Castelo de Paderne

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Castelo de Paderne
Paderne Castle Portugal.jpg
Castelo de Paderne, Portugal.
Mapa de Portugal - Distritos plain.png
Construção ()
Estilo
Conservação Mau
Homologação
(IGESPAR)
IIP
(DL 516/71 de 22 de Novembro de 1971.)
Aberto ao público
Site IGESPAR 74129

O Castelo de Paderne, no Algarve, localiza-se na cidade e freguesia de mesmo nome, Concelho de Albufeira, Distrito de Faro, em Portugal.

Ergue-se em posição dominante sobre a ribeira de Quarteira, cerca de dois quilômetros ao Sul da cidade. Um dos sete castelos representados na bandeira de Portugal, as suas ruínas, de cor avermelhada, constituem um dos exemplares mais significativos da arquitectura militar muçulmana na península Ibérica, destacando-se na paisagem como um aviso de chegada ao Algarve para quem entra na Via do Infante, vindo da A2. O efeito cenográfico é multiplicado à noite, graças à iluminação instalada pela Região de Turismo do Algarve.

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

O castelo foi erguido em taipa pelos Almoádas entre o século XI e o século XII, durante a última fase da ocupação muçulmana da península, controlando a antiga estrada romana que cruzava a ribeira de Quarteira por uma ponte a Sudeste. Neste período, o progresso da Reconquista cristã levava à edificação de uma linha defensiva integrada por fortificações de porte médio e de caráter rural na região, das quais esta é um dos melhores exemplos.

O castelo medieval[editar | editar código-fonte]

A referência mais antiga sobre o castelo remonta a 1189, quando foi conquistado em um encarniçado assalto noturno pelas forças de D. Sancho I (1185-1211), com o auxílio de uma esquadra de cruzados ingleses. Esse domínio, entretanto, foi efêmero, uma vez que, já em 1191, foi recuperada pelas forças Almóadas sob o comando do califa Abu Yusuf Ya'qub al-Mansur.

A sua posse definiva para a Coroa portuguesa só viria sob o reinado de D. Afonso III (1248-1279) com a conquista pelo Mestre da Ordem de Santiago, D. Paio Peres Correia, em 1248, iniciando-se o repovoamento da região.

Sob o reinado de D. Dinis (1279-1325), os domínios da vila e seu castelo, bem como o padroado da sua igreja, foram doados pelo soberano à Ordem de Avis, na pessoa de seu Mestre, D. Lourenço Anes. Não se registram, entretanto, no período, obras de recuperação no castelo, à semelhança do que ocorreu com o Castelo de Alvor (1300), as muralhas de Tavira (1303) ou as de Castro Marim (1303), mas tão somente algumas construções no seu interior, como a edificação da primitiva capela, atualmente em ruínas.

Do século XV aos nossos dias[editar | editar código-fonte]

No século seguinte, instaurando-se o ciclo dos Descobrimentos portugueses, as preocupações estratégicas e econômicas concentram-se nas costas do reino, perdendo Paderne a sua importância e a sua função defensiva. Abandonado a partir do século XVI, quando a povoação se transferiu para o atual sítio, caiu progressivamente em ruínas nos séculos seguintes. O processo foi agravado com os estragos causados pelo terramoto de 1755 à estrutura, em particular à sua torre de menagem, como registrado pelas "Memórias Paroquiais de 1758".

As ruínas do castelo, constituídas por alguns troços de muralhas, a torre albarrã e as paredes da capela em seu interior, no qual se abria uma cisterna, entulhada, foram classificadas como Imóvel de Interesse Público por Decreto publicado em 22 de Novembro de 1971.

O imóvel foi adquirido pelo Ministério da Cultura, através do IPPAR, em Setembro de 1997. A partir de então, este órgão (Direcção Regional de Faro), iniciou-lhe trabalhos de prospecção arqueológica (a cargo de Helena Maria Gomes Catarino, em co-direção com Isabel Inácio e colaboração de Ricardo Teixeira), no âmbito de um projeto mais amplo, de recuperação e valorização museológica.

Características[editar | editar código-fonte]

O castelo apresenta planta no formato quadrangular irregular, orgânica, ocupando uma área de cerca de 1.000 m². Além das características típicas da arquitectura militar Almoáda, como os muros em taipa, a torre albarrã de planta quadrada, que se eleva a cerca de dez metros de altura a Leste, e a porta em cotovelo no ângulo oposto à torre, os seus remanescentes evidenciam influências do estilo gótico e manuelino, como a barbacã que defendia essa porta.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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