Cattleya intermedia

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Cattleya intermedia

Cattleya intermedia
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Orchidaceae
Subfamília: Epidendroideae
Tribo: Epidendreae
Género: Cattleya
Lindl.
Espécie: C. intermedia
Nome binomial
Cattleya intermedia
( , )

Cattleya intermedia é uma espécie nativa dos estados do sul do Brasil - principalmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina - mas também ocorre no litoral do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Foi levada pela primeira vez para o Reino Unido em 1824, para o Jardim Botânico de Glasgow, na Escócia, pelo capitão Graham, do Royal Packet Service, a pedido de Harrison, morador do Rio de Janeiro. Foi registrada com o nome de Cattleya intermedia pois a sua flor tem um tamanho intermediário entre as Cattleyas.

A sua variabilidade de colorido e de forma é muito grande, existindo flores totalmente albas até rubras, de cor escura, passando por cores suaves, caeruleas (azul-celeste) e roxo-violeta.

No sul do Rio Grande do Sul esta espécie cresce principalmente na corticeira do banhado (Erithrina cristagalli), em banhados (pântanos cobertos de vegetação) ao longo da Lagoa dos Patos e até a reserva ecológica do Banhado do Taim, a pouco mais de 100 quilômetros da fronteira com o Uruguai. Ocorre também em figueiras, no chão arenoso, à beira da praia das lagoas, em rochas graníticas e em butiazeiros (Butia capitata).

Variedades[editar | editar código-fonte]

As variedades de Cattleya intermédia podem ser classificadas pela forma do colorido. Assim é que teremos as orlatas, que apresentam uma orla colorida ao redor do tubo do labelo, ou marginatas, com uma margem colorida mais larga e profunda.

Temos as peloriadas ou flameas, em que as pétalas tentam imitar o labelo na sua largura e forma, podendo ser coloridas ou não.

Podemos classificar as flores da Cattleya intermédia pelo colorido do labelo e, entre estas, as mais comuns são as cores vinho, roxo-violeta, suave, ametista, e também pela distribuição homogênea do colorido nas pétalas e sépalas, como concolor, caerulea (azulada), liliásina, alba, rubra e sanguínea.

Orlatão Lammel, conhecida como Coroa Imperial

A orquídea "Orlatão Lammel", segundo o livro A Joia da Bruxa e Outras Histórias de Orquídeas e Orquidófilos (de Heitor Gloeden, 1998, pág. 118), é originária do sul do Brasil, desenvolvida por Amandio Pedro Lammel (1914-1994), agricultor-orquidófilo de Montenegro, RS.

Segundo um dos artigos publicados por Gilberto Koetz (orquidófilo gaúcho), a Cattleya Intermédia Orlatão do Lammel é natural de Montenegro, RS já que o seu possuidor, o Sr. Amandio Lammel, a desenvolveu (...). A belíssima Orlatão Lammel foi cobiçada pelos mais afamados orquidófilos que, mais tarde, acabou sendo meristemada no estado de São Paulo, recebendo o nome de Coroa Imperial, não homenageando o seu proprietário - talvez por ter sido um homem simples e filho de imigrantes austríacos) - não fazendo parte dos grandes clãs de colecionadores brasileiros (...).

Cultivo[editar | editar código-fonte]

O cultivo da Cattleya intermedia exige bastante umidade do ar, muito sol da manhã e boa ventilação. O substrato que tem dado melhor resultado é a casca de pinus autoclavada (sem tanino), pedriscos de granito ou até a mistura de ambos em partes iguais, proporcionando uma maior ventilação entre as suas raízes.

Pode ser cultivada com sucesso amarrada a uma árvore nativa como figueira, corticeira ou ipê. Para estimular a formação de botões florais, a Cattleya intermedia necessita de um período frio, de duas a três semanas, com temperaturas abaixo de 15 °C à noite.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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