Casa de Grimaldi

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Grimaldi
Brasão de armas da Casa de Grimaldi.
País: Mónaco
Títulos: Senhores do Mónaco (de 1297 a 1616) e príncipes-soberanos do Mónaco (desde 1616), além de deterem outros títulos, tais como marquês de Baux e duque de Valentinois.
Fundador: Grimaldo Canella
Atual soberano: Alberto II
Ano de fundação: 1160
Etnia: Caucasiana

A Casa de Grimaldi, também chamada dinastia de Grimaldi, descende de uma importante família nobre de mesmo nome, família, esta, proveniente da aristocrática República de Gênova. Um ramo dessa família tornou-se a casa principesca soberana do principado do Mónaco, sendo a soberana do território desde 8 de dezembro de 1297, no século XIII. De origem genovesa, a família deriva o seu nome de Grimaldo Canella, filho de Otto Canella, cônsul (comandante do conselho) e membro do conselho da república. Portanto, a Casa de Grimaldi está associada com a história da república de Gênova e do principado do Mónaco.

O atual soberano do principado e, portanto, chefe da Casa de Grimaldi, é Sua Alteza Sereníssima o príncipe Alberto II do Mónaco.

História[editar | editar código-fonte]

A família Grimaldi descende de Grimaldo Canella, estadista genovês, que viveu no século XII. Ele era o filho de Otto Canella, um cônsul (comandante do conselho) de Gênova, em 1133, e Grimaldo, assim como seu pai, foi cônsul em 1160, 1170 e novamente em 1184. Seus inúmeros netos e filhos comandaram expedições marítimas em todo o mar Mediterrâneo, o mar Negro e, em breve, o mar do Norte, e rapidamente se tornou uma das mais poderosas e influentes famílias de Gênova.

Grimaldo temia que o chefe de uma família rival genovesa pudesse quebrar o frágil equilíbrio político com um golpe de Estado e tornar-se monarca de Gênova, pondo fim à então República de Gênova, como aconteceu em outras cidades italianas. Eles se aliaram com os Guelfos, fazendo uma aliança com a família Fieschi, para defender os seus interesses e os de Gênova. O guelfos, porém, foram banidos da cidade em 1271, e encontraram refúgio em seus castelos da Ligúria e na Provença. Eles assinaram um tratado com Carlos II de Nápoles, para retomar o controle de Gênova e, em geral, a prestar assistência mútua. Em 1276, eles aceitaram um acordo de paz sob os auspícios do papa João XXI, que, no entanto, não pôs fim à guerra civil. Nem todos os Grimaldi optaram por regressar a Gênova, pois preferiram instalarem-se em feudos, onde podiam recrutar pessoas para que pudessem formar exércitos. Em 1299, os Grimaldi e seus aliados atacaram o porto de Gênova. Durante os anos seguintes, os Grimaldi fizeram diversas alianças que lhes permitiram voltar à força para Génova. Desta vez, foi a vez dos seus rivais, a família Spinola, muito poderosa até então, ser banida da república. Após essa parte da história, existem duas hipóteses para o que aconteceu:

  • Durante todo esse período, tanto os Gguelfos quanto os gibelinos abandonaram o castelo de Mônaco, que foi colocado para lançar operações militares contra Génova. E, deste modo, os Grimaldi acabaram por permanecer no território e depois, separaram-se totalmente da República de Génova.
  • Francisco Grimaldi e seu exército conquistaram a Fortaleza de Mônaco sob o disfarce de frades, em 1297. Quando os guardas da fortaleza, subordinados à República de Génova, abriram os portões para que os religiosos entrassem, todos os soldados dos Grimaldi tiraram as vestimentas de frades e invadiram o castelo, conseguindo tomá-lo dos guardas subordinados à república genovesa. Inclusive, o brasão de armas da Casa de Grimaldi mostra dois frades empunhando uma espada cada e segurando parte do brasão.

No início do século XIV, os catalães de Espanha invadiram as costas da Provença, Ligúria, Génova e França. Temendo uma invasão, Génova rapidamente pediu proteção ao Dominus Generalis (governante) do ducado de Milão.

Várias dos mais antigos ramos feudais da Casa de Grimaldi apareceram durante essas agitações, tais como as sucursais de Antibes, Beuil, Nice, Puget, e Sicília. Em 1395, os Grimaldi aproveitaram as discórdias políticas em Génova para tomar posse do Mónaco, o qual se pronunciou, em seguida, como independente. Essa é a origem do principado e também da Casa de Grimaldi. Desde então, até a atualidade, os Grimaldi são os soberanos do Mónaco.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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