Catedral de Santo Domingo

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Catedral de Santo Domingo
Fachada principal da Catedral.
Estilo dominante gótico, renascentista, plateresco
Construção 1521-1541
Diocese Santo Domingo
Arcebispo Nicolás de Jesús López
Geografia
País República Dominicana
Cidade Santo Domingo

A Catedral de Santa María la Menor é a mais antiga catedral da América. Localiza-se na cidade de Santo Domingo, capital da República Dominicana e primeira cidade fundada no continente. Sua construção foi realizada nas décadas de 20 e 30 do século XVI, misturando os estilos gótico e plateresco.

É o edifício mais importante da Cidade Colonial de Santo Domingo, reconhecida como patrimônio mundial pela Unesco em 1990.

História[editar | editar código-fonte]

Santo Domingo foi fundada por Nicolás de Ovando na sua atual localização junto ao rio Ozama em 1502, após o assentamento anterior ter sido destruído por um furacão.[1] Já em 1511, pela bula Romanus Pontifex, o Papa Júlio II criou a diocese de Santo Domingo, a primeira da América.[2] Uma catedral modesta começou a ser construída em 1512, mas os planos foram totalmente modificados a partir de 1520, ano da chegada do segundo bispo de Santo Domingo, Alejandro Geraldini. A ele, um religioso humanista de sólida formação, se deve o impulso para a construção do edifício atual.[2] [3] [4] A catedral foi levantada essencialmente entre 1521 e 1537 e consagrada em 1541, pelo bispo Alonso de Fuenmayor, que a dedicou a Nossa Senhora da Encarnação.[2] O principal responsável pela obra foi o arquiteto sevilhano Luis de Moya, que trabalhou 20 anos na fábrica da catedral. Em 1529, quando se terminavam as abóbadas das naves, era mestre de obras Rodrigo Gil de Liendo.[2]

O edifício é de planta retangular com três naves de altura quase igual, o que faz da Catedral de Santo Domingo a pioneira no uso da tipologia de igreja-salão no Novo Mundo.[2] Os pilares circulares na nave servem de apoio para um sistema de abóbada de cruzaria de ogivas, de estilo gótico. A cabeceira é poligonal, e as naves laterais possuem um total de 14 capelas.[4] No interior há detalhes em estilo mudéjar, como janelas de arco de ferradura, e estilo isabelino, como as bolas que decoram os capitéis das colunas.[4] [2]

A decoração gótica do interior contrasta com a portada principal da igreja, erguida na década de 1530 em estilo plateresco (renascentista) com influência espanhola e dos tratados italianos de arquitetura do século XVI.[2] [3] A fachada é de forma quadrada com um frontão triangular ao alto. Abaixo da cornija há um friso esculpido renascentista e no centro da entrada, formando o eixo da fachada, há uma coluna coríntia com um enorme escudo imperial. O programa teológico é completado por nichos com estátuas dos Evangelistas, S. Pedro e S. Paulo.[3]

Tumba de Colombo[editar | editar código-fonte]

Cristóvão Colombo morreu na Espanha em 1506, mas em seu testamento pediu ser enterrado na América. Sua nora Maria de Rojas y Toledo, esposa de Diogo Colombo, enviou os restos de pai e filho a Santo Domingo em 1537 para serem depositados na catedral.[5] Os restos permaneceram ali até 1795, quando a Ilha de São Domingos foi cedida à França e os espanhóis levaram a tumba do navegador a Havana, Cuba e dali, em 1898, a Sevilha.[5]

Abóbada de cruzaria de ogivas da Catedral

Entretanto, em 1877 foi encontrado uma urna de chumbo na Catedral de Santo Domingo com ossos e uma inscrição referente a Cristóvão Colombo ("Ilustre y esclarecido varón Don Cristóbal Colón"[6] ), o que levou os dominicanos a sustentar que os espanhóis levaram o corpo errado em 1795.[5] Em 1898, os restos de Colombo de Santo Domingo foram depositados num mausoléu no interior da catedral realizado pelo escultor catalão Pedro Carbonell y Hughet.[6] Atualmente, o mausoléu se encontra no interior do Farol de Colombo, monumento comemorativo moderno inaugurado em 1992.[7] [6]

Referências

  1. Colonial City of Santo Domingo no sítio da UNESCO (em inglês)
  2. a b c d e f g José Luis Pano Gracia. El modelo de planta de salón: origen, difusión e implantación en América. págs 43-46 (em espanhol)
  3. a b c Eugenio Pérez Montás. El plateresco y los grandes conjuntos monumentales de Santo Domingo in Los espacios de Europa en América: Arquitectura y urbanismo 1492-1844 (em espanhol)
  4. a b c Bárbara Suncar. La oferta tangible no sítio do Plan de Revitalización Integral de la Ciudad Colonial de Santo Domingo (em espanhol)
  5. a b c Associated Press. DNA verifies Columbus’ remains in Spain. 5/19/2006 (em inglês)
  6. a b c José Luis Melendreas Gimeno. El escultor Pedro Carbonell y Hughet (1854-1927).
  7. José Enrique Delmonte Soñé. El Faro a Colón y el desarrollo urbano in La arquitectura dominicana contemporánea 1978-2008. Pág. 381. (em espanhol)

Ver também[editar | editar código-fonte]