Categorização

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Categorização é o processo pelo qual ideias e objetos são reconhecidos, diferenciados e classificados. Em linhas gerais, a categorização consiste em organizar os objetos de um dado universo em grupos ou categorias, com um propósito específico.

A categorização é um mecanismo fundamental para a razão e a comunicação humana, estabelecendo bases para muitos dos mais importantes processos mentais, tais como a percepção, a representação, a linguagem, a lógica e a aprendizagem.

Há inúmeras teorias e técnicas de categorização. No entanto, numa perspectiva histórica mais ampla, três abordagens de categorização podem ser identificadas:

  • Categorização clássica
  • Agrupamento conceitual
  • Teoria dos protótipos

A visão clássica[editar | editar código-fonte]

A categorização clássica tem sua origem em Platão, que, em seu diálogo Político, introduziu a idéia de agrupar objetos baseados na semelhança de suas propriedades.

O termo categoria (grego: Κατηγοριαι), no entanto, foi empregado pela primeira vez em um contexto filosófico por Aristóteles, em seu tratado Categorias, em que analisa a diferença entre classes e objetos, aprofundando e sistematizando o esquema de classificação proposto por Platão. Aristóteles aplicou intensivamente o esquema de categorização clássica em sua obra filosófica e científica, notadamente em sua abordagem para a classificação natural de plantas e animais.

A categorização clássica pressupõe que as categorias são entidades discretas, caracterizadas por um conjunto de propriedades compartilhadas por seus membros. Adicionalmente, as categorias devem ser claramente definidas, mutuamente exclusivas e coletivamente exaustivas. Desta forma, qualquer objeto do universo de classificação deve pertencer inequivocamente a uma, e somente uma, das categorias propostas.

Agrupamento conceitual[editar | editar código-fonte]

Agrupamento conceitual é uma variação moderna da visão clássica, originada de tentativas de explicar como o conhecimento pode ser representado. De acordo com esta abordagem, classes, clusters ou entidades são geradas pela formulação de suas descrições conceituais, seguida da classificação das entidades à luz destas descrições.

A teoria de agrupamento conceitual foi desenvolvida principalmente nos anos 80, como um paradigma para a descrição de processos de aprendizagem não-supervisionada (onde os processos de categorização são desenvolvidos sem a utilização de rótulos ou denominações específicas para os objetos).

O agrupamento conceitual está intimamente relacionado à teoria de lógica difusa (fuzzy logic), na qual os objetos podem pertencer a um ou mais grupos, em graus diferenciados de pertinência.

Teoria dos protótipos[editar | editar código-fonte]

A partir das pesquisas de Eleanor Rosch e George Lakoff nos anos 70, a categorização pode também ser entendida como um processo de agrupamento baseado em protótipos (membros mais típicos de uma categoria), uma vez que critérios necessários e suficientes para a definição precisa de categorias são raramente encontráveis no mundo real. A teoria dos protótipos sugere que a categorização baseada em protótipos é básica para o desenvolvimento humano e que neste tipo de aprendizagem o processo de corporificação (embodiment) desempenha um papel fundamental.

Esta visão sustenta ainda que sistemas conceituais de categorias não existem objetivamente no mundo real, mas estão enraizados nas experiências pessoais e coletivas. Desta forma, as categorias conceituais diferem de cultura para cultura e mesmo entre indivíduos de mesma cultura.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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