Castelo de Thoiry

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O Château de Thoiry é um palácio Renascentista francês, situado em Thoiry, no departamento de Yvelines, cerca de cinquenta quilómetros a oeste de Paris.

O Château de Thoiry visto a partir dos jardins.

A partir de 1560, Raoul Moreau, tesoureiro da Poupança do Rei Henrique II, encomendou ao mestre pedreiro Olivier Ymbert (originário de Saint-Léger-en-Yvelines e que havia trabalhado alguns anos antes no Château de Rambouillet) a construção de um château em Thoiry, num lugar ocupado desde o século XII. A partir de 1562, depois da construção das dependências – quinta, cavalariças, redis de ovelhas, pombal – foi edificado em profundidade um corps de logis simples, ao qual foram ligados por terraços dois pavilhões rectangulares. Cerca de 1580, foi arranjado o adro, o qual descia por um conjunto de terraçoes e degraus até à estrada de Neauphle. O conjunto, edificado em tijolos com revestimento em pedra, é de uma grande simplicidade.1

No início século XVIII, foram efectuadas transformações, talvez sob a direcção de Jean-Michel Chevotet, arquitecto do Château de Champlâtreux. Foram adossados dois pavilhões de dois andares aos pavilhões originais, a escadaria central foi substituída por uma escadaria actual num dos seus pavilhões. O parque foi redesenhado, cerca de 1720, no estilo clássico.

Em 1739, o senhorio pertencia a Monsieur de Vatan. Passou de seguida ao Conde Charles de Machault d'Arnouville, filho do guarda dos sêlos de Luís XV, Jean-Baptiste de Machault d'Arnouville, por intermédio da sua esposa, Angélique de Baussan. A sua herdeira, Henriette de Machault d'Arnouville (1808-1864), Marquesa de Vogüé pelo seu casamento, em 1826, com Léonce de Vogüé, fez modernizar o palácio cerca de 1840: a fachada sobre o jardim foi reparada com pedra, o pátio e o adro foram suprimidos, o jardim foi arranjado ao gosto da época por Louis-Sulpice Varé.

Depois da sua aquisição, em 1609, pela família Marescot, o Château de Thoiry permaneceu por 16 gerações na mesma família, que se tornou na família La Panouse a partir do século XIX, fazendo-se a transmissão frequentemente por via feminina.2 Este palácio atravessou os séculos e acontecimentos como a Revolução, quase intacto. Conservou, desse modo, o seu mobiliário de diferentes épocas, assim como importantes arquivos históricos.

O Château de Thoiry encontra-se aberto ao público, sendo também famoso pelo seu parque animal. Está inscrito no inventário suplementar dos monumentos históricos desde 1973. O domínio arborizado que o envolve cobre 380 hectares, dos quais 130 estão ocupados pelo parque animal. O Château possui um craède un cravo de Blanchet, decorado por Huet, datado de 1712.

Detalhe do cravo Blanchet de Thoiry

Notas e referências

  1. Há quem pense que Philibert Delorme ou um dos seus irmãos pode ter participado na concepção e construção do château. Esta hipótese não é, no entanto, atestada por qualquer elemento concreto. Este famoso arquitecto trabalhou nos arredores (Anet, Beynes) mas sabe-se que a sua actividade repousou numa empresa de tipo familiar (nomerosos irmãos) e não seria impossível que tenha, apenas, apoiado ou supervisionado o estaleiro.
  2. Thoiry só foi a propriedade da família La Panouse a partir do final do século XIX: as 16 gerações atrás mencionadas fazem-nos remontar à época da Renascença, ou seja, às famílias Moreau e Marescot que precederam neste lugar as famílias Vastan, Machault d'Arnouville, de Vogüé, etc.