Cassiopeia (filme)

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Cassiopéia
Cassiopeia-poster.jpg
Pôster
 Brasil
1996 • cor • 80 min 
Direção Clóvis Viera
Produção Nello de'Rossi
Roteiro Aloisio Castro
José Feliciano
Robin Geld
Clóvis Vieira
Elenco Osmar Prado
Jonas Mello
Aldo César
Marcelo Campos
Cassius Romero
Rosa Maria Barolli
Género Animação
Aventura
Idioma Português
Música Vicent Sálvia
Edição Marc de'Rossi
Distribuição PlayArte
NDR Filmes
Lançamento Brasil 1 de abril de 1996
Orçamento US$ 1,5 milhões
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

Cassiopéia[nota 1] é um filme de animação brasileiro produzida e realizado pela NDR Filmes, e lançado em 1 de abril de 1996. Foi totalmente realizado em computador, com imagens geradas por computação gráfica, sem escaneamento exterior de imagens ou vetorização de modelos reais (rotoscópio) ou misturas com outras técnicas.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

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O filme conta a história do planeta Ateneia, localizado na constelação de Cassiopeia, que um dia é atacado por invasores do espaço que começam a sugar sua energia vital. Um sinal de socorro é enviado para o espaço sideral pela astrônoma local, Liza, e recebido por quatro heróis que viajam através da galáxia para salvar o planeta.

A ambientação sugere (também por inviabilidade técnica para se produzir árvores e outros elementos caóticos naturais) um ambiente completamente tomado pela artificialidade. Numa primeira análise, pode-se pensar que é uma ideia rasa, mas o formato da resposta ao ataque do "predador gigante" evidenciam uma abordagem biológica no roteiro, como se os habitantes liberassem "anticorpos" ou "substâncias" encapsuladas para defesa a partir de armazéns de emergência, contrastando com o formato estado-unidense, que evidentemente escolheria o míssil.

Elenco (dublagem)[editar | editar código-fonte]

Ator / Atriz Personagem
Osmar Prado Leonardo
Jonas Mello Shadowseat
Aldo César Comandante do Conselho Galáctico Central
Marcelo Campos Chip
Cassius Romero Chop
Fábio Moura Feel
Hermes Barolli Thot
Rosa Maria Barolli Liza
Ezio Ramos Conselheiro
Flávio Dias Conselheiro
Francisco Bretas Robô
Élcio Sodré Capitão / Imediato
Carlos Silveira Engenheiro

Produção[editar | editar código-fonte]

A produção de Cassiopéia foi dirigida pelo animador Clóvis Vieira e contou com uma equipe de 3 diretores de animação e 11 animadores, trabalhando em uma rede de 17 microcomputadores 486 DX2-66. O primeiro modelo de personagem foi feito em um 386 SX de 20Mhz. O software utilizado foi o Topas Animator produzido pela Crystal Graphics, que já estava obsoleto na época da produção.

A produção de Cassiopéia começou em janeiro de 1992 com a modelagem dos ambientes e dos personagens, e com a criação da história e do roteiro. Os personagens e cenas foram concebidos a partir de figuras geométricas básicas, como esferas, cubos e cilindros, o que facilitaria o processo de renderização.

A partir de janeiro de 1993 foi iniciado o processo de animação. O trabalho de geração de imagens terminou em agosto de 1995. A trilha sonora foi completada em dezembro de 1995, e a primeira cópia ficou pronta em janeiro de 1996.

A primeira apresentação pública de Cassiopéia deu-se em 1 de abril de 1996 na cidade de São Paulo, no Brasil, em duas sessões, uma às 10h30min para a imprensa e pesquisadores no cine Iguatemi, e outra para 700 convidados às 22h no cine Liberty.

A primeira sessão especial para crianças, deu-se no dia 11 de abril de 1996, na cidade de Curitiba capital do Estado do Paraná no Brasil para 261 alunos do projeto PIÁ (projeto de educação integrado da prefeitura desta capital) num programa elaborado pela Fundação Cultural de Curitiba.

Uma sequência, intitulada Cassiopéia 2 foi divulgada como estando "em fase de produção". Utilizaria equipamento e software de ponta, com o 3ds Max sendo a principal ferramenta, mas o projeto foi interrompido em 2002.

Primazia e Controvérsia[editar | editar código-fonte]

Cassiopeia, embora não goze do mesmo status ou projeção internacional, disputa com a animação norte-americana Toy Story o título de primeiro filme de animação totalmente digital [1] . A polêmica gira em torno dos critérios para se estabelecer o que é um filme inteiramente digital. Como a Pixar Studios criou os moldes para as cabeças dos personagens principais em argila, sendo posteriormente digitalizados com o Polhemus 3D [2] , existe um argumento em favor da primazia de Cassiopéia, uma vez que a produção brasileira foi criada a partir de modelos inteiramente virtuais, sem uso de modelos físicos, da modelagem às texturas. Essa diferença de critérios é defendida por animadores brasileiros como argumento para considerar Cassiopéia o primeiro filme totalmente feito em CGI, mesmo tendo sido lançado meses após Toy Story.

Notas

  1. Nota ortográfica: Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, este topônimo deveria ser grafado como Cassiopeia.

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]