Casas Bahia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Casas Bahia
Via Varejo S.A.
Slogan Dedicação total a você.
Tipo Sociedade limitada
Indústria varejo
Fundação 1952
Fundador(es) Samuel Klein
Sede São Caetano do Sul, SP
Locais Brasil Presença em 17 Estados, além do Distrito Federal, nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste, Norte e Centro-Oeste
Proprietário(s) Via Varejo
Empregados 57.500 mil
Produtos móveis e eletrodomésticos
Página oficial www.casasbahia.com.br

Casas Bahia é uma popular rede de varejo de móveis e eletrodomésticos do Brasil. Foi fundada em 1952, em São Caetano do Sul, SP, onde se localiza a matriz, pelo imigrante polonês Samuel Klein, que iniciou como mascate vendendo produtos de porta em porta, Mas a maioria dos seus clientes eram retirantes baianos daí o nome da empresa, apenas em 1957 a primeira loja foi aberta.

História[editar | editar código-fonte]

Casas Bahia em Farroupilha, no Rio Grande do Sul.

Com 60 anos de atuação no mercado nacional, a Casas Bahia possui em Caldas Novas 01 loja faturando R$13,8 bilhões gerando um lucro de estimado de 165 milhões. Com 57.500 funcionários a Casas Bahia é uma rede de lojas voltada para a venda de móveis e eletrodomésticos no varejo com foco nas classes C, D e E sendo 26,3 milhões de clientes cadastrados.

A marca Casas Bahia, constantemente citada em pesquisas de lembrança de marca como a mais presente na mente dos brasileiros, abrange, por dia, cerca 54.1 milhões de domicílios com TV, anunciando em sete emissoras de TV aberta e, também, em 11 canais por assinatura.

No dia 4 de dezembro de 2009 o Grupo Pão de Açúcar anunciou a compra das Casas Bahia, tornando-se uma parte integrante do atualmente maior grupo varejista brasileiro.[1]

As Casas Bahia consegue seu lucro através de maiores parcelas, com o objetivo de deixar o cliente com mais formas e facilidade para pagar, fato que ajuda bastante consumidores de menores classes sociais.

Em novembro de 2004 firmou parceria com o banco Bradesco. Até então, as Casas Bahia financiavam cerca de 80% de suas vendas, o que significava na época uma carteira de crédito de R$ 4,5 bilhões, considerando as vendas de R$ 6 bilhões de 2003 (em 2006 já eram mais de R$ 11 bilhões). A maior parte da carteira era financiada com recursos próprios e apenas R$ 1 bilhão eram captados no mercado financeiro.

O funding passou então a receber o reforço do Bradesco: pelo acordo, o banco passou a assumir o financiamento de pelo menos R$ 100 milhões em vendas por mês. Isso significou na época um aumento quase imediato de 20% nas operações de financiamento ao consumo do próprio banco, que já haviam saltado 38% entre setembro de 2003 e setembro de 2004, atingindo R$ 15,1 bilhões.

Sob o ponto de vista da gestão financeira, é interessante observar que os recursos custariam inicialmente um pouco mais do que a taxa do Certificado de Depósito Interfinanceiro - CDI, e o spread que passou a ser cobrado no financiamento das vendas será embolsado pela Casas Bahia. Em uma segunda etapa, a partir de 2005, o Bradesco passou a vender produtos financeiros aos clientes da Casas Bahia, como cartões e seguros, com a instalação de quiosques na rede de varejo; isto pode teoricamente ser bastante vantajoso para o grupo Bradesco sob o ponto de visto estratégico, em termos de ocupação de espaços mercadológicos (notadamente em crédito e cartões) com pouco ou nenhum investimento adicional em tecnologia, pontos de venda e recursos humanos e, claro, também podendo trazer vantagens de médio prazo para o grupo varejista.

Casas Bahia no município de Avaré, em São Paulo.

Ao início de 2006, a Casas Bahia, que não exige comprovante de renda para abertura de crediário, perdiam em torno de 10% das vendas pagas com o antigo e tradicional crédito direto ao consumidor (CDC) sob a forma de “carnê”. Enquanto isso, a taxa de inadimplência do cartão de crédito lançado em conjunto com o Bradesco em 2005 oscilava entre 4% e 6%. Ou seja: a Casas Bahia se dispõe a ter uma perda duas vezes maior no seu crediário do que a permitida pelo banco, que assume o risco de crédito dos cartões, através de sua administradora.

Interessante observar as disposições técnicas das lojas, onde os caixas são colocados no final, possibilitando o cliente de passar por todos os produtos todo mês para pagar o seu carnê. Os vendedores inclusive possuem meta sobre vendas na fila que são chamadas de "boca de caixa". Uma técnica de venda que é sempre analisada na gestão estratégica de negócios (porém essa técnica foi excluída na rede por ocasionar processos judiciais, pois alguns gestores utilizavam a técnica como castigo a quem não cumprisse a meta).[carece de fontes?]

