Caso Steve Bartman

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O Caso Steve Bartman ocorreu durante um jogo de playoff da Major League Baseball entre o Chicago Cubs e o Florida Marlins no dia 14 de Outubro de 2003 no Wrigley Field em Chicago.

O incidente ocorreu no jogo 6 na final da Liga Nacional (National League) de 2003. O Chicago liderava a série "melhor de 7" por 3 jogos a 2. Na oitava entrada quando o placar estava 3-0 para os Cubs diversos espectadores tentaram segurar a bola (que seria uma foul ball) rebatida por Luis Castillo. Um dos fãs, Steve Bartman, tocou na bola, impedindo uma possível pegada do outfielder dos Cubs, Moisés Alou. Se Alou tivesse pego a bola, teria eliminado o segundo jogador dos Marlins na entrada e os Cubs estariam apenas a 4 eliminações de ganhar a Liga Nacional desde 1945 e seguir para sua primeira World Series desde 1908. Ao invés, os Cubs sofreram 8 corridas nesta entrada e acabaram perdendo o jogo por 8-3. Quando foram eliminados no dia seguinte no sétimo jogo, o "Caso Steve Bartman" foi visto como o desencadeador da derrota.[1]

Em consequência deste incidente, Bartman, fã de longa data dos Cubs, teve que ser escoltado para fora do estádio pela segurança até ficar sob proteção policial. Neste momento seu nome e endereço já circulavam nos fóruns das comunidades da MLB.

O documentário da ESPN de 2011, Catching Hell, traçou similaridades entre este caso e o caso do jogador do Boston Red Sox Bill Buckner que cometeu um erro no jogo 6 da Série Mundial de 1986, e da mesma maneira foi crucificado pela mídia e fãs.[2]

Consequências[editar | editar código-fonte]

Bartman se esconde[editar | editar código-fonte]

Depois que os espectadores começaram a atormentar Bartman e seus acompanhantes, chegando a atirar copos de cerveja, a segurança do Wrigley Field decidiu levar o grupo para um local seguro dentro do estádio.[3] Após a derrota, continuou sendo escoltado para fora do estádio, disfarçado para evitar o reconhecimento.[2] No dia seguinte, Bartman mandou uma desculpa escrita para a imprensa, declarando-se arrependido por suas ações.[4] Bartman desde então se recusou a dar entrevistas ou voltar ao Wrigley Field, apesar dos Cubs já terem declarado que ele seria bem-vindo no estádio. Moisés Alou disse que "não teria pego a bola" e pediu que tirassem a culpa de Bartman.[5] [6]

Destruição da Bola[editar | editar código-fonte]

A bola foi arrematada por um advogado de Chicago e vendido em um leilão em Dezembro de 2003. Grant DePorter a comprou por $113,824.16 em nome do grupo de restaurantes do narrador da MLB Harry Caray. Em 26 de Fevereiro de 2004, a bola foi detonada em público pelo expert em efeitos especiais Michael Lantieri.[7] [8]

Em 2005, os restos da bola foram usados pelo restaurante em um molho de macarrão. Nenhuma parte da bola foi no molho, mas a bola foi fervida e o vapor capturado, destilado, e adicionou-se a mistura final.[9]

O assento de Bartman[editar | editar código-fonte]

Assento de Steve Bartman, Corredor 4, Linha 8, Assento 113.

Nos anos que se seguiram ao acidente, o assento onde Bartman sentou – Corredor 4, Linha 8, Assento 113 – se tornou uma atração turística no estádio Wrigley Field, onde fãs tiram fotos sentados no fatídico local.[10]

Referências

  1. Baseball fan feels Chicago's fury BBC News. bbcnews.com (October 17, 2003). Página visitada em July 9, 2008.
  2. a b Catching Hell
  3. Please forgive me, Steve Bartman, Chicago Tribune
  4. Fan sorry from 'bottom of broken heart', ESPN
  5. Ten Years Later, Infamous Cubs Fan Remains Invisible, The New York Times
  6. The invisible fan, Chicago Tribune
  7. Spielman, Fran, et al. "It's going to be like a firecracker' – Signs point to ball's explosion, but owners mum on the method", Chicago Sun-Times, February 25, 2004, p. 16.
  8. Guerrero, Lucio. "Mission accomplished for special effects man – Oscar winner drills, stuffs, electrifies for good show", Chicago Sun-Times, February 27, 2004, p. 13.
  9. Greenberg, Jon (February 21, 2005). 'Cursed' ball simmers in Chicago' MLB.com.. Página visitada em June 29, 2008.
  10. Sullivan, Pat. "Special views at a special place", Chicago Tribune, March 26, 2006, p. 12.

Links Externos[editar | editar código-fonte]