsistência. A cana-de-açúcar é plantada, mas é destinada à alimentação de bovinos. No passado, já houve uma fábrica de guaraná e outra de isopor, porém ambas estão desativadas atualmente. A cidade conta com as Pousadas Bianca, Central e Pico do Muquém. No comércio predominam as lojas de vestuário e material de construção. [20]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Em 1915 é criada a primeira banda de música em Carvalhos, pelo Maestro José Venâncio. No ano de 1930, é criado pelo mesmo maestro a Corporação Musical Lira Carvalhense. No ano de 1966 é criada a fanfarra do então Ginásio Estadual de Carvalhos. Em 1991 é criado o Conjunto Musical Duplo Sentido e, em 1992, é fundada a Corporação Musical Sagrado Coração de Jesus. Todos estão desativados atualmente, embora nos últimos anos a Fanfarra Municipal tenha sido reativada.

Carvalhos já possuiu um cinema, o Cine Vitória, na atual Praça Ana Dantas Motta, que infelizmente já não existe mais.

Por alguns anos funcionou na cidade a Boate Barão Vermelho, onde hoje é a atual Construsouza Material de Construção. Houve também a D'graus Dance, que funcionava encima da atual Agência dos Correios.

Destaca-se na cidade as festas, que trazem muitos visitantes. Entre elas estão: Carnaval, Festa de São Sebastião (20/01), Festa de São Lázaro do Muquém (10/06), Festa de Santo Antônio do Carimbá (13/06), Festa do Sagrado Coração de Jesus (julho) e a Festa de Outubro (aniversário da cidade, 12/10).[21]

Poeta de nossa terra[editar | editar código-fonte]

José Dantas Motta, conhecido como José Franklin Massena de Dantas Motta, nasceu em Carvalhos em 22/03/1913, filho de Lourenço Motta e Ana Dantas Motta.

Em 1932, publicou seu primeiro livro "Surupango", onde homenageia sua cidade natal. Em 1945, em estilo moderno, publica "Planície dos Mortos". Entre outros livros publicados destaca-se: "Elegia do País das Gerais" (1946, reeditado em 1961), "Anjo de Capote" (1953), "Epístola de São Francisco" (1955), "Antologia Poética de Mário de Andrade" (1961), "Primeira Epístola de Joaquim José da Silva Xavier - o Tiradentes - aos Ladrões Ricos" (1967). Deixou inédito, entre outras, obras avulsas como: "O guarda-chuva do padre", "Epístola de Aleijadinho aos Artistas livres", "Bruxo", "O último civil", etc.

O poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu sobre José Dantas, uma semana após sua morte: "De caligrafia difícil, de coração fácil. De queijos oferecidos, de sonhos parlamentares frustrados, mas de que parlamento precisava, se em Poesia falava tudo intemporal e direito, ao ritmo vagarosos de boiadas, do mugido a soar como lamento, lamento a vibrar como reprovação? Das grandes cidade queria só os amigos, que no mais o município lhe bastava, entre 15 000 livros que possuí.".

Morreu em 09 de fevereiro de 1974, no Rio de Janeiro, sendo sepultado no Cemitério de Aiuruoca.[22]

Orografia [editar | editar código-fonte]

Três Irmãos

As serras desafiam o céu

com espadas azuis...

Uma tem, na forma

Um carimbo de trapézio

numa sugestão de Urca...

a outra

uma fotografia de triângulo,

guardando nos abertos ângulos

uma lembrança herege

do Corcovado sem Cristo...

E bem juntinha,

numa recordação lendária,

a outra sobe, sobe,

pedindo desculpas ao Pão de Açúcar,

num riso secular de pedra primária..."

(José Dantas Motta - Surupango - 1932)[23]

12 de Outubro[editar | editar código-fonte]

O dia de Carvalhos foi criado pela Lei nº 360 de 22 de setembro de 1966, pelo Vigário Paroquial Pe. José Ferreira Leite, o então prefeito Esdras Thomaz Salvador, o então Presidente da Câmara de Vereadores Sócrates da Silva Varginha e Manoel Lourenço Motta do Amaral. nos dois primeiros anos, a festa foi realizada pelo então Ginásio Estadual de Carvalhos (atual E. E. Ana Dantas Motta). Só a partir de 1968, a festa passou a ser patrocinada pela Prefeitura Municipal, na gestão do então prefeito Marco Antônio da Silva Varginha.

