Caudron G.3

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Caudron G.3
Museu Aeroespacial do Rio de Janeiro.
Descrição
Fabricante Caudron
Entrada em serviço 1914
Missão Reconhecimento
Tripulação 2
Dimensões
Comprimento 6,40 m
Envergadura 13,40 m
Altura 2,50 m
Área (asas) 27 m²
Peso
Peso total 447 kg
Peso bruto máximo 735 kg
Propulsão
Motores Gnome-Rhône
Performance
Velocidade máxima 115 km/h
Alcance bélico 360 km
Teto máximo 3.500 m
Armamento
Metralhadoras 2

O Caudron G.3 foi um biplano monomotor construído pelos irmãos Gaston e René Caudron, tendo sido amplamente utilizado na Primeira Guerra Mundial como uma aeronave de treinamento e reconhecimento.

Foi o primeiro avião a realizar um loop em acrobacia aérea, em 1913 e a cruzar os Andes, em 1921.[1] No Brasil se destacou por ter sido utilizado pela aviadora Anésia Pinheiro Machado no voo São Paulo/Rio de Janeiro em 9 de setembro de 1922. [1]

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

O Caudron G.3 foi projetado como um aperfeiçoamento do Caudron G.2 que o antecedeu. Essa aeronave fez seu primeiro vôo em maio de 1914, no aeródromo Crotoy Le.

Esse aeroplano possuía uma fuselagem bem característica: biplano; cockpit curto, com o motor fixo ao nariz da nacele; e empenagens múltiplas.

Com a eclosão da Primeira Guerra Mundial ele foi produzido em grandes quantidades: 2.450 exemplares na França, 233 na Inglaterra, e 166 na Itália. Por ato de patriotismo, os irmãos Caudron não cobraram seus direitos de licenciamento para a fabricação.

Posteriormente foi substituído Caudron G.4, na versão bimotor.

Histórico operacional[editar | editar código-fonte]

No princípio da guerra o G.3 equipou a Esquadrilha C.11 do Exército do Ar Francês; adaptado para uso em reconhecimento, onde se mostrou confiável e resistente. Entretanto, devido sua baixa potência, além fato de estar de fracamente armado, tornou-a demasiado vulnerável para emprego na linha de frente; sendo afastado do serviço em 1916.[2]

Em Portugal, foram utilizados desde a primeira Escola Aeronáutica Militar portuguesa, em 1916.[3] Também foi a primeira aeronave a ser produzida no país. Fabricado, a partir de 1922, sob licença, pelo Parque Militar de Aeronáutica, em Alverca, num total de 50 aviões que complementaram os 6 exemplares adquiridos em França, em 1916.[4] Foram utilizados na Escola Militar de Aviação - E.M.A. - em Sintra. Seis deles foram do Grupo de Esquadrilhas de Aviação de Angola de 1921 a 1924. [4] Permaneceram em serviço até 1933.[4]

A Itália empregou o G. 3 para o reconhecimento até 1917; assim como a Força Aérea Real, para ataque ao solo com metralhadoras e lançamento de bombas leves.

Na China o G. 3 permaneceu em uso até o Incidente de Mukden; os quais foram posteriormente capturados pelos japoneses.

Variações[editar | editar código-fonte]

  • Modelo A.2 - Foi a principal versão dos G.3s, tendo sido usado para reconhecimento na frente ocidental, na Rússia e no Oriente Médio.
  • Modelo D.2 - Versão de treinamento biplace, com comandos duplos.
  • Modelo E.2 - Versão básica para treinamento.
  • Modelo R.1 - Versão usada pela França e EUA.
  • Modelo G.12 - Versão equipada com motor radial, Anzani 10, de 100 HP.
  • Modelo LD.3 e LD.4 - Cópia desenvolvida na Alemanha, com motores Gothaer Waggonfabrik.

Exemplares preservados[editar | editar código-fonte]

Operadores[editar | editar código-fonte]

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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