No Rio Grande do Sul, a Casas Bahia abriu sua primeira filial em outubro de 2004, em Porto Alegre. Logo depois, foram abertas novas lojas da rede na capital gaúcha, em São Leopoldo e em Caxias do Sul.
Em 2006, a rede chegou a ter 28 lojas. Devido aos índices insatisfatórios de vendas no Estado, a rede foi fechando gradativamente algumas de suas filiais.
Em dezembro de 2009, a Casas Bahia decide deixar o RS, fechando todas as lojas restantes, em parte devido a autos de infração fiscal[2] emitidos pela Secretaria da Fazenda do Estado. Havia divergências quanto à base de cálculo sobre a qual incidia o ICMS.

Segundo análise de especialistas, um fator crucial que fez com que a Casas Bahia encerrasse suas atividades no Rio Grande do Sul[3] era o comportamento "bairrista" dos consumidores gaúchos, por geralmente darem preferência a fornecedores locais.

Itens relevantes[editar | editar código-fonte]

  • Em cinco anos de dedicação e trabalho, Samuel Klein conseguiu capital para abrir sua primeira loja, chamada Casas Bahia. Era a sua homenagem a seus fregueses, na maioria retirantes baianos vindo tentar a sorte na região.
  • Apesar do nome da rede se chamar "Casas Bahia", a rede inaugurou sua primeira loja nesse estado somente após 56 anos do surgimento da rede, no Shopping Paralela, Salvador Shopping e em mais 3 pontos no município de Salvador.[4]
  • No dia 10 de novembro de 2008 um segurança das Casas Bahia assassinou um cliente pelo fato de ele estar mal-vestido[5] . Mesmo insistindo que o produto era para seu casamento (e estando com a nota fiscal na mão), o ambulante Alberto Milfonti Júnior morreu com um tiro no rosto[6] .
  • No dia 4 de dezembro de 2009, o Pão de Açúcar anunciou a compra da Casas Bahia e que os negócios no setor de varejo de bens duráveis seriam integrados à Globex, controladora do Ponto Frio[7] . No entanto, a família Klein, da Casas Bahia, acredita que o negócio foi subavaliado e os dois grupos reavaliam a fusão, com a renegociação de valores e algumas condições do contrato[8] .

Fusão Casas Bahia e Pão de Açúcar[editar | editar código-fonte]

Sai um novo acordo de fusão, no dia 2 de julho de 2010, entre os grupos Pão de Açúcar e Casas Bahia, sendo assim, com o novo acordo, o novo grupo formado passa a se chamar de Nova Casas Bahia, onde a captação de recursos ficará por parte da Globex, controladora da rede Ponto Frio. Para o novo acordo, que durou cerca de 4 meses de duração se consolidar, foi preciso injetar, cerca de R$ 689 milhões por parte do grupo do então, chefe de conselho da empresa Abílio Diniz[9] .

Família Klein inicia saída da Casas Bahia[editar | editar código-fonte]

eA família Klein, fundadora da Casas Bahia, iniciou movimento para se retirar do negócio, ao comunicar a oferta de parte de suas ações da Via Varejo - companhia controladora da empresa e também do Ponto Frio e das vendas on-line - na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). A transação pode ultrapassar o valor de R$ 2 bilhões.

Esse será o primeiro passo para a família sair definitivamente da companhia fundada em São Caetano em 1952 e que foi vendida à CBD (Companhia Brasileira de Distribuição) - holding do grupo Pão de Açúcar - em 2010, segundo um dos bancos que participam da operação.

Antes dessa decisão, os Klein tentaram levantar dinheiro no mercado e até se associar ao francês Casino, controlador do Pão de Açúcar, para reaver a rede, saindo da influência do empresário Abilio Diniz, que se tornou desafeto comum.

Minoritários na Via Varejo, eles têm atualmente 47% dessa empresa e, agora, com a oferta pública de 53 milhões de ações, que representam 16% do capital social, deverão reduzir sua participação para 31%. A operação também deve prever um aumento de capital, ainda não definido, para a Via Varejo, com objetivo de capitalizá-la para enfrentar a concorrência no varejo não alimentar.

TUMULTUADA - A trajetória de aproximação entre a rede Casas Bahia e o grupo Pão de Açúcar começou em 2009, quando as companhias anunciaram (em dezembro) a criação da Nova Casas Bahia, que inicialmente pareceu fazer sentido para as famílias Klein - interessadas em ganhar escala para acelerar o plano de expansão das lojas pelo Brasil - e também para Abílio Diniz, na época dono do Pão de Açúcar, que ficou com o controle majoritário.

No entanto, poucos meses depois veio a público a tensão entre os dois grupos varejistas. A principal queixa tinha base financeira. A família Klein entendia que seus ativos haviam sido subavaliados. Após longa e intensa negociação, os contratos foram refeitos, mas a situação ficou longe de ser tranquila.

Para o presidente do conselho do Provar (Programa de Administração do Varejo), da USP, Claudio Felisone de Angelo, a família se sentiu em situação menos confortável após a aquisição pelo Pão de Açúcar e deve ter percebido que seria mais interessante vender suas ações. O especialista entende ainda que a saída da família não vai gerar impacto significativo nos resultados da rede varejista, que havia profissionalizado a gestão nos últimos anos.

Intervalo Comercial das Casas Bahia no Rádio e na TV[editar | editar código-fonte]

Publicidades de Jornais e Revistas[editar | editar código-fonte]

Publicidades de Transporte Público de São Paulo[editar | editar código-fonte]

Empresas parceiras[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma empresa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.