Catedral Metropolitana de Florianópolis

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Catedral Metropolitana de Florianópolis.

A Catedral Metropolitana de Florianópolis, dedicada a Nossa Senhora do Desterro, é a igreja na qual se encontra a cátedra da arquidiocese de Florianópolis, desde sua criação, em 19 de março de 1908. A edificação é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

História[editar | editar código-fonte]

O povoamento definitivo de Florianópolis teve início em 1673. Em 1679, Francisco Dias Velho requereu o título legal das terras, providenciando a construção de uma igreja dedicada Nossa Senhora do Desterro. Era pequena e construída de pedra e cal. dentro dela, o fundador de Desterro (hoje Florianópolis) foi assassinado. A Paróquia de Nossa Senhora do Desterro foi criada por Alvará Régio em 5 de março de 1712. Nesta igreja, o primerio casamento celebrado foi em 7 de janeiro de 1714 e o primeiro batizado em 15 de julho de 1715.

Uma Provisão do Conselho Ultramarino, de 17 de julho de 1748, enviada ao governador Brigadeiro José da Silva Paes, dava licença para a construção de um edifício para servir de Igreja Matriz da Paróquia. O novo templo, projeto do próprio Brigadeiro Silva Paes, foi iniciado em 1753 e concluído em 1773. Trabalhos posteriores alteraram-lhe o estilo original. Em 1922, nas comemorações do centenário da Independência do Brasil, ocorreu uma grande reforma na Catedral, quando teve suas paredes laterais aumentadas, alteradas as torres e acrescido um alpendre neoclássico em sua portadas. Em 1897 foi instalado na torre um relógio, vindo da Alemanha. Em 1902 (30 de maio) foi bento o conjunto escultural representando a Fuga para o Egito, bela obra-prima de arte, entalhada à mão, em peça única, pelo artífice tirolês Ferdinand Demetz. Aos 19 de julho de 1908, quando da criação da Diocese de Florianópolis, a Matriz de Nossa Senhora do Desterro foi elevada à condição de Sé Episcopal (Catedral).

No dia 25 de novembro de 1922, festa de Santa Catarina, foram abençoados cinco sinos, vindos da Alemanha, encomendados por Dom Joaquim Domingues de Oliveira. Ao todo são sete sinos. Os dois mais antigos (de 1872 e 1896) foram presentes do Imperador Dom Pedro II. Quando instalados (25/10/1922), formavam o maior conjunto de sinos da América Latina, pesando 5,838 quilos. Os vitrais foram confeccionados em São Paulo e inaugurados em 1949. O Órgão de tubos SPEITH, fabricado em Rietberg, foi inaugurado em 1924.

Resumo histórico[editar | editar código-fonte]

  • 1673: Povoamento definitivo da capital.
  • 1679: Bandeirante Francisco Dias Velho ordenou construção da igreja.
  • 1712: Alvará Régio cria a Paróquia de Nossa Senhora do Desterro.
  • 1726: A póvoa da Ilha de Santa Catarina foi elevada à categoria de município.
  • 1727: Nomeado o Pe. Francisco Justo Santiago como vigário encomendado, indicado pelo Bispo do Rio de Janeiro.
  • 1748: O governador Brigadeiro José da Silva Paes mandou construir o prédio para sede da Igreja Matriz da Paróquia.
  • 1753: Lançamento da pedra fundamental pelo então governador D. José de Melo Manoel.
  • 1773: Data provavél do término da construção.
  • 1823: A Vila de Nossa Senhora do Desterro foi elevada à categoria de Cidade.
  • 1894: O nome Desterro foi mudado para Florianópolis, em referência ao Marechal Floriano Peixoto, no mandato do governador Hercílio Luz.
  • 1897: Instalação do relógio (alemão) na torre da Igreja Matriz.
  • 1903: Inaugurados os quadros da Via Sacra.
  • 1908: Criação da Diocese. A Igreja Matriz de Nossa Senhora do Desterro foi elevada à condição Catedral.
  • 1922: Grande reforma, ampliação e construção das torres. A reforma deixou o edifício semelhante ao que é hoje.

Reformas e restaurações[editar | editar código-fonte]

As principais reformas foram:

  1. 1922: Ampliação, com a construção das duas torres e o transepto;
  2. 1975: A parte interna volta a ter as cores originais;
  3. 1995: Restauração interna;
  4. 2005-2009: Iniciam-se diversas reformas, internas e externas, quando identificados problemas na estrutura;

Arte Sacra[editar | editar código-fonte]

Entre o acervo de arte sacra, encontra-se a escultura Fuga para o Egito, talhada em madeira em tamanho natural, pelo artista tirolês Ferdinand Demetz (que esculpiu a ceia da Sagrada Família) está na Catedral desde 1902, quando foi abençoada. [1]

Que a graça do senhor Jesus Cristo sejá com todos, Amém

Oração[editar | editar código-fonte]

Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe. Aqui, nesta Arquidiocese de Florianópolis, és venerada com o título de Nossa Senhora do Desterro, para lembrar a fuga, com teu Filho e José, para o Egito! Nós teus filhos e filhas, queremos neste dia nos consagrar a Jesus, e, por isso, queremos ser teus. Nós te entregamos nosso corpo: ajuda-nos a fazer com que ele seja um templo santo, cada dia mais digno do Espírito Santo,que quis fazer nele sua morada. Nós te entregamos nossa vida: ensina-nos a colocar o passado na misericórdia de Deus, o presente, em seu amor, e o futuro em sua providência. Nós te entregamos tudo o que somos e temos: nossos problemas e preocupações, nossas limitações e o desejo de ser melhores. Nós te entregamos nossa Pátria e nossa Igreja, esta Arquidiocese com seus bispos, sacerdotes, diáconos permanentes , seminaristas, religiosos e religiosas, leigos e leigas. Colocamos em teu coração materno todos os nosso irmãos, especialmente os doentes, os mais carentes e os que estão longe do teu Filho. Tudo é teu, Mãe querida! Nós nos entregamos a ti, imitando nosso Criador, que te confiou seu Filho querido. Queremos ser levados por tuas mãos ao encontro de Jesus, para que ele, na força do Espírito Santo, nos leve ao Pai do Céu. Amém.

Coral Santa Cecília[editar | editar código-fonte]

O Coral Santa Cecília, fundado por volta de 1950, cumpre sua função nas celebrações litúrgicas mais solenes, na Catedral, é um dos mais antigos do estado de Santa Catarina, ainda em atividade. Se existiram outros grupos de corais, não deixaram registros.

Foram regentes do coral o pe. Agostinho Staehelin, de 1953 a 1973, e o pe. Ney Brasil Pereira, a partir de 1973. Após quase 60 anos de sua fundação, ainda há membros do grupo inicial participando do coral.

  1. http://www.ecoviagem.com.br/brasil-viagem-turismo/santa-catarina/florianopolis/catedral-metropolitana-florianopolis.asp Arte Sacra na Catedral. Acessado em 21 de julho de 2008.

Fonte: Catedral Metropolitana de Florianópolis