Castóreo

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O castóreo é uma secreção oleosa glandular do castor, que este animal usa para se impermeabilizar, engordurando sua pelagem. As glândulas secretoras (duas) situam-se junto aos órgãos genitais do animal.

Tem a cor parda, sólida, forte odor característico, é composta basicamente por colesterol, ácido benzóico e ácido salicílico, tendo seu uso em perfumaria e na farmacologia, como estimulante e antiespasmódico.1

Características[editar | editar código-fonte]

Existem dois tipos de castóreo: o extraído do castor-europeu e outro extraído do castor-americano. Tem consistência mole e untuosa, quando fresca, e dura e quebradiça, quando desidratada. De cor escura, tem odor forte e característico. O gosto é muito amargo.

Sua composição é complexa, variando conforme a origem - se russa ou canadense. No castóreo do Canadá é composto por matéria resinosa, mucos, sais e água. Há também o óleo volátil, do colesterol (chamada de castorina - mesmo nome do tecido feito com o pêlo do castor e lã) e também os ácidos orgânicos. Distingue-se do castóreo russo por sua maior proporção de resina e pela menor proporção de água e carbonato de cálcio. Foi destilado pelo químico Whoeler, usando a água, e resultando nos ácidos benzóico, salicílico e fenicado. Ao fim do século XIX já estava em desuso na medicina, mas era usado no preparo de certas pílulas.2

Referências

  1. Dicionário Aurélio, verbete castóreo
  2. Este texto foi extraído da Noveau Larousse Illustré - Grand Dictionnaire universel du XIXe siècle, enciclopédia, ed. 7 vol., Librarie Larousse, Paris, 1866-1877, em domínio público.
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