O motivo da escolha da data consta na primeira programação da festa (1966), que diz: "Comemora-se nesta data dois importantes fatos históricos carvalhenses. Primeiro, a construção de nosso primeiro marco histórico, que é o templo dedicado à Nossa Senhora Aparecida, erigido nos idos de 1888. Segundo, a instalação do Distrito, que em 12 de outubro de 1911 foi festivamente instalado, em obediência a Lei Estadual nº 556 de 30 de agosto de 1911. (...)"[24]

Religião[editar | editar código-fonte]

Criação da Paróquia[editar | editar código-fonte]

Em 1933, deu-se inicio a construção da Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, porém a paróquia só foi criada em 1944 pela circular nº 67 de 11/03/1944 pelo Bispo de Campanha Dom Inocêncio Engelke. É interessante notar que no início, a padroeira era Nossa Senhora da Conceição Aparecida e na criação da paróquia o padroeiro foi mudado para o Sagrado Coração de Jesus. Em 1945, toma posse o primeiro pároco: Pe. Hélvio Rômulo Alessandro Martuscello., que permaneceu até fevereiro de 1946.

Em 1948, a paróquia do Sagrado Coração de Jesus foi anexada à de Serranos, sendo pároco o padre José Inácio de Melo. A anexação durou até abril de 1949, cujo pároco era Pe. Geraldo Junqueira. De 1952 até 1955, a paróquia de Carvalhos voltou a ser anexada à de Serranos. Em 1955, foi nomeado pároco em Carvalhos, o padre Benedito Calazans Vilela. Em 1957 foi nomeado pároco o padre José Ferreira Leite, que permaneceu no cargo até a sua morte em 20 de novembro de 1966, sendo enterrado na lateral da Igreja Matriz. Em 1975, a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus voltou a ser anexada a de Serranos, voltando a anexação entre os anos de 1982 e 1987. Em 1987, a Paróquia de Carvalhos conseguiu um pároco fixo, o padre Bernardo Scharfenstein, que tomou posse no dia 20 de setembro de 1987. Entre os anos de 1990 e 1993, as paróquias de Seritinga e Serranos ficaram anexadas a de Carvalhos sob a administração do Pe. Scharfenstein.

O Apostolado da Oração foi criado em 1945 pelo Pe. Hélvio Martuscello.

O primeiro carvalhense ordenado padre foi Aureliano Souza Cunha Carvalho, no final do século XIX.

A primeira ordenação sacerdotal em Carvalhos ocorreu em 30 de julho de 1994, realizada pelo Bispo de Campanha Dom Aloísio Roque Opperman. O padre ordenado foi José Antônio Nogueira, originário da própria localidade.[25]

Outras religiões em Carvalhos[editar | editar código-fonte]

Na década de 1960, apenas uma pessoa em Carvalhos não era católica, pertencente a igreja Presbiteriana.

Em 1970, chega em Carvalhos, de São Paulo, a Congregação cristã no Brasil e o primeiro templo da congregação só foi construído em 1975.

Em 1973, as Testemunhas de Jeová chegam a Carvalhos.

No final da década de 1980, foi inaugurada a primeira Igreja da Assembleia de Deus m carvalhos, pelo Pastor José Sebastião dos Santos.

Outras igrejas chegaram posteriormente, entre elas a Igreja Adventista do Sétimo Dia.[26]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Possui inúmeras cachoeiras distribuídas por todo o município (em torno de 70 quedas) e mais de 400 km de trilhas para a prática de Off-Road. Essas trilhas e cachoeiras são de beleza surpreendente. Além disso, possui um pico chamado Pico do Muquém de altitude aproximada de 1800m acima do nível do mar e com uma vista maravilhosa. Também encontra-se no município o Pico do Calambau e dos Três Irmãos, que juntamente com o do Muquém, formam a Serra dos Três Irmãos. Há também o Pico do Quilombo (Serra do Quilombo), a Serra da Aparecida e a serra do Grão-Mogol.[27]

