Catalepsia patológica

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Antigamente acreditava-se que pacientes com catalepsia tinham revivido por milagre divino ou por magia negra.[1]

Catalepsia patológica é uma doença rara em que os membros se tornam rígidos, mas não há contrações, embora os músculos se apresentem mais ou menos rijos,e a pessoa ficando o tempo todo consciente e quem passa por ela pode ficar horas nesta situação.

Causas[editar | editar código-fonte]

A catalepsia patológica ocorre em determinadas doenças nervosas, debilidade mental, histeria, intoxicação e alcoolismo.

Pode ser um sintoma de certas perturbações do sistema nervoso ou síndromes como o mal de Parkinson, síndrome neuroléptica maligna e epilepsia. É também um sintoma característico de abstinência de anfetaminas como cocaína. Além disso, pode ser causada no tratamento da esquizofrenia por um antipsicóticos como o haloperidol[2] ou do anestésico cetamina[3] .

Catalepsia também é um termo usado pelo hipnotizador para descrever um braço ou perna "morto" (sem capacidade aparente de movimento) ou para o transe completo.

História[editar | editar código-fonte]

No passado já existiram casos de pessoas que foram enterradas vivas e na verdade estavam passando pela catalepsia patológica[4] .

Muitos especialistas, contudo, afirmam que isso não seria possível nos dias de hoje pois já existem equipamentos tecnológicos que, quando corretamente utilizados, não falham ao definir os sinais vitais e permitem atestar o óbito com precisão. E como o tradicional exame da causa de morte envolve abrir o corpo para analisar os órgãos, se um paciente não chegar morto, certamente ele sairá morto do exame.

Na literatura[editar | editar código-fonte]

Um grande número de obras literárias possui personagens com esse transtorno, dentre eles um dos mais famosos é a obra de Alexandre Dumas, O Conde de Monte Cristo, onde Abbé Faria tem crises de catalepsia, de tempos em tempos, antes de finalmente morrer de uma dessas crises. É um tema recorrente nas obras de Edgar Allan Poe. No Brasil, o poeta ultrarromântico Álvares de Azevedo, em sua obra Noite na Taverna, menciona um caso de catalepsia patológica: o personagem Solfieri relata ter mantido relações sexuais com uma mulher cataléptica, após confundi-la com um cadáver.

Referências

  1. http://www.infoescola.com/doencas/catalepsia-patologica/
  2. Hattori K, Uchino S, Isosaka T, et al. (March 2006). "Fyn is required for haloperidol-induced catalepsy in mice". J. Biol. Chem. 281 (11): 7129–35. doi:10.1074/jbc.M511608200. PMID 16407246.
  3. Miller, Ronald (2005). Miller's Anesthesia. New York: Elsevier/Churchill Livingstone. ISBN 0-443-06656-6.
  4. "Mortos" ressuscitam pelo mundo e assustam famílias Terra (26 de janeiro de 2008). Página visitada em 2008-01-26.