Castelo da Lousa

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Construção (Séculos II e I a.C.)
Estilo
Conservação
Homologação
(IPPAR)
N/D
Aberto ao público

O chamado Castelo da Lousa, também denominado como Castelo Romano da Lousa, localiza-se na antiga aldeia de Nossa Senhora da Luz, Freguesia da Luz (Mourão), Concelho de Mourão, Distrito de Évora, em Portugal.

Erguido no alto de uma escarpa em posição dominante sobre o rio Guadiana, cuja travessia vigiava, na realidade trata-se de uma fortificação romana de pequenas dimensões, de planta retangular, em aparelho de xisto, material abundante na região. Este sítio arqueológico, testemunho da Invasão romana da Península Ibérica, foi datado entre o século II a.C. e o século I a.C..

Classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 3 de Junho de 1970, a área foi sumersa pelo lago formado com a construção e operação da Barragem do Alqueva, que gera energia hidroelétrica para a região do Alentejo.

Com a assinatura de protocolo entre a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) e o Instituto Português de Arqueologia (IPA), a 4 de Junho de 1997, foram mobilizadas dezessete grupos constituídos por arqueólogos, técnicos e estudantes, que procederam estudos e escavações na área a ser inundada, tendo sido identificados mais de duzentos sítios arqueológicos, periodizados entre o Paleolítico e as Idade Média e Moderna.

Uma das ações desenvolvidas foi um levantamento arqueológico-topográfico atualizado dos vestígios da fortificação romana, optando-se por preservá-los para as futuras gerações. Essa tarefa foi empreendida através do envolvimento dos vestígios com sacos de areia, cobertos por sua vez com uma pasta especial de cimento, visando evitar o desgaste provocado pelas águas.

Complementarmente, entre 1998 e 2003, a antiga Aldeia da Luz, foi evacuada, tendo os seus moradores sido reassentados em uma nova povoação, em cota mais elevada, em torno de uma nova igreja para a padroeira, Nossa Senhora da Luz, do novo cemitério (que recebeu os despojos do anterior), e de um museu dedicado aos testemunhos da ocupação da região.

O projeto de reassentamento sob o título de Cemitério, Igreja de Nossa Senhora da Luz e Museu da Luz, de autoria dos arquitetos Pedro Pacheco e Marie Clément, recebeu o Prêmio Internacional Architetura em Pedra - 2005.

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