Castelo de Ribadavia

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Castelo de Ribadavia, Espanha: Portão de Armas.
Castelo de Ribadavia, Espanha: torres do castelo.
Castelo de Ribadavia, Espanha: uma das portas, com o escudo dos Sarmiento na aduela do arco.
Castelo de Ribadavia, Espanha.

O Castelo de Ribadavia localiza-se no município de Ribadavia, na província de Ourense, comunidade autónoma da Galiza, na Espanha.

Actualmente no centro histórico da cidade, constitui-se nas ruínas do castelo e residência dos condes de Ribadavia, da família Sarmiento. De grandes dimensões, tem sido objeto de escavações arqueológicas, encontrando-se em processo de reabilitação.

História[editar | editar código-fonte]

Alguns historiadores, como Leopóldo Meruéndano, remontam a origem deste castelo aos primeiros anos da Reconquista cristã da península, tendo sido ampliado durante o breve reinado de Garcia da Galiza (1065-1071) que estabeleceu em Ribadavia a sua Corte e a capital do seu reino. Outros autores, porém, consideram que foi erguido apenas no século XII.

Serviu como refúgio para a condessa de Trava e o rei Afonso VII de Castela, que ali resistiram ao ataque de Arias Pérez, partidário dos direitos sucessórios de Dona Urraca.

Em 1375 Henrique II de Castela concedeu o senhorio de Ribadavia a Pedro Ruiz Sarmiento, passando o castelo e seus domínios às mãos da família Sarmiento.

Foi objeto de importantes reformas no século XV que lhe conferiram a sua atual conformação.

Foi abandonado no século XVII quando os condes de Ribadavia fixaram a sua residência no Paço dos Condes, na Praça Central, e que se comunicava com o castelo através de uma porta. A partir de então, o castelo começou a perder as suas pedras, reaproveitadas pela população para a construção de casas na povoação.

Características[editar | editar código-fonte]

Das portas das antigas muralhas que integravam o sistema defensivo do castelo - a Porta da Vila (Norte), a Porta de Santo Domingo (Sul), a Porta da Fonte da Prata ou de São João (Oeste) e a Porta Nova de Arriba (Leste) -, só esta última se conserva, com outras duas portas posteriores, a Porta Falsa da Magdalena (postigo) e a Porta da Tafona, que permitia o acesso às águas do rio Avia.

Dois fortes torreões circulares flanqueiam a porta principal que apresenta um arco de volta perfeita. Um escudo com as armas dos Sarmiento e os Fajardo decora a porta principal.

No interior, as escavações arqueológicas coordenadas por Manuel Chamoso Lamas, trouxeram à luz um conjunto de vinte sepulcros antropomorfos que constituíam uma necrópole medieval, datada dos séculos IX e XII. Junto às tumbas, abre-se uma escadaria circular escavada diretamente na rocha-mãe, que se acredita tenha pertencido à capela ou templo que fora o centro do campo-santo.

No interior do recinto murado construiu-se, no século XX, na parte mais próxima ao rio um auditório, onde se celebra a Amostras de Teatro Abrente de Ribadavia, anualmente, no mês de Julho.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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