Cause and Effect

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"Cause and Effect"
18º episódio da 5ª temporada de
Star Trek: The Next Generation
CauseEffect-ST.jpg
A Enterprise e a Bozeman colidem.
Informação geral
Escrito por: Brannon Braga
Direcção Jonathan Frakes
Código de produção 40275-218
Exibição original 23 de março de 1992
Convidados

Michelle Forbes como Ro Laren
Patti Yasutake como Alyssa Ogawa
Kelsey Grammer como Morgan Bateson

Cronologia
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Lista de episódios de
Star Trek: The Next Generation

"Cause and Effect" é o décimo oitavo episódio da quinta temporada da série de ficção científica Star Trek: The Next Generation, que foi ao ar pela primeira vez no dia 23 de março de 1992 pela sindicação. O episódio foi escrito pelo produtor Brannon Braga e dirigido pelo ator Jonathan Frakes. No enredo, a destruição da Enterprise perto de uma distorção do contínuo de espaço-tempo faz um ciclo de causalidade temporal se formar, prendendo a nave e a tripulação no tempo e os forçando a reviver os eventos que precederam suas mortes.

Braga escreveu a história como um modo de evitar os clichês de viagem no tempo. Para impedir que o episódio ficasse monótono, o diretor Jonathan Frakes e a equipe de produção utilizaram várias técnicas para que cada ciclo temporal fosse único, como filmar uma mesma cena com várias câmeras em ângulos diferentes.

Enredo[editar | editar código-fonte]

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A Enterprise-D é mostrada como estando presa em um ciclo de causalidade temporal, com os eventos culminando na destruição da nave ao colidir com uma outra nave estelar que emergiu de uma distorção temporal. Enquanto cada ciclo progride, os tripulantes, apesar de desconhecerem estar em um ciclo, começam ter a sensação de um déjà vu. A Dra. Beverly Crusher começa a ouvir várias conversas antes de ir dormir, e, durante um ciclo, consegue gravar as vozes em seu tricorder. As análises revelam que as vozes são os tripulantes da Enterprise durante as horas que precederam a destruição da nave. A tripulação descobre que o ciclo temporal é causado por distorções de táquions perto de uma anomalia espaço-temporal, e programam Data para enviar uma curta mensagem para sua contraparte do próximo ciclo. Data envia o sinal momentos antes da nave ser destruída novamente.[1]

No próximo ciclo, a tripulação ainda sente o déjà vu, porém as ações realizadas por Data frequentemente revelam o número três, indo de encontro a suas vagas memórias. Eles fazem as mesmas conclusões do ciclo anterior, e Data deduz que o número três terá alguma significância no ciclo. A Enterprise encontra a anomalia novamente, e enquanto a outra nave emerge, Data e Riker sugerem soluções diferentes para evitar a colisão. Apesar do Capitão Picard optar pelo plano do andróide, Data percebe que o "três" era uma referência ao número de broches de patente que Riker usa, e inicia seu plano. A Enterprise consegue evitar a colisão e, assim, o cilo é quebrado. A tripulação percebe que eles estavam presos no ciclo há 17 dias, enquanto a nave que emergiu da distorção, a USS Bozeman, estava desaparecida há 80 anos. Ao final, a Enterprise recebe a Bozeman ao século XXIV.[1]

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Produção[editar | editar código-fonte]

O roteirista Brannon Braga concebeu a história ao pensar em modos de evitar os clichês tradicionais de viagens no tempo comuns, "Queríamos fazer uma história de viagem no tempo que nunca havia sido feita antes. Ficar preso em um ciclo temporal é uma que eu nunca tinha visto".[2] Ao decidir incorporar a destruição da Enterprise como o clímax de cada ciclo, Braga conseguiu começar o episódio com, o que ele descreveu como, "o teaser definitivo".[3]

Devido a natureza do episódio, a equipe de produção estava cuidadosa para fazer cada ciclo único. Braga comentou que, "De um modo, fazer as mesmas cenas foi confortante; foi divertido criar diferentes tomadas e pensar como eu poderia quebrar aquele copo em cada vez. [...] Esse foi um desafio incrível". Para o produtor Herbert J. Wright, "Foi um desafio e tanto porque quando o público vê uma vez e você mostra novamente, a tentação deles é pular para o botão do controle remoto. O desafio era como mantê-los excitados, motivados e envolvidos e se perguntando o que está acontecendo".[2]

Para garantir que "Cause and Effect" não fosse mal entendido como um clip show, o produtor Rick Berman instruiu o diretor Jonathan Frakes a não reusar qualquer tipo de imagem e garantir que cada ciclo fosse filmado de forma diferente. Como tal, algumas cenas do episódio foram filmadas usando múltiplas câmeras para não se precisar refilmá-las de um ângulo diferente.[2]

Originalmente, a USS Bozeman seria uma nave estelar da classe-Constitution, igual a USS Enterprise de Star Trek: The Original Series. Entretanto, o orçamento já estendido do episódio fez com que a nave fosse alterada para uma classe-Soyuz, que por sua vez era uma modificação do modelo da USS Reliant, de Star Trek II: The Wrath of Khan, e os cenários e figurinos utilizados eram de Star Trek VI: The Undiscovered Country.[3]

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Zack Handlen da The A.V. Club deu ao episódio uma nota "A", chamando-o de um dos melhores e mais espertos episódios de Star Trek: The Next Generation, elogiando também sua cena de abertura e seu conceito científico.[4]

Referências

  1. a b Cause and Effect StarTrek.com. Visitado em 7 de outubro de 2011.
  2. a b c Gross, Edward; Altman, Mark A.. Captains' Logs: The Unauthorized Complete Trek Voyages. [S.l.]: Little Brown & Co., 1995. ISBN 0316329576.
  3. a b Nemecek, Larry. Star Trek: The Next Generation Companion. 1 ed. [S.l.]: Pocket Books, 1992. ISBN 0671794604.
  4. Handlen, Zack (14 de abril de 2011). "The Outcast"/"Cause And Effect" The A.V. Club. Visitado em 8 de outubro de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]