Caso Jordan Chandler

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde setembro de 2009).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.

Caso Jordan Chandler é uma expressão criada e utilizada pela imprensa para se referir à primeira acusação de abuso sexual feita contra o cantor Michael Jackson, em agosto de 1993.

A inocência de Michael só foi provada após sua morte, quando Jordan Chandler afirmou ter mentido por ordem do pai, e que nunca teve a intenção de prejudicar o cantor, embora saiba da gravidade do que fez.

Essa não foi a única acusação de abuso por parte de Michael Jackson. Em 2003 foi acusado de abuso sexual de menor por Gavin Arvizo, mas foi absolvido por falta de provas.

Jordan Chandler[editar | editar código-fonte]

Jordan Chandler (Nova York, Estados Unidos, janeiro de 1980) é o homem que acusou o cantor Michael Jackson de tê-lo abusado sexualmente em agosto de 1993. A suposta vítima tinha treze anos de idade na época das acusações, que nunca foram levadas a julgamento. O caso foi arquivado depois de um acordo realizado com a companhia de seguros do cantor em 1994.

Evan Robert Chandler[editar | editar código-fonte]

As dúvidas sobre o comportamento de Jackson para com o adolescente foram levantadas pelo pai biológico de Jordan, Evan Robert Chandler. Nascido no Bronx, em 1944, Chandler se formou dentista e tentou sucesso como roteirista de cinema. No final dos Anos 1970 mudou-se para Los Angeles com a mulher June na tentativa de deslanchar a nova carreira. Também morou em Nova York com o mesmo propósito, mas sem sucesso. Na década de 1980, quando Jordan já havia nascido, retornou para Los Angeles com a família. Se divorciou da esposa em 1985. A custódia da criança ficou com a mãe e a justiça estipulou que Chandler lhes pagaria uma pensão de 500 dólares por mês.

No início dos anos 1990, Evan havia formado família com a segunda mulher, uma advogada, e tido dois filhos. No início não se contrapôs ao relacionamento do filho com Jackson. Em junho de 1993, depois de voltar de Mônaco, onde havia participado do World Music Awards, Jackson fez uma visita de cinco dias ao menino, na casa do pai. Foi quando Evan percebeu que o cantor dormia com o filho e o caçula da ex-esposa, na mesma cama. Embora tenha admitido que Michael e Jordan sempre tenham dormido vestidos, foi nessa época que levantou suspeitas de que tivesse ocorrido alguma transgressão.

Em agosto de 1993, o jovem Jordan Chandler, de treze anos de idade, representado pelo advogado civil Larry Feldman, acusou Michael Jackson de abuso sexual. As declarações, feitas à imprensa, nunca foram entregues à Justiça e, por conseqüência, o astro não chegou a ser indiciado pelo crime. Apesar disso, o promotor distrital Tom Sneddon deu início a investigações paralelas no final do mês pelo condado de Santa Ynez, residência oficial de Jackson.

As acusações geraram frenesi em todo o mundo. Michael cancelou o último seguimento da turnê do álbum Dangerous em novembro, pouco antes de deixar o México a caminho dos Estados Unidos. Durante uma semana daquele mês não se soube o paradeiro do astro. Ele reapareceu internado aos cuidados do terapeuta Beauchamp Colclough, na Irlanda do Norte, em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos alegando a necessidade de se restabelecer de um vício em analgésicos.

Michael Jackson se pronunciou sobre as alegações pela primeira vez em dezembro de 1993, durante um comunicado transmitido simultaneamente pelas redes CNN, CBS, NBC e ABC, ao vivo do rancho Neverland. Ele se defendeu, afirmando ser incapaz de "causar mal a uma criança".

Depois de seis meses de negociações, contra a vontade do cantor e do seu advogado, a companhia de seguros daquele fechou um acordo de confidencialidade com o dentista Evan Chandler. Especula-se que a família tenha embolsado quase 15 milhões de dólares. As investigações paralelas da Justiça foram arquivadas em 1994 por falta de provas. Com o acordo, o único reclamante se recusava a colaborar.

Em 1996 Evan Chandler processou novamente Jackson, alegando que Michael teria violado os termos da acção civil, quando publicamente afirmou nunca ter abusado sexualmente do garoto. Neste novo processo, Chandler referiu-se ao álbum HIStory, bem como a uma entrevista que Michael deu a Diane Sawyer. O pedido abrangia uma indemnização no valor de 60 milhões de dólares e a emissão de uma ordem judicial que lhe permitisse produzir e distribuir o seu próprio álbum, chamado EVANstory.

Dias após a morte de Jackson, Jordan Chandler confessou á imprensa que tinha sido forçado pelo pai a acusar Michael de o ter abusado sexualmente.

Comportamento de Jackson[editar | editar código-fonte]

Certos fatos no relacionamento entre Michael Jackson e as crianças são pouco usuais e tidos como controversos para grande parte da sociedade. O cantor conheceu Jordan Chandler em maio de 1992, quando a van dele quebrou na Wilshire Boulevard, em Los Angeles. O problema foi percebido pela esposa de Mel Green, funcionário de uma agência de guinchos. Green foi socorrê-lo.

Quando Dave Schwartz, dono da empresa, soube que Green estava levando Michael para o estabelecimento, chamou a esposa, June, e o filho do casamento anterior dela, um garoto de doze anos, Jordan. Quando Jackson chegou, June contou como o filho havia enviado um desenho para o cantor quando ele sofrera queimaduras, em 1984, e deu a Michael um número de telefone para contato.