Bairros e Povoados[editar | editar código-fonte]

O município encontra-se subdivido em diversos bairros e povoados, a saber:

  • Lopes (Zona Rural)
  • Três Irmãos (Zona Rural)
  • Sertãozinho (Zona Rural)
  • Vargem Grande (Zona Rural)
  • Carimbá (Zona Rural)
  • Posses (Zona Rural)
  • Macaquinho (Área Urbana)
  • Curraleiros (Zona Rural)
  • Capiada (Zona Rural)
  • Mateiros (Zona Rural)
  • Gonçalos (Zona Rural)
  • Vargem Alegre (Zona Rural)
  • Ponte Alta (Zona Rural)
  • Muquém (Zona Rural)
  • Franceses (Zona Rural)
  • Niterói (Área Urbana)
  • Santa Edwirges (Área Urbana)
  • Beira da Linha (Área Urbana)
  • Alto da Igreijinha (Área Urbana)
  • Bela Vista (Área Urbana)
  • Prodecom (Área Urbana)
  • Alto do Ginásio (Área Urbana)
  • Vila São Judas Tadeu (Área Urbana).[28]

Calendário[editar | editar código-fonte]

  • 06 de Janeiro - Festa dos Reis Magos no Povoado dos Francese
  • 20 de Janeiro - Festa de São Sebastião e Feriado Municipal
  • Carnaval - móvel
  • Semana Santa - móvel
  • 10 de Junho - Festa de São Lázaro no Povoado do Muquém e feriado municipal
  • 13 de Junho - Festa de Santo Antônio de Pádua no Povoado do Carimbá
  • Corpus Christi - móvel
  • Primeira Semana de Julho - Festa do Padroeiro Sagrado Coração de Jesus
  • 02 de Agosto - Festa de Nossa Senhora dos Anjos no Povoado dos Franceses
  • 12 de Outubro - Durante a semana do 12 de Outubro realiza-se a festa da cidade).[29]

Transportes[editar | editar código-fonte]

O município é servido pelas rodovias BR-267 e AMG-1040. Não existe rodoviária na cidade e apenas a Viação Cometa entra na sede municipal duas vezes na semana[30]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. Fora do mapa: Carvalhos. Visitado em 12 de julho de 2010.
  7. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de Carvalhos. 1º. ed. Itamonte: Gráfica São José, 1995. p. 12.
  8. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de carvalhos. 1º. ed. Itamonte: Gráfica São José, 1995.
  9. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de Carvalhos. 1º. ed. Itamonte: Gráfica São José.
  10. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de Carvalhos. 1º. ed. Itamonte: Gráfica São José, 1995.
  11. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de Carvalhos. 1º. ed. Itamonte: Gráfica São José, 1995.
  12. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de Carvalhos. 1º. ed. Itamonte: Gráfica São José, 1995.
  13. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de Carvalhos. 1]. ed. Itamonte: Gráfica São José, 1995.
  14. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de Carvalhos. [S.l.: s.n.].
  15. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de Carvalhos. [S.l.: s.n.].
  16. [Raízes de Carvalhos Motta do Amaral] (Manoel Lourenço).
  17. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de Carvalhos. [S.l.: s.n.].
  18. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de Carvalhos. [S.l.: s.n.].
  19. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de Carvalhos. [S.l.: s.n.].
  20. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de Carvalhos. [S.l.: s.n.].
  21. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de Carvalhos. [S.l.: s.n.].
  22. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de Carvalhos. [S.l.: s.n.].
  23. Dantas Motta, José. Surupango. [S.l.: s.n.], 1932.
  24. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de Carvalhos. [S.l.: s.n.].
  25. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de Carvalhos. [S.l.: s.n.].
  26. Motta do Amaral, Manoel Lourenço. Raízes de Carvalhos. [S.l.: s.n.].
  27. Fora do mapa: Carvalhos. Visitado em 12 de julho de 2010.
  28. Fora do mapa: Carvalhos. Visitado em 12 de julho de 2010.
  29. Fora do mapa: Carvalhos. Visitado em 12 de julho de 2010.
  30. DER-MG. Mapa Rodoviário de Minas Gerais - quadro 23. Visitado em 12 de julho de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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