Catolicismo na França

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IgrejaCatólica Emblem of the Papacy SE.svg
 França
Basílica da Imaculada Conceição, em Lourdes
Ano 2008
Santo padroeiro Santa Terezinha de Lisieux
Santa Joana d'Arc[1]
Católicos 46.000.000
População 61.000.000
Paróquia 16.553
Presbíteros 15.863
Seminaristas 1.299
Diáconos permanentes 2.099
Religiosos 8.115
Religioso 39.521
Arcebispo André Vingt-Trois (Primaz da França)
Philippe Barbarin (Primaz dz Gália)
Presidente da Conferência dos Bispos Católicos Georges Paul Pontier
Núncio Apostólico Luigi Ventura
Códice FR

A Igreja Católica Romana na França faz parte da Igreja Católica Apostólica Romana em todo o mundo, sob a liderança espiritual do Papa e da Cúria, em Roma, e da Conferência dos Bispos franceses. A Igreja Católica da França ou Igreja da França é considerada uma das maiores vertentes do Catolicismo romano no mundo, apesar das divergências históricas com a Santa Sé (como a Cisma do Ocidente).

Atualmente, a Igreja francesa mantém sua posição conservadora sobre determinados aspectos sociais, seguindo veemente a posição do Papa, porém, ao contrário do registrado em sua história, Igreja e Estado têm mantido boas relações formais.

História[editar | editar código-fonte]

De acordo com tradições religiosas, Maria, Marta e Lázaro teriam, há muito tempo, desembarcado na região de Saintes-Maries-de-la-Mer com um grupo de pessoas vindos da Palestina. Lázaro teria se tornado bispo em Marselha e Marta e Maria se dedicaram a ajudar aos pobres, anunciando-lhes a Mensagem de Jesus.

Os primeiros relatos da presença de cristãos na França datam do século II. Nesses escritos São Ireneu de Lyon relata detalhadamente a perseguição aos cristãos de Lyon.

Em 496, Clóvis I se converteu ao cristianismo, tornando-se um verdadeiro aliado do Papado e de todos os cristãos francos. Para aprofundar ainda mais as relações entre os merovíngios e Roma, o Papa Leão III coroou Carlos Magno Imperador do Sacro Império Romano no Natal de 800. Após estas coroações, a região da atual França foi berço de alguns dos maiores acontecimentos da história da Igreja. Em 1095, o Papa Urbano II organizou o Concílio de Clermont, que resultou, entre outras coisas, na formação da Primeira Cruzada.

Era Moderna[editar | editar código-fonte]

Antes da Revolução, a Igreja Católica Romana era a religião oficial do estado francês desde a coroação de Clóvis. A relação entre o povo francês e a Santa Sé era tão intensa, sendo a França chamada de "A filha mais velha da Igreja" e seu monarca "o mais católico dos reis". Contudo, a Reforma Protestante conduziu milhares de cidadãos franceses, sobretudo camponeses e burgueses ao movimento conhecido como Huguenote. O número irredutível de católicos em repressão à crescente população protestante transformou o país no principal palco das Guerras Religiosas durante toda a segunda metade do século XVI.

Em 1562, Catarina de Médici promulgou o Édito de Saint-Germain, concedendo liberdade "parcial" aos Huguenotes, porém a lei não foi respeitada pela maioria católica. O momento mais tenso dos conflitos foi durante a década de 1570, tendo seu ápice na Noite de São Bartolomeu (24 de agosto de 1572), onde foram vitimados milhares de católicos e protestantes nas ruas de Paris.

Em 1598, foi promulgado o Édito de Nantes por Henrique IV, promovendo um balanceamento entre os grupos religiosos divergentes e direitos iguais - foi, muito provavelmente, a primeira lei de liberdade religiosa em solo francês. O Édito determinava, ainda, a separação entre Igreja e Estado.

Em 1685, o Édito de Nantes foi revogado por Luís XIV e em seu lugar foi promulgado o Édito de Fontainebleau, arquitetado pelo Cardeal Richelieu, então Ministro de Estado da França. O Édito determinava o fechamento de estabelecimentos protestantes, mas não a perseguição oficial destes grupos minoritários. Apesar disso, houve um grande êxodo de protestantes para os países vizinhos, nomeadamente Inglaterra e Holanda. A Igreja de Roma, sob o Papa Inocêncio XI, condenou abertamente a decisão de Richelieu, mas acabou por não combater sua política nos anos seguintes.

O alvorecer do século XVII foi marcado pela ascensão do regime políticos dos Estados Nacionais, em que prevalece o "direito divino dos reis". Inúmeros povos europeus, ressurgem então unificados sob a autoridade de um mesmo governante. A Igreja, por sua vez, concede apoio ao Estado nacional francês de Luís XIV, o "Rei-Sol".

Divisões[editar | editar código-fonte]

A imponente Catedral de Notre-Dame de Paris, na Île de la Cité, Paris.
Arquidiocese Origem Patrono
Besançon Século III Catedral de Saint-Jean de Besançon São Ferréol, São Ferjeux
Bordeaux Século III Catedral de Bordeaux Santo André
Clermont-Ferrand 2002 Catedral de Clermont-Ferrand Nossa Senhora da Assunção
Dijon 1731 Catedral de Dijon São Benigno
Estrasburgo Século IV Catedral de Estrasburgo Santo Arbogasto
Lille 1913 Catedral de Lille Nossa Senhora de La Treille
Lyon Século II Catedral Saint Jean-Baptiste Santo Irineu, São Potino
Marselha Século I Catedral de Marselha São Lázaro
Montpellier 1364 Catedral de Montpellier São Pedro, São Paulo
Paris Século III Notre-Dame de Paris Saint-Denis
Poitiers Século IV Catedral de Poitiers Santo Hilário
Reims 250 Notre-Dame de Reims Notre-Dame
Rouen 250 Catedral de Rouen São Romão

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

1996 2001 2006 2011
Total de Batismos 421,295 391,665 344,852 300,119
Confirmações 80,245 55,916 51, 595 41,950
Casamentos católicos 124,362 118,087 89,014 71146
Casamentos civis 280,600 295,882 274,000 251,654
Ordenação de diáconos 1,072 1,593 2,061
Fonte: [2]

Referências

  1. LORENZATO, J.R. Nomes, Nomes dos Santos e Santos Padroeiros. São Paulo. Palavra & Prece editora, 23 de dezembro de 2010. p.197
  2. Statistiques de l'Eglise catholique en France (guide 2013)

Ver também[editar | editar código-fonte]

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