Jackson passou a telefonar para Jordan. Ficaram amigos. Três meses depois, ele e a mãe eram convidados habituais de Neverland, o rancho do artista no vale de Santa Ynez, ao norte de Los Angeles, Califórnia. A preferência de Michael pela companhia de crianças era de conhecimento público e tida como uma das excentricidades do cantor. Quando as acusações vieram à tona, em agosto, o hábito de Jackson, na época com 35 anos, de dormir com crianças foi tido como absurdo e condenado.

Em junho de 1995, durante entrevista concedida à apresentadora Diane Sawyer no programa Primetime, da ABC, o cantor pediu compreensão. Disse que o comportamento fica menos controverso quando colocado no contexto da infância que teve, sempre cercado de adultos, mergulhado em estúdios e sobre a pressão do pai, Joe, lembrado pelo rigor e violência com que tratava os filhos e a esposa.

Investigações preliminares[editar | editar código-fonte]

Em junho de 1993, Evan Chandler procurou a ex-mulher e revelou a ela as suspeitas de abuso. Inicialmente, June não acreditou. Chandler alertou que levaria a público as provas que alegava ter contra o cantor. June acionou o advogado de Jackson, Bert Fields, que contratou o investigador Anthony Pellicano para que interviesse no caso. Secretamente, gravaram uma conversa telefônica entre Chandler e o marido de June, Dave Schwartz. Quando perguntado o que Michael teria feito, Evan respondeu que ele "havia desestruturado a família. Jordan foi seduzido pelo poder e pelo dinheiro desse sujeito".

A fita de áudio foi enviada para a rede de televisão CNN, que transmitiu a conversa com exclusividade em setembro de 1993. "Se eu for adiante com isso, ganho uma bolada. June perderá a guarda do menino e a carreira de Michael será arruinada", falou em um trecho da gravação. "Tudo o que quero é levar isso a público o mais rápido", concluiu. Para a defesa de Jackson, a fita era uma prova de que o cantor estava sendo vítima de extorsão. Para a acusação, era o relato de um pai desesperado.

Logo após ouvir a fita, Pellicano marcou um encontro com Jordan e a mãe em Century City, na Califórnia. Com uma câmera escondida, o investigador interrogou o garoto: "Michael já tocou em você? Alguma vez você o viu nu?". A resposta, segundo a defesa, foi não. O vídeo nunca foi divulgado.

Acordo de confidencialidade[editar | editar código-fonte]

Michael Jackson se pronunciou sobre as alegações pela primeira vez em dezembro de 1993, durante um comunicado transmitido simultaneamente pelas redes CNN, CBS, NBC e ABC, ao vivo do rancho Neverland. Ele se defendeu, afirmando ser incapaz de "causar mal a uma criança".

Depois de seis meses de negociações, o cantor fechou um acordo de confidencialidade com o dentista Evan Chandler. A família embolsou quase 15.331.250 dólares.[1] Do acordo consta que "Jackson especificamente declina qualquer responsabilidade, e nega quaisquer actos delituosos contra o menor, Evan Chandler ou June Chandler ou quaisquer outras pessoas. As partes reconhecem que Jackson é uma figura pública e que o seu nome, imagem e semelhança têm valor comercial e são um elemento importante da sua capacidade de ganho. As partes reconhecem que Jackson alega que escolheu resolver chegar a acordo na Ação, tendo em conta o impacto que a acção teve e poderá ter no futuro nos seus ganhos e potenciais rendimentos."[2]

Todas as partes reconhecem que "… o pagamento estipulado (…) são relativas ao acordo para compensação a Jordan, Evan e June Chandler dos danos decorrentes de negligência e não se referem a actos intencionais e delituosos de molestação sexual."[3]

As investigações paralelas da justiça foram arquivadas em 1994 por falta de provas. Com o acordo, o único reclamante se recusava a colaborar.

Em 1996 Evan Chandler processou novamente Jackson, alegando que Michael teria violado os termos da acção civil, quando publicamente afirmou nunca ter abusado sexualmente do garoto.

A Mentira[editar | editar código-fonte]

Dias após a morte de Michael Jackson, uma mensagem atribuída a Jordan Chandler foi lançada na rede. No texto, escrito em inglês crasso, um suposto Jordan Chandler desmente o caso e afirma que mentiu influenciado pelo pai. A notícia se espalhou rapidamente pela internet, mas nenhum site pôde confirmar a veracidade do texto. Nenhum dos principais veículos de comunicação republicou a notícia, por sua inconsistência característica de "hoaxs" de internet. (fonte:http://cinemagia.wordpress.com/2009/06/27/jordan-farsa/) Azja Pryor, mãe do filho de Chris Tucker, ator e comediante, ambos amigos de Jackson e testemunha de defesa em 2005, após saber da suposta confissão de Jordan, enviou uma carta para acusador de Michael Jackson (A Família Arvizo), pedindo para que ele também revelasse a farsa. Já que sua acusação foi baseada no caso de Jordan Chandler. Na carta, ela pedia para Gavin, confessar a inocência de Jackson. [4]

Referências

  1. [1]
  2. [2]
  3. [3]
  4. Uma carta aberta a Gavin Arvizo. eurweb.com. Página visitada em 2009-07